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sábado, 28 de dezembro de 2019

Galeão " Botafogo"


"Por mares nunca dantes navegados"
Ao ouvir falar em "Botafogo", quase todos o relacionarão com um clube de futebol brasileiro. E outros, com um bairro do Rio de Janeiro. 
As duas referências são correctas e a sua origem é comum. Mas, como surgiu efectivamente este nome, que começou por ser uma alcunha?

Para isso, é necessário recuarmos alguns séculos atrás, à época dos descobrimentos, em que Portugal era a vanguarda da tecnologia e conhecimento marítimo, construindo os melhores e mais avançados navios do mundo.
O "Botafogo", alcunha conferida ao Galeão S. João Baptista, foi o mais temível e poderoso navio de guerra do séc. XVI, era português e dotado de um poder de fogo avassalador, sem rival à sua altura.
Importa referir, que o mestre artilheiro do galeão, o qual recebeu também a alcunha de Botafogo, se estabeleceu no Brasil após receber terras da coroa, as quais serão hoje um bairro do Rio de Janeiro e que aí tem sediado um conhecido clube de futebol, era Alentejano e do Distrito de Portalegre, um nobre natural da cidade de Elvas.

sábado, 30 de novembro de 2019

Pinturas Rupestres históricas e cagadas...






As abandonadas gravuras rupestres da Ajuda em Elvas. 
Pisadas e cagadas pelas vacas. 
Assim se trata o nosso Património com 5000 anos. 
E depois queremos Turismo...
Fotos e texto: Luís Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Refrigerantes Aqueduto ( Elvas )





Estas Limonadas foram fabricadas em Elvas na Fábrica de refrigerantes de Manuel António...
E, que se saiba, existem dois tipos de garrafas diferentes desta marca Aqueduto:



Mais uma marca de refrigerantes alentejana que estava  esquecida na história e que considero relevante mostrar a todos para memória futura...
Na minha opinião quanto mais informação houver de texto e fotográfica, mais colecionadores surgirão e quantos mais colecionadores houver, mais garrafas salvamos e assim, desta forma ganha o colecionismo, ganhamos nós e ganha a história.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Vila Boim





Vila Boim tem vestígios de povoamento desde a época pré-histórica como comprovam algumas antas e dólmens descobertos na freguesia. No século II a.C., chegaram os romanos a Vila Boim. O início da história documentada de Vila Boim, dá-se com a chegada dos muçulmanos. Os muçulmanos baptizaram Vila Boim de Moçarava.

Nacionalidade

Em 1226 D. Sancho II expulsa os muçulmanos de Elvas. Supõe-se assim que esse tenha sido o mesmo ano em que os muçulmanos tenham sido expulsos de Vila Boim. Já no reinado de D. Afonso II, Vila Boim foi doada a D. João de Aboim, deixando a designação de Moçarava, para adoptar numa primeira fase o nome de Vila Aboim e posteriormente a nomenclatura de Vila de Boim. Ao longo da segunda metade do século XII, D. João de Aboim foi adquirindo mais terras, até que em data incerteza e quando Elvas delimitou por padrões as possessões senhoriais, surgiu o Concelho de Vila Boim.
Desde 1305, o Concelho de Vila Boim andou na posse da coroa, até que em 23 de Janeiro de 1374, D. Fernando extinguiu o Concelho de Vila Boim e o integrou no Concelho de Elvas. Mas a 14 de Julho de 1374, D. Fernando, voltou a restituir o Concelho de Vila Boim e a sua autonomia.
Em 1451, Fernando de Abreu vendeu Vila Boim a Fernando I de Bragança, fazendo Vila Boim parte do Ducado de Bragança até 1876. Em 1505 iniciou-se a construção do Castelo de Vila Boim, que foi destruido na Guerra da Restauração. Os principais monumentos de Vila Boim já não existem. A lembrar: Castelo de Vila Boim, Paço dos Duques de Bragança e o Pelourinho. Resta apenas a Igreja de São João Baptista do século XVIII. A 1 de Julho de 1518 Vila Boim recebeu foral manuelino.
Em 1836 aquando das reformas administrativas o Concelho de Vila Boim foi definitivamente extinto e integrado no Concelho de Elvas.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Forte da Graça ( Elvas )




Elvas-As Cores do Alentejo
"Forte da Graça"
#Elvas #elvaspatrimoniomundial #Alentejo #Portugal#garrisonbordertown
@José Silva Photography 
https://www.facebook.com/PhotographyJoseSilva


Esplêndida e grandiosa construção da Praça de Elvas situada numa grande elevação a Norte.
Exemplo notável da arquitetura militar do séc. XVIII e considerada por muitos historiadores como uma das mais poderosas fortalezas abaluartadas do mundo, o Forte da Graça ou de Lippe é ainda original pela sua conceção e implantação.
Esta elevação foi desde sempre bastante importante: ainda no séc. XV aqui se situava a pequena ermida de Santa Maria da Graça, cuja reedificação na altura se deveu à bisavó de Vasco da Gama; na Guerra da Restauração, em 1658, os espanhóis construíram aqui um reduto para atacar a cidade de Elvas.
A edificação da fortificação começaria em 1763 por Wilhelm, Conde de Schaumbourg-Lippe, encarregado pelo rei D. José a reorganizar o exército português. Para dirigir as obras foi escolhido o Engenheiro Éttiene, sendo este pouco tempo depois substituído pelo Coronel Guillaume Louis Antoine de Valleré. As obras gigantescas só terminariam em 1792.
Constituído por três corpos, as obras exteriores, o corpo principal e o reduto central, o Forte da Graça é um exemplo da arquitectura militar de tipologia Vauban. O corpo central é formado por quatro baluartes tendo a meio da cortina sul a porta principal de uma beleza fenomenal.
Em 1856 já a guerra tomava outros caminhos e neste espaço foi criada uma companhia de correção e em 1894 um depósito disciplinar onde estiveram vários presos políticos desde a 1ª República até 1974.

