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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

VIII almoço dos Ganhões ( Aguiar )








O VIII Almoço dos Ganhões vai ser em realizado em 07 de Setembro no Jardim Público de Aguiar, ( Municipio de Viana do Alentejo ) 
A Organização é a cargo do Grupo Cultural e Desportivo de Aguiar.
Não se esqueçam que se quiserem participar neste grande evento, terão de fazer a reserva de lugares obrigatoriamente. Os números  para contacto estão neste Cartaz :


Fotos : Ana Dores e Henrique Carvalho

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A arte do Mestre Modesto Raposo








O pátio da Casa-Museu Quinta da Esperança em Cuba, no Baixo Alentejo, tem patente até 14 de julho a exposição de artesanato agrícola do artesão Modesto Raposo.
Natural da vila de São Matias, localidade vizinha à vila de Cuba o artesão encontra, aos 75 anos de idade, tempo e disposição para se dedicar ao artesanato.
“Com uma riqueza de detalhes e pormenores impressionante, e utilizando-se de materiais como palhas, madeira, tintas e peles, ele recria em miniaturas os ofícios e trabalhadores da agricultura de outros tempos, de uma forma lúdica e nostálgica”, destaca uma nota divulgada pela Casa-Museu Quinta da Esperança.
A exposição dá peças que retratam o almocreve com parelha de mulas, a junta de vacas com carrada de trigo em cama, o transporte das pipas de vinho, o pastor alentejano e a matança do porco à antiga,
entre outras personagens e cenas da vida do campo.
A entrada é gratuita, sendo cobrado apenas o bilhete para visita ao museu, que está aberto de quarta a domingo, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

www.mundoportugues.pt

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Cante





Há um cante envolto em pranto, que lembra um tempo sem volta!
Mas que vai ganhando um outro encanto, pondo de lado a revolta!
Nossos pais sofreram tanto, nossos avós ainda mais!
Nós, nós fugimos a esse pranto, p’ra não ouvirmos seus ais
Homem que foi terra foi barro, em pleno campo criado
Comeu as sopas no tarro, levou aos ombros seu fardo!
Vamos olhar de outro jeito, o progresso em caminhada
Para aliviar o peito, desta gente amargurada!
Nossos campos ainda lá estão, as searas até o gado
Mas ceifeiras, essas não, foram escravas do passado!
Rosa Dias

Fotos da autoria do nossa comadre Cida Garcia.
Modelo: Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

XV Encontro de Grupos Corais ( Alcáçovas 04MAI19 )


O Grupo Coral Etnográfico Paz e Unidade vai comemorar o seu 19º Aniversário de existência com um Encontro de Grupos de Cante, o XV , a realizar no Jardim Público de Alcáçovas, no próximo sábado 04MAI19, ás 16H30.
Entradas Livres e Gratuitas !...
Apareçam ...

sábado, 26 de janeiro de 2019

1ª Feira Gastronómica de Alcáçovas

No âmbito do 7º ANIVERSÁRIO DO GRUPO CAVAQUINHOS DO ALENTEJO, da A.M.Ar.T.- Alcáçovas, vamos promover uma Feira Gastronómica, aberto a todos os que queiram visitar e participar, com Concurso de Sopas e Doces.
Com muita música à mistura, traga a sua melhor sopa/doce e venha passar uma tarde animada!
Inscrição GRATUITA
Entrada Livre, poderá provar os deliciosos pratos do evento.
Com serviço de bar, com petiscos!
Muita música com a TERTÚLIA DOS AMIGOS DO CANTE, CORO JUVENIL DOS TRABALHADORES DE ALCÁÇOVAS, 4 "EN" CANTES, ROTA DAS TABERNAS (MOURA), GRUPO DE VIOLAS CAMPANIÇAS DA ALMA ALENTEJANA (ALMADA) E BAILARICO COM ISIDRO LOBO.
PARTICIPE!!!


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O Alentejo tem de ser protegido e respeitado !...
















O ALENTEJO É RIQUÍSSIMO, PROMOVAM ACTIVIDADES, 
MOSTREM O ALENTEJO AO MUNDO !...

Presidentes de Câmara, de Junta, de Associação, .... 

Promovam Passeios Culturais para conhecer:
- Profissões desaparecidas, em risco de desaparecer e suas Ferramentas, Gateador, Amolador, Sapateiro, ......
- Tradições Orais. Poetas, Contadores de Histórias, Despique,...
- Tarefas sazonais, a Apanha da Azeitona, Tirar da Cortiça,...
- Tradições das Aldeias, Matança do Porco, Santa Cruz.....
- Produtos Regionais, Queijo, Enchidos, Mel......
- Produtos Endógenos, Ervas, Espargos, Cogumelos.....
- Estruturas Hidráulicas, o Giro, Noras, Aquedutos,
- Rebanhos e os seus Ritmos, a Transumância, a Tosquia.......
- Fornos, Cal, Carvão, Cerâmica..........
- Lagares, Moinhos, Pisões e Moagens, Cereal, Azeite.......


