sexta-feira, 10 de junho de 2016

Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas ( By Cida Garcia)


Esta foto não está relacionada ao texto. Citei Fernando Pessoa como poderia citar tantos grandes homens que se sentaram em uma destas cadeiras para cuidar da aparência.Homenagem aos barbeiros.

Fernando Pessoa (1888-1935) habita um quarto do apartamento do primeiro andar, lado direito, do edifício nº 16 da Rua Coelho da Rocha, no bairro Campo de Ourique, em Lisboa. Cuida da aparência e dos fatos (ternos), que compra de bons fornecedores, apesar das sérias dificuldades financeiras. O que ganha trabalhando para casas comerciais, como responsável pela correspondência em inglês e francês, é insuficiente.

Costuma frequentar a Barbearia Seixas, quase na frente do edifício onde mora. Para lá se dirige seguidamente. Quando a única cadeira está ocupada por outro cliente, o poeta faz um discreto gesto, uma senha para o barbeiro Manassés. Este, tão logo se desocupa, dirige-se ao apartamento onde Fernando vive na companhia da irmã, do cunhado e da sobrinha. A visita de Manassés tanto pode ocorrer de dia como à noite.http://ofazedordeauroras.blogspot.pt/2010/04/o-barbeiro-de-fernando-pessoa.html
— em Arcos de Valdevez.

Manuel Gonçalves-Retratista "à la minuta'' em Viana do Castelo, Santa Luzia.Portugal.
Nascido na Póvoa de Varzim, filho único de um fotógrafo profissional, cedo muda-se para Viana do Castelo, onde o pai se decide instalar. Do progenitor recebe os ensinamentos de ofício que, segundo diz, despertava a atenção de muitos, estabelecendo-se por conta própria com 17 anos, em 1946. Uma altura "difícil", aponta, em que "se tiravam fotografias para guardar e para mandar para o estrangeiro".

“Amolo faca, tesoura e cutelo, aliso o fio, deixo o aço mais belo” (Amolador em Vendas Novas)

Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.- Miguel Torga

Vendedor de louros.(Especiaria fundamental na culinária portuguesa.)O loureiro é uma árvore sempre-verde que atinge até 10 metros de altura.Cada flor é verde-amarelo pálido com cerca de 1 cm de diâmetro e são suportadas em pares ao lado de uma folha. As folhas têm de 6-12 cm de comprimento e 2-4 cm de largura, com margem lisa mas em algumas folhas há margem ondula. O fruto é uma pequena baga brilhante e preta como uma drupa com cerca de 1 cm de comprimento contendo uma semente. (Évora)


Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares[1] Este é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente, é perto do presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O presépio é desmontado a seguir ao Dia de Reis. Na maioria das cidades o presépio é montado pelas autarquias e em algumas tenta-se ter o maior presépio, como é o caso de Vila Nova de Famalicão. No entanto foi Alenquer que ganhou o epíteto de Vila Presépio depois de, em 1968, ter iniciado a tradição de montar um gigantesco presépio elaborado pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida numa das colinas da vila. No entanto, este epítome era já desta vila portuguesa desde o século XIII, altura em que fixou aí o primeiro convento franciscano da península ibérica. Frei Zacarias, enviado por São Francisco de Assis encontra em Alenquer um cenário a que chama de autêntica Belém, terra onde nasceu Jeseus. A presença franciscana liga esta terra portuguesa à origem do presépio, em Greccio (Itália) onde o santo de Assis fez o primeiro presépio vivo.

O chamado Presépio Tradicional Português é - ao contrário do que encontramos nos outros países - formado por figuras tão diversas que não correspondem exactamente à época que deveriam representar. À excepção das figuras da Sagrada Família (São José, a Virgem Maria e o Menino Jesus), dos pastores e dos Três Reis Magos, todas as restantes figuras que surgem no Presépio Tradicional Português foram adicionadas com vista a dar uma representação "mais portuguesa" à história da Natividade. Assim, podemos encontrar figuras como: um moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, alguns bailarinos de um rancho folclórico, uma mulher com um cântaro na cabeça, uma banda de música, entre muitos outros personagens divertidos e tipicamente portugueses. A origem destas peças de cerâmica é dos arredores da cidade de Barcelos, na Região Norte de Portugal e, ainda hoje, são todas produzidas com origem artesanal.

