quarta-feira, 26 de junho de 2013

Festival do Peixe do Rio e do Pão, Moura

No passado Fim de semana, de 22 e 23 de junho de 2013, teve lugar em Moura o Festival do Peixe do Rio e do Pão.
Pelas ruas históricas da cidade a decoração remontava a tempos mais antigos e aconteceram diversos desfiles alegóricos.
As montras encheram-se de objetos de valor histórico e com isso as ruas chamaram as pessoas como não chamam nos outros fins de semana.


Pormenor de uma das montras.


Exposição dos Moínhos e havia ainda outra exposição de Aves.

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Exposição de arte.


Elementos do nosso Alentejo.


Rua movimentada.


Desfile alegórico.


Decoração.


Vendem-se copos de água!


Torre do Relógio.


Montra com elementos domésticos feitos à mão e sapatos muito antigos.

Festa do Barão (Alvito)

Em 2013… Meu Deus! Eu olho esta foto, eu pergunto quando será? Sinto que é passado. Sinto que é a história, a viva no presente. Alvito. Um nome que começo a registar, nas viagens pelo meu Alentejo…
 
“Outrora foi chamada Vila Nova de Alvito, Vila Nova a par de Alvito e Vila Nova a par de Viana, tendo recebido o actual nome no século XVIII, por fazer parte dos domínios do barão de Alvito. Foi vila e sede de concelho entre 1280 e 1836. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 704 habitantes”…
 
Informação retirada do Blog:  http://aletradeumalentejo.blogspot.pt/

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gentes de S. Bartolomeu do Outeiro



























Fotos recolhidas numa das nossas caminhadas em S. Bartolomeu do Outeiro, no dia 24 de Maio de 2013.
São Bartolomeu do Outeiro é uma das freguesias do concelho de Portel, sendo conhecida também como aldeia miradouro, tal é a sua abrangente panorâmica. A povoação de S. Bartolomeu do Outeiro, foi também conhecida por Oriola de Cima já que, até 1836, pertenceu ao termo da antiga Vila de Oriola.
Há semelhança de muitas localidades alentejanas, a população de S. Bartolomeu do Outeiro está cada vez mais envelhecida, no entanto o que esta "gente" ainda nos pode transmitir e ensinar não vem do google ou em qualquer motor de busca da internet e mesmo muito poucos serão os livros. Só mesmo através do contacto directo é que podemos realmente ter uma verdadeira transmissão de conhecimentos.

Centro de Interpretação da Gruta do Escoural



Na vila de Santiago do Escoural, próximo da Igreja Paroquial, mesmo em frente ao Restaurante Azinheirinha, está instalado um Centro de Interpretação da Gruta do Escoural. Um espaço com uma pequena exposição arqueológica de introdução à visita da gruta. Não deixem de visitar, pois é uma exposição de muito interesse.

Grutas do Escoural:
 A sua descoberta, em 1963, deveu-se à exploração de uma pedreira, tendo-se encontrado, no seu interior, uma necrópole datada do Neolítico Final. Mais tarde seriam detectadas as primeiras pinturas. Foi classificada como Monumento Nacional em 1963.

Os trabalhos arqueológicos revelaram ocupações desde o Paleolítico Médio e Superior até ao Neolítico Final. A arte rupestre destaca-se pela sua raridade e apresenta duas fases, com cronologias de cerca 25.000 a.C e 13.000 anos a.C..

No exterior, na elevação acima da gruta, situa-se um Santuário Rupestre Neolítico e um pequeno povoado Calcolítico. Nas proximidades encontra-se um Tholos (sepulcro megalítico de falsa cúpula).

É de salientar que nesta zona existem importantes monumentos megalíticos, dos quais se destacam a Anta Grande da Comenda da Igreja e, já no concelho de Évora, o Cromeleque dos Almendres e a Anta Grande do Zambujeiro
Proposta para um pequeno percurso, nos arredores do Escoural:

segunda-feira, 24 de junho de 2013

CAOS em Alcácer do Sal (By Carlos Caetano)









Proposta de Passeio de Fim de Semana: Passear em Alcácer do Sal.

