terça-feira, 17 de julho de 2018

Mouraria de Évora












Évora é Património Mundial Unesco desde 1986. A razão principal para esta distinção é o facto de Évora ser o melhor exemplo de uma cidade da época áurea de Portugal depois da destruição de Lisboa no terramoto de 1755.
Sempre que ando pelo centro histórico, apercebo-me de detalhes em que ainda não tinha reparado ao longo de quase quarenta anos a viver na cidade. Fique atento ao que está à sua volta, sem esquecer os pormenores. Assim, é fácil compreender a razão pela qual Évora é património mundial.
E, por falar em mundo, os visitantes do Brasil (ou quem já esteve em algumas regiões brasileiras) vão encontrar semelhanças óbvias entre a arquitetura de Évora e a de cidades como Salvador da Bahia. Um pouco do Alentejo na América do Sul.

Considerada uma cidade-museu, Évora manteve até hoje o seu charme tradicional em todo o centro histórico, dentro das muralhas em estilo Vauban construídas no século XVII seguindo o desenho do engenheiro francês Nicolas de Langres.

Mas a História de Évora é muito mais antiga. Aliás, já na pré-história havia povoados na região, como é fácil comprovar seguindo o Circuito Megalítico de Évora.
Bem mais tarde, há vinte séculos atrás, os Celtas dominavam a região e, pensa-se, uma das suas tribos, os Eburones (de Eburos, a palavra celta para teixo, uma espécie de árvore), terão estado na origem do nome Évora.
Durante o importante domínio Romano, Évora veio a chamar-se Liberalitas Julia. É desta altura o monumento mais conhecido da cidade, o Templo Romano, construído num dos pontos mais altos de Évora.
Outros povos importantes na construção do património de Évora foram os Visigodos, que fizeram alterações à muralha defensiva, mas também os Mouros. Estes últimos também melhoraram as defesas, acrescentando portões fortificados e mesmo um kasbah.
Para além destes vestígios arquitetónicos, os Mouros marcam presença ainda hoje em alguns nomes de ruas da Mouraria, no centro histórico. Os nomes sobreviveram mesmo à reconquista Cristã.
Outra das marcas do passado que fazem de Évora património mundial Unesco é a Catedral, o mais conhecido edifício do período medieval. A sua construção foi iniciada em 1186 e terminada nos séculos XIII-XIV.


Mas, apesar da riqueza do passado que descrevi até agora, a verdadeira Época Dourada de Évora só começou no século XV, quando os reis portugueses cá começaram a viver grande parte do tempo. Foi nesta altura que se construíram imensos conventos e palácios reais em Évora como são exemplo o Convento de Santa Clara, o Convento de São Francisco e o Convento dos Lóios.

Estes edifícios, feitos de raíz ou por cima de antigas construções, têm em comum o bem português estilo Manuelino. Este mesmo estilo viria também a ser utilizado para outras construções já no século XVI: Palácio dos Condes de Basto; Igreja dos Cavaleiros de Calatrava; Conventos do Carmo, da Graça, de Santo Antão, de Santa Helena do Monte Calvário,…
Na verdade, o século XVI foi muito importante para Portugal e para Évora. O Aqueduto da Água da Prata foi construído em 1537 por Francisco de Arruda. Também surgiram muitas das fontes que ainda hoje existem, sendo a da Praça do Giraldo a mais conhecida. Para além disso, a nível intelectual e religioso, Évora passou a ter uma influência ainda maior no país.


Enquanto que no norte de Portugal a Universidade de Coimbra desempenhava um papel fundamental, no sul, esse papel pertencia à Universidade do Espírito Santo de Évora, onde os Jesuítas ensinaram a partir de 1553. Já no século XVIII, em 1759, o Marquês de Pombal foi determinante para o início do rápido declínio de Évora, ao expulsar a Companhia de Jesus do país.

Todos os monumentos e circunstâncias até agora referidos foram muito importantes para a classificação de Évora como património mundial pela Unesco. Mas não podemos esquecer também algumas belas casas patrícias importantes como a Casa Cordovil e a casa de Garcia de Resende.
No entanto, o que faz de Évora uma cidade verdadeiramente fascinante e invulgar é o conjunto de pequenas casas de todo o centro histórico, essencialmente construídas entre os séculos XVI e XVIII. Pintadas de branco (para refletir os quentes raios solares do Alentejo) e com coberturas de telhas vermelhas ou terraços, estas casas merecem um passeio demorado pelas estreitas ruas medievais.
É a percorrer demoradamente as ruas que se descobre a verdadeira Évora, em busca de detalhes de ferro ou azulejos, a andar a pé nas estreitas ruas de pedras irregulares, à sombra.
Não é só nas planícies… A tranquilidade do Alentejo também mora aqui.

Texto: http://www.visitevora.net/

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Recantos de Monsaraz














Monsaraz, a airosa vila medieval de Monsaraz, mantêm a sua magia de outrora como poucos lugares no mundo. Feita de cal e xisto, este lugar sussurra-nos, por entre o eco dos nossos passos nas suas ruas, magníficas histórias de reis audazes, cavaleiros templários, gentes bravas e damas de beleza singela.
Suspensa no tempo, a histórica povoação alentejana, uma das mais antigas de Portugal, é um destino obrigatório na sua lista de lugares a visitar no Alentejo. Especialmente depois de, em 2017, ter vencido na categoria “Aldeias Monumento” do concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.
Texto copiado do site: http://www.visitevora.net/
Desenhos da autoria do nosso compadre Carlos Dias.
Fotos da autoria do nosso compadre Henrique Carvalho.

