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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Melides




Todas as povoações têm uma história e Melides não foge a regra. Pode ser uma História que se embrenha nos longínquos séculos ou então recente de algumas dezenas de anos.
Não é este último o caso de Melides. O monumento megalítico da Pedra Branca, as Grutas da Cerca do Zambujal e do Lagar, a necrópole de Cistas de Casa Velhas são a prova da existência de civilizações naquele local há milhares de anos. 
Civilização que foram deixando os seus vestígios para as gerações vindouras, que contribuíram, directamente, para o que hoje existe, como existe e porque existe. 
Mas a história não é toda conhecida. Grande parte fica perdida na névoa que o tempo arrasta. Aqui e além surgem marcos que permitem recuar no tempo e abrir as portas do passado. Mas nem sempre isto é possível e algumas portas continuam irremediavelmente fechadas. 
Já falámos dos monumentos neolíticos existentes e que importa proteger. Passemos agora a um passado mais recente. 
Melides fez parte do concelho de Santiago do Cacém até 24 de Outubro de 1855, data do decreto que transferiu esta Freguesia para o Concelho de Grândola. 
No entanto, a 22 de Dezembro de 1870 passa novamente para o Concelho de Santiago do Cacém, sendo de novo anexada ao Concelho de Grândola em 26 de Setembro de 1895, situação que se manteve. 
O antigo orago desta Freguesia era Santa Marinha, cujo igreja ainda existe, embora bastante degradada, talvez um indicador que em tempos idos a povoação teria outra localização diferente da actual. 
O certo é que em 7 de Novembro de 1634 surge uma carta pedindo permissão ao Rei para se construir uma nova igreja, que viria a ser o Templo Paroquial de S. Pedro, novo patrono da freguesia. Esta igreja viria a ficar totalmente destruída devido ao terramoto de 1755, sendo posteriormente reconstruída. 
Mas outros motivos existem para falar de Melides. A existência dos olhos de água, a actual Fonte dos Olhos que por acção da Junta de Freguesia se está a transformar num local aprazível, deve ter contribuído para fixar ali próximo a população. Além disso o curso de água que a partir dali se formava fazia remover quatro moinhos (azenhas) durante todo o ano. 
A actividade económica assenta na agricultura, existindo algumas cerâmicas e manufactura de rolhas de cortiça. Até 1833, o vinho ocupava o principal papel na produção agrícola, seguindo-se o milho, o feijão, o centeio, o trigo, e o linho. A partir de 1835, começa a ser cultivado o arroz na extensa várzea que vai até à lagoa que confina com o mar. Tinham ainda montados e olivais e extensos pinhais em que outrora se fizeram cortes para a reedificação das fortalezas do reino, como sucedeu em 1716 e 1731. Possuia muitas colmeias e criação de gado suíno e caprino. 
No entanto uma outra questão se coloca a para a qual, presentemente, não existe uma resposta elucidativa. Tem a ver com o topónimo Melides. No Dicionário Coreográfico, de Américo Costa, refere-se que o nome da Freguesia resulta de uma corruptela de «Mil Lides» e que este nome lhe proveio de grandes batalhas que aqui houve em tempo antigos. 
Entretanto, em conversas com o senhor Carlos Palhinhas Candeias, uma outra versão surgiu e que parece mais plausível. 
Segundo ele, a sua progenitora contava por vezes naquela época já distante em que a tradição oral substituía a televisão e prolongava no tempo as histórias havidas, a origem do nome da terra. São duas as versões.
  A primeira, que em tempos recuados, quando vinham os forasteiros dos lados de Alcácer se lhes perguntava onde se dirigiam, acrescentando de seguida: «se forem mil, ides».
A segunda relaciona-se também com a pergunta feita aos forasteiros que por ali apareciam: «Ao mel ides?». A nosso ver esta última goza de alguma verosimilhança, pois a região foi e é rica em mel, recordando-se ainda os mais velhos que o mel seguia em carroças para o Algarve e outras zonas do país. Mas não se pense que está encontrada a origem do topónimo Melides. Na Galiza, por exemplo, existe ainda a devoção a um orago que se chama S. Pedro de Melides. Estaria na longínqua Galiza, que aliás não estava afastada do berço da nacionalidade Portuguesa, partilhando com esta toda uma identidade cultural, a origem do nome da Freguesia? Mais uma questão em aberto 
( Fonte: Freguesia de Melides).



Texto integralmente copiado do blogue: 
http://umaeminhaeoutraetua.blogspot.pt/

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Entre Melides e Santo André
















Mais ou menos a meio do enorme areal entre Troia e Sines ficam situadas as Lagoas de Santo André e de Melides, que distam cerca de dois ou três quilómetros uma da outra.
Existem caminhos ao longo do pinhal entre ambas as lagoas, mas para mim, é pelo areal que se tem a melhor visão e perspectiva.
Nos dias bonitos avista-se a silhueta da Arrábida a Norte e, mesmo no pino de Verão, nunca há as multidões que enchem a praia da Comporta, por exemplo.
Ainda por cima, os estacionamentos que servem estas estâncias balneares são gratuitos e existem também restaurantes a apoios de praia.
Estão á espera de quê, compadres?...

    Lagoas de Melides e Santo André.
    Junto à praia com o mesmo nome, a Lagoa de Melides estende-se para o interior através de vários quilómetros de arrozais e tem a norte uma falésia de arenito.
    Desde 2010 que se encontra em processo de classificação como
    Área Protegida de Interesse Local.
    Este é um bom local para observar, patos, rapinas e limícolas.