Desta vez, mostro-vos as fotos do compadre Carlos Caetano, tiradas no passado dia 15JUN numa caminhada CAOS, que teve como organizador principal o compadre Manuel Madeira.
CAOS, como já devem saber, significa "Circulo de Actividades Oxigénio e Sol" e trata-se de um enorme grupo de amigos pedestrianistas que gostam de caminhar e conviver aonde houver um organizador "carola" a criar um evento, seja caminhada ou passeio cultural, desde que seja gratuito.

O concelho de Alcácer do Sal, encontra-se situado à beira do estuário do Sado. Integra o distrito de Setúbal , juntamente com mais doze concelhos, tendo uma área de 1.465,3 Km2, com uma população a rondar os 14.000 habitantes integrados em seis freguesias.
As origens de Alcácer do Sal diluem-se no tempo. Ao longo dos anos foram encontrados vestígios das mais diversas origens. Desde artefactos do paleolítico inferior com cerca de 40.000 mil anos, passando por vestígios da presença de povos do mesolítico na zona de Comporta, testemunhos das primeiras produções de cereais e de criação de gado, sinónimo de sedentarização. Na idade do ferro, Alcácer do Sal destaca-se em toda a região chegando a ter a sua própria moeda.
Com a chegada dos romanos, Alcácer do Sal tem um desenvolvimento repentino, constituindo-se a ”Salatia Urbs Imperatoria”, continuando a cunhagem da sua própria moeda, como era habitual nos centros de grande desenvolvimento da época. A economia desenvolveu-se com base no comércio das lãs e principalmente do Sal, sendo o rio Sado o meio preferencial de comunicação e de trocas comerciais.
Passando a cidade episcopal no período visigótico, é nomeado seu primeiro bispo, São Januário.
“Alqasr Abu Danis” foi como foi denominada Alcácer do Sal no período Islâmico.
Os confrontos entre cristãos e muçulmanos, foram a partir do século XII uma realidade desta povoação. D. Afonso Henriques aqui os combateu (1158), atribuindo-lhe o primeiro foral. D. Sancho I aqui também combateu os muçulmanos no ano de 1191, ficando definitivamente reconquistada no ano de 1218, já no reinado de D. Afonso II.
Com o poder cristão instaurado, Alcácer do Sal é entregue à Ordem de Santiago.
D. Manuel I, aqui é aclamado no ano de 1495 rei de Portugal. No ano de 1502 Pedro Nunes nasce nesta localidade, tornando-se um reconhecido matemático.
No decorrer do século XVI, a produção de sal torna-se extremamente importante, reflectindo-se num desenvolvimento económico de grande importância, o que possibilita nesta época a construção de palácios, igrejas, conventos e monumentos que são o testemunho nos nossos dias do papel importante que Alcácer do Sal teve naquela época.

Os Chocalhos e a sua relevância na vila das Alcáçovas


Os Chocalhos
e a sua relevância
na vila das Alcáçovas

Autor: ANDRÉ CORREIA

Ensaios / 22
120 pp (quadricomia)

Formato: 17 cm x 24 cm
ISBN: 978-989-680-092-5
Data de Publicação: Junho de 2013
PVP: 15,90 euros

A presença dos chocalheiros na vila das Alcáçovas tem um relevo especial. Nesta pequena povoação, várias gerações de chocalheiros dominaram em quantidade e qualidade a arte de fazer chocalhos. A história destes homens e mulheres é invulgar e merece ser conhecida, preservada e continuada.

AS ALCÁÇOVAS:
A história da vila das Alcáçovas é rica de memórias, de património material e imaterial, e de muitas pequenas — e grandes — coisas que fizeram e que nalguns casos ainda fazem dela aquilo que é hoje. Entre esse rico património, talvez desmesurado para terra tão pequena, encontramos a arte dos chocalhos e dos chocalheiros.

