No passado dia 7 de Fevereiro, o Projecto Alcáçovas Outdoor Trails organizou mais um evento e desta vez fomos caminhar nas margens da barragem do Pêgo do Altar, que se localiza na fronteira do concelho de Viana do Alentejo e Alcácer do Sal. Excelentes paisagens naquele Alentejo que não nos pára de surpreender. Já perto do final convidámos os participantes ainda a visitar a vila de Alcáçovas e ficar a conhecer alguns dos seus emblemáticos elementos do património construído. Para terminar terminámos com um convívio final no restaurante "O Chocalho" em que para além de saborearmos alguns petiscos tradicionais alentejanos, tivemos também o privilégio de ouvir o Cante Alentejano, que recentemente recebeu as mais altas insígnias da UNESCO ao ser classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade. O Projecto Alcáçovas Outdoor Trails, agradece especialmente a participação de todos aqueles que nos visitaram e também aos que connosco colaboraram. Associação dos Amigos das Alcáçovas, Grupo Feminino Cantares de Alcáçovas. Câmara Municipal de Viana do Alentejo e Junta de Freguesia de Alcáçovas.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Nas margens do Pêgo do Altar
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Local:
Alcáçovas, Portugal
quinta-feira, 5 de março de 2015
Pinturas Naif alentejanas
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| Feira de Castro Verde |
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| Ceifeiras |
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| Comboio a Vapor |
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| Acampamento de Ciganos |
Já aposentada, tomou contato com a Pintura Naif e apaixonou-se por esta forma de expressão. Desde 2002 participa regularmente em exposições coletivas na Galeria Verney, em Oeiras.
Na sua obra comparecem os motivos das suas vivências e memórias do Alentejo – os campos, as casas, os animais, as gentes nas suas labutas e festas – reinventados agora sob as pinceladas minuciosas de uma imaginação solar que não consente tréguas à cor.
Pintura Naif ao seu melhor estilo, ou não lhe surpreendessemos aqui todas as suas virtualidades: a pureza, a autenticidade, a candura que descobre na profusão das formas e na exuberância cromática as suas únicas concessões; e sobretudo, o ardil de fazer passar por fácil aquilo que só uma exacerbada e grácil atenção consegue reter.
Copiado do blog: http://comunidade.sol.pt/blogs/olindagil/
quarta-feira, 4 de março de 2015
Rostos do Sul (Avis)
Fotos captadas pelo nosso compadre José Vilhena Moreira, em Avis...
Retiradas do blog: http://avizalentejo.blogspot.pt/
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Local:
Avis, Portugal
terça-feira, 3 de março de 2015
Nas margens do Grande Lago (Mourão)
Mourão é uma bonita vila Alentejana, sede de município, situada na margem esquerda do imenso rio Guadiana, próxima da fronteira com Espanha, num local de grande beleza natural, onde reina a paz de espírito.
Sem grandes referências históricas até à reconquista Cristã da Península Ibérica, sabe-se que, após passar para o domínio Português, foi entregue à Ordem dos Hospitalários, e durante a Idade Média e na Guerra da Restauração foi palco de episódios violentos entre as forças Portuguesas e as Castelhanas.
Mourão sempre sofreu grande influência do grande rio Guadiana, que muito contribuiu também para a fertilidade dos terrenos circundantes onde crescem oliveiras, amendoeiras, e outras árvores de fruto que moldam a paisagem.
Mourão orgulha-se dos seus monumentos e tradições,… como é o caso do Castelo que encima a vila e a enobrece, mas também a barroca Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias (séculos XVII e XVIII), e os muitos espaços verdes disponíveis no concelho, como a Mata de S. Bento.
Esta típica vila Alentejana prima pelos seus produtos regionais, como o artesanato, com peças em xisto, cestaria ou no muito tradicional Buínho.