    Localizada no concelho de Santiago do Cacém, a Lagoa de Santo André é um dos mais belos locais com que a natureza nos brindou. O extenso lençol de água, ladeado de dunas de grão de areia dourada e uma avifauna riquíssima e diversificada tornam este local bastante aprazível. Juntamente com a Lagoa da Sancha, foi criada a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, de modo a proteger e preservar estas importantes zonas húmidas que albergam habitats de grande valor natural, constituindo paisagens únicas, donas de uma luminosidade muito própria e encantadora.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Praia e Lagoa de Melides








Praia de extenso areal equipada com apoio de praia, restauração e estacionamentos, bem como condições de excelência ao nível ambiental e acessibilidades, tendo sido estas reconhecidas com atribuição dos galardões Bandeira Azul, 
Praia Acessível e Qualidade de Ouro. 
A sul da frente de praia encontram-se formações dunares com flora endémica e classificada e a norte arribas de arenitos proporcionando conjugações paisagísticas e ambientais de elevado interesse.
As características do mar e da linha de costa permitem a prática de variadas atividades desportivas, de entre elas o surf ou bodyboard, durante praticamente todo o ano.
Nas imediações da praia surge uma lagoa (Lagoa de Melides), que se prolonga até à aldeia de Melides através de extensos arrozais e pequenas ilhas onde a riqueza da flora e da fauna garantem atividades como bird watching, canoagem ou passeios pedestres.
Informação: www.cm-grandola.pt


sábado, 27 de agosto de 2016

Da Lagoa de S. André até á Praia de Melides









Entre a Lagoa de S. André e a praia de Melides são cerca de 4 kms de areal.
Certo dia de 2011, juntamente com um grupo de amigos nossos, percorremos este percurso e fomos limpando todo o lixo que encontrámos e que nos foi possível remover do areal.
No final, a recompensa foi um bom mergulho na Praia de Melides...
 
A Praia de Melides fica situada junto à lagoa de Melides, na língua de areia que separa a água doce das ondas do oceano. Os bons acessos, o extenso areal, a existência de restaurantes e um bem sucedido mercado de aluguer de quartos particulares tornaram-na numa das mais procuradas praias da região. Os estrangeiros enamoraram-se da vila (situada a cerca de 4 quilómetros da praia) e das matas dos arredores sendo presença constante nos restaurantes da praia.
A praia é vigiada tendo acesso por estrada até junto à praia, com estacionamento acessível para carros e autocarros, havendo alguns equipamentos de apoio à actividade balnear, além de um parque de campismo a cerca de 1 km.
Praia onde terá naufragado uma noite Fernão Mendes Pinto, atacado por corsários franceses.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Em Melides...







No rés do chão, é um restaurante normal e nada me fazia prever o que ia encontrar  a seguir:
No 1º andar é que vale a pena lá ir, pela aparente desarrumação e verdadeiro "caos".
Os compadres que gostem de coisas mais excêntricas vão gostar desta decoração...
O pessoal é simpático a atender, o ambiente é agradável e descontraído e o sitio é ideal para finalizar um dia de praia, saboreando uns petiscos...
O compadre Carlos, o gerente, fez questão de nos oferecer a refeição, quando soube que iamos fazer reportagem neste blog. Assim é que é, este é um exemplo a seguir...

Restaurante “ Melidense”

Capacidade: 50 lugares
Especialidades:
  • Massinha de peixe
  • Borrego no forno
  • Migas com carne de vinha de alhos
  • Fraca de cebolada
Rua da Junta de Freguesia
269 907 288
Encerra à Quarta-feira; para férias em Setembro

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Lagoa de Melides






 A Lagoa de Melides tem cerca de 26 hectares (também dispõe de praia fluvial). É considerada uma área de valor ecológico, por albergar uma grande diversidade de fauna e de flora, característica de uma zona húmida costeira, o que se reflete essencialmente na avifauna, com mais de duas centenas de espécies identificadas. E eu, sempre que tenho algum tempinho disponível, vou até lá.
Um dia, estava eu a fotografar um barco na Lagoa, apareceu-me um cão que parecia estar-se a rir.
"Bom", pensei eu, "o diabo do cão é simpático, não me deve morder..."
Depois apareceu o dono. Do cão e do barco.
"Bom dia", ambos dissemos ao mesmo tempo.
É agradável quando encontramos outro ser humano amistoso. Eu gosto muito e fico para ali a conversar...
O velhote explicou-me que mora junto á Lagoa e utiliza o barco para atravessar para a outra margem, para a pesca. Naquele dia tinha pescado dois sargos e já tinha almoço. Estava satisfeito, regressava porque não precisava de pescar mais. Talvez voltasse amanhã.
E eu invejei-o.
Quando eu for velho, também quero ter um barco, um cão sorridente a fazer-me companhia e dar-me ao luxo de pescar apenas o que conseguir comer...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Lagoas de Melides e S. André









Numa caminhada www.caminharemportugal.com, nas Lagoas de Melides e de S. André, a comadre Olinda Loureiro captou estas magnificas fotos e que compartilhou connosco. Esta é uma área magnifica para pedestrianistas, pois os trilhos são abundantes e a paisagem é soberba...

Propostas para caminhadas nas Lagoas:
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1846096
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=4959954
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3296659