terça-feira, 28 de maio de 2013

Cadernos da Raia I - O Touro de Mourão

O Touro de Mourão, um bronze Tartéssico do Séc. VII a.C.

O Artigo de onde foi retirada a informação e que pode ser consultado no Centro de Documentação da Raia Alentejana:

CORREIA, Virgílio N. Hipólito (1989) – Um bronze tartéssico inédito: o touro de Mourão,  in Trabalhos de Arqueologia do Sul; n.º 1, 1986; Serviço Regional de Arqueologia do Sul, Évora; Instituto Português do Património Cultural; Textype, Artes Gráficas Lda, p. 33- 48.

O Touro de Mourão (Foto 1 e 2) encontra-se na posse de um particular e foi adquirida nos anos 60 num antiquário de Évora que por sua vez a teria adquirido a um habitante de Mourão, de cujas redondezas proviria.
Esta peça é um bronze fundido pelo método da cera perdida, completamente ôco, figurando um bovídeo deitado, apresenta um comprimento máximo de cerca de 10cm e um peso de 260g, apresenta-se em muito bom estado de conservação.
O Touro de Mourão seria, provavelmente, a decoração da tampa de um thymiaterion, um queimador ritual, existindo paralelos como o do Castelo Velho de Safara (Foto 3). O Touro, na I Idade do Ferro da Península Ibérica, não seria uma entidade cultuada mas um veículo de prestação de culto.
Esta peça do período orientalizante permite vislumbrar a importância do Rio Guadiana como via de penetração e justificar a influência de Tartessos na “mesopotâmia” Entre-Tejo-e-Odiana.






Foto 1
O Touro de Mourão





Foto 2
O Touro de Mourão (desenhos)








Foto 3
O thymiaterion do Castelo Velho de Safara
Foto retirada de MatrizNet
http://www.matriznet.imc-ip.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=114853