domingo, 7 de julho de 2013

Fotografar Viana do Alentejo


No próximo dia 13JUL, os compadres da Associação dos Amigos de Alcáçovas vão passear a Viana do Alentejo, para fotografar, conhecer e conviver ...
O ponto de encontro é no estacionamento junto ás Piscinas Municipais desta vila ás 09H30
e a hora prevista para acabar esta actividade será por volta das 12H30.
Não se paga nada e não é requerida inscrição prévia. Este passeio fotográfico baseia-se na presunção que a melhor publicidade para uma pequena aldeia ou vila é a que é feita pelos seus visitantes, através de fotos que serão publicadas em sitios na Internet.
Conhecida pela sua tipica Olaria,Viana do Alentejo é uma vila muito interessante do ponto de vista paisagistico, cultural e gastronomico, visitaremos as pedreiras, o castelo e o núcleo urbano envolvente.

sábado, 6 de julho de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Armindo Alves Photography


 Grou.        (Grous-grou)   
Ao fim do dia, quando o sol desce no horizonte, o regresso ao dormitório, onde se concentram ás centenas ou milhares.


A conservação da Natureza nas suas várias vertentes é hoje para além de uma necessidade um estado de alma, uma forma de "estar"...
Se estas fotos te sensibilizarem na protecção do meio ambiente , na preservação das espécies, na defesa da biodiversidade já valeu a pena.
Luta por uma "Terra Viva".                              
                                                         - Armindo Alves
.
Fotos gentilmente cedidas pelo compadre Armindo Alves, http://www.armindoalves.blogspot.pt/

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CAOS em Mértola (By Florbela Vitorino)









A nossa comadre Florbela Vitorino esteve no Fim de Semana CAOS em Mértola e Pulo do Lobo e estas fotos são a prova que vivemos no Melhor Alentejo do Mundo.
Alguém tem dúvidas?´
Por todo o concelho abundam provas de um povoamento precoce, os primeiros vestígios remontam ao Neolítico, há cinco mil anos atrás. Habitado em tempos remotos por Iberos, povo agrícola e pacífico, a Mértola vão chegando Fenícios, Gregos e Cartagineses, numa ocupação que tinha por mote o controlo das rotas comerciais. A história e ocupação de Mértola, ao longo dos tempos, são determinadas pela sua condição de ponto mais extremo de navegabilidade do rio Guadiana, localização vital para as rotas comerciais do Mediterrâneo. Acresce a esta determinante, o seu posicionamento estratégico, no topo de uma elevação contornada pelo rio Guadiana e pela ribeira de Oeiras, que lhe conferia excelentes condições naturais de defesa...

http://www.visitmertola.pt/pt/vila_museu/index.php

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Estão a meter água!...


Somos um país com uma agricultura errada, em que se pagou aos agricultores para deixarem de cultivar. Para além disso, encheu-se o Algarve de campos de golfe e transformou-se o Alentejo numa vinha gigante, com as inescapáveis consequências que daí advêm e que se traduzem numa contaminação irreversível dos aquíferos usados no consumo humano.
Somos um país pequenino, mas com jeito para muitas coisas, entre elas a criatividade da gíria popular, do calão, das frases idiomáticas e das alcunhas. Usando dessa criatividade é caso para dizer a quem nos governa, em primeiro lugar:
- Estão a meter água!
Em segundo lugar, vamos dar conta dessa criatividade linguística, através duma resenha necessariamente sucinta no âmbito da temática “Água”:

