segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Assassino de Catarina Eufémia


UMA MORTE MISTERIOSA.
UM ASSASSINO POR CONDENAR.
UMA HISTÓRIA DE INJUSTIÇA E FRAUDE QUE TRAZ À LUZ FACTOS INÉDITOS.
A 19 de maio de 1954, em Baleizão, no Alentejo, a morte de uma jovem mulher às mãos de um tenente da Guarda Nacional Republicana fez nascer uma heroína da resistência antissalazarista: Catarina Eufémia. Aos 26 anos, analfabeta e com três filhos pequenos, esta ceifeira lutava por um salário melhor quando foi morta com três tiros à queima-roupa.
Mais de 60 anos depois ainda há muito por esclarecer sobre a morte desta mulher que encantou poetas, como Sophia de Mello Breyner ou Eugénio de Andrade, e que inspirou milhares de trabalhadores rurais na luta por uma vida mais digna. Das poucas certezas que persistem uma é a de que foi da arma de João Tomás Carrajola, oficial da GNR, que saíram os três disparos fatais. Em O Assassino de Catarina Eufémia, o jornalista Pedro Prostes da Fonseca conta-nos a história desta mulher de rara fibra e determinação, de todo o mistério que envolveu a sua morte e da forma pouco ortodoxa como o julgamento de Carrajola foi conduzido e que levou à sua absolvição. Numa escrita repleta de pormenores e de informações inéditas, onde se destaca o acesso ao processo do autor do crime, que era dado como desaparecido, o autor parte da pequena história do nosso país para depois nos fazer mergulhar na realidade de um Alentejo onde a fome grassava e de um Portugal amordaçado pela ditadura.
“UM LIVRO QUE NOS ILUMINA COM RIGOR HISTÓRICO.”
Ricardo Sá Fernandes in prefácio

O Autor

Pedro Prostes da Fonseca nasceu em Lisboa, em 1962, e iniciou-se no jornalismo, em 1988, na Agência Lusa, depois de cinco anos como documentalista. Foi colaborador do semanário Expresso (2003) e das revistas Sábado (1992/93), Superjovem (1994/95), Pais & Filhos (1996), Clube de Empresários (1997/2000) e Arquitectura & Construção (2006/2012). Editou as revistas Vela & Náutica (1993/1996) e Arquitectura & Vida (2001/2005). Chefiou a redação do jornal Meios & Publicidade (2000) e foi coordenador no semanárioSOL (2006/2012) – período em que conheceu a fundo a realidade das cadeias portuguesas, ao ser responsável pela rubrica “Conversas na Prisão”. Em 1996, fundou o Gabinete de Reportagem no Grupo Impala e, em 1999, a empresa Culturmedia, vocacionada para projetos culturais e editoriais no domínio das autarquias. Em 2000 publicou o livro infantil Histórias dos 4 Cantinhos (editora Paulinas) e em 2014 A Porta para a Liberdade, pela Matéria-Prima Edições.