domingo, 19 de fevereiro de 2017

Almece


É palavra de origem árabe, de almeiz ou al-meice ou ainda al-mîs, que significa «soro do leite». Trata-se de um regionalismo utilizado principalmente no Alentejo e zonas confinantes da Serra algarvia e também nos Açores.
Após a ordenha dos animais (ovelhas ou cabras) para o ferrado, o leite é deitado para cântaros onde se faz o seu transporte.
Depois, passa para uma panela, na época, de barro, em cuja boca se preparava um coador constituído por um pano de linho, seguido de lã (por exemplo um pedaço de manta premedeira) e por fim de linha. Deixando naturalmente um abaulamento, os panos que constituíam um filtro eram atados os seguros à boca.
Ia-se deitando o leite a pouco e pouco ficando no coador as impurezas e interiormente o leite em condições de preparar o queijo.


A flor do cardo que se comprava no comércio local, tinha sido colocada previamente de molho. É bem pisada num almofariz de metal. Seguidamente e com a água em que tinha ficado de molho é coada misturando-se ao leite.
Entre uma e duas horas depois o leite está coalhado formando assim a “coalhada” que vai ser espremida no cincho para fazer o queijo.
Durante esta operação escorre um líquido, o soro, “sujo” de leite a que se juntam alguns pedacitos de coalhada e por vezes um pouco de leite. Chama-se a isto o “chorrilho”.
Depois de fervido, obtém-se aquilo a que se chama almece e onde se notam pequenas partículas de leite coalhado a que chamam “borregas”. É usado na alimentação das pessoas e também dos animais.

Come-se de uma maneira geral com pão migado e há quem lhe chame Tabefe.

Já aparece comercializado e vendido em vasilhas de plástico de vários tamanhos.

Vocabulário Português de Origem Árabe, José Pedro Machado, Editorial Notícias, 1991.
Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea – Academia das Ciências de Lisboa – Verbo, 2001
Dicionário Prático Ilustrado – Dir. de Jaime de Séguier, Lello & Irmão, Porto, 1972.
http://traveltoalentejoportugal.blogspot.pt/

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Barragem D. Ana (Viana do Alentejo)









Nos arredores de Viana do Alentejo, esta pequena represa privada é também conhecida por "Barragem do Capas", visto ser este o nome de família dos proprietários.
Fica relativamente próxima do Santuário de Nª Sra d'Aires e é servida por um caminho de terra batida que liga este Santuário á estrada Viana do Alentejo-Portel.
Há poucos dias, o Projeto Alcáçovas Outdoor andou por estes lados a fazer reconhecimento de trilhos e percursos, aproveitando também para fazer uma limpeza de lixo existente nas margens.
Felizmente, o lixo que encontrámos não foi muito, resumindo-se a meia dúzia de garrafinhas de plástico...
Como qualquer represa existente no concelho de Viana do Alentejo, este local é muito bom para a observação de aves migratórias e autóctones.
A nota em Educação Ambiental está a melhorar, compadres !...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sapos e Salamandras (By Luis Monteiro)


O sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii) é um anuro (anfíbio sem cauda) de pequenas dimensões, geralmente com menos de 4,5 cm de comprimento. Os olhos são proeminentes e laterais com pupila vertical e a íris é dourada com retículos negros. As glândulas paratóides - 2 glândulas ovóides situadas na parte posterior da cabeça - são pouco visíveis. Possuem dois tubérculos (calosidades) palmares nas patas dianteiras, característica que os distingue da outra espécie de sapo parteiro existente em Portugal. Tem membros curtos com 5 dedos nas patas posteriores e 4 nas anteriores. Nas costas a pele é ligeiramente verrugosa e tem cor parda com manchas mais escuras (castanhas, cinzentas ou esverdeadas). Apresentam pequenas verrugas alaranjadas na cabeça, dorso e membros. Ventralmente são muito claros.
O dimorfismo sexual não é muito acentuado mas em média, as fêmeas são maiores que os machos. Na altura da reprodução é possível ver à transparência os ovos no ventre das fêmeas.
Os girinos podem atingir 7 cm de comprimento total. Ao eclodirem medem cerca de 1 cm. Têm olhos pequenos e íris dourada pigmentada de preto. A membrana caudal apresenta pequenas manchas escuras e esbranquiçadas.
http://naturlink.pt/


