sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Vale Figueira em tempo de seca...






Nas fotos acima podemos ver a Barragem do Pego do Altar, na área de Vale Figueira, há muito tempo. (Janeiro de 2011).
Agora está seca...

 As quatro fotos abaixo foram tiradas em 20NOV17.
Vejam as diferenças...
Santa Catarina de Sítimos - Alcácer do Sal






quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Lagoa de Santo André



















A Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha tem cerca de 5370 hectares e estende-se na faixa litoral ao longo de 15 km, desde o limite sul da povoação da lagoa de Santo André até ao limite norte da área ocupada pelo Complexo de Sines, nos municípios de Sines e de Santiago do Cacém. A criação da área protegida teve como objetivos principais a conservação do elevado valor ecológico destas duas zonas húmidas e das suas zonas envolventes, nomeadamente enquanto áreas importantes para a reprodução, invernada e migração de aves, bem como proteger o complexo dunar envolvente e a faixa marítima adjacente que alberga uma fauna marinha caraterística.

Esta Reserva Natural é constituída essencialmente por ecossistemas litorais, respetivamente, os sistemas lagunares de Santo André e da Sancha, que são circundados por um conjunto diversificado de ecossistemas aquáticos e ribeirinhos influenciados por águas doces e salobras, incluindo pequenas áreas de sapal, salgueirais, caniçais, juncais, urzais higrófilos e pastagens húmidas, constituindo um total de 6 habitats prioritários para a conservação da natureza. A vegetação representa um dos valores naturais mais importantes, estando inventariadas cerca de 510 espécies de plantas vasculares, essencialmente espécies tolerantes a longos períodos de inundação, salinidade e dessecação estival. Destaca-se a presença da espécie prioritária Linaria ficalhoana e da Ammophila arenaria, essenciais para a fixação dos cordões dunares, os zimbrais de sabina-das-praias e os matos de camarinha que povoam as dunas estabilizadas. As dunas interiores são ocupadas por formações arbustivas densas, incluindo os zimbrais de Juniperus navicularis, espécie endémica de Portugal continental, os urzais de tojo Ulex australis e os matos de marcetão Santolina impressa. Relativamente ao património faunístico, a lagoa de Santo André situa-se entre as mais importantes zonas húmidas nacionais para as aves, tendo o seu pico de ocupação no fim do verão, destacando-se o galeirão-comum e o pato-de-bico-vermelho por possuírem aqui populações muito superiores a qualquer outra zona húmida nacional. Estão ainda registadas neste local, entre muitas outras, a garça-branca-pequena, o tartaranhão-ruivo-dos-pauis, o borrelho-de-coleira-interrompida, a andorinha-do-mar-anã, o noitibó-de-nuca-vermelha, a felosa-unicolor e o rouxinol-pequeno-dos-caniços, sendo este último o símbolo da reserva natural.

Devido às suas caraterísticas, a RNLSAS está inserida na Rede Natura 2000 através da criação das Zonas de Proteção Especial para as Aves "Lagoa de Santo André" e "Lagoa da Sancha" e da integração de parte da área da reserva no Sítio de Importância Comunitária Comporta/Galé estando ainda inserida na Lista de Sítios da Convenção de Ramsar, que inclui as zonas húmidas de importância internacional. Outras medidas que contribuíram para aumentar os valores de conservação do património natural desta área, foram a interdição do exercício da caça dentro dos limites da reserva, a criação da Zona de Pesca Profissional da Lagoa de Santo André e a implementação do projeto GroundScene, que consistiu na modelação de cenários de exploração em aquíferos de zonas costeiras, efeitos na biodiversidade de lagoas e respetivas ribeiras como ecossistemas dependentes de água subterrânea.

Contudo, esta área protegida tem sido afetada por vários fatores que perturbam o seu ciclo natural. A proliferação das espécies vegetais exóticas invasoras, como o chorão e as acácias assumem particular gravidade neste espaço natural. A própria lagoa da Sancha, outrora um importante local para a nidificação de várias espécies de aves, encontra-se neste momento em degradação acelerada, devido ao assoreamento, à expansão descontrolada do caniço e das acácias e à fraca qualidade da água, sendo muito urgente a realização de ações de restauro da laguna costeira e da linha de água que a ela aflui, sob pena de comprometermos de forma irreversível, o seu valor ecológico. Existe também alguma pressão turística, com a realização de atividades de lazer e recreio como passeios pedestres e passeios a cavalo que podem levar à destruição da vegetação dunar.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Vestígios Romanos da Rua da Lavoura (Beja)







Na Rua da Lavoura, em Beja, foi descoberto um excepcional conjunto funerário romano :

Apresentam-se mais alguns elementos do espólio funerário recolhido nas escavações arqueológicas realizadas na necrópole romana da Rua da Lavoura, Beja:

1 - Moeda de Vespasiano;
2 -Boião de vidro;
3 - Pote em cerâmica;
4 - Lucerna;
5 - Copo em vidro;
6 - Skyphos (taça de duas asas em vidro).


Integrava o espólio funerário de uma sepultura da necrópole da Rua da Lavoura em Beja, onde ainda decorrem trabalhos arqueológicos.
Entre o espólio recolhido encontravam-se outras duas peças em vidro (boião e copo) e em cerâmica (lucerna e vaso).