- A PÃO E ÁGUA - Submetido a regime alimentar muito rigoroso. [6]
- ÁGUA BENTA – Protecção. [3]
- ÁGUA BÓRICA - Aguardente falsificada. [1]
- ÁGUA DE BACALHAU – Fiasco; Malogro. [1]
- ÁGUA DE CASTANHAS – Infusão de café ordinário. [7]
- ÁGUA DE CHEIRO – Alcunha outorgada a jovem que andava sempre muito perfumado (Aljustrel). [5]
- ÁGUA DE CÚ LAVADO – Poção que se crê existir e pode ser dada a beber traiçoeiramente a pessoa que se pretenda dominar, nomeadamente em jogos amorosos. [4]
- ÁGUA FERRADA – Água em que se deitou uma brasa para a amornar. [7]
- ÁGUA FRESCA – Designação atribuída a um aguadeiro (Mourão). [5]
- ÁGUA FRIA – O alcunhado caiu dentro de um poço e quando o retiraram de lá, disse que a água estava fria (Castro Verde). [5]
- ÁGUA MORNA - Pessoa com falta de energia, indolente, incapaz de qualquer iniciativa. [1]
- ÁGUA NO BICO - Intenção reservada. [1]
- ÁGUA- VAI! – Grito com que se lançava água suja na rua. [3]
- AGUAÇA – Enxurrada. [7]
- AGUACEIRO - Indivíduo que vive com contrariedades. [2]
- AGUADA - Pequeno descanso de um quarto de hora que o manateiro dá aos trabalhadores para beberem ou fumarem.[7]
- AGUADEIRO – Vocábulo desdenhoso do cocheiro que evidencia conhecimento nulo o que é conduzir. [7]
- AGUADILHA - Vinho fraco, aguado. [2]
- AGUARITA – Caldo muito aguado. [7]
- AGUARRÁS - Aguardente de figo ou de cereais.[1]
- ÁGUA-RUÇA - Reduzido a nada. [1]
-  ÁGUAS BELAS – Criança pálida e enfezada. [3]
-  ÁGUAS CARREGADAS – Sinal de zangas domésticas. [3]
-  ÁGUAS DA VALA - Preguiça ; moleza. [1]
-  ÁGUAS PASSADAS – Tempos ou coisas ultrapassadas. [3]
-  ÁGUAS-FURTADAS – A cabeça. [3]
-  BALDE DE ÁGUA FRIA -  Desilusão, decepção. [6]
-  CARGA DE ÁGUA - Chuvada violenta; motivo. [6]
-  CLARO COMO ÁGUA – Evidente. [6]
-  COMO DUAS GOTAS DE ÁGUAS - Perfeitamente idênticas. [6]
-  COMO PEIXE NA ÁGUA – À vontade. [6]
-  CRESCER ÁGUA NA BOCA - Experimentar forte desejo. [6]
-  DAR ÁGUA PELA BARBA – Ser difícil de conseguir. [6]
-  DE PRIMEIRA ÁGUA - Admirável. [6]
-  FÁCIL COMO A ÁGUA - Muito fácil de conseguir. [6]
-  FERVER EM POUCA ÁGUA - Irritar-se facilmente. [6]
-  IR POR ÁGUA ABAIXO - Falhar. [6]
-  LEVAR ÁGUA AO RIO - Fazer trabalho escusado. [6]
-  LEVAR ÁGUA AO SEU MOINHO – Arguir. [6]
-  METER ÁGUA - Ter um desaire. [2]
-  NAVEGAR ENTRE DUAS ÁGUAS - Usar de duplicidade. [6]
-  NAVEGAR NAS MESMAS ÁGUAS - Perfilhar as mesmas convicções. [6]
-  PARTIR PARA ÁGUAS - Ir para férias a fim de descansar ou tratar da saúde; ausentar-se para lugar incerto. [6]
-  PÔR A CABEÇA EM ÁGUA - Causar grandes preocupações. [6]
-  PÔR AGUA NA FERVURA -  Dizer ou fazer alguma coisa com a intenção de tranquilizar os espíritos. [6]
-  PRIMEIRAS ÁGUAS - As primeiras chuvas. [6]
-  SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE - Enjeitar responsabilidades. [6]
-  SEM DIZER ÁGUA VAI – Inesperadamente. [6]
-  SUJAR A ÁGUA QUE BEBE - Ser pessoa mal-agradecida. [6]
-  TEMPESTADE NUM COPO DE ÁGUA - Grande alarde. [6]
-   VERTER ÁGUAS - Urinar. [6]


Em suma: estão a meter água e põem-nos a cabeça em água. E olhem que isto não é uma tempestade num copo de água!



BIBLIOGRAFIA
[1] - BESSA, Alberto. A Gíria Portugueza. Gomes de Carvalho - Editor. Lisboa, 1901.
[2] – LAPA. Albino. Dicionário de Calão. Edição do Autor. Lisboa, 1959.
[3] - NEVES, Orlando. Dicionário de Expressões Correntes. Editorial Notícias. Lisboa, 1998.
[4] - NOBRE, Eduardo. Dicionário de Calão. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986.
[5] – RAMOS, Francisco Martins; SILVA, Carlos Alberto da. Tratado das Alcunhas Alentejanas. 2ª edição. Edições Colibri. Lisboa, 2003.
[6] – SANTOS, António Nogueira. Novos dicionários de expressões idiomáticas. Edições João Sá da Costa. Lisboa, 1990.
[7] - SIMÕES, Guilherme Augusto. Dicionário de Expressões Populares Portuguesas. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1993.