Salamandra com pele lisa e brilhante, preta com manchas amarelas em número variável. Podem também ter pontuações vermelhas.
Cabeça grande e aplanada, de contorno arredondado. Glândulas parótidas grandes e com poros escuros bem visíveis, olhos relativamente proeminentes, em posição lateral. Corpo robusto com sulcos nos flancos e uma fileira de poros glandulares em cada lado da linha média vertebral.
Habita preferencialmente zonas montanhosas, húmidas e sombrias, com elevada precipitação anual, como bosques caducifólios próximos de ribeiros ou charcos.
Salamandra de tamanho médio com um comprimento entre 14 e 17 cm, embora raramente possa ultrapassar os 20 cm. As fêmeas podem ser maiores do que os machos, mais robustas e com a cauda proporcionalmente mais curta.
http://www.charcoscomvida.org/










Fotos da autoria do nosso compadre Luís Monteiro.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Inverno no Alentejo







O Alentejo, com os seus encantos subtis e discretos, não deixa de surpreender e seduzir quem o visita. Faça frio, chuva ou calor, há sempre planos interessantes para descobrir nesta zona tão especial.
O inverno alentejano, forte e suave como a terra que o sustenta, é uma dessas coisas que merecem serem vividas pelo menos uma vez na vida. Esses campos de planalto imensos, intermináveis, salpicados de montes baixos e pradarias em que ainda dorme a fertilidade a esperar a primavera. Aqui virão depressa os cereais, a uva e o sobreiro do qual sairá a cortiça das rolhas. Mas ainda não veio a época, e uma calma rara flutua no ar. É o momento certo para explorar o Alentejo.
Várias são as rotas que pode escolher e em todas elas encontrará belas aldeias para visitar e oferece inúmeras possibilidades para passeios a pé ou em bicicleta. Aqui vai poder explorar o seu lado mais aventureiro com as muitas actividades repletas de adrenalina que tem à sua disposição. Deixe-se levar pelo seu espírito aventureiro.
Para os amantes do desporto, o campo reserva muitas aventuras variadas. Pode desfrutar da exploração das serras através de passeios de todo-o-terreno (em bicicleta, mota ou jipe) e pedestres, slide, rappel, e escalada na zona de Mértola, Beja, Alandroal, Moura, Reguengos de Monsaraz e Serpa.
E como o inverno no Alentejo Litoral não é muito rigoroso, permite que os desportistas desfrutem da praia através da prática de surf, bodyboard, windsurf, kitesurf, motonáutica, mergulho e pesca. O que mais se pode pedir?
Na zona de Alqueva organizam-se passeios a cavalo, que privilegiam o contacto com a natureza. Junto a esta albufeira artificial, a maior da Europa, encontram-se paisagens onde a flora e a fauna são presenças incontornáveis num cenário de calma. Além disso, a grande albufeira reúne todas as condições para a prática de vela.
Depois de gastar as suas energias em tantas actividades, reponha-as com uma boa refeição: renda-se à rica gastronomia alentejana. As sopas de peixe, as açordas, as migas com carne de porco, o ensopado de borrego, os pratos de caça e a doçaria conventual são apenas uma pequena parte da extensa ementa que tem à sua disposição.
Fontes: http://quilometrosquecontam.com/inverno-no-alentejo/ e http://www.gofordmagazine.pt/
Texto copiado á nossa comadre Ana Maria Sariava,
https://www.facebook.com/groups/imagensdoalentejo/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Pelos caminhos de Viana do Alentejo