domingo, 15 de julho de 2018

Parque Temático do Alqueva










A convite dos nossos amigos de Cheles, aldeia fronteiriça espanhola situada perto das margens do Guadiana, mesmo em frente a Montes Juntos ( Alandroal), fomos conhecer ambas as praias e as respectivas marinas de ambos os lados da linha de fronteira.
Outrora, estes campos foram testemunhas silenciosas das rotas do contrabando entre Portugal e Espanha. Hoje, as águas da Barragem do Alqueva constituem um paraíso natural que une dois povos irmãos.
http://alquevaparque.com/servicios/alqueva-entretenida/
Fotos acima: Praia e Marina de Cheles (Espanha).
Fotos abaixo: Praia e Marina de Montes Juntos ( Portugal).










sábado, 14 de julho de 2018

IGNITE - Évora



LET´S SHARE WHO WE ARE! 
Data: 12 deJulho de 2018
Horário: 18h00 – 21h30
Local: Centro de Reuniões da Fundação Eugénio de Almeida, Évora
O que é?
O IGNITE Portugal é um movimento informal aberto a todos que pretende dar voz e palco, ou melhor... palete, aos talentos desconhecidos de Portugal. Os eventos IGNITE decorrem em eventos abertos à participação de todos, os quais farão apresentações temáticas em apenas 5 minutos, 20 slides que rodam automaticamente a cada 15 segundos.
Quais os objetivos?
Com este IGNITE pretendemos dar a voz e palete a empreendedores, artesãos e organizações e outras pessoas que nos queiram inspirar!
Quem são? Quais os seus sonhos? Qual a sua arte e qual o impacto que produzem?
Venham daí conhecer novas ideias e projetos, o sangue novo na arte de criar, o trabalho das organizações que tanto impacto produzem no território, ou simplesmente conhecer alguém que, com a sua paixão, nos quer inspirar! Até lá!
Quem pode participar?
Dirigentes e técnicos de organizações do território rural, empreendedores (empresariais e sociais), artesãos, outras pessoas interessadas no tema, público em geral.

Qual foi o Programa?
18h00 | Welcome Drink
18h30 | Apresentações (1ª Parte)
Ruben Cramez | Empregos e Biscates em Évora
Jorge Janeiro | Arquivos em rede para Pescar a História
João Rodrigues | Dotesfera, Uma nova Visão para o Alentejo
Helena Lopes | United in Diversity
Maryna Pluzhnyk/Ana Berens | Projeto "TejoNexus"
Maria João Rasga/Anisa Shahidian  | BaBe – Banco de Berços
Correr em Évora | Que de fracos nunca tenhamos nada
Maria Zozaya | Quando o velho se torna moderno, CrowdRecycling
Rui Valente | Agora Speakers
19h15 |Wine Break
19h45 | Apresentações (2ª Parte)
João Artur Tomaz | #Nosvamoslaestar
Carlos Ramos | Muito mais que um Jogo 
Évora Night Runners| Évora Night Runners
Inês Massapina | Famílias (de Évora) no Facebook
Luís Matias | Os limites da tua linguagem são os limites do teu mundo... 
João Francisco Mendes | Caminhadas e Passeios Pedestres, Porque há um Alentejo desconhecido perto de Ti...
Teresa Figueira | Ponto de Encontro Familiar 
Mafalda Silva | É já ali...
20h30 |Jantar e Network com animação de DJ Fatinch

Agradecimento: O Projeto Alcáçovas Outdoor Trails e a Associação dos Amigos das Alcáçovas agradecem á Fundação Eugénio de Almeida e aos organizadores do IGNITE Évora a oportunidade que nos proporcionaram para falar um pouco sobre o nosso Projeto de caminhadas no concelho de Viana do Alentejo...
São eventos como este que fazem a diferença !... 

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Museu de (A) Brincar ( Arronches)








Se calhar até foi meio a brincar que começou, mas a verdade é que após uma exposição de brinquedos bem-sucedida, a ideia nasceu, foi posta em construção e o Museu de (A) Brincar cá está para encantar os pequenos e grandes brincadores.
Com efeito, o Museu de (A) Brincar é recente, tendo a sua inauguração sido apenas em 2002. Apesar de muito jovem, este espaço dedicado à brincadeira conta já com uma coleção variada, oriunda de aquisições efetuadas pela autarquia e de doações de particulares.
Situado no edifício da antiga fortaleza de Arronches, o Museu de (A) Brincar pretende dar a conhecer o brinquedo e o brincar através do tempo.
Os brinquedos da coleção estão organizados de forma interessante e por temas: a memória do lugar, os mestres carpinteiros de carroças, brinquedo de cá, canto da bonecada, por terra, mar e ar, jogos e passatempos, maquetes de papel, teatro de fantoches, classe de Escola do “Estado Novo” e Portugal dos pequenitos.
A visita ao Museu de (A) Brincar é conduzida por um guia que explicará toda a história ligada aos brinquedos em exposição, bem como outras curiosidades. Sendo assim, é necessário efetuar uma marcação prévia da visita.
No final da visita, os brincadores mais pequeninos poderão divertir-se com alguns brinquedos colocados à sua disposição no espaço Vamos Brincar e aproveitarem para tirar algumas fotografias de recordação.

Museu de ( a) Brincar.
Largo Serpa Pinto - Arroches

PREÇO

  • 0 a 5 anos - gratuito
  • 6 a 12 anos - 0,55 €
  • + 12 anos - 1,05 €
  • + 65 anos - 0,55 €

HORÁRIO

  • Terça-feira a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h
As visitas são efetuadas por marcação prévia.
Encerrado à segunda-feira e feriados.
Fotos retiradas da Net.
Texto copiado do Site: https://www.viagensemiudos.pt/