segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Roteiro Arqueológico do Guadiana







São muitos os sitios arqueológicos da região, alguns patrocinados pela EDIA quando da subida das águas da Barragem do Alqueva, outros foram mesmo pilhagens antigas.
SÃO CENTENAS
Quase todos têm em comum estarem ao abandono, não haver qualquer informação acerca deles na região, tudo foi levado para Lisboa, para Universidades e Depósitos longe da vista e do seu local de origem.
Já começámos a desenhar alguns, vamos limpar e desenhar muitos mais, vamos colocar informação e pressionar para que devolvam as peças saqueadas que pertencem à Raia alentejana.
Propomos a criação de um ROTEIRO ARQUEOLÓGICO da região possibilitando visitas guiadas a sítios arqueológico únicos.
- Fortificação de Juromenha no Alandroal
- Necrópole de Santa Catarina em Reguengos de Monsaraz
- Povoado de San Blas em Cheles
- Baluarte de São João Baptista em Reguengos de Monsaraz

- NS das Neves no Alandroal no Alandroal (já limpámos e desenhámos a planta)
- Forte dos Castelinhos no Alandroal (já desenhámos a planta)
- Povoado das Águas Frias no Alandroal


Texto e gravuras da autoria do nosso compadre amigo Luis Lobato de Faria ( TripAlentejo)

domingo, 19 de novembro de 2017

Seca em Pego do Altar







Este ano está tudo a seco... Se não chove, estamos todos bem tramados...
Estas fotos são da autoria do nosso compadre amigo Francisco Fadista e retratam o leito da Barragem de Pego do Altar e a Ponte de Rio Mourinho, que estava submersa há 22 anos...

sábado, 18 de novembro de 2017

Monte da Retorta (Albergaria dos Fusos)













Em plena Barragem de Albergaria dos Fusos, as ruínas do Monte da Retorta continuam altaneiras em duas pequenas ilhotas, na área situada entre Albergaria dos Fusos e Oriola, mesmo em frente ao paredão desta barragem.



Fotos: A Terceira Dimensão, http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/2014/02/barragem-de-alvito.html

Em tempos, a estrada que ligava S. Bartolomeu do Outeiro e Oriola a Vila Alva e Albergaria dos Fusos passava mesmo por este monte que pertenceu á Familia Capas.

Barragem de Albergaria dos Fusos situa-se no concelho de Cuba. Quando foi inaugurada chamava-se Barragem do Alvito, mas o seu nome foi alterado para o nome da aldeia que se situa mais próxima do paredão.
Construída sobre a Ribeira de Odivelas para armazenamento de água, integra-se no Plano de Rega do Alentejo, e a sua albufeira ocupa uma área de 1480 ha. Não confundir com a Barragem do Alvito, uma barragem hidroeléctrica projectada para o distrito de Castelo Branco, cuja construção foi suspensa em 2011 (Wikipedia).

"Tenho uma ideia de uma história que se terá passado entre o Monte da Retorta e o Monte da Serra, num dia de batida ao coelho::
Um dos convidados, um senhor de Mértola, grande amigo do meu Pai tinha tido a primeira filha há pouco tempo e não apareceu para a caçada. O resto dos caçadores lá foram cumprir o ritual.
Num tempo em que os telefones apenas funcionavam se estivessem ligados à parede, alguém telefonou para casa da minha avó paterna explicando a razão da ausência.
Telemóveis, só na ficção científica. E lá foi um dos nossos funcionários, a cavalo, à procura dos senhores caçadores. Quando os encontrou, deu o recado: "O Dr. Matias não veio porque morreu a filha."
Só...
Imaginem como decorreu o resto da caçada...
Só mais tarde, depois do regresso, se soube que tinha morrido uma tia do tal amigo de Mértola, uma velha senhora de que já se estava à espera desse desfecho."

História verídica, contada pelo nosso compadre José Capas, filho do antigo proprietário da Monte da Retorta.