Em 11FEV17, o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails da Associação dos Amigos das Alcáçovas organizou mais uma caminhada gratuita de divulgação, desta vez em Viana do Alentejo, na área compreendida entre a Ribeira da Fragosa, o Rio Xarrama, o Olival da Flor da Rosa e a Estação de Viana da Alentejo.
Com 17 participantes, os 20 kms do percurso (aproximadamente) foram percorridos em cinco horas, já contando com a pausa para o nosso picnic.
O picnic foi na Estação de Viana do Alentejo, onde aproveitámos também para tomar o café na sede do Grupo Motard "Os Xananas". ( Agradecimentos ao nosso compadre e amigo Prates )
Em Viana do Alentejo, visitámos o Castelo, a Igreja Matriz e a exposição sobre a história das famílias oleiras desta vila.
O convívio final foi no Restaurante "A Fonte", onde fomos muito bem tratados pela Dª Adelaide, que nos proporcionou uma mostra de sabores alentejanos, de comer e chorar por mais...
É assim que se promove o Alentejo por estas bandas, com muita "carolice", companheirismo e espírito de aventura.
Somos a única Associação de defesa do património, existente no Alentejo Central, a organizar todos os meses uma caminhada gratuita de divulgação, desde Abril de 2011, sem interrupção.
Com o Projeto Alcáçovas Outdoor, todos os anos caminham largas centenas de pedestrianistas portugueses e estrangeiros ao longo dos percursos e trilhos no concelho de Viana do Alentejo e concelhos limítrofes, contribuindo assim para que esta zona do Alentejo Central esteja cada vez mais incluída nas rotas do eco-turismo.

Agradecemos, como sempre, o apoio da Câmara Municipal de Viana do Alentejo.
E enviamos um grande abraço para o pessoal do Olival "Flor da Rosa", que permitiu a passagem dos nossos eco-turistas por esta propriedade privada.




Fotos gentilmente cedidas pelos nossos compadres e comadres Fernando Quaresma, Paula Greg e Rosinda Louro.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia dos Namorados...


São Valentim era um padre romano que morreu como um mártir no dia 14 de Fevereiro de 270.
Na época, o imperador Cláudio II queria abolir o casamento, pois para ele os homens casados não eram bons soldados, pois pensavam demais na família e tinham dificuldade em afasta-se dela.
Assim, São Valentim decidiu efectuar casamentos clandestinos.
Quando foi descoberto foi preso e condenado à morte.
Conta a lenda que São Valentim se tinha apaixonado e que antes de ser decapitado, ofereceu à sua amada, uma folha em forma de coração com a mensagem: “Do teu Valentim”...

Hoje é o Dia de São Valentim, ou seja, Dia dos Namorados...
Portanto, os compadres que escrevem neste blogue foram namorar com as respectivas comadres e desejam a todos os nossos leitores e amigos um dia muito bem passado !...
Sejam Felizes !...  (se puderem)...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Arraiolos









Vila bem Alentejana, sede de concelho, situada no distrito de Évora, Arraiolos é conhecida mormente pelos seus típicos bordados que vão passando de geração em geração.
Com vestígios de presença humana tempos remotos, provavelmente desde o Neolítico, ou mesmo desde o Calcolítico, a região do concelho de Arraiolos já teria mesmo uma significativa ocupação humana desde o IV Milénio a.C.
Vários povos ocuparam este território, que conta pois com uma longa e rica história.
A paisagem da região, tipicamente alentejana, é um dos maiores bem patrimoniais de Arraiolos, tendo-se do Castelo da Vila um panorama extraordinário sobre o bonito casario branco e toda a natureza circundante. Aqui encontra-se igualmente a enorme Igreja do Salvador, uma interessante construção do século XVI, rodeada pelas muralhas.
Na Vila, a Igreja da Misericórdia, e a fonte rural Chafariz dos Almocreves, são importantes legados patrimoniais, inseridos no centro histórico que foi alvo recentemente de obras de reconstrução e preservação.

Fonte: https://www.guiadacidade.pt/pt