domingo, 14 de abril de 2019

Conjunto Patrimonial de S. Rafael ( Elvas )













Conjunto Patrimonial de S Rafael em Elvas
 O Rio Guadiana agora também Alqueva, Moinhos, Antas e Arte Rupestre com 5000 anos, Ermida e Necrópole Medievais.......Grous.
Tudo ao abandono sendo pisado pelas vacas.


Texto e fotos da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

É Natal em Elvas !...











Elvas está mais bonita que nunca com as iluminações de Natal deste ano.
A poucos quilómetros da fronteira espanhola, esta cidade convida a uma visita ao seu centro histórico e aos seus museus e igrejas.

Assim sendo, vão estar iluminadas a Rua da Cadeia, de Olivença, da Carreira, da Feira, de São Francisco, Alferes Cristóvão Pinto, de Alcamim, de Évora, Eusébio Nunes, João de Casqueiro, de São Lourenço, Sá da Bandeira, André Gonçalves, Praça 25 de Abril, e Largo da Misericórdia.
Para além destas 15 ruas do Centro Histórico, vai estar também iluminada a Praça da República, o pátio da Câmara Municipal de Elvas e, fora do núcleo histórico, o hall de entrada do Coliseu, até 7 de janeiro, tendo cada uma delas uma temática diferente.
Este ano, a iluminação é feita por led’s, uma solução mais económica em termos de consumo energético, em cerca de 70 por cento em relação à iluminação tradicional, uma preocupação que a autarquia tem vindo a demonstrar.
À semelhança dos anos anteriores, a aposta da Câmara Municipal de Elvas passa por atrair mais visitantes ao Centro Histórico, dando assim um impulso mais ao comércio tradicional da cidade Património Mundial, numa altura em que a iluminação de Natal é, também, um motivo para conhecer Elvas.

Fotos da autoria do nosso compadre José Luís Trindade.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Castelo de Elvas





Em Elvas a ocupação humana data pelo menos do século II, a. C. quando os romanos ocuparam a península, depois foi habitada pelos visigodos e a partir de 714, pelos árabes, subsistindo ainda vestígios da estrutura defensiva por eles construída.

O avanço para sul da expansão do território português e consequente reconquista destes territórios pelas forças cristãs, terá levado a uma primeira conquista de Elvas, em 1166, mas voltou a cair na mão dos árabes, alternância que se viria a repetir, até ao reinado de D. Sancho II, por volta de 1226, em que passa definitivamente para a posse portuguesa.
As defesas do castelo foram melhoradas por D. Sancho II, e foram sendo ampliadas ao longo dos anos, com D. Fernando foi criada uma terceira cintura de defesa, D. João II, manda fazer algumas reparações, nomeadamente na Torre de Menagem.

Durante a crise de 1385, Elvas suportou um cerco das forças de Castela, durante 25 dias, durante a Guerra da Restauração da Independência, depois de 1640, as suas defesas foram adaptadas para o uso de artilharia e criada mais uma linha de defesa, e apesar de ter sido atacada antes das obras estarem concluídas, Elvas resistiu ao cerco do exército espanhol.

O crescimento urbano da cidade destruiu parte da estrutura do castelo medieval, mas com a sua classificação como Monumento Nacional, permitiu a preservação da estrutura mais antiga iniciada no reinado de D. Sancho II, que é considerada um dos mais importantes exemplos da evolução das construções militares portuguesas.

Acessos: Auto-estrada A6, Saída em Elvas
Fonte e Fotos: https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-castelo-de-elvas-13786


Agradecimentos: Ana Maria Saraiva
Fotos: José Galguinho, Celestino Manuel e autor desconhecido.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Ponte da Ajuda









Estas fotos foram tiradas da nova Ponte da Ajuda, que liga por estrada Elvas e Olivença, atravessando o Rio Guadiana. As ruínas que se observam nas duas margens são as da velha Ponte, há muito tempo destruídas...
As pontes servem precisamente para unir os povos e actualmente vivem nos dois lados das margens pessoas com um grande empenho em conservar as suas raízes e que podem estar orgulhosas da sua história.
Na minha opinião, ir visitar Elvas sem visitar Olivença ( e vice-versa) é ficar com o passeio  incompleto...
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Na cimeira luso-espanhola de 1994, o governo português recusou um empreendimento transfronteiriço de construção de uma nova ponte sobre o rio Guadiana, perto da ponte da Ajuda, chamando a si todos os encargos e responsabilidades de construção dessa futura ponte, evitando assim quaisquer formas de reconhecimento tácito de um traçado de fronteira sobre a linha do Guadiana e qualquer cedência do território de Olivença e correspondente património. 
Em 2000, foi inaugurada esta nova ponte, a curta distância a jusante da antiga, construída e financiada pelo governo português.
( Wikipédia)

Em vez da guerra, este local agora é de Paz. A questão de Olivença constitui uma oportunidade para incentivar o turismo de ambos os lados do rio Guadiana.
E é isso que se pretende com estas fotos, o mais importante é preservar a história. "Águas passadas não movem moinhos"