sábado, 23 de setembro de 2017

Ermida de S. Bento (Alandroal)








Segredos da Raia alentejana: frescos da Ermida de S Bento no Alandroal.
Como é que o Alentejo tem tesouros destes escondidos do público. 
O Alandroal e o Alentejo têm vários Templos com frescos fabulosos, infelizmente grande parte não é visitável e a humidade vai comendo muitos deles.
Não é preciso gastar milhões para desenvolver o Turismo no interior alentejano. 
Precisamos de gente dinâmica do sector privado e "portas abertas" por parte da Igreja e do Estado.
O Turismo, a Cultura e o Património são a salvação do Alentejo interior.
Futuros autarcas faço um apelo, trabalhem com os empresários sem politiquices.
PENSEM NO BEM COMUM...


Texto e fotos da autoria do nosso compadre amigo Luís Lobato de Faria, da TripAlentejo.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Feira d'Aires em Pacotes de Açúcar


FEIRA D’AIRES NA PERIGLICOFILIA
A Feira de Nossa Senhora d’Aires surge representada em pacotes de açúcar, distribuídos nas mesas dos cafés da região, fazendo a publicidade necessária àquele certame, ao mesmo tempo para alegria dos colecionadores daquele tipo de conjunto.
Periglicofilia é o nome dado ao colecionismo de pacotes de açúcar, que resulta de perí (do grego, “ao redor”) + glico (do grego glykñs , “doce”) + filia (do Grego phílos , “amigo”). A periglicofilia é simples de realizar, com os pacotes de açúcar à disposição de todos de um modo fácil e pouco dispendioso. Tem diversas comunidades online e encontros em várias partes de Portugal – incluindo a vila alentejana de Alcáçovas - e resto da Europa, que o têm vindo a expandir.
A maioria dos periglicofilos esvaziam os pacotes de açúcar para os guardar na sua coleção. Há no entanto quem os preserve intactos.
Texto e foto cedidos pelo nosso compadre e amigo João Vieira.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Ruas Floridas do Redondo














Ruas Floridas do Redondo

De 29 de julho a 6 de agosto, o evento Ruas Floridas regressou a Redondo cumprindo aquela que é a mais reconhecida das tradições redondenses.

Fotos da nossa comadre e amiga Anabela Fialho.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Estamos á espera...












Mensagem aos políticos do Concelho de Alandroal:
Vou falar daquilo que sei, da minha profissão da minha paixão, falo porque há 5 anos que batemos o Concelho ao Sol e chuva, vivemos cá, temos cá família e as raízes são cada vez mais fortes.
O Alandroal tem uma Identidade Cultural única, o Turismo é uma tábua de salvação de toda a região, nota-se de dia para dia o crescimento desta indústria. 
VOCÊS TÊM QUE ACOMPANHAR, PÁ.
Esqueçam os amigos, esqueçam a lealdade, esqueçam os partidos, esqueçam as brigas, vocês têm que trabalhar com quem trabalha em equipa, com quem quer efectivamente trabalhar, com PROFISSIONAIS.
Não precisamos de edifícios novos, precisamos de RECUPERAR O PATRIMÓNIO QUE TEMOS
NÃO É SÓ JUROMENHA...
Lembrem-se dos Moinhos ao longo do Lucefécit, lembrem-se das Pontes antigas (Fonte dos Ouros, Velha de Terena, Baldio da Asseca), lembrem-se do Património mineiro que é milenar, lembrem-se das Antas que são impossíveis de visitar, lembrem-se das Misericórdias de Terena e do Alandroal, lembem-se das Ermidas (de NS das Neves no Alandroal e Ferreira, de Santa Clara em Santiago Maior, da Fonte Santa,....), lembrem-se dos povoados da várias épocas, lembrem-se dos outros Castelos (o protohistórico Castelo Velho, o romano Outeiro dos Castelinhos, o medieval de Terena,......), lembrem-se dos Postos da Guarda, lembrem-se dos Geomonumentos, lembrem-se dos Circuitos Pedestres em estado lastimoso, lembrem-se das Estelas Discóides e Aras dedicadas a Endovélico escondidas de todos, lembrem-se das várias colecções de objectos etnográficos, lembrem-se da poesia, lembrem-se do Mel, do Queijo, dos Enchidos, do Vinho.........
ESTAMOS À ESPERA DE QUÊ PESSOAL?


Fotos e texto da autoria do nosso compadre amigo Luis Lobato de Faria, (TripAlentejo)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Alvalade Medieval 2017







De 15 a 17 de Setembro realizaram-se, em Alvalade do Sado, município de Santiago do Cacém, as Comemorações dos 507 anos do Foral Manuelino.
A vida quotidiana do homem da Idade Média foi recriada com todo o rigor em Alvalade nos dias 15, 16 e 17 de setembro. O núcleo histórico foi, à semelhança de anos anteriores, o epicentro de uma festa que compreendeu a realização de um cortejo histórico – onde estiveram representadas todas as classes sociais da época -, e uma Feira Medieval animada com trovadores, justas medievais, teatro, mostra e exibição de armas, danças medievais, venda de produtos e ainda um restaurante com ementa medieval.

