quinta-feira, 21 de maio de 2015

Horta biológica Vale Bexiga

Um casal de Lisboa "troca", todos os fins de semana, o rebuliço da capital pela tranquilidade
da vila alentejana de Alcáçovas, onde possui uma exploração biológica de ervas aromáticas,
que exporta tudo o que produz.

Gabriela Alves e António Ferreira começaram a concretizar
"o sonho de trabalhar na agricultura e viver no Alentejo", em 2011,
com a compra de um terreno em Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo (Évora).
"As ervas aromáticas sempre foram vistas como uma âncora para virmos viver para o Alentejo",
 mas, até agora, ao fim do terceiro ano do projeto, "ainda não conseguimos fazer a transição",
conta à agência Lusa Gabriela Alves.

Os dois mantêm as suas atividades profissionais, ela professora e bibliotecária e ele empresário de madeiras,
na zona de Lisboa, onde residem, porque ainda precisam dos seus "ordenados para investir" no projeto.
"Ainda não podemos viver só disto, porque [o negócio] ainda não é sustentável,
mas estamos a trabalhar para que possamos vir viver para cá, a tempo inteiro,
dentro de um ou dois anos", afirma.

Com o fim dos apoios do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER),
os dois "novos lavradores" enfrentam o desafio de "tornar sustentável" a exploração,
não só para permitir a sua mudança definitiva, mas também para pagar os ordenados aos dois funcionários.

Na Horta Vale Bexiga, com quase quatro hectares de terreno, Gabriela e António produzem,
sobretudo, lúcia-lima, mas também, embora em menor quantidade, hortelã-pimenta, erva-príncipe,
erva-cidreira e tomilho-limão. "Depois de algumas experiências, optámos pela lúcia-lima,
a minha erva favorita, porque tem um aroma fabuloso, faz uma ótima infusão
e dá-se muito bem aqui no terreno", justifica.

Segundo a empresária, toda a produção é vendida para os "grandes centros e laboratórios" da Europa,
situados em França e Alemanha, destinando-se às indústrias alimentar, farmacêutica, cosmética e ervanária.
Gabriela e António não querem ficar-se apenas pela produção de ervas aromáticas e ambicionam desenvolver
um projeto de animação turística ligado ao tema.
O Projeto Alcáçovas Outdoor Trails tem vindo, nos últimos dois anos, a organizar passeios a esta Horta Biológica, de forma a divulgar e incentivar o enorme esforço que a Gabriela e o António têm feito para rentabilizar o seu negócio.
Para nós, Associação dos Amigos das Alcáçovas, organização sem fins lucrativos, que pretende ver Alcáçovas e todo o concelho de Viana do Alentejo reconhecido como destino turistico de extrema qualidade, é um enorme prazer poder partilhar convosco este artigo:

http://lifestyle.sapo.pt/vida-e-carreira/em-foco/fotos/casal-foge-de-lisboa-e-produz-ervas-aromaticas-no-alentejo#