Os vários restaurantes da região atestam a qualidade da gastronomia Alentejana, com especialidades locais como a Caldeirada de Peixe, a Açorda de Cação ou a doçaria conventual com as encharcadas ou o bolo rançoso, não esquecendo o pão, queijo, mel e azeitonas desta saborosa região.
Fotos gentilmente cedidas pelo nosso compadre Luis Peixoto
segunda-feira, 2 de março de 2015
Serra de Portel
Elevação de Portugal Continental que se situa no concelho de Portel, no limite sul do Alto Alentejo. Tem a altitude máxima de 418 metros.
Na Serra de Portel o clima é tipicamente mediterrânico, com períodos secos e quentes muito prolongados, em alternância com outros mais frios e húmidos. No inverno as temperaturas registadas atingem, não raras vezes, valores negativos. Esta serra apresenta, deste modo, algumas variações micro climáticas.
Esta serra é um maciço montanhoso de origem xisto-grauváquica. Os solos que a compõem são diferenciados, entre os quais figuram alguns mediterrânicos, contudo, predominam os litossolos de xisto.
No ano de 1990 foram inventariadas cerca de 680 espécies vegetais distintas. Quanto à fauna, esta serra é rica em aves e mamíferos predadores.
(In Colecção Percursos na Natureza, 1997 Centro de Ecologia Aplicada – Universidade de Évora,edição da Direcção Regional do Ambiente do Alentejo).
domingo, 1 de março de 2015
Caminhada Gratuita no Escoural (07MAR15)
Desta vez, propomos a todos os nossos amigo(a)s, uma caminhada gratuita na Serra de Monfurado, junto á povoação de Santiago do Escoural.
Trata-se de uma área de grande beleza natural, onde a floresta de montado é dominante e que é pouco conhecida dos pedestrianistas.
Assim, continuando o enorme esforço de divulgação de percursos pedestres que o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails tem efetuado em todo o Alentejo Central, estão todos convidados a aparecer e caminhar conosco:
Escoural - 07MAR15
Concentração: Estacionamento da Junta de Freguesia do Escoural (No centro da vila).
Hora de Concentração: 09H45
Inicio: 10H00
Final: 14H15
Distância do Percurso: Cerca de 10 Kms
Grau de Dificuldade: Grau 1 - Percurso em caminhos rurais, com piso pedregoso e/ou lamacento.
...
Trazer farnel, picnic no campo.
Possibilidade de encontrar gado de pastoreio.
Descrição do Percurso: Caminhada na Serra de Monfurado junto a Santiago do Escoural, com picnic no campo.
Depois desta caminhada, ás 14H30, os interessados poderão visitar o Centro de Interpretação das Grutas do Escoural e as próprias grutas (Facultativo).
Inscrições para a visita á gruta: 266 857 000 (Centro de Interpretação)
Santiago do Escoural está situada a 12 Kms de Montemor-o-Novo, a 30 Kms de Évora e a 110 Kms de Lisboa.
Nota: A actividade é gratuita e não tem seguro. Cada um caminha por sua conta e risco...
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E porque não?
Não me considero uma pessoa altruísta. Talvez seja defeito de carácter mas não vou dourar a pílula. Sou o que sou.
Hoje por motivos pessoais dirigi-me ao fim do dia a uma das maiores superfícies comerciais de Lisboa. Fiz o que me levou lá e contra toda a réstia de bom senso que ainda possuo, saí e fui fumar um cigarro.
A meio do terceiro bafo, dou-me conta de uma senhora acompanhada de uma menina que não devia ter mais de 6,7 anos. Roupas algo gastas, olhares pregados no chão, mão estendida, frio. Tanto frio ao ponto das mãos da senhora não terem qualquer réstia de cor. Não foi preciso juntar 2+2 para concluir que a senhora estava a pedir alguma generosidade dos transeuntes. Aquilo cortou-me o coração. A mim, que tenho um bloco de gelo no local onde outrora batia algo.