As fotos tiradas na margem foram captadas em propriedade privada, graças á gentileza do nosso compadre Joaquim Gomes, a quem agradecemos a disponibilidade para ser o nosso guia local.
As fotos aéreas são da autoria do nosso compadre Duarte Fernandes ( A Terceira Dimensão). 

http://portugalfotografiaaerea.blogspot.pt/

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Passeio em S. Bartolomeu do Outeiro







A povoação de São Bartolomeu do Outeiro, foi também conhecida por Oriola de Cima já que, até 1836, pertenceu ao termo da antiga Vila de Oriola.
A Igreja Paroquial, de origem medieval e de orago a S. Bartolomeu do Outeiro está edificada "numa mamoa elevada, roqueira, que domina a povoação", e foi remodelada depois de 1534. Curiosa é a imagem do Santo Padroeiro "S. Bartolomeu -escultura de mármore, datada dos finais do Sec: XV" que tem preso o "diabo".
Situada num dos pontos mais altos da Serra de Portel, possuí uma paisagem admirável, sendo rica em vestígios histórico-arqueológicos.


Na Freguesia existem várias associações desportivas e culturais que são parte integrante da vida da Aldeia, como Grupo Desportivo e Cultural de São Bartolomeu do Outeiro, Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de S. Bartolomeu do Outeiro e o Grupo Coral "Os Trabalhadores de S. Bartolomeu do Outeiro" e o Centro de Dia e Lar de Idosos na Freguesia.

Fonte: C.M. Portel.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O Gajo levou a Viola Campaniça á cidade...


"São sombras vagas de final de tarde que povoam o universo d’O GAJO e nos contam histórias da cidade oculta. “5300 noites” passadas no “Miradouro da Batucada” onde “A Carteirista” aguarda paciente ao som do “Cego e a Guitarra”. 
Assim navega o “Navio dos Loucos”, comandado pelas mãos que tecem emoções e pensamentos. 
“Longe do Chão” é um voo sobre nós próprios embalados por uma Viola Campaniça que nos enche como a maré e nos inunda com sentimentos de naufrágio." 

O GAJO nasce em Lisboa na primavera de 2016 pelas mãos de João Morais com o intuito de ligar a sua música à terra que o viu nascer, Portugal. 

É assim que surge a relação com a Viola Campaniça, um instrumento de raiz tradicional que faz parte da história centenária e cultural portuguesa. 
Também designada por Viola Alentejana, a Viola Campaniça era o instrumento musical usado para acompanhar os célebres cantares à desgarrada, ou ”cantes a despique”, nas festas e feiras do Alentejo. 

É a maior das violas portuguesas e possui 5 ordens de cordas tocadas tradicionalmente 
de dedilhado apenas com o polegar. 
João Morais é músico desde 1988 e depois de quase 30 anos a tocar guitarras vindas 

de fora, é num concerto em Beja que conhece a Viola Campaniça. 
A que traz para Lisboa ganha novas tonalidades afastando-se da linguagem mais tradicional mas mantendo intacta a sua Portugalidade.
As composições d’O GAJO podem soar a fado, mas não são fado, podem soar a música tradicional, mas não são música tradicional, são um híbrido disso tudo e muito mais. 

O GAJO toca música do mundo.

Depois de 6 meses a tocar por todo o país, 2017 chega com a gravação do primeiro 

disco, que contou com o apoio e financiamento da Fundação GDA e a edição da Rastilho. 
O passo seguinte será levar a Campaniça a todo o lado e mostrar que as nossas raízes ainda podem dar muito fruto. 


A malta do Projeto Alcáçovas Outdoor Trails fez questão de comprar o CD e só falta mesmo um autógrafo do GAJO...
Adorámos ouvir também gratuitamente outras músicas do mundo em:
https://rastilho.bandcamp.com/album/longe-do-ch-o

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pousada D. Afonso II (Alcácer do Sal)












A Pousada de Alcácer do Sal está localizada em pleno Castelo Medieval na vila de Alcácer do Sal, a apenas 1h de Lisboa. A Pousada está confortavelmente situada numa colina com vista para as águas tranquilas do Rio Sado. 

Durante a sua estadia poderá desfrutar das suas refeições no restaurante ou, se desejar algo mais leve, no bar. Aproveite também para mergulhar na nossa piscina exterior rodeada por jardins.


Seja um guardião do tempo e do espaço em Alcácer do Sal. Numa zona referenciada pela sua importância estratégica e geográfica desde o século VI a.C, nada nos seus dias aqui passados vai ser comum ou repetível. 

