sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Península de Troia



Situada numa zona de grande beleza natural, a Península de Tróia é uma faixa de areia dourada com cerca de 17km de comprimento e 1,5km de largura, rodeada por um mar azul que faz deste local um destino privilegiado para momentos de lazer. 

As praias de Tróia são famosas pela sua tranquilidade e boas condições que oferecem a todos os visitantes, usualmente praias de larga extensão que consagram espaço e condições para todos. 

Este é um local ocupado pelo homem desde tempos antigos, sendo no período de ocupação Romana uma ilha do delta do Sado, denominada de Ilha de Acála, sendo ainda hoje visíveis as Ruínas Romanas de Tróia que atestam este período histórico, nomeadamente desde o século I d.C.. 
Tróia serviu então, durante muitos séculos e no encaminhamento da utilização dada pelos Romanos, como um local industrial de salga e conserva de peixe e de funções piscatórias em geral, tendo no século XVIII tido lugar escavações arqueológicas que confirmaram a existência de antigos pequenos aglomerados residenciais. 

Hoje em dia Tróia oferece as mais variadas infra-estruturas e serviços, entre alojamento, restauração, parque de diversões, campos de ténis e golfe, entre outras, estando a decorrer uma profunda remodelação urbano-paisagística que pretende remodelar as construções decorridas nas décadas de 60 e 70 do século XX, destinadas a um turismo de massas, entretanto degradadas. 

A proximidade com zonas naturais de excelência como o lindíssimo Parque Natural da Serra da Arrábida, a Reserva Botânica das Dunas da Península de Tróia ou o fantástico Estuário do Rio Sado, promovem cenários de grande beleza, reunindo as melhores condições para a prática das mais variadas actividades de turismo e lazer. 
Começando pela famosa travessia por ferry-boat que liga Setúbal a Tróia, muito há para descobrir e usufruir na Península de Tróia, entre belas e calmas praias a pequenas aldeias de pescadores, como a Carrasqueira, que mantêm as suas típicas casas e tradições piscatórias, que importam conhecer e preservar.

Texto: https://www.guiadacidade.pt/pt

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A Cal, o espelho do asseio.

Anos 60. Caiando a casa. - Foto Amadeu Ferrari.

A imagem do Alentejo esteve desde sempre associada á brancura das suas casas. Esta tradição foi-nos legada pelos povos do norte de África, perdurou no tempo e ainda hoje se mantém. Além de embelezar reflecte o Sol ajudando ao arrefecimento do interior das casas.

Usada desde tempos remotos, a cal era um dos materiais de base para a construção, em toda a zona mediterrânica. E era também usada pela maioria das pessoas, no dia a dia das suas casas, como “detergente universal”. Hoje é considerada pelos especialistas da construção sustentável como um material fundamental e de futuro: por ser ecológico, económico e a sua produção não utilizar tanta energia como o cimento e outros materiais
A cal é também um material fundamental para a conservação das casas tradicionais, sejam elas de taipa, adobe ou alvenaria e rebocadas com argamassas de cal.
Nas palavras do antropólogo Pedro Prista, numa apresentação que efectuou num seminário sobre Cal e Pigmentos, “não é apenas a cal como material, mas a caiação, o acto de caiar, que tem que ser considerada um património a preservar”.
Segundo o antropólogo “o grande interesse não está propriamente na substância mas na prática de caiação que vem, novamente, ganhando uma importância cada vez maior no interior e no exterior da casa à medida que descemos da zona interior da Beira Baixa para o sul, até ao Algarve”.
Uma importância familiar, certamente. Mas também coletiva: “O momento principal começava quando as mulheres, às vezes no mesmo dia e de forma coletiva, raspavam as paredes exteriores e faziam a caiação geral das ruas e até o intervalo entre as pedrinhas e entre os seixos à frente da cada uma das casas”.
No interior alentejano chegavam a fazer-se três e quatro caiações por ano, embora não em dias aleatórios. Em momentos de festa, como um casamento, a casa era sempre caiada. E as paredes exteriores nunca ficaram esquecidas. “Nenhum edifício podia desalinhar dos outros. A caiação coletiva tem a ver com o assumir da rua”.
“Já os antigos diziam que quem vê uma casa por fora espreita o que está por dento”,
"Cal bran…ca! Cal bran…ca!" Era assim que o caleiro ou o homem que vendia cal, se anunciava porta a porta. Numa carroça puxada por um burro, cheia de torrões de cal e uma balança, pelas ruas do Alentejo, esperava pacientemente que as mulheres chegassem. Um quadro de outros tempos que está apenas na memória dos mais velhos.
Ruas sempre branquinhas, diz o povo que é da caiação (é o asseio)...
É no verão que se faz a (caiação). Gente da mesma rua tem/tinha o capricho de manter sempre a beleza dos espaços que partilham/partilhavam, tornando-se este um local de convívio em noites de calma, de verão quente, sentam-se em cadeiras de bunho, é o serão. "Reunião familiar (compadres e comadres) durante as primeiras horas da noite".