Texto: C.M. Santiago do Cacém.

Fotos gentilmente cedidas pela nossa comadre amiga Ana Dores.





segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Terra Chão

                            Foto: Artur Pastor

"Vamos lá saindo
Por esses campos fora
Que a manhã vem vindo
pelos lados da Aurora..."
           Moda Popular do Alentejo

A Terra chama ao chão. Vai assim de mansinho, com um jeitinho quase ausente, um sussurro ao de leve, um ar de que não quer, soprando na vida dos que vão, dos que ficam e querem ir, o ar quente que se ergue do chão em ondas ascendentes de calor opressivo ou frio contundente.

Irremediável o chão da Terra. Um sempre, sempre a tocar constante. Ao de leve primeiro, como um roçagar de dedos na pele de quem se quer, em violentos chamados e invasivos clamores depois, quando já nada mais resta senão o desejo do chão.

O chão seco atravessado de fendas, as veias da Terra, onde pousam pasarinhos e nascem inusitadas flores, mimosas, papoilas, chagas-de-cristo. O chão que se converte em mar, que inunda o espaço entre o nada e o lado nenhum, que levanta um lençol de água a cobrir velhas azinheiras, oliveiras, carvalhos escuro.

O chão da Terra não tem nome. Conhece-se pela memória de cheiro que de repente nos invade as narinas, rebenta o coração. Não tem idade. Atinge em cheio os homens maduros, as senhoras da sua casa, as velhas exiladas e os meninos sem escolha. Ser do chão e ser da Terra são uma e a mesmíssima coisa. Uma coisa que é una com os passos dos que partem ou dos que com algum fio quebrado pelo caminho, são pertença da Terra de qualquer modo.

São do chão os que se emocionam ao pisá-lo. Ao ver-lhe as lonjuras, os rasgos, curvas discretas ou nalguns casos acentuadas, a desembocar em linhas finas de água ou vales, planícies louras ou roxas. Os que o amam recebem esse Amor de volta, que o chão é fiel, dedicado ainda que inconveniente, intempestivo, caprichoso. Todos os homens da Terra são pastores, lavradores neste chão. Amam-no com a determinação e empenho que se dedica a uma amante teimosa mas única e por isso indispensável. Todas as mulheres recolhem dele, mãos abertas no solo ou fechadas em concha, os frutos do amanhã, que hão-de parir e criar os filhos desta Terra. As crianças espojam-se nele, comem o seu pó, lavam-no com as suas lágrimas ou salpicos da ribeira. Os velhos deixam-no entrar pelos olhos dentro. Das soleiras das portas, dos quintais nas traseiras, absorvem-lhe a luz, a dureza, o movimento- só os tolos acham que a Terra não se move- e tranquilizam-se.

Todos sabem que tudo está certo quando se olha o chão, que está por debaixo dos pés é certo, mas que permite uma espinha direita, cabeça erguida. É digna a Terra e enquanto houver chão não há furto possível a esta condição. Na distância que há quando se passam dois rios ou um oceano para ir até onde a vida possível poderá ser melhor, surge muitas vezes a memória deste chão, recoberto das lajes da casa de entrada, da terra batida do largo da feira, do solo árido a tapetear o olival e então chora-se.

Sabe-se que há um chamado que é preciso cumprir. Volta-se à Terra, ao chão que é nosso e começa-se de novo, É assim na Terra: antes de haver homens, já havia chão.


https://m.facebook.com/RicardoZambujoPhotography/
Crónica da autoria da nossa comadre Ana Terra...

domingo, 17 de setembro de 2017

(A) Riscar o Património ( ÉvoraSketchers)


Caros amigos,
No dia 23 vamos desenhar do Alto de S. Bento a S. Bento de Cástris integrando o evento (A)Riscar o Património 2017 em parceria com a Direcção Geral do Património Cultural e os Urban Sketchers Portugal.
Atenção: Relembramos que para este almoço são necessárias inscrições até ao dia 17 conforme informação do mail de dia 5 do corrente mês.
https://www.facebook.com/events/122179678407700
Até sábado,
Évora Sketchers

sábado, 16 de setembro de 2017

Boleima de Alter do Chão



Boleima de Alter-do-Chão

Receita


500g de farinha de trigo
200g de açúcar amarelo
3 ovos
1,5 dl de azeite
2 dl de café instantâneo
raspa de 1 limão ou laranja
1 colher de café de canela
1 colher de fermento em pó
açúcar e canela para polvilhar
Pré-aquecer o forno a 180.ºC. Preparar um tabuleiro quadrado, untando com azeite e polvilhado de farinha. Reservar.

