domingo, 27 de abril de 2014

Para palavras loucas, orelhas moucas...



Há uns tempos, uns dignissimos senhores engravatados, num qualquer gabinete com ar condicionado, dedicaram o seu bem pago tempinho a fazer leis e normas para favorecer lobbies de multinacionais, em nome dum suposto progresso: A proibição de vender produtos da horta sem estar devidamente legalizado foi uma dessas parvoíces.
Então, os nossos velhotes para poderem vender umas couves ou umas abóboras lá do quintal, têm de ser empresários?
Essa não lembra ao diabo...
Pois bem, eu assumo que vou continuar a comprar produtos aos meus vizinhos, pois é uma forma de ajudar quem realmente precisa de alguns trocos. Levem-me preso, se quiserem...

Já nos dizia Albert Cossery, filósofo egipcio (1913-2008):
"Não hão-de tardar muito, afianço-te, a dar cabo deste vale fértil e a transformá-lo num inferno.
É isso a que chamam progresso. Nunca ouviste esta palavra ?...
Pois fica a saber que quando alguém te falar de progresso, é porque quer escravizar-te..."

O cultivo dos paladares genuínos e do prazer de comer, consonantes com o respeito pelo meio ambiente e com a preservação dos usos, costumes e tradições, levaram-nos ao projecto Pequenos Produtores Portugueses

o esqueçamos que ao consumir produtos locais contribuímos para a promoção da biodiversidade, para a sobrevivência das espécies autóctones, dos sistemas agrários que as exploram e das próprias comunidades rurais.

A nossa maior riqueza, os nossos produtos!
Em defesa dos consumidores e dos produtos nacionais.

Pequenos Produtores Portugueses
https://www.facebook.com/pequenosprodutoresportugueses