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domingo, 6 de maio de 2018

Romaria a Cavalo ( By Francisco Fadista)












A chegada da Romaria a cavalo Moita-Viana do Alentejo é sempre um momento que atrai dezenas de amantes da fotografia a esta vila alentejana.
Estas são fotos do nosso compadre Francisco Fadista...

A Romaria a Cavalo é uma tradição comum aos dois concelhos, que data do século passado. Naquela época, os lavradores deslocavam-se ao Santuário da Nossa Senhora D'Aires, no mês de Setembro, com os seus animais, fazendo o percurso pela antiga Canada Real, através de quintas e caminhos de terra batida, para que estes fossem benzidos durante a procissão em Honra de Nossa Senhora D'Aires, padroeira dos animais, e para pedirem boas colheitas na sua agricultura.

Após um interregno de mais de setenta anos, a tradição foi retomada em 2001, sendo realizada no último fim de semana do mês de abril, aquando da Procissão de Nossa Senhora D'Aires.

Durante quatro dias, centenas de romeiros oriundos de vários pontos do país e do estrangeiro, percorrem os cerca de 150 quilómetros que ligam os dois Municípios através dos campos, atrás do carro-andor que transporta a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira da Moita.

Apesar do carácter religioso que está na sua génese, nos dias de hoje, a Romaria assume uma vertente mais lúdica que privilegia o convívio entre os participantes. Um evento que alia a fé com um ambiente ímpar e de camaradagem.

Promovida por uma comissão organizadora, constituída pelas Câmaras Municipais da Moita e de Viana do Alentejo, pela Associação dos Romeiros da Tradição Moitense e pela Associação Equestre de Viana do Alentejo, a Romaria a Cavalo Moita - Viana do Alentejo foi distinguida, em 2011, com o Prémio Mais Alentejo, na categoria “Mais Tradição”.
Poderá acompanhar-nos no Facebook em: www.facebook.com/RomariaACavaloMoitaVianaDoAlentejo


Ler mais: https://www.artm.pt/atividades/romaria-a-cavalo-moita-viana-do-alentejo/

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Tiradores de Cortiça































Entre os fins de Maio e o mês de Agosto cá para as bandas do Alentejo é realizada uma actividade que se repete anualmente e que de nove em nove anos leva os tiradores de cortiça a visitar o mesmo sobreiro.
É por esta altura que o montado ganha uma nova vida com a extracção de cortiça e como se diz por cá "tirar cortiça". O homem e a machada, apenas eles os dois fazem um trabalho ancestral e que as novas tecnologias ainda não conseguiram substituir.
Tirar cortiça é um trabalho de equipa, o qual nós no Alentejo, designamos de "rancho" e os tiradores trabalham geralmente aos pares, a qual se designa de "parelhas", que se organizam à volta de um tronco de uma sobreira e enquanto um trabalha junto ao tronco, o outro trabalho na parte superior, embora os cortes sejam feito no sentido um do outro. Mas para além dos tiradores, nesta actividade existem também as "ajuntadeiras", os "molheiros" e os "empilhadores", que estão sempre na pilha final.
A machada foi um instrumento aperfeiçoado para esta actividade, em que a lâmina possui dois gaviões e o cabo na extremidade é em forma de cunha para auxiliar a retirar a cortiça das sobreiras após o corte.
Sem dúvida que é um trabalho muito duro, se tivermos em conta o calor, a subida às sobreiras, o perigo das quedas, dos cortes e também o perigo daquelas "formiguinhas" de rabo vermelho que não são nada meigas. 

sábado, 2 de maio de 2015

Romaria do Espírito Santo


































Localizado a cerca de 2,5 km da Vila de Alcáçovas, o Convento de Nossa Senhora da Esperança, terá sido sempre um local de culto e romarias. Entre os séculos XIV e XV, a primitiva ermida tinha Orago a Nª. Sª. da Graça, sendo por vezes apelidada de Senhora da Serra pela população da Vila de Alcáçovas. Mas seria em 1541, que D. João III irá entregar esta ermida à Ordem Dominicana. Mais tarde em 1556 inicia-se o actual Orago, à Senhora da Esperança e com o aumento de fiéis em 1661, iniciam-se as obras de ampliação da antiga ermida, sendo só em 1721 que o edifício terá ficado com o aspecto actual. Foi um local que continuadamente foi vivido, quer pelo povo da vila de Alcáçovas, quer pelos povos das localidades vizinhas, que no período compreendido entre os inícios de Abril e fins de Outubro, teriam os dias próprios para se deslocarem ao Convento de Nossa Senhora da Esperança em romaria. Passados 459 anos, a população da Vila de Alcáçovas garante a continuidade desta secular devoção, ao realizar a sua romaria ao Convento da Senhora da Esperança sempre em dia de Pentecostes, festejos que este ano estão marcados para o próximo dia 24 de Maio.