Apresentação pública destas peças com uma conferência a cargo de Miguel Serra e Filomena Barata, a ter lugar em Beja, no próximo dia 23 de Novembro.





Texto e fotos da autoria da empresa Palimpsesto Arqueologia e Património, Estudo e preservação do Património Cultural, Lda.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

XVIII Mostra de Doçaria de Alcáçovas



Compadres e Comadres, venham passear e aproveitem para comer doces na XVIII Mostra de Doçaria de Alcáçovas nos próximos dias 01, 02 e 03DEZ.
E entretanto, se puderem, atrevam-se também a perder algumas calorias na Doce Caminhada do dia 02DEZ..

A caminhada (Gratuita) é organizada pelo Proj. Alcáçovas Outdoor Trails, vai ser nos arredores da vila e não requer inscrição prévia. ( Também não tem seguro, cada um caminha por sua conta e risco)
Se quiserem fazer um picnic no campo, tragam farnel...
Cá vos esperamos...

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Roteiro Arqueológico do Guadiana







São muitos os sitios arqueológicos da região, alguns patrocinados pela EDIA quando da subida das águas da Barragem do Alqueva, outros foram mesmo pilhagens antigas.
SÃO CENTENAS
Quase todos têm em comum estarem ao abandono, não haver qualquer informação acerca deles na região, tudo foi levado para Lisboa, para Universidades e Depósitos longe da vista e do seu local de origem.
Já começámos a desenhar alguns, vamos limpar e desenhar muitos mais, vamos colocar informação e pressionar para que devolvam as peças saqueadas que pertencem à Raia alentejana.
Propomos a criação de um ROTEIRO ARQUEOLÓGICO da região possibilitando visitas guiadas a sítios arqueológico únicos.
- Fortificação de Juromenha no Alandroal
- Necrópole de Santa Catarina em Reguengos de Monsaraz
- Povoado de San Blas em Cheles
- Baluarte de São João Baptista em Reguengos de Monsaraz

- NS das Neves no Alandroal no Alandroal (já limpámos e desenhámos a planta)
- Forte dos Castelinhos no Alandroal (já desenhámos a planta)
- Povoado das Águas Frias no Alandroal


Texto e gravuras da autoria do nosso compadre amigo Luis Lobato de Faria ( TripAlentejo)

domingo, 19 de novembro de 2017

Seca em Pego do Altar







Este ano está tudo a seco... Se não chove, estamos todos bem tramados...
Estas fotos são da autoria do nosso compadre amigo Francisco Fadista e retratam o leito da Barragem de Pego do Altar e a Ponte de Rio Mourinho, que estava submersa há 22 anos...

sábado, 18 de novembro de 2017

Monte da Retorta (Albergaria dos Fusos)













Em plena Barragem de Albergaria dos Fusos, as ruínas do Monte da Retorta continuam altaneiras em duas pequenas ilhotas, na área situada entre Albergaria dos Fusos e Oriola, mesmo em frente ao paredão desta barragem.



Fotos: A Terceira Dimensão, http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/2014/02/barragem-de-alvito.html

Em tempos, a estrada que ligava S. Bartolomeu do Outeiro e Oriola a Vila Alva e Albergaria dos Fusos passava mesmo por este monte que pertenceu á Familia Capas.

Barragem de Albergaria dos Fusos situa-se no concelho de Cuba. Quando foi inaugurada chamava-se Barragem do Alvito, mas o seu nome foi alterado para o nome da aldeia que se situa mais próxima do paredão.
Construída sobre a Ribeira de Odivelas para armazenamento de água, integra-se no Plano de Rega do Alentejo, e a sua albufeira ocupa uma área de 1480 ha. Não confundir com a Barragem do Alvito, uma barragem hidroeléctrica projectada para o distrito de Castelo Branco, cuja construção foi suspensa em 2011 (Wikipedia).

"Tenho uma ideia de uma história que se terá passado entre o Monte da Retorta e o Monte da Serra, num dia de batida ao coelho::
Um dos convidados, um senhor de Mértola, grande amigo do meu Pai tinha tido a primeira filha há pouco tempo e não apareceu para a caçada. O resto dos caçadores lá foram cumprir o ritual.
Num tempo em que os telefones apenas funcionavam se estivessem ligados à parede, alguém telefonou para casa da minha avó paterna explicando a razão da ausência.
Telemóveis, só na ficção científica. E lá foi um dos nossos funcionários, a cavalo, à procura dos senhores caçadores. Quando os encontrou, deu o recado: "O Dr. Matias não veio porque morreu a filha."
Só...
Imaginem como decorreu o resto da caçada...
Só mais tarde, depois do regresso, se soube que tinha morrido uma tia do tal amigo de Mértola, uma velha senhora de que já se estava à espera desse desfecho."

História verídica, contada pelo nosso compadre José Capas, filho do antigo proprietário da Monte da Retorta.

As fotos tiradas na margem foram captadas em propriedade privada, graças á gentileza do nosso compadre Joaquim Gomes, a quem agradecemos a disponibilidade para ser o nosso guia local.
As fotos aéreas são da autoria do nosso compadre Duarte Fernandes ( A Terceira Dimensão). 

http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/