terça-feira, 20 de outubro de 2015

Coretos e Bandas Filarmónicas



Era um tempo curioso, lento, sem pressas, sem correias.
A música e o prazer de passear eram um forte sentimento das populações de então.
As bandas filarmónicas emergiam como actividade lúdica de quantos pretendiam ocupar o seu lazer aprendendo a tocar música.
Era assim o quotidiano.
Nas aldeias e vilas onde nasciam as bandas, especialmente aí, surgiu a necessidade de construir um coreto para que a banda tocasse sem ter que se preocupar com as intempéries, dando-lhe, por outro lado, um estatuto especial de festa.
Os coretos passaram a ser locais privilegiados de animação e distracção das populações, que na tarde de Domingo, circulando no passeio público, se dedicavam ao som da Filarmónica.
As bandas Filarmónicas representam uma das iniciativas culturais mais importantes para as populações, que ao longo do ano souberam dignificar esta forma de expressão cultural.