domingo, 5 de março de 2017

Caminhada nos Vales do Sado e do Xarrama

















É sempre um prazer percorrer os trilhos dos Vales do Sado e do Xarrama, entre a Barragem Vale de Gaio, que fica a apenas alguns quilómetros do Torrão e as aldeias de Rio de Moinhos e de São Romão.
Ontem, 04MAR17, com um pequeno grupo de pedestrianistas, o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails cumpriu mais uma caminhada gratuita de divulgação.
Porque, no nosso já longo histórico de caminhadas, nunca cancelámos uma que fosse devido a temporais, vagas de calor ou falta de participantes.
O nosso lema é: " Se tivermos um único participante, vamos na mesma !..."
E o dia, ensolarado e bonito, deu-nos toda a razão...
As fotos que partilhamos são da autoria dos nossos compadres Fernando Quaresma e João Mendes...

sábado, 4 de março de 2017

Carnaval de Alcáçovas






















Estas são algumas das fotos que o nosso compadre e amigo Nuno Grave conseguiu captar no Corso Carnavalesco de Alcáçovas, no passado dia 28FEV.

Excelente prestação do grupo "Circo Centrini", da Creche e CATL da Santa Casa da Misericórdia de Alcáçovas! Foi bem merecido o Prémio!...
O Grupo animou de forma entusiasta e alegre o corso carnavalesco de Alcáçovas!
Muitos Parabéns a todos os que participaram, às Meninas e Meninos e seus Pais/Familiares e às Educadoras/Professores e Auxiliares que fizeram um excelente trabalho!
No próximo ano lá estaremos com a mesma motivação e alegria!
 


sexta-feira, 3 de março de 2017

Rota do Contrabando entre Cheles e Montes Juntos


Dois países...
Espanha e Portugal, um povo....
Cheles, uma aldeia.....
Montes Juntos, outra aldeia para lá da fronteira e uma forma de sobreviver em tempos difíceis...
Solução: O contrabando...
Assim começa a nossa próxima aventura.." a 6 ª e a 7ª Rota do tráfico ",  que realizaremos nos próximos dias 5 e 25 de MARÇO.... 
Emoção, surpresas, passeio de barco e uma rota como nunca antes tinhas visto esperam-te neste fim de semana.

Saída de Cheles às 10 da manhã, hora de Espanha. ( Inclui café da manhã, estrada, passeio de barco e comida) Vens connosco??? 
Mais informações em www.alquevaentretenida.com

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mestiços do Sado


Junto ao Sado, quando este está quase no fim do seu curso, há gentes que descendem dos antigos escravos negros que, chegados a Lisboa, foram enviados até terras mais a sul para trabalharem nos campos de arroz onde os portugueses não queriam trabalhar: chamam-nos hoje de mestiços do Sado ou carapinhas do Sado ou ainda mulatos de Alcácer.
Os Adiafa, banda alentejana que andou nas cantorias dos portugueses com a canção “As meninas da ribeira do Sado“, versavam precisamente estas pessoas. Um dos versos mais famosos fala precisamente do cabelo encrespado das mulheres desta zona: “as meninas da ribeira do Sado são com’ás ovelhas / têm carrapatos atrás das orelhas“. Toda a gente sabia a letra e toda a gente a cantava, mas poucos sabiam que existia um detalhe etnográfico por trás de tudo isto. É que as tais meninas da ribeira do Sado poderão ter, com grande probabilidade, sangue subsariano recente, vindo desse tempo constrangedor em que a África colonial servia como fornecedora de mão de obra gratuita. Outra música, esta saída do cancioneiro que o povo vai inventando, é ainda mais óbvia: “ribeira do Sado / ó Sado, sadeta / meus olhos não viram / tanta gente preta” e mais à frente sublinham “quem quiser ver moças / da cor do carvão / vá dar um passeio / até São Romão“.
A última vez que estive numa das povoações onde podemos encontrar os ditos mestiços, a aldeia de São Romão, falei com uma mulher com evidentes traços negros, já misturados com ares mediterrânicos, aqueles que são mais conhecidos no português comum. Olhando-a, sem ser preciso mais do que isso, conseguimos percebê-lo. Já não são negros, porque o melting pot já se deu. Mas os sinais estão lá todos, cabelo crespo, muito mais crespo do que é habitual, narinas mais dilatadas, lábios grossos, pele escura. São Romão e Rio de Moinhos são as terriolas onde mais nos apercebemos desta realidade histórica, ou étnica, se preferirmos, mas também em Alcácer e suas cercanias, embora mais dificilmente. Como é óbvio, a tendência é que a miscigenação vá diluindo estas características nas populações circundantes e com grande probabilidade estas diferenças vão passando a ser cada vez menos marcantes nos rostos das pessoas, mas não menos marcantes no passado que cada um deles herdou.

Copiado integralmente do site: http://www.portugalnummapa.com/

Fotos da Aldeia de S. Romão, hoje quase completamente abandonada:








No próximo sábado, o Projeto Alcáçovas Outdoor vai caminhar por estas bandas:


quarta-feira, 1 de março de 2017

Feira do Queijo (Serpa)

















A Feira do Queijo do Alentejo decorreu no ultimo fim de semana ( 24, 25 e 26 de Fevereiro), em Serpa...
Para quem não pode visitar este magnifico espaço dedicado aos sabores e saberes do Alentejo, aqui fica a reportagem fotográfica da autoria da nossa comadre amiga Anabela Fialho...

A tecnologia artesanal do queijo tem grandes tradições no Alentejo, onde, desde sempre, desempenhou um papel de grande importância económica.
 
O Queijo Serpa, com denominação de origem desde 1994 e denominação de origem protegida desde 1996, é possivelmente o queijo tradicional de maior fama no Alentejo, sendo o seu singular aroma e sabor parte fundamental do património cultural do Baixo Alentejo e em particular do concelho de Serpa.
 
Realizada anualmente em finais de Fevereiro a Feira do Queijo do Alentejo pretende primar este emblemático produto do concelho a par dos outros produtos regionais de qualidades tais como os enchidos, o azeite, o vinho, o mel, o pão e as azeitonas. As tasquinhas, com os petiscos locais, têm presença forte neste certame onde também é presença imprescindível o cante alentejano.
 
Integrada num conjunto de objetivos cuja implementação se considera estratégica para o desenvolvimento do concelho e da cidade de Serpa, a Feira do Queijo do Alentejo, organizada pela Câmara Municipal de Serpa, constitui um passo decisivo na criação de uma base de sustentabilidade para a economia local, assente num dos pilares económicos do concelho: as produções tradicionais.
 Fonte: C.M. Serpa.