domingo, 13 de outubro de 2013

Redondo



Os nossos compadres do Redondo fizeram esta vídeo promocional á sua terra. Vale a pena ver, pois é um autêntico elogio ao Redondo e ao Alentejo. Fiquei orgulhoso, estão de parabéns...



O Mel

O Mel, produzido nas pastagens naturais das serras e planaltos alentejanos, é altamente apreciado e reconhecido.
O mel produzido em Redondo é um mel de cor clara, variável desde o amarelo transparente até ao ambarino cuja tonalidade é característica da região e decorrente da respectiva composição polínica, isto é, da flora que serve de pasto às abelhas. A cristalização é fina e compacta. É produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Ibérica).
Existem variantes: Mel de Rosmaninho; Mel de Soagem; Mel de Eucalipto; Mel de Laranjeira; Mel Multifloral.

O Azeite

O azeite esteve, desde sempre enraizado nos hábitos alimentares do povo de Redondo, podendo dizer-se que toda a alimentação da região era, até há bem pouco tempo, à base de azeite: o ensopado de borrego, as migas, a açorda, a sopa de beldroegas, todos os fritos e variados bolos e biscoitos.
Também na conservação dos alimentos tinha o azeite um papel importante: os enchidos e os queijos guardavam-se, de um ano para o outro em enormes potes de barro cheios de azeite. Ainda hoje se verificam muitos destes usos tradicionais do azeite numa vila, de resto, ligada à fama da finura e excelência do seu azeite desde épocas que se perdem no tempo.
Condições edafo-climáticas muito particulares e solos de elevada aptidão produzem um ambiente natural e privilegiado para o desenvolvimento da oliveira cuja produção tem merecido altas distinções em diversos certames.
São azeites ligeiramente espessos, frutados, com cor amarelo ouro, por vezes ligeiramente esverdeados. Um produto de especial qualidade e de preservada garantia que nos oferecem a Natureza, o clima mediterrânico e a cultura romana e árabe que o engenho humano quis transformar numa especialidade sem par.

Os Enchidos

No Alentejo, o grande destino dos porcos das matanças é a preparação dos enchidos, para o que são destinados os melhores pedaços. Era ainda hábito, nas casas de famílias numerosas, matarem dois porcos por ano, aos quais retiravam apenas dois presuntos, ficando a restante carne para os apreciados enchidos. Trata-se também de um produto com uma grande tradição no concelho de Redondo. A qualidade dos nossos enchidos depende bastante mais da qualidade da carne utilizada do que da complicação da receita, podendo dizer-se, simplificando, que apenas lhe basta a massa de pimentão, o sal, alho pisado e um pouco de fumo. Os enchidos mais importantes são os paios (feitos com a carne do lombo, enrolada na membrana que reveste as banhas do porco, e posteriormente apertada com linha em volta), os painhos ou paiolas (para os quais é utilizada a melhor carne magra), as linguiças (chouriços de carne magra entremeada com alguma carne gorda), a cacholeira (feitas com carne gorda temperada com sangue) e as farinheiras.

O Pão

O pão é um alimento de grande consumo com repercussões conhecidas na saúde. No entanto, é raro alguém lembrar-se que, este elemento essencial à nossa alimentação, tem raízes milenárias e acompanhou mesmo quase toda a evolução do ser humano. É um alimento que resulta da cozedura de uma massa feita com farinha trigo, água e sal. Aquando da sua chegada ao Alentejo, já o pão fermentado tinha substituído o pão ázimo. É ainda com este pão milenar que, hoje, no dia a dia, continuamos a partilhar a nossa maneira de ser.
Ainda hoje somos guardadores zelosos desta Epopeia do Pão.
No Redondo o pão de trigo continua a ser o assento do naco de toucinho e da lasca de queijo. Continua a ser utilizado no gaspacho, no ensopado, nas migas e na açorda. Continua a ser alentejano.
Possivelmente, aqui, na planície, a evolução do pão andou de mão dada com o seu uso em sopas. A açorda aparece no pódio primeiro do uso pão. Tem a nossa maneira de ser a virtude da poupança ao usar o panito mesmo depois de duro, em cubos ou falquejado, na condição de substância húmida. Assim, hoje em dia, o pão que deixou de ser de fabrico doméstico, para ter um fabrico mecanizado e muitas vezes altamente industrializado, a fim de responder ao abastecimento dos grandes centros urbanos sobrevive tradicional no nosso concelho e a muitos serve de cartão de visita.

O Vinho

Ao falarmos de Redondo temos, necessariamente, que falar da cultura da vinha e do seu incomparável vinho, que se tem mantido desde os primórdios da humanidade ligado à história e cultura deste povo. Utilizado nas mais diversas circunstâncias da vida, desde a alimentação aos rituais religiosos.
No nosso território, a cultura da vinha é anterior à ocupação romana, mas foi com estes que a vinha e a exploração agrícola em geral, conheceram um avanço técnico mais significativo. São ainda evidentes as marcas deixadas pelos romanos através de diversos equipamentos ainda hoje conhecidos e alguns correntemente utilizados – é o caso dos "podões e das "talhas" , recipientes usados nas adegas do Alentejo para a fermentação de mostos e conservação, transporte e armazenagem de vinho.
Os valores de insolação, as características edafoclimáticas, os solos mediterrâneos e os saberes humanos, favorecem, na região, a produção de afamados vinhos que aromatizam o ambiente e aguçam os paladares da riquíssima gastronomia alentejana, com a qual mantém uma forte relação de cumplicidade. A região produtora de vinhos alentejana constitui uma das grandes riquezas do nosso país.
Castas Predominantes nos Tintos
 Periquita, Aragonez, Trincadeira, Moreto e Alfrocheiro.

Castas Predominantes nos Brancos
Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Tamarez e Arinto;

Características dos Tintos
De cor rubi ou granada, aromas intensos a frutos vermelhos bem maduros, macios, ligeiramente adstringentes. Adquirem complexidade com a idade

Características dos Brancos
Vinhos frescos e aromáticos.

O Queijo

Aristocrático alimento que, de entradas ou de saídas, na merenda ou simplesmente como conduto de um naco de pão alentejano, tem igualmente fama de bom companheiro não se fazendo rogado a aceitar a companhia de fruta, doce ou mesmo mel.
A tradição deste concelho, impõe-se com queijos de alta qualidade, protegidos por regulamentação que reconhece a Denominação de Origem Protegida (DOP) e a Indicação Geográfica Protegida (IGP)
Os nossos queijos artesanais, são produzidos segundo técnicas tradicionais que incluem designadamente, as condições de produção de leite, higiene da ordenha, conservação do leite e fabrico do produto. Têm o seu nome regulamentado por legislação própria, que os protege de quaisquer imitações ou falsificações, garantindo a sua qualidade e carácter genuíno.
Comercialmente pode apresentar-se sob a forma de queijo pequeno de pasta dura com peso compreendido entre 60g e 90g, de merendeira de pasta dura com peso compreendido entre 120g e 200g e de merendeira de pasta semi-dura de peso compreendido entre 200g a 300g.