quinta-feira, 19 de julho de 2018

Tabernas

Taberna do Fava (Viana do Alentejo)

Taberna do Maravilha  (Alcáçovas)
Adega Velha ( Mourão )
Adega País das Uvas  (Vila de Frades)
Taberna do Sampaio ( Casa Branca )
Locais privilegiados de encontro, convívio e palco de importantes manifestações de cultura popular, as tabernas foram desaparecendo, levando consigo os hábitos e histórias de uma terra. 
Na verdade, eram as tabernas ou tascas um dos pontos de encontro favoritos dos rurais alentejanos.
Aí conversavam, bebiam uns copos, jogavam ao dominó, o chito, o burro e a bisca lambida e, até por vezes se embebedavam, sob o olhar discreto mas sempre atento do taberneiro.
Juntavam-se dois, três, quatro ou mais homens, mandavam encher um copo para cada um, bebiam-no e um deles pagava a «rodada». 
Tinham que beber tantas rodadas quantos os do grupo, acabando, no fim de contas, por cada um pagar aquilo que bebia.
Ainda é assim, o homem do Alentejo, simples e honesto, amigo de confraternizar...
Matilde Guimarães, no seu livro “Comeres Alentejanos” diz-nos: «Para mim, para sempre, ficam ligados os cantares e os comeres alentejanos». 
Eu diria mais, petiscos alentejanos comidos na Taberna. De facto, na cultura alentejana é impossível desassociar esta triologia: Tabernas, sabores e Cante.
Mas, os anos passaram, os costumes evoluiram, começaram a desaparecer as tabernas que deram lugar aos seus irmãos «mais finos»- os cafés.
Do ponto de vista social, as tabernas são, ainda, testemunhos importantes da vida das pequenas localidades.
Aliás, é nestas tabernas que, muitas vezes, gira a própria comunidade, realçando que algumas delas que ainda sobrevivem começam a adaptar-se aos novos tempos e a aproveitar os fluxos turísticos, pelo que interessa valorizá-las.
Texto da autoria da nossa comadre Ana Maria Saraiva,