segunda-feira, 8 de junho de 2015

Atravessando o Alentejo em bicicleta... (Cap.II)






No Escoural descansamos um pouco também para ingerir alimentos. Vamos agora a
uma tasquinha alentejana para o vicio do café e de seguida avançar caminho.




EM BICICLETA DE AUTONOMIA, NUM TOTAL DE 344 KM. 

A partir do dia 6 de junho vamos atravessar o Alentejo desde Carnaxide a 
Vila Real de Santo António. Passaremos por Vendas Novas, Alcáçovas,
Viana do Alentejo, Alvito, Cuba, Beringel, Beja, Serpa. Minas de S.Domingos 
até ao Pomarão pela antiga linha de comboio. Atravessamos o Guadiana e 
chegamos a Alcoutim. Daí seguiremos sempre junto ao rio até Vila Real de 
Santo António. Até Serpa iremos quase sempre por estradas interiores ou 
camarárias apreciando a Natureza envolvente. Pelas aldeias e vilas 
observaremos as diferenças culturais e costumes locais.
Provávelmente continuaremos de Vila Real de Santo António até 
Albufeira sempre junto a costa...

Fotos gentilmente cedidas pelos compadres José Garcia Júnior e Rui Miranda.

Ermida de Nª Sra da Represa (Vila Ruiva)







A pequena Ermida de Nossa Senhora da Represa, antiga Ermida de São Caetano, deve a sua designação actual à proximidade, a poucos metros, de uma barragem datável da ocupação romana de Vila Ruiva, da qual ficou igualmente uma ponte na localidade, onde passava a via que ligava Évora a Beja. A ermida e a represa, hoje reduzida aos restos de um paredão, levantam-se perto do entroncamento entre as estradas de Cuba, Vila Alva e Vila Ruiva, a cerca de 2 km desta freguesia. Trata-se de um conjunto formado pela igrejinha e por algumas casas próximas, destinadas aos ermitas e aos peregrinos, que a determinada altura acorriam em grande número ao templo.
O edifício encontra-se dentro de um recinto murado, sobre plataforma destinada a vencer o desnível do terreno, com cruzeiro fronteiro.
A ermida de São Caetano foi um importante centro de peregrinação regional, devido à fama dos milagres atribuídos à intercessão do seu padroeiro original, cuja imagem chegou a ser considerada, no século XVIII, como a mais milagrosa de todo o reino. Com o tempo, esta devoção foi progressivamente substituída pelo culto de Nossa Senhora da Represa. 

domingo, 7 de junho de 2015

Atravessando o Alentejo em bicicleta (Cap. I)

Saída de Carnaxide...

Quase 80 km fizemos hoje, desde Carnaxide a Vendas Novas debaixo de um 
calor abrasador que ainda chegou aos 42 graus. 
Viemos sempre a pedalar em estradas planas. 
O objetivo hoje foi chegar aqui quase sem paragens porque o transito era imenso 
e com pouco de apreciativo. 
Amanhã seguimos em direcção a Alcáçovas, Alvito e Cuba, e outras aldeias 
que nos abordam pelo caminho. Já será um percurso mais tranquílo e 
mais aprazível quanto a Natureza, e acima de tudo muito pouco transito. 
Neste momento descansamos numa bela noite de sono que bem merecemos. 
Até amanhã...


Fotos gentilmente cedidas pelo nosso compadre José Garcia Júnior.

Caminhada Gratuita em Alcáçovas (13JUN15)


Inserida no Programa da Semana Cultural de Alcáçovas, esta caminhada organizada pelo Projeto Alcáçovas Outdoor Trails (Associação dos Amigos das Alcáçovas) foi pensada para que todos possam participar. Vamos percorrer os caminhos e trilhos junto á vila e, para quem quiser aderir ao picnic no parque de merendas de Vale de Tanques é que a caminhada vai ser maior...
Aos 8 kms de caminhada, vamos passar dentro da vila e quem não quiser caminhar mais, está á vontade para terminar a sua participação...

Albufeira da Barragem do Maranhão (Avis)




A Barragem do Maranhão, construída sobre a ribeira de Seda, é uma das maiores do norte alentejano.
Embora sem a riqueza ornitológica das vizinhas albufeiras de Montargil e do Caia, esta barragem é bastante fácil de explorar e permite realizar algumas observações interessantes. Aqui ocorre uma das maiores concentrações de milhafres-pretos do Alentejo...

Fotos da autoria de José Vilhena Moreira e Madalena Abreu, retiradas do blog: http://avizalentejo.blogspot.pt/


sábado, 6 de junho de 2015

IV Passeio de Cicloturismo (Alcáçovas)


Cheira a roupa limpa ( By Moisés Cayetano Rosado)

Rua das Baetas, Elvas.
Cheira a roupa limpa.

A detergente. A suavizante.
A Rúa das Beatas de Elvas.
O a Rúa Direita de Terena, o ruelinhas de Castelo de Vide.
O cualquiera del Casco Histórico de nuestros núcleos encumbrados.
Alburquerque, Valencia de Alcántara, Campo Maior, Marvão…
¡Tantos pequeños pueblos de nuestra geografía alentejana y extremeña! 
Una humilde nota de verdor en sus macetas al borde de las fachadas de las casas.
Una fragancia en el aire pausado de la tarde.
Un silencio tranquilo, relajado.
Un brillo en su adoquinado, en su empedrado, levemente mojado por la lluvia.
¡Cheira bem, cheira a Casco Histórico, medieval, eterno!
A lento transcurrir. 
Recio granito en las ojivas de las puertas.
Encalado a duras penas sostenido.
Soledad donde hubo antiguo griterío. 
Roupa limpa e macetas.
Testigos de una vida que late todavía.




Nota: Optámos por não traduzir este poema, deixando-o na lingua original do autor, 
Moisés Cayetano Rosado.
Trata-se de um historiador espanhol que tem Portugal no coração.
Especialista em todo o património construído existente ao longo da 
Raia Fronteiriça, é um apaixonado conservador da cultura trans-fronteiriça 
e conhece como ninguém os meandros da história em ambos os lados desta 
linha imaginária...
Convidamos-vos a conhecer o seu blog: http://moisescayetanorosado.blogspot.pt/