Deixei o meu cigarro a meio e dirigi-me na sua direcção. Aos poucos, o seu olhar encontrou o meu. Meio assustado, meio tímido, meio expectante. Ajoelhei-me e perguntei à pequena...
- Olá. Como te chamas?
Ela olhou para a mãe na procura de aprovação para falar com o estranho que estava à sua frente, a qual obteu com um aceno de cabeça por parte da mãe.
- Vanessa - retorquiu ela.
- Que bonito nome, Vanessa. Sabes, está muito frio aqui fora. Será que a tua mãe e tu não querem beber algo quente lá dentro? - questionei.
- Podemos, mãe? - perguntou ela com um brilho nos olhos que só uma criança tem.
Uma vez mais a mãe acenou em sinal de concordância, embora desta vez com muito mais renitência. Não esperava reacção diferente. Afinal de contas, um completo estranho convida ambas a tomar algo quente quando se calhar haviam passado ali horas a fio sem que sequer meia dúzia de pessoas tivesse dado conta da sua presença ali ao frio gélido.
Dirigimo-nos ao café mais próximo e sentámo-nos.
- Gostas de chocolate quente, Vanessa? - perguntei.
- Sim, e a minha mãe também. - disse ela com o primeiro sorriso que lhe havia visto desde que as abordei lá fora.
A mãe mantinha o silêncio. Não a censuro. No lugar dela, possivelmente teria agido da mesma forma.
- Seja então. Chocolate quente para todos! - disse.
Enquanto bebíamos o chocolate em silêncio (embora ambas com satisfação, era notório), esse mesmo silêncio foi quebrado pelas primeiras palavras da mãe.
- Posso fazer uma pergunta? - questionou.
- Claro. Diga. - retorqui.
- Porquê? - disse com ar curioso
- Porque não? - retorqui com um sorriso.
Simplesmente sorriu de volta. Percebeu exactamente o alcance da minha questão/resposta. Porque é que não devemos auxiliar aqueles que por uma razão ou outra de momento são menos afortunados que nós com um gesto tão minimalista como um chocolate quente numa tarde gélida?
De repente, a Vanessa meteu-se no meio da conversa.
- Porque é que tem o cabelo comprido? Isso não é coisa de meninas?
- Eu gosto. Achas que me fica mal? - perguntei com um sorriso.
- Não, eu gosto!
E num ápice abre a mochila que trazia com ela, tira de lá uma bandolete roxa e entrega-ma.
- Toma. Sabes, é para o cabelo não lhe ir para os olhos... - disse.
Não consegui evitar o maior sorriso do dia.
- Sabes Vanessa, era exactamente disto que estava a precisar. Muito obrigado. Vou guardá-la para sempre com muito carinho...
Acabámos o chocolate quente e após a mãe (nunca cheguei a saber o nome da senhora, não era de todo relevante) ter agradecido o gesto, estendi-lhe a mão. Ela ao cumprimentar-me, fiz-lhe chegar uma pequena "oferenda" dobrada em quatro partes.
- Não sei a sua história, as suas dificuldades ou o que a leva a enfrentar o frio gélido do dia de hoje. No entanto, não sou indiferente ao sofrimento alheio. Desejo a ambas tudo de bom.
E ambos seguimos caminhos distintos.
E a questão permanece. Porque não? Porque é que fingimos não ver o sofrimento alheio que está à vista de todos? Porque não perder algum do nosso tempo e dar a mão a algumas pessoas que por qualquer infortúnio da vida, se vêm na iminência de pedir alguma bondade?
Não fiquei mais pobre por pagar dois chocolates quentes a duas desconhecidas. Julgo até que saí enriquecido desta experiência. Não sou tão frio quanto pensava.
Lisboa, 28 de Novembro de 2013.
Copiado do excelente blog do nosso compadre Gato Pardo, alentejano de gema...
http://gato_pardo.blogs.sapo.pt/
Local:
Lisbon, Portugal
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