sexta-feira, 24 de maio de 2013

Convento dos Monges Eremitas de S. Paulo (Escoural)





As ruinas do Convento dos Eremitas Descalços de S. Paulo, situam-se na Serra de Monfurado e encontram-se em propriedade particular.
Em 1710 inicia-se a instalação de eremitas no sítio chamado Covas do Monfurado e que mais tarde passou a ser conhecido por Monges. Sobre este retiro, diz o Padre Victorino José:
"o retiro solitário de N. Srª do Castello dos monges descalços de S. Paulo, na freguezia de Sant'Iago do Escoural. Foi habitado este sítio em 1710 e em 11 de Fevereiro de 1725 foi benta pelo ordinário e se disse na sua igreja a primeira missa em 4 de Junho d.e 1738..."
A Serra de Monfurado é uma elevação de Portugal Continental, com 424 metros de altitude máxima. Situa-se no distrito de Évora, nos concelhos de Montemor-o-Novo e Évora, e separa as bacias hidrográficas do Tejo e Sado.

A serra, resultante de um levantamento tectónico modelado posteriormente pela erosão, eleva-se 150 a 200m acima da peneplanície envolvente. Os limites da serra são nítidos a sudoeste, a sul e a leste, com escarpas que podem atingir mais de 100 metros de desnível, como é o caso próximo das povoações de Santiago do Escoural e Valverde. Rica em Minérios, desde tempos remotos foi explorada para a extracção destes.
A concessão Serra dos Monges Nº 1, conhecida vulgarmente por Mina dos Monges, deve o seu nome ao facto de existir dentro da concessão e muito perto dos trabalhos da Ermida, o Convento dos Ermitas Descalços de S. Paulo, de Nossa Senhora do Castelo ou das Covas de Monfurado. Primeiramente, em 1710, os monges viveram em covas subterrâneas ou grutas, possívelmente resultantes de primitivas lavras executadas pelos Romanos e Mouros, até que em 1738 foi construído o Convento que, depois de abandonado, provávelmente em 1834 quando da extinção de todas as Ordens de Religiosos, por Decreto de Joaquim António de Aguiar (28 de Maio de 1834), serviu mais tarde, depois de reparado, para alojamento de parte do pessoal empregado na mina.
A Mina dos Monges foi a primeira a ser concedida, só para ferro em Portugal.
O primeiro manifesto é de 6 de Março de 1857 por D. Alexandre Botelho e seu filho e do qual não deu origem a concessão. Ao longo dos anos a concessão foi passando por várias entidades, as quais desenvolveram trabalhos de corta e de galerias de NW para SE do Convento com explorações distintas:
Trabalhos da Ermida, Trabalhos de S. Jorge, Trabalhos D. Maria, Trabalhos do Filão Street, Trabalhos da Pirâmede, Trabalhos do Filão Barbosa e Trabalhos das Águas. A ultima entidade a suspender a exploração foi o Banco Burnay em 29 de Junho de 1937.