O CHOCALHO:
De Trás-os-Montes ao Alentejo, o chocalho foi usado durante séculos ou milénios nos rebanhos e manadas de ovídeos, caprinos e bovinos, e até noutros animais.
O som dos chocalhos, nas nossas planícies e montanhas, fez sempre parte da paisagem e em muitas vilas e aldeias surge como um som místico, quase sagrado, em festas populares.
Pouco se tem escrito sobre o chocalho e pouco se sabe sobre este artefacto, prático e decorativo, objetivo e simbólico.

O LIVRO:
O que este livro nos oferece é um contributo para uma melhor compreensão deste instrumento sonoro e da sua ligação profunda à vila das Alcáçovas.

O AUTOR:   André Correia
Economista reformado, cofundador e sócio honorário da Associação Portuguesa de Marketing, Presidente da Direção da ‘Amigos das Alcáçovas – Associação de Defesa do Património’, conhecida pela sigla AAA (Associação dos Amigos das Alcáçovas), e apaixonado pela História e pelas histórias dos que mantêm vivas as tradições. Encontrou nas Alcáçovas, onde vive há cerca de uma dezena de anos, uma vila cheia de riquezas históricas e de interessantes narrativas acerca de gente simples, mas de enorme valor. Quis ficar a conhecer o percurso e o trabalho dos seus artesãos chocalheiros e escreveu este livro por entender que o que descobriu e aprendeu deveria ser partilhado.

Esta obra foi publicada com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Viana do Alentejo.

domingo, 23 de junho de 2013

Serra de Monfurado a preços de saldo.

Serra de Monfurado a preços de saldo
Serra de Monfurado - Fotografia de Joan Villaplana

 Um projecto mineiro que poderá arrancar brevemente na aldeia de Nossa Senhora da Boa Fé ameaça o equilíbrio ambiental de uma das mais belas e paisagisticamente intactas serras alentejanas, Monfurado, situada a poucos quilómetros de Évora. Os impactes previstos são de múltipla ordem, afectando gravemente, para lá da saúde pública, as águas, a flora, a fauna e o património. Apesar de boa parte da população local estar a oferecer, de forma muito organizada e fundamentada, resistência ao projecto – o que, não sendo inédito em Portugal, é sintomático da gravidade dos impactes –, o poder central e local deu mostras públicas de estar decidido a dar-lhe luz verde. Curiosamente, até o presidente da Junta de Freguesia da Boa Fé, do Partido Comunista, se aliou aos promotores de um projecto que materializa os interesses do capitalismo mais especulativo, selvagem e irresponsável para com o meio ambiente e a saúde e o bem-estar das populações.

A enorme mina prevista para a aldeia da Boa Fé representaria apenas o início de um colossal projecto de exploração de ouro, ao nível dos maiores do mundo, que iria perpetuar a destruição da Serra de Monfurado durante décadas. O principal destino a ser dado ao minério, como confessou a uma rádio local o director da empresa promotora do projecto, é a criação de barras para alimentar as reservas de ouro de alguns países. Outra parte teria como destino a indústria internacional da joalharia. É para isto que paisagens muito valiosas do ponto de vista ambiental e cultural serão arrasadas e profundamente contaminadas.

O abate de árvores (sobreiros e azinheiras) previsto apenas para esta primeira fase abrange uma área de cerca de 100 hectares. A desflorestação massiva de 6 952 sobreiros e azinheiras adultos iria ocorrer no seio de um sistema agro-florestal singular, porque produzido e mantido ao longo de centenas de gerações pelos agricultores. Este sistema, perfeitamente adaptado às condições edafo-climáticas do Sul do País e com grande aproveitamento agro-silvopastoril, é conhecido por ‘montado’ e está cada vez mais ameaçado. Constitui um dos biótopos portugueses mais relevantes em termos de conservação da natureza e uma prova (infelizmente cada vez mais rara) de que as práticas agrícolas podem conviver com a manutenção da flora e fauna autóctones.

Quem desejar obter mais informação sobre este projecto ou contribuir para a resistência ao mesmo pode visitar a página: http://projectomineirodaboafe.wordpress.com/

Pedro Duarte, morador em N. Sra. da Boa Fé

(Texto publicado originalmente no blogue da Árvores de Portugal.)