Não se deixe enganar pela imutabilidade da paisagem tranquila que encontra a cada janela ou ameia – ainda que vá sentir o peso dos séculos na espessura das paredes, nas janelas e portas góticas e nas obras de arte referenciadas nos corredores. Esta Pousada prova que o tempo tudo muda e o que era antes uma cozinha de freiras Clarissas que viviam em clausura é agora uma sala onde pode ler um livro deixado por outro hóspede de passagem.


D. Afonso II -  O Gordo.


Foi rei da Primeira Dinastia e o terceiro Rei de Portugal, era filho de Sancho I, rei de Portugal e de Dulce de Barcelona, rainha de Portugal, que nasceu em Coimbra e morreu em Santarém a 25-03-1223, e está sepultado em Alcobaça no Mosteiro de Alcobaça. Casou com Dona Urraca e teve como descendentes legítimos: Sancho, Afonso, Leonor, Fernando, e como descendentes ilegítimos: João Afonso. Começou a governar em 1211 e terminou em 1223, Dom Afonso II foi um homem doente. Tinha apenas catorze anos quando sofreu uma crise tão grave que as pessoas até consideraram milagre o fato de não morrer, milagre este atribuído a Santa Senhorinha de Basto. As crises repetiram-se durante toda a vida e conhecem-se os sintomas:
deformações da pele e da carne, inchaços, feridas repugnantes, e na época julgaram tratar-se de lepra e por isso mesmo lhe chamaram o Gafo, que significa leproso. O cognome que acabou por vingar – o Gordo – deve-se pois a doença que o deformava. Apesar da debilidade física, que não lhe permitia realizar proezas militares, Dom Afonso II não foi um rei inferior aos seus antecessores. Tratou de organizar a vida no país que o pai lhe deixara e fê-lo de uma forma realmente inovadora. Algumas das medidas que tomou nunca tinham sido experimentadas em nenhum país europeu daquele tempo.
Durante os reinados anteriores não havia leis para todo o país. Cada região ou até cada localidade seguia regras diferentes conforme os seus costumes e tradições, a vontade dos grandes senhores, os registos existentes nas cartas de foral. Crimes idênticos não recebiam castigos idênticos. A pena podia ser muito severa numa determinada terra e muito branda na terra vizinha. O mesmo se passava com o pagamento dos impostos, penas judiciais, normas de convívio, etc. Por isto Dom Afonso II, em 1211 reuniu cortes em Coimbra e aí foram aprovadas leis que passaram a ser aplicadas em todo o país. Foi a primeira vez que isto aconteceu em Portugal e teve a maior importância. Outra medida de Dom Afonso II foi ordenar que se fizesse um registo por escrito de todos os diplomas emitidos pela chancelaria (uma espécie de secretaria real). Dom Afonso II sabia que muitos senhores do clero e da nobreza se tinham aproveitado da falta de controlo e vigilância para estenderem os seus territórios além dos limites e ocuparem as terras da coroa, por isto em 1220 enviou funcionários por todo o país com a missão de averiguarem quem anexara terras a socapa. A este levantamento chamou-se “Inquirições”. Os senhores tinham que apresentar provas de que as terras lhes pertenciam de fato. Caso estivesse tudo em ordem, recebiam uma “Carta de Confirmação de posse” da propriedade. Caso se detectassem abusos, eram obrigados a devolver ao rei tudo aquilo a que não tinham direito. Teve também o cuidado de defender as fronteiras e por isso entregou territórios na Beira Baixa a Ordem militar dos Templários e terras no Alto Alentejo aos Freires de Évora. No seu reinado houve uma única conquista que foi Alcácer do Sal.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Caminhada Gratuita em Viana do Alentejo (11NOV17)












11NOV17 - Caminhada Gratuita em Viana do Alentejo.
15 kms - 11 Participantes.
Com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails organiza todos os meses uma caminhada gratuita de divulgação numa das localidades do concelho. Próxima caminhada gratuita, integrada na XVIII Mostra de Doçaria na Vila de Alcáçovas: 02DEZ17.


Outro olhar sobre esta caminhada: 
https://navegantes-de-ideias.blogspot.pt/2017/11/viana-do-alentejo_12.html