Por sua vez, no Alentejo, o Presépio mais característico é o de Estremoz.

As cenas da Natividade de setecentos modeladas ao modo de Estremoz, resultam do trabalho das barristas de adaptação ao gosto e tradição local, dos grandes Presépios realizados em barro por artistas como Joaquim Machado de Castro.

No início do século XX estavam praticamente em desuso e a produção era rara. Sebastião Pessanha encomenda ainda um Presépio na década de 10, com 60 peças. Disse-lhe Gertrudes Rosa Marques (uma das últimas bonecreiras que ainda trabalhava em Estremoz) que já não saia um da sua oficina há muitos anos, facto que atesta o desuso da representação da Natividade nos antigos moldes.

Entretanto, durante o Regime do Estado Novo, aos bonecos de Estremoz é dado um novo alento, conhecendo os Presépios locais uma fantástica inovação, que substituiu mesmo a antiga tradição. Nos anos 30, o Director da Escola de Artes e Oficios local, o gaiense José Maria Sá Lemos, com a preciosa assistência do mestre oleiro Mariano da Conceição, junta os famosos Tronos de cascata de Santo António, com as principais figurinhas que compõem um Presépio. A cena passa então a ser composta por nove peças, mais o trono (ou altar como alguns lhe chamam), onde estão os três Reis Magos no degrau maior, estando ao meio a Sagrada Família com o Menino dentro da mangedoura, e no terceiro e último degrau estão três Pastores ofertantes. Hoje é este o Presépio que se considera tradicional em Estremoz.https://pt.wikipedia.org/wiki/Presépio
— em Vila Franca de Xira.

Os primeiros registos referentes ao presunto remontam ao Império Romano, embora os primeiros porcos da península Ibérica tenham sido trazidos pelos Fenícios. As atuais raças resultam do cruzamento destes porcos com os javalis que por cá existiam.

A alma dos imperadores e dos sapateiros são tiradas do mesmo molde (Alqueva)

Tirador de cortiça.
Qual é a coisa, qual é ela?
Que se cada ano contar um mês
Nove meses anda a mãe dentro da filha?»

In Um Algarve Outro --contado de boca em boca (estórias, ditos, mezinhas, adivinhas e o mais...) , de Glória Marreiros (Livros Horizonte, 1991)http://dias-com-arvores.blogspot.pt/2004_09_01_archive.html
— em Freixo, Evora, Portugal.

A palavra xávega provém do étimo árabe xábaka, que significa rede. A denominação xávega era usada pelos pescadores do sul de Portugal. No litoral centro e norte praticava-se um tipo de pesca idêntico mas com muitas diferenças, ou seja: os barcos, diferentes na forma (crescente de lua) e no tamanho, também de fundo chato e com as suas proas bastante mais elevadas para melhor suportarem o ímpeto das ondas, tinham uma capacidade de carga muitíssimo maior do que os barcos do sul.

Inicialmente, o termo xávega era usado só pelos pescadores do sul, nomeadamente os da costa algarvia e tanto dava para definir a rede como o próprio barco. No litoral centro e norte, o termo por que se denominava este tipo de pesca era simplesmente "as artes" ou "as campanhas das artes". Por uma questão de legislação e porque as leis quando são feitas são para todo o país, começou-se a chamar (erradamente) xávega a todo o tipo de pesca envolvendo o arrasto em que as redes são puxadas para terra.
A Xávega é definida pelas artes que a caracterizam (redes, barcos, etc.) e não pelo método de tracção utilizado na alagem, que inicialmente era feita por juntas de bois, passando depois a ser feita por força braçal com o auxílio de aladores e tratores.
A autora destas fotos é a nossa comadre Cida Garcia, que nasceu no Brasil, mas tem Portugal a correr-lhe nas veias.
Sempre que pode, vem a Portugal e fotografa tudo, porque sente que aqui é também a sua Pátria...
E porque o nosso "Grande Portugal" está sempre onde estiver um Português, esta é uma pequena homenagem que fazemos a todos os descendentes de portugueses e a todos os nossos amigos, não só os luso-descendentes, mas também os de outras nacionalidades, que seguem este blog por esse Mundo fora...