sábado, 9 de novembro de 2013

Feira de Alvito



A Feira dos Santos é a ultima que se realiza em cada ano na região alentejana. Tal facto, aliado à sua intensa actividade comercial, contribui para o enorme prestigio de que desfruta na região.

Numa altura em que a grande maioria das feiras se tem gradualmente transformado em mero local de diversão, a Feira dos Santos tem conciliado, a par desta característica, as vertentes de comércio tradicional e de local de encontro de amigos, particularidades reveladas ano após ano.

Frutos secos, vestuário, utensílios agrícolas, artigos domésticos, são exemplos do intenso comércio que caracteriza a Feira dos Santos, fazendo com que nos dias da Feira afluam a Alvito milhares de pessoas vindas de todo o país.

Entretanto, tem também havido um grande empenho no sentido de dotar a Feira de actividades de carácter cultural e recreativo que estejam ao nível do seu prestígio.

Visitar a Feira dos Santos, é pois, uma obrigação e um óptimo pretexto para conhecer Alvito, a sua beleza e o seu património.


Na Feira de Alvito...

Fotos gentilmente cedidas pelo compadre Humberto Lucas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Café Maravilha


O singular Café Maravilha com a senhora Guilhermina ao balcão

De Viana a Alcáçovas são uma vintena de quilómetros, coisa que fizemos quase na totalidade na aspiração de um tractor, coisa que nos facilitou a vida, já que continuando a pedalar debaixo da torreira do sol que agora se fazia sentir sem apelo nem agravo, fazíamos metade da força e isso foi uma boa ajuda durante mais de dez quilómetros.
Em Alcáçovas, terra de chocalheiros e de gente boa, revisitei a taberna da senhora Guilhermina, que apesar de só me ter visto uma vez na vida e por escassos minutos se recordava de mim, como se aí houvera estado ontem mesmo.

Um dos clientes também se recordava de mim e eu dele, o que quebrou ali de imediato o gelo. Voltei a pedir à senhora que deixasse fotografar o seu bonito estabelecimento, coisa a que acedeu, ficando nas fotos que agora vos apresento.
As inevitáveis botas entre a Macieira e o Gás para o isqueiro. Um must.

Nas prateleiras, as inevitáveis faquinhas em rifa, botas domingueiras e de trabalho, outras de cano alto ou de meio cano, são também alguns dos produtos que se podem por aqui adquirir enquanto se deita abaixo um copo de tinto alentejano, ou então, a princesa das tabernas alentejanas, mais conhecida por: mine.

Senhora Guilhermina quer saber como tenho passado e interessa-se genuinamente pelas minhas viagens ciclo-pedalantes. Lá lhe contei sumariamente o que tenho feito depois da última vez em que aí passei em 2007, incluindo a história do meu abalroamento em tarde de Agosto do ano em que descobri o Café Maravilha (que é o mesmo que taberna da senhora Guilhermina).

Resquícios duma grandeza que já não volta - A antiquíssima mercearia da Sra. Guilhermina

Ao meter o nariz pela porta que dá acesso ao “backstage , reparo numa antiquíssima mercearia que fazia parte deste “império” comercial. Volto a pedir que mo deixe fotografar, coisa a que a simpática senhora anui com especial prazer.

Já dentro do estabelecimento, agora de portas fechadas ao público, reparo que deve ter tido fulcral importância na vida da comunidade Alcaçovense, Senhora Guilhermina concorda comigo e diz-me ter o estabelecimento mais de 100 anos. Pela visita de médico que lhe fiz, deu para reparar que para além do estabelecimento de vinhos e petiscos, também esta casa já teve geminada um mercearia fina e do outro lado da loja, as prateleiras vazias daquela que poderá ter sido um concorrido retroseiro de Alcáçovas, mas isto sou eu a conjecturar, dona Guilhermina me há-de esclarecer em oportuna passagem por terras chocalheiras.

Despedidas feitas e ala que se faz tarde até ao nosso destino final que é Santiago do Escoural e que daqui dista mais outros vinte quilómetros.


Texto e fotos do compadre Napoleão Mira, copiados do Blog  http://pulanito.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Francisco Calado Photography




Coreto de Beja


Este coreto encontra-se no jardim municipal de Beja, este jardim foi instituído por iniciativa de um comandante do regimento, o tenente-coronel António de Oliva e Sousa, a partir da antiga cerca do Convento de S. Francisco. É um jardim bastante bonito e cuidado,tem baloiços, bancos distribuídos ao longo do jardim, e umas gaiolas com vários animais. Um conceito que deveria ser implementado em jardins de outras cidades!