Copiado do blog do compadre Hernâni Matos, http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.pt/

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lenda da Costureirinha


A Lenda da Costureirinha

Entre as crenças que algum dia existiram no Baixo Alentejo, a da costureirinha era uma das mais conhecidas. Não é difícil, ainda hoje, encontrar pessoas de alguma idade, e não tanta como isso... que ouviram a costureirinha. O que se ouvia, então? Segundo diversos testemunhos, ouvia-se distintamente o som de uma máquina de costura, das antigas, de pedal, assim como o cortar de uma linha e até mesmo, segundo alguns relatos, o som de uma tesoura a ser pousada. Um trabalho de costura, portanto. O som trepidante da máquina podia provir de qualquer parte da casa: cozinha, quarto de dormir, a casa de fora, e até ...mesmo de alpendres. De tal modo era familiar a sua presença nos lares alentejanos que não infundia medo. Era a costureirinha.
Mas quem era ela? Afirma a tradição que se tratava de uma costureira que, em vida,
costumava trabalhar ao domingo, não respeitando, portanto, o dia sagrado. É esta a versão mais conhecida no Alentejo. Outra versão afirma que a costureirinha não cumprira uma promessa feita a S. Francisco. Esta última versão aparece referenciada num exemplar do Diário de Notícias do ano 1914 em notícia oriunda de aldeias do Ribatejo. Pelo não cumprimento dos seus deveres religiosos, a costureirinha fora condenada, após a morte, a errar pelo mundo dos vivos durante algum tempo, para se redimir. No fundo, a costureirinha é uma alma penada que expia os seus pecados, de acordo com a crença que os pecados do mundo, o desrespeito pelas coisas sagradas e, nomeadamente, o não cumprimento de promessas feitas a Deus ou aos Santos podiam levar à errância, depois da morte. Já não se houve, agora, a costureirinha? Terminou já o seu fado, expiou o castigo e descansa em paz? A urbanização moderna, a luz eléctrica, os serões da TV, afastaram-na do nosso convívio. Desapareceu, naturalmente, com a transformação de uma sociedade rural arcaica, que tinha os seus medos, os seus mitos, as suas crenças e o seu modo de ser e de estar na vida.

Retirado do Blog:
http://www1.ci.uc.pt/iej/alunos/2001/lendas/Lendas%20de%20Beja.htm

Obs- Para nós, que éramos crianças e dormiamos nas velhas casas alentejanas com traves de madeira, era muito fácil acreditar nesta lenda, pois toda a noite se ouviam pequenos ruídos, que mais não eram os bichinhos da madeira a alimentar-se...





segunda-feira, 1 de julho de 2013

Luis Malheiro Photography

O sapo-parteiro-ibérico, é uma espécie endémica da península-ibérica que se distribui principalmente pelo interior do nosso país, sendo mais abundante na parte sul. No máximo costuma antigir apenas 45 mm de comprimento. É uma espécie de hábitos nocturnos, embora seja visto frequentemente durante o dia, especialmente se for um dia chuvoso ou nublado. Nos dias mais frios procura refúgios debaixo de pedras ou pode mesmo escavar buracos para se esconder.
Na época reprodutiva podem se ver os machos com os cordões de ovos enrolados nos membros posteriores (o mesmo macho pode transportar ovos de várias fêmeas), como os ovos são muito sensíveis o macho refugia-se em buracos durante cerca de três semanas. Após esse tempo de incubação deslocam-se até uma massa de água, onde se dá a eclosão. 
 
 


O abelharuco é uma ave inconfundível pelas suas cores características, é estival, chegando a Portugal vindo de África no início de Abril onde permanece até ao mês de Setembro, sendo a sua época reprodutora nos meses de Maio e Junho.

"Já no ano anterior tentei fotografar esta espécie com as suas cores que só fazem lembrar a Primavera, no entanto não consegui realizar nenhuma fotografia decente, este ano decidi iniciar a busca desta ave mais cedo, procurando nos locais de nidificação que já tinha referenciado em 2012 juntamente com o Ricardo Lourenço, e por fim consegui realizar uma sessão com algumas imagens interessantes."
                                                                              - Luis Malheiro              
Fotos gentilmente cedidas pelo compadre Luis Malheiro. ( http://malheirofotografia.blogspot.pt/ )
 

Luís Malheiro

Luís Malheiro
Nascido a 16 de Dezembro de 1984 desde cedo sentiu um prazer enorme em fotografar utilizando para isso a Minolta 7s do seu pai. Anos mais tarde comprou a sua primeira SLR uma Nikon F80, mas só em 2011 se converteu para o mundo digital, ano esse em que começou também a encarar a fotografia de uma forma mais séria e a fotografar vida selvagem, já que sempre admirou esse nicho fotográfico e sonhou com ele através de revistas como a National Geographic ou programas como o BBC Vida Selvagem.