Numa taça larga colocar todos os ingredientes de uma só vez e bater com uma var de arames até a massa se apresentar lisa e sem grumos. Colocar a massa no tabuleiro e polvilhar de açúcar e canela. Levar ao forno cerca de 30 minutos. Verificar a cozedura, retirar, deixar arrefecer, cortar em quadrados e comer.

Bom apetite!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Grande Prémio de Atletismo / Caminhada Feira d´Aires



Depois do sucesso alcançado nas edições anteriores com a participação de mais de uma centena de atletas, o Município de Viana do Alentejo em parceria com o Clube da Natureza de Alvito e o Sporting Clube de Viana do Alentejo / Luís Branco Running Team realiza no próximo dia 24 de Setembro, domingo, o Grande Prémio de Atletismo Feira d’Aires - Luís Filipe Branco.

Pelo quarto ano consecutivo, vai ser homenageado Luís Filipe Martins Branco, uma personalidade que muito contribuiu para o desenvolvimento do desporto no Concelho. Foi o fundador da Secção de Atletismo do Sporting Clube de Viana do Alentejo, através da qual organizou, por diversas vezes, o Grande Prémio de Atletismo Feira d’Aires.

O 17.º Grande Prémio, com corridas de diversos escalões, decorre no recinto da Feira D’Aires, junto ao Santuário, a partir das 8.15 horas. Os mais jovens competem em percursos delineados no recinto da feira e os restantes escalões em percursos de maior extensão. A corrida principal estender-se-á ao longo de 10 kms pela malha urbana da vila. Já a Caminhada que conta com o apoio do projeto Alcáçovas Outdoor Trails tem uma extensão de 8 km e está marcada para as 9.30 horas desse mesmo dia.

A inscrição nas provas de atletismo é gratuita e deve ser efetuada diretamente com a Associação de Atletismo de Évora (ass.atletismo.evora@sapo.pt, Tel. e Fax.: 266 708 425), ao passo que, os alistamentos (gratuitos) na caminhada, efetuam-se no Balcão Municipal (266 930 010), em Viana do Alentejo, na Biblioteca de Aguiar (266 939 106) e na Biblioteca de Alcáçovas (266 948 112).

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Falcão-Peregrino


Mergulho num Alentejo diferente e saio à procura do animal mais rápido do planeta - o Falcão-peregrino (Falco peregrinus). 

Não bastasse a beleza das falésias alcantiladas banhadas por um mar agreste e avisto no cimo do precipício uma silhueta bastante diferente das gaivotas e cegonhas que caracterizam a avifauna local. 

Bem discreto mas altivo, o Falcão-peregrino observa o abismo à procura de uma presa do seu agrado quase ignorando a minha presença. Levanta a cauda por duas vezes encenando o início de uma caçada mas aborta e volta à posição inicial. As suas patas e bico combinam com os líquenes da rocha e o seu peito malhado com o quartzo que parece riscar e cortar a pedra ao meio.

Eu fico mais uns instantes a observar uma das rapinas mais belas da nossa fauna.

www.ricardolourencophotography.com

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sepulturas...






Todos os povos que passaram pela raia alentejana deixaram os seus cemitérios ou necrópoles, cidades dos mortos.
Conforme a cultura as sepulturas e a maneira de colocar os mortos era diferente.
Com a cultura do Megalitismo temos as Antas ou Dolmens. Aqui eram enterrados os vários membros do clã. Levavam consigo uma placa de xisto para identificar a que clã pertenciam e para protecção no outro mundo. (primeira e segunda foto/ Anta da Vidigueira, Freixo, Redondo/ Placa de Xisto das Águas Frias, Rosário, Alandroal).
Os romanos tinham várias formas inumar ou tratar os mortos. Podiam ser cremados, as cinzas guardadas numa urna colocada numa parede própria (Columbário) junta à máscara de cera do defunto. Também tinham sepulturas comuns com lajes de xisto (terceira foto, vista em corte, Santiago Maior, Alandroal).
Na Idade Média o Islão enterrava os seus mortos de lado virados para Este, para Meca.
Os Cristão eram enterrados deitados de costas com os pés para Este na direcção de Jerusálem. Por vezes tinham moedas nos olhos para pagar ao barqueiro (Caronte) que os levaria ao reino dos mortos. Estas sepulturas tinham por vezes a forma do corpo, eram antropomórficas (quarta e quinta foto, Necrópoles Medievais Cristãs em Monsaraz e Alandroal).


Texto e fotos da autoria do nosso compadre e amigo Luís Lobato de Faria, Trip Alentejo.