Jardim Gago Coutinho e Sacadura Cabral (Jardim Público)
Localização: Freguesia do Salvador, zona histórica.
Jardim Publico


Enquadramento: Urbano, no limite da zona histórica e inserido na cerca do antigo Convento S. Francisco. O Jardim assumiu ao longo do tempo diferentes tipologias, após ter sido espaço de produção (horta) durante a época do Convento e campo de treino militar quando o Convento deu lugar ao Quartel, no séc. XIX, o Coronel desta Infantaria cedeu parte da antiga cerca para espaço público, o primeiro Passeio Público da cidade. Numa época em que a população vivia dentro do centro histórico, malha compacta, o Jardim era lugar de encontro, de estadia ou de passeio público. Com o crescimento da cidade e consequente, densificação e artificialismo da área envolvente e da cidade o Jardim passa a ser uma componente indispensável de qualidade de vida, lugar de convívio e lazer. O Jardim constitui um elemento importante, pelas suas características dominantes, na estrutura ecológica urbana de Beja, assim como, na vida quotidiana dos seus habitantes. É constituído por vários elementos singulares, que se traduzem no seu carácter identitário e no seu valor paisagístico e cultural.

Data de construção: 1880.

Área: 2ha.

Tipologia: Jardim Histórico.

Utilização atual: O jardim é um lugar pleno de simbolismos e de tradição para a sociedade de Beja. A ordem e a proporção dos elementos compõem um espaço de grande atractividade para diferentes utilizadores, que encontram aqui um lugar ao sol ou à sombra, de passeio, recreio, convívio e interacção com outras pessoas.

Morfologia do espaço: Fechado por gradeamento de ferro e com duas portas de acesso, desde o interior do Jardim são perceptíveis os seus limites. O Jardim possui forma rectangular caracterizado por uma estrutura formal geometrizada de composição rectilínea. Esta estrutura expressa um carácter da arquitectura romântica, pela composição e harmonia entre os elementos, no contraste claro-escuro produzido pela vegetação, utilizando espécies exóticas, nos caminhos rectilineos que se intersectam entre si e na criação de lugares pitorescos intimistas associados aos tanques e coreto.

A partir da entrada Poente, marcada pela estátua do Lidador, estende-se na direcção Nascente o principal eixo estruturante do Jardim, concretizado numa rua alargada. Este eixo ladeado por árvores e canteiros culmina no monumento alusivo à morte do Lidador, em painel de azulejo implantado na fachada do volume edificado com cobertura em terraço. Adoçado ao volume edificado está implantado o polidesportivo.

Paralelamente ao eixo principal, a Norte, encontra-se um lugar de fruição, uma varanda/miradouro que se estende ao longo deste limite do Jardim. A meio do percurso de miradouro, está implantado o quiosque e a área de esplanada associada, definida por uma sebe. Contigua a esta área encontra-se a zona de mata.

A entrada Nascente é marcada pelo “lago dos patos”, o maior lago do Jardim com planta irregular, a sua maioratracçãoassenta nos patos, gansos e peixes. Para além deste lago há mais três, de menor dimensão, distribuídos pelo Jardim. Dois dos quais, de planta irregular, estão associados a lugares de estadia escondidos e com carácter mais intimista. O terceiro de forma rectangular está localizado no eixo principal, próximo da área envolvente à estátua em homenagem ao Lidador.

O parque infantil constituído pelo montinho alentejano e por diversos equipamentos lúdicos ocupa uma área central definida por sebe. O coreto e o chafariz surgem em lugares isolados e ao mesmo tempo em destaque. O coreto de planta octogonal regular está colocado a Sul da rua principal e nas proximidades do parque infantil. O chafariz está próximo da entrada Nascente e por conseguinte do “lago dos patos”, implantado no centro de uma plataforma circular calcetada e rodeado de bancos.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Passeio pelos Arrabaldes de Monsaraz


Evento no Face

O Alentejo somos todos nós...



O Alentejo está-nos na massa do sangue.
Cada um de nós está em sintonia com o Alentejo que lhe vai na Alma.
O Alentejo é a síntese dialéctica de tudo isso, de todos os nossos sentires e de um Amanhã que há de vir, sem manajeiros nem mourais, nem tão pouco controleiros e outros que tais.
O Alentejo está-nos na braguilha de semear filhos com as mulheres que amamos. O Alentejo tem a ver com a nossa forma de empinar o Amor. O Alentejo é todo o tesão de termos nascido onde nascemos. É o cheiro dos orégãos e o odor do azeite virgem, o sabor da sopa de tomate ou duma friginada, o som hierático do cante ou o ritmo arrebitado das saias. É também o volume terno e aconchegado dos seios que afagamos e da textura macia da pele de mulher, que nos sabe a mel e a vinho tinto.
O Alentejo somos todos nós.

 
 
Copiado da blog do compadre Hernâni Matos: http://dotempodaoutrasenhora.blogspot.pt/

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Pão Alentejano


Quem gosta de Pão Alentejano???

 A pão e água nas aldeias alentejanas...

O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia.
E o pão… Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano?
O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa.
E é o único pão do mundo que não tem ...pressa de ser comido.
É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana.
Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É isto que nos move, é isto que nos apaixona...

Compre aos Pequenos Produtores Portugueses e apoie a economia local. A nossa maior riqueza, são os nossos produtos !...
Em defesa dos consumidores e dos produtos nacionais.

Vamos identificar os bons produtos nacionais...
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Texto e fotografia: João Monge Ferreira, Movimento Novos Rurais