Fotos e texto da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria, ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Taberna da Maria ( Viana do Alentejo )











Reabriu a Taberna da Maria, em Viana do Alentejo...
Com a Gerência da Manuela Mateus.
Espaço tipico a dois minutos do Castelo.
Deixo aqui uma Homenagem á Sr.a Maria que durante muitos anos esteve com honra e dignidade atrás daquele balcão.
Morada: Rua médico de Sousa, 24 em Viana do Alentejo.


Fotos e texto da autoria do nosso compadre Luís Miguel Duarte.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Feira d' Aires ( Viana do Alentejo )




Entre 21 e 24 de Setembro, Viana do Alentejo será o centro do Alentejo.
A Feira d' Aires vai atrair milhares de pessoas ao recinto do Santuário, sendo este o mais grandioso local de Culto Mariano situado a sul do Tejo.
Este ano, como de costume, o Projeto Alcáçovas Outdor Trails vai organizar, em conjunto com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, a caminhada gratuita de cerca de  8 kms, ás 09H00,  Dia 23SET, Domingo.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O ADN Alentejano... ( By Adriano Figueiredo)


As imagens que têm vindo a ser publicadas neste blogue por si ilustram com muito rigor belíssimos lugares e freguesias que se viram esvaziadas de alguns dos mais importantes componentes da sua identidade por variadas circunstâncias.
Estas circunstâncias passam pelas ofertas de trabalho, serviços e 'novidades' que têm vindo a orbitar os grandes centros urbanos e têm arrastado consigo à luz destes conhecidos 'aliciantes' a generalidade dos residentes jovens e menos jovens.
Passam ainda pelo esvaziamento destes sítios de serviços básicos e não básicos públicos ou de caracter público à medida que estes deixam de ser financeiramente simpáticos aos seus administradores.
Passam também pela mecanização dos processos de produção que desnudam o tecido rural da mão-de-obra desnecessária, das espécies autóctones, ou mais tradicionais e quiçá mais sustentáveis.
Dos elementos identitários desses e de outros sítios, para além dos perfis dos seus horizontes geográficos, do levante do Sol, da Lua, de demais astros, do chilrear das águas e de outros elementos provocadores dos nossos sentidos pouco mais está a restar.
Foram-se as relações familiares, as relações de vizinhança e as relações de produção.
Foram-se os cantares coletivos pelos campos, as conversas que artesãos, jornaleiros e outras gentes tinham com as suas alfaias e com os seus animais nas suas lides diárias.
O pedreiro e as suas longas conversas com as pedras enquanto lhes ajeitava as formas com o pico e as aconchegava ao perpianho com o alvião. (Anda cá linda, tu não és daí, vira-te para mim, deitada é aqui que ficas bem).
O marceneiro nas suas longas conversas também sensuais enquanto afagava com mão firme uma peça de madeira de cerejeira branquinha que iria emparelhar com outra de mulato e duro negrilho. (Vou tornear-te e amaciar-te toda, vais ficar tão casadinha com este tição que nunca mais se vão 'deslargar').
As conversas que este povo tinha com a gadagem a quem tratava por tu e por nomes próprios ao longo do dia e com quem dormia sob o mesmo telhado.
Aromas e sons, sabores que nunca mais se sentirão ondulando por estes nossos sítios.
Os cheiros do mosto nos lagares, nas prensas e o da pasta das azeitonas nas ceiras a espremer.
O chiado dos fusos de madeira dos lagares e o ritmo das mós de pedra nos moinhos à aborda d'água ou no cimo das serras.
Os longos gemidos dos carros de bois trepando carregados por montes e vales, os seus eixos de grossos madeiros amaciados com cebo ou sabão em barra rolando sob pesadas cargas de mato, de madeira, de pipas de vinho ou de estrume.
Sabores dos alimentos criados no ritmo das quatro estações do ano alimentados com estrume natural, os aromas da carne e peixe de salgadeira, de fumeiro, legumes e frutas de época estão a volatilizar-se.
São cenários de identidade de povos que não serão mais vividos assim.
Não voltam estes modos de vida sustentáveis, que se viraram modos de vida insustentáveis face à evolução agressiva de contextos socio-económico-financeiros.
As reabilitações físicas possíveis se existirem, virão com objetivos turísticos, serão museus de folclore, mas nem este será genuíno.
Os mais resilientes vão mantendo ainda parcial e retalhadamente os seus modos de vida; são os últimos bastiões das especiais características que constituem a identidade do sítio. 
São uma reserva de ADN cultural.
No entanto nem mesmo estes mais idosos e agarrados ao sítio estão a conseguir renovar-se e a conseguir reproduzir estes caldos culturais.
Vão diluindo-se as suas e nossas identidades culturais entre os que partem, os que chegam e os que todos e tudo recebem nas grandes urbes.
Muitas identidades perdem-se no modo e no tempo deste percurso.
Passaram e estão a passar todas para um etéreo acervo arqueológico da antropologia.
Memórias e percurso de um não-retorno...
Adriano Figueiredo
06-10-2018



Fotos: João Mendes e Raphael, O Pensativo.
Captadas em Alcáçovas. ( 2013 )