Texto ( Adaptado ): 
Ana Maria Saraiva,  https://www.facebook.com/groups/imagensdoalentejo/

Foto: Henrique Carvalho

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Crónica de Jardinagem...





Nada como uma boa planificação para exibir permanentemente um jardim florido e uma horta cuidada. Veja as espécies botânicas e hortícolas que deve semear em cada um dos meses.
A primavera é, por excelência, a estação do ano em que os jardins se encontram no seu máximo esplendor. Mas, para que isso suceda, é preciso ter semeado e plantado antes as espécies mais adequadas a essa estação. Para que saiba quais as variedades florais que deve semear em cada uma das diferentes épocas, elaborámos um guia mensal que também lhe indica as sementeiras que deve fazer na sua horta, nos seus canteiros ou nos seus vasos, para que se possa organizar de uma forma efetiva e eficiente.
Janeiro
O primeiro mês do ano está longe de ser aquele que mais trabalho exige no seu jardim. Nesta época, a grande maioria das plantas encontra-se em descanso vegetativo. Ainda assim, depois de desfazer a árvore de Natal e de arrumar todas as prendas que a sua família recebeu durante a quadra natalícia, pode semear petúnias, ervilhas de cheiro e gipsófilas, além de espécies anuais de verão, bienais, rosas e bolbos de vaso.
Esta é uma boa altura para o fazer. Se tem uma horta ou gosta de fazer experiências no seu quintal ou até mesmo num dos cantos da sua varanda, pode sempre semear agriões, alfaces, cebolas, coentros, espinafres e nabiças.
Fevereiro
O Carnaval aproxima-se a passos largos mas a máscara que vai usar este ano não pode ser a única coisa a ocupar a sua mente. Nesta altura do ano, deve ter as tesouras de poda sempre prontas para os trabalhos de poda. Tudo o que se encontre seco, deteriorado ou com mau aspeto deve ser removido. Esta é também a altura em que deve plantar coníferas, árvores de sombra de folha caduca e espécies de folha perene.
Esta é ainda uma boa época para semear coleos e ainda ervilhas de cheiro e gipsófilas, caso não o tenha feito em janeiro. Na horta, é tempo de avançar com a sementeira de abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beterrabas, cebolas, coentros, couve galega, couve de repolho, couve tronchuda, nabos, rabanetes, salsa e tomate.
Março
Com a primavera à porta, não espere demais para começar a preparar o espectáculo de cor que inundará o jardim nos próximos meses. Meta mãos à obra e semeie asteres, coleos, cravínias, crisântemos, estatice, gipsófilas, verbenas e zínias, além de ageratos, petúnias e cravos-túnicos. Na horta, este é um dos meses de maior actividade no que se refere a sementeiras e plantações.
Abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beldroegas, beringelas, beterrabas, cebolas, coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve galega, couve lombarda, espinafres, melancias, melões, nabiças, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, salsa e tomate são as espécies que deve semear.
Abril
Enquanto vai pensando nos seus planos para a Páscoa, centre as suas atenções nos bolbos estivais, comece a adubar e a incrementar as regas à medida que a temperatura vai subindo. No que respeita a novas sementeiras, esta é uma boa altura para fazer as de artemisas e cosmos (ao sol), astilibes (à sombra), asteres, coleos, cravínias, crisântemos, estatice, gipsófilas e zínias.
Na horta, semeie abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beldroegas, beringelas, beterrabas e cenouras. Coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve-nabiça, espinafres, melancias, melões, nabiças, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, salsa e tomate são outras das sementeiras que também pode (e deve) fazer ao longo deste mês.
Maio
Este é o mês em que se verifica uma profusão de flores nos jardins. Aproveite o bom tempo que se começa a fazer sentir e plante os bolbos e tubérculos que florescem já no verão ou no próximo outono, assim como begónias, dálias, asteres, coleos, cravínias, crisântemos, estatice, gipsófilas e zínias. Na horta, a lista de sementeiras não varia muito em relação aos meses anteriores.
Semeie abóboras, acelgas, agriões, aipos, alfaces, alho francês, beldroegas, beterrabas, cenouras, coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve-nabiça, espinafres, flor de mostarda, melancias, melões, nabiças, nabos, pepino, pimentos, rabanetes, salsa e tomate.
