domingo, 20 de janeiro de 2019
Marvão
Bem próxima com a fronteira de Espanha, situada entre Castelo de Vide e Portalegre, no ponto mais alto da bonita Serra de São Mamede, na região Alentejana, encontra-se a encantadora Vila de Marvão.
Num ambiente de paz de espírito e tranquilidade, rodeada por muralhas do século XIII e do século XVII, Marvão ergue-se bem alta esta histórica vila de ruas sinuosas e branco casario, mostrando que o tempo não é tão rápido e veloz como tantas vezes parece.
Os vestígios históricos da região remontam aos períodos Paleolítico e Neolítico, tendo sido encontrados inúmeros menires e antas, bem como uma importante estação romana, que atestam a longevidade destas paragens.
A sua localização estratégica, por se encontrar no ponto mais alto da Serra de São Mamede, com difíceis acessos, que serviram como protecção natural, e tão próxima da fronteira, fez com que fosse um bastião defensivo Português durante séculos, travando-se aqui diversas batalhas e lutas políticas.
O toponimo “Marvão” deriva de Ibn Marwan al-Yil’liqui, conhecido por “o Galego”, um guerreiro Mouro que criou uma espécie de reino independente sedeado em Badajoz, e que procurou refúgio em Marvão, corria o século IX.
Ao visitar Marvão tem-se a certeza de se visitar a própria história, que corre nestas ruas estreitas de arquitectura alentejana, heranças góticas, manuelinas e testemunhos medievais de outros tempos e mesteres, marcados no típico granito local.
O Castelo e as imponentes muralhas do século XIII são monumentos inesquecíveis da Vila, mas Marvão tem bem mais para oferecer, como a Igreja Matriz do século XV, a antiga Igreja de Santa Maria, hoje interessante Museu Municipal, albergando colecções etnológicas e arqueológicas da região.
Localizada bem às portas do Parque Natural da Serra de São Mamede, do alto de Marvão tem-se vistas surpreendentes sobre toda a envolvente área, destacando-se pontos como a Torre de Menagem ou a Pousada de Santa Maria, de onde se conseguem panoramas fenomenais.
Fora das muralhas, merecem igualmente destaque a Capela do Espírito Santo e o Convento de Nossa Senhora da Estrela, cuja santa padroeira se diz ser milagrosa e ser o motivo de protecção do reino, concretizando-se anualmente as festividades a ela dedicadas, muito concorridas e afamadas na região.
Texto copiado do site: https://www.guiadacidade.pt/pt
sábado, 19 de janeiro de 2019
Equipa Caracol nos trilhos entre Aguiar e S. Bartolomeu do Outeiro
Em 12JAN19, a Equipa Caracol percorreu os trilhos existentes entre as localidades de Aguiar e S. Bartolomeu do Outeiro.
Esta caminhada foi organizada pelo Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor, com a finalidade de divulgar os percursos pedestres ainda livres de cadeados, no concelho de Viana do Alentejo e arredores..
Para participar nas nossas caminhadas gratuitas de divulgação, basta aparecer..
Fotos da autoria da nossa comadre Flora Brito.
O nosso Projeto Alcáçovas Outdoor Trails baseia-se na divulgação de percursos pedestres que possam ser utilizados por visitantes pedestrianistas. Como tal, os nossos guias locais estão sempre no terreno, tentando descobrir novos trilhos, falando com proprietários, pastores, agentes económicos e desmitificando este coisa nova no Alentejo, que se pode chamar a "dinâmica do eco-turismo pedestrianista".
Este é um percurso muito interessante, do ponto de vista paisagístico, mas também extremamente rico em arqueologia rural, visto passarmos junto a vários montes alentejanos em ruínas, outrora habitados por numerosas famílias de trabalhadores rurais.
Assim sendo, partilhamos aqui o percurso para que seja possível estes caminhos terem outra vez vida e tornarem a ser um importante factor de desenvolvimento desta área.
Que venham eco-turistas percorrer estes trilhos é a nossa ambição...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Percurso pedestre da Lagoa da Sancha
O Percurso Pedestre da Lagoa da Sancha foi inaugurado no dia 12 de janeiro. Vai proporcionar ao público um contacto muito rico com a natureza e a fruição de paisagens de grande beleza.
