sábado, 6 de setembro de 2014

Igreja de Santa Maria (Beja)



A notícia mais antiga sobre este templo remonta ao ano de 1282, mas nada se conserva dessa época. Reconstruída no século XV, Santa Maria possui ainda marcas indeléveis de renovações efectuadas em épocas posteriores. O exterior da frontaria é marcado pelo nártex gótico, coberto por abóbada de aresta e assente em três arcos ogivais com colunas pequenas, reforçados por cilíndricos contrafortes-botaréus. O seu coroamento é feito por coruchéus cónicos com merlões chanfrados, estrutura que a aparenta a outros monumentos alentejanos do gótico final.
Na Torre do Relógio, pode ver-se uma placa romana, com os dizeres: " Colónia Pax Julia", nome da cidade nos tempos do Império Romano.
A fundação da cidade é atribuída aos Celtas, 400 anos a. C. Antes do domínio romano diz-se que esteve controlada pelos Cartagineses. Mas foi na época romana que começou a desempenhar um papel mais importante na região, recebendo, nessa altura, o nome “Pax Julia”, em honra da pacificação da terra da Lusitânia.
Beja foi tomada pelos Mouros em 715, que a chamaram de Baju.
Após esta data, surge uma época atribulada de conquistas e reconquistas da cidade, até que no ano 1162 é reconquistada definitivamente, por Gonçalo Mendes da Maia, o “Lidador”, no reinado de D. Afonso Henriques. Recebeu o foral em 1524 e foi elevada a cidade em 1517. Foi repovoada por D. Afonso III que reedificou a muralha romana, a qual tinha quarenta torres. Nessa muralha, o rei mandou abrir sete portas que foram chamadas: Évora, Avis, Moura, Mértola, Aljustrel, Nossa Senhora dos Prazeres e Nova ou de S. Sezinando; destas portas saíam as estradas que conduziam às povoações correspondentes aos seus nomes.