Junho
A sua mente já só pensa na praia, nas sardinhadas, nas festas dos santos populares e nos feriados mas, se quer mesmo ter um jardim bonito e florido, tem de arranjar tempo para calçar as luvas e enfiar as mãos na terra. Esta época é indicada para plantar vivazes, maciços à base de áster, rudbequias, heliantus e bolbosas como os gladíolos, begónias e agapantos.
É também uma boa altura para semear gipsófilas, goivos, miosótis e prímulas. Na horta, continua a ser tempo para semear abóboras, acelgas, agriões, alfaces, beldroegas, cenouras, coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve-nabiça, espinafres, flor de mostarda, rabanetes e salsa.
Julho
Nesta altura, só já pensa nas férias e nos mergulhos que irá dar ou na tal viagem que irá finalmente fazer. Este é, contudo, também o mês em que deve plantar as espécies com cores garridas que vão encher as suas jarras lá de casa no inverno. É tempo de plantar petúnias, salvas e cravos-túnicos, além de asteres, goivos, gipsófilas, prímulas e miosótis.
Na horta, se ainda não o fez, semeie acelgas, agriões, alfaces, beldroegas, beringelas, beterrabas, cenouras, coentros, couve-bróculo, couve-de-bruxelas, couve chinesa, couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres, rabanetes e salsa.
Agosto
Enquanto aproveita para relaxar e conseguir o bronze que andou os últimos meses a ambicionar, o jardim continua a celebrar a grande festa do tempo quente que faz luzir uma panóplia de cores e cheiros sem fim. Se não estiver demasiado calor ou um tempo demasiado seco, transplante as bienais de primavera a partir das bandejas de sementeira e semeie amores-perfeitos, asteres, centaureas, goivos, linho de jardim, margaridas, prímulas, sálvias e verbenas, além de coníferas de floração primaveril, adquiridas em centros de jardinagem.
Na horta, além de acelgas, agriões, alfaces, cenouras, coentros, couve-bróculo e couve-de-bruxelas, semeie couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres e salsa.
Setembro
Com o regresso às aulas e ao trabalho, o seu jardim passa a exigir novos cuidados. No que respeita a sementeiras e plantações, semeie bolbos de outono de floração primaveril, nomeadamente túlipas, narcisos, muscaris e crocos, além de amores-perfeitos, asteres, centaureas, goivos, linho de jardim, margaridas, prímulas, sálvias e verbenas. Na horta, a lista não se altera muito.
Agriões, alfaces, beldroegas, cebolas, cenouras, coentros, couve-bróculo e couve-de-bruxelas, couve-flor, couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres, nabiças, nabos, nabo greleiro, rabanetes, rábano e salsa são as sementeiras que deve fazer.
Outubro
As folhas que começam a cobrir os solos tendem a provocar mais danos do que benefícios. Além de ter de as limpar para proteger outras espécies, não pode também descurar as sementeiras e plantações típicas desta época, como é o caso de crocus, muscari, arbustos perenes, coníferas, sebes, amores-perfeitos, asteres, centaureas, goivos, linho de jardim, margaridas, prímulas, sálvias e verbenas.
Na horta, pode semear agriões, alfaces, alho francês, couve-flor, couve galega, couve lombarda, couve nabiça, couve de repolho, couve tronchuda, espinafres, flor de mostarda, nabiças, nabos, nabo greleiro, rabanetes, rábano e salsa.
Novembro
Com a chuva e o frio, chega novamente o tempo de proteger e limpar as espécies do seu jardim. Uma vez que toda a protecção é pouca para o período de frio que se avizinha, não adie esta tarefa para muito mais tarde. Se quer ter um jardim florido, vistoso e cheiroso na próxima primavera, aproveite ainda para semear arábides e alhelies, além de amores-perfeitos e ervilhas de cheiro. Na horta, é tempo de semear agriões, alfaces, cebolas, coentros, couve-flor, couve tronchuda, espinafres, nabiças,nabos, nabo greleiro, rabanetes, rábano e salsa.
Dezembro
Este é o mês em que o espírito natalício se apodera de si. E o stress provocado pelas compras de Natal e pelos preparativos da Consoada também! Sendo Dezembro um dos meses mais frios do ano, as flores e as plantas necessitam de cuidados especiais para fazerem face às baixas temperaturas.
No que respeita a sementeiras e plantações, as últimas semanas do ano devem ser aproveitadas para plantar amores-perfeitos e prímulas, mas também ervilhas de cheiro. Na horta, é tempo de semear agriões, alfaces, cebolas, coentros, nabiças e salsa. 
Copiado do site: http://novosrurais.com/