O percurso inicia-se junto ao Barranco dos Bêbedos e prossegue transpondo a duna da margem Este da lagoa, atravessando a charneca com os seus matos, em que predominam as urzes, os tojos e o marcetão.
O percurso de regresso atravessa áreas de pinhal e dá também a oportunidade de subir ao ponto mais alto da área, onde é possível observar o enquadramento paisagístico, com o oceano, as dunas e as cidades (Santiago do Cacém e Sines) próximas.
Para aceder ao percurso deve ser utilizado o parque de estacionamento que se encontra na via alternativa, do lado nascente da via rápida que liga Sines a Santo André, junto à passagem superior para peões que existe na zona da Sancha.
A Lagoa da Sancha é um corpo lagunar de cerca de 15 hectares instalado numa depressão interdunar do complexo dunar da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha.
Toda a envolvente próxima da lagoa tem um forte caráter natural, sendo difícil encontrar vestígios de atividades humanas. Os habitats naturais predominantes são as dunas móveis, mais próximas da praia, e as dunas fixas e estabilizadas, mais para o interior.
Nestas encontramos as charnecas, dominadas por matos, e os pinhais dunares. No espaço lagunar dominam os caniçais e salgueirais.
Em todos estes habitats encontramos vários endemismos (espécies com distribuição restrita) como o tojo-chamusco (Stauracanthus spectabilis), o tomilho (Thymus camphoratus), o craveiro-das-areias (Armeria rouyana) ou o marcetão (Santolina impressa), espécie dominante que, no início do verão, torna o amarelo da sua floração a cor predominante na paisagem.
O percurso tem uma extensão de 3,6 km e o grau de dificuldade médio. Está marcado no terreno por pequenos totens locais tendo alguns deles informação relativamente à distância a percorrer, no topo, e à distância percorrida, em baixo.
A instalação do Percurso Pedestre foi coordenada pelo Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo/Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha. A aquisição e montagem de parte do equipamento foram financiadas pela associação COMSINES – Conselho das Comunidades de Sines, tendo a Câmara Municipal de Sines colaborado na montagem de algumas estruturas.
O investimento assegurado pela COMSINES foi de 9 272,77 euros, aplicados diretamente no equipamento instalado no percurso pedestre. O DCNF do Alentejo e a Câmara Municipal de Sines investiram com trabalho dos seus funcionários, quer na conceção dos conteúdos informativos (DCNF –ALT) quer na intervenção no terreno (DCNF-ALT e CMS).
Fonte: Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo/Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha / CMS
Texto: Armando Saldanha, https://anoticia.pt/
Fonte: Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo/Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha / CMS
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Portel, um bom destino pedestrianista
Para nós, malta que gosta de caminhar e fotografar, Portel oferece-nos muitos trilhos impecáveis, ainda sem vedações em excesso e onde podemos caminhar á vontade, sem grandes constrangimentos com proprietários ávidos do seu espaço territorial...
Assim, o Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor tem feito inúmeros reconhecimentos de trilhos em redor desta vila e temos gostado muito do que temos encontrado ao longo deste trabalho.
A existência de uma enorme quantidade de montes alentejanos abandonados, para nós, que somos apreciadores de fotografia de ruínas, faz desta área um autêntico achado arqueológico rural...
Recomendamos a todos os nossos compadres e amigos que venham conhecer esta encantadora vila...
Sugestão para dormida:
A Casa
Rua da Liberdade nº 14
7220 Portel
tendencias97@gmail.com
Etiquetas:
Alentejo,
Associação Amigos de Alcáçovas,
Caminhadas,
Fotografia,
Parcerias comerciais,
Património Rural,
Portel,
Ruinas
Local:
Portel, 7220, Portugal
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Recolha de lixo em Vale Figueira
O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor organizou mais uma recolha de lixo, desta vez nas margens da Barragem de Pego do Altar, na área de Vale Figueira.
Nunca deixamos mais que pegadas e nunca levamos mais que as fotos que tiramos...
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