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terça-feira, 16 de junho de 2020

Refrigerantes Flora ( Garvão )






Esta marca de refrigerantes alentejana foi produzida em Garvão ( Ourique ) durante os anos 50 e 60 do Séc. passado.
As suas Limonadas engarrafadas fizeram as delicias de muita malta daquele tempo...
Quem se lembra?
Para mais informações sobre as marcas de refrigerantes produzidas no Alentejo, não deixe de visitar esta Galeria Virtual:
http://omelhoralentejodomundo.blogspot.com/p/museu-virtual-da-garrafa-pirogravada.html


OS PIROLITOS DE GARVÃO 
A bebida pirolito da fábrica do Sr. Chico Costa na Travessa do Álamo, foi, talvez, a bebida que mais marcou a população de Garvão dos anos cinquenta e sessenta do século XX.
A bebida cujo sabor açucarado fazia as delícias da população, graúdos e miúdos, tinha a particularidade de o fecho consistir num arraiol ou raiol, (berlinde), que a pequenada usava no jogo denominado igualmente por arraiol, (jogo que consistia em três covas ou ao “morre ou mata” que se jogava sem covas).
O pirolito era uma bebida gasosa, continha água, ácido cítrico e gás carbónico e a garrafa não tinha rolha nem cápsula, pois possuía no interior uma esfera de vidro que servia de tampa, (empurrava-se a esfera de vidro para baixo, de modo ao gás sair e permitir a saída do liquido). Não possuía igualmente rótulo, apesar de na década de 1960 aparecer algumas garrafas com o rótulo “Flora”, precisamente o nome da esposa do Sr Chico Costa, Srª Florinda Martins.
Devido às exigências sanitárias e outros melhoramentos exigidos pelo governo da altura nos finais da década de 1950, levou ao encerramento da Fábrica de Pirolitos de Garvão nos inícios da década de 1960. O sistema de fecho destas garrafas, pela pequena esfera de vidro, foi considerado prejudicial para a saúde pública, pois era difícil a sua lavagem, entre outras medidas sanitárias que devido aos elevados custos de modernização, levou ao encerramento de muitas fábricas em todo o País.
Apesar destas fábricas terem desaparecido há já algumas décadas, a expressão ainda hoje em uso de, “beber um pirolito”, quando alguém se engasga a beber muita água, terá a sua origem nestas bebidas gasosas, que por vezes, precisamente pelo seu conteúdo gasoso, provocava engasgos.
O Sr Chico Costa foi, a meio do século passado, um dos maiores dinamizadores comerciais da vila de Garvão, começou como comerciante e negociante de bebidas alcoólicas e gasosas, as quais distribuía num carro de parelha pelas vilas em redor, incluindo os pequenos lugares da Serra de São Martinho, mais tarde adquiriu a primeira camioneta de transporte de mercadorias de que há conhecimento em Garvão.
Aliado a esta atividade de distribuição de bebidas, produzia igualmente vinho a partir de vinha própria e posteriormente abriu a fábrica de Pirolitos julga-se ainda na década de quarenta a qual produzia as mencionadas gasosas mas também licor de Ginja. Veio a fecha-la, como se afirmou nos princípios de sessenta, assim como a taberna anos mais tarde devido a doença.
O 25 de Abril de 1974 apanhou-o em Lisboa onde se encontrava em tratamentos na casa da filha adotiva, Leonor Costa, de regresso a Garvão foi, infelizmente, ultrajado precisamente por aqueles a quem, tanto ele como a esposa, auxiliaram nos piores momentos.
Foto e texto copiados do blogue https://garvao.blogs.sapo.pt/
Texto da autoria do nosso compadre José Pereira Malveiro

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Feira de Garvão ( Ourique)



A Feira de Garvão 2018 está quase a chegar:

Depois da Feira do Porco Alentejano e da Ovibeja, o Mundo Rural do Baixo Alentejo exercita o seu esplendor na Feira de Garvão 2018 - 24ª Exposição Agropecuária, palco de memórias, de convergências e de afirmação de uma capacidade produtiva que tem alavancado a economia local e a resiliência de quem trabalha e vive da terra.

Entre 11 e 13 de maio, a Câmara Municipal de Ourique associa-se à Associação de Criadores de Porco Alentejano (ACPA) e à Junta de Freguesia de Garvão e Santa Luzia para dar expressão a um fervilhar de emoções, de realizações e de encontros de gente do Mundo Rural e de muitos visitantes. São todos muito bem-vindos, a Garvão e a Ourique !

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Vaca Garvonesa

Na Herdade da Mata, perto de Alcáçovas, existe hoje uma das maiores manadas da raça garvonesa (bovinos). Esta raça em risco de extinção está agora em vias de recuperação em oito explorações pelo Alentejo.
É bom saber de casos como este e dos esforços quer dos proprietários que ainda têm manadas desta raça, quer de um organismo oficial, Centro de Experimentação do Baixo Alentejo e AACB. Estão a ser recolhidas amostras de sangue e de pêlo para estudos do ADN. Procuram caracterizar a raça em termos genéticos e demográficos.
A população encontra-se estável, dispersa por oito explorações, mas permanecem os riscos de extinção devido a problemas graves de consaguinidade, já que todos os animais procedem de um único criador que restava em 1980.
A Raça Bovina Garvonesa também designada de Chamusca é considerada por alguns autores, uma forma de transição entre a raça Alentejana e a raça Algarvia, tendo-se desenvolvido por acção do meio e estabelecido o seu solar de origem na bacia do rio Mira. Em tempos estes animais estavam dispersos pelos concelhos de Santiago do Cacém, Odemira, Ourique e Castro Verde.

O seu nome tem origem pela associação à Feira de Garvão, local onde habitualmente havia transacções. Estes animais eram muito procurados pela sua robustez e por serem bons para o trabalho.
Em 1994, altura em que o Bovino Garvonês se encontrava em vias de extinção, o parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, delegação do Instituto da Conservação da Natureza elaborou o “Projecto de Recuperação e Manutenção do Bovino Garvonês” com o objectivo de contribuir não só para a conservação de um património genético único, mas também com a intenção de manter e melhorar os sistemas agrícolas extensivos e semi-intensivos.

A partir de 2000 a raça Garvonesa foi reconhecida como raça autóctone elegível nas Medidas Agroambientais, programa manutenção de Raças Autóctones“, como raça particularmente ameaçada.
Os animais caracterizam-se de corpulência grande e mediana. As fêmeas distinguem-se por serem de cor castanha-avermelhada, a cor dos machos é predominantemente preta.

A Herdade da Mata possui um efectivo de cerca de 100 animais de raça Garvonesa.
A carne dos animais machos está a ser comercializada pela “EstremozCarne” e é vendida como Carne Garvonesa.


 
Para visualização de trilhos na área da Herdade da Mata:
http://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2505011
http://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=2297017

Para visualização do site da Herdade da Mata Linda :
http://herdade-da-mata.com/index.htm