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Pastelaria- Restaurante Jardim ( Estremoz )






Mesmo no centro de Estremoz, este pequeno restaurante familiar é uma boa alternativa para quem quiser almoçar nesta vila.
Desta vez, fomos provar a Vitela de Tomatada e recomendamos...
Comida caseira, ambiente calmo e sossegado e preços acessiveis...

Endereço: Rossio Marquês de Pombal, Estremoz
Horário: 
Aberto ⋅ Fecha à(s) 22:00

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Museu dos Coches ( Herdade da Ravasqueira, Arraiolos)







A Herdade da Ravasqueira, onde fica situado este Museu Privado de Coches, está ligada há três gerações à família  José de Mello e ocupa uma área com cerca de 3.000 hectares de paisagem tipicamente alentejana.
Próximo de Arraiolos, não deixe de visitar...
Para saber mais: https://www.ravasqueira.com/

Fotos: TripAdvisor

domingo, 19 de agosto de 2018

Vestigios Romanos em Juromenha.



Quando forem a Juromenha não se esqueçam de ver esta Torre, na primeira foto, passo a explicar na segunda foto.
A Torre é parte do Castelo Medieval Islâmico com mais de 900 anos. 
Os cunhais são em granito e reutilizam pedras do antigo Forte Romano construído por Júlio César há 2000 anos.
Juromenha quer mesmo dizer as Muranhas de Julio em Latim. Estas pedras com método de construção romano estão a amarelo, apresentam dois pequenos encaixes que serviriam para uma tenaz de uma grua agarrar a pedra e transportá-la. Estes encaixes estariam na parte de cima da pedra no Forte Romano.
A preto vemos a Taipa usada no enchimento da Torre e os pequenos círculos são traves de madeiras com centenas de anos que reforçariam a Taipa.
Podemos ainda encontrar do lado esquerdo um pedra em mármore branco de Estremoz que foi também reutilizada e estaria num edifício mais nobre. Provavelmente numa Basílica Visigótica uma vez que existem outras peças com decorações deste povo noutras torres.


Texto e fotos do nosso compadre e amigo Luís Lobato de Faria, ( Trip Alentejo ).

sábado, 18 de agosto de 2018

Mar Português









Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

                    Fernando Pessoa, in Mensagem