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domingo, 21 de junho de 2020

Pacotes de Açúcar Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor







O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor é responsável por atrair, desde 2011,  milhares de visitantes eco-turistas ao concelho de Viana do Alentejo ( e concelhos limítrofes  )...

"Desde Março de 2020 que estamos parados devido á Pandemia, mas assim que houver condições de segurança, voltaremos a organizar caminhadas e passeios pedestres para grupos.
Por enquanto, aconselhamos todos os  amigos caminheiros a praticarem o nosso desporto favorito em pequenos grupos, seguindo sempre as regras de segurança anti-covid."
- Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor

Este mês, a Associação dos Amigos das Alcáçovas emitiu uma série de três pacotes de açúcar, desta vez com publicidade ao este grupo local.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Refrigerantes Flora ( Garvão )






Esta marca de refrigerantes alentejana foi produzida em Garvão ( Ourique ) durante os anos 50 e 60 do Séc. passado.
As suas Limonadas engarrafadas fizeram as delicias de muita malta daquele tempo...
Quem se lembra?
Para mais informações sobre as marcas de refrigerantes produzidas no Alentejo, não deixe de visitar esta Galeria Virtual:
http://omelhoralentejodomundo.blogspot.com/p/museu-virtual-da-garrafa-pirogravada.html


OS PIROLITOS DE GARVÃO 
A bebida pirolito da fábrica do Sr. Chico Costa na Travessa do Álamo, foi, talvez, a bebida que mais marcou a população de Garvão dos anos cinquenta e sessenta do século XX.
A bebida cujo sabor açucarado fazia as delícias da população, graúdos e miúdos, tinha a particularidade de o fecho consistir num arraiol ou raiol, (berlinde), que a pequenada usava no jogo denominado igualmente por arraiol, (jogo que consistia em três covas ou ao “morre ou mata” que se jogava sem covas).
O pirolito era uma bebida gasosa, continha água, ácido cítrico e gás carbónico e a garrafa não tinha rolha nem cápsula, pois possuía no interior uma esfera de vidro que servia de tampa, (empurrava-se a esfera de vidro para baixo, de modo ao gás sair e permitir a saída do liquido). Não possuía igualmente rótulo, apesar de na década de 1960 aparecer algumas garrafas com o rótulo “Flora”, precisamente o nome da esposa do Sr Chico Costa, Srª Florinda Martins.
Devido às exigências sanitárias e outros melhoramentos exigidos pelo governo da altura nos finais da década de 1950, levou ao encerramento da Fábrica de Pirolitos de Garvão nos inícios da década de 1960. O sistema de fecho destas garrafas, pela pequena esfera de vidro, foi considerado prejudicial para a saúde pública, pois era difícil a sua lavagem, entre outras medidas sanitárias que devido aos elevados custos de modernização, levou ao encerramento de muitas fábricas em todo o País.
Apesar destas fábricas terem desaparecido há já algumas décadas, a expressão ainda hoje em uso de, “beber um pirolito”, quando alguém se engasga a beber muita água, terá a sua origem nestas bebidas gasosas, que por vezes, precisamente pelo seu conteúdo gasoso, provocava engasgos.
O Sr Chico Costa foi, a meio do século passado, um dos maiores dinamizadores comerciais da vila de Garvão, começou como comerciante e negociante de bebidas alcoólicas e gasosas, as quais distribuía num carro de parelha pelas vilas em redor, incluindo os pequenos lugares da Serra de São Martinho, mais tarde adquiriu a primeira camioneta de transporte de mercadorias de que há conhecimento em Garvão.
Aliado a esta atividade de distribuição de bebidas, produzia igualmente vinho a partir de vinha própria e posteriormente abriu a fábrica de Pirolitos julga-se ainda na década de quarenta a qual produzia as mencionadas gasosas mas também licor de Ginja. Veio a fecha-la, como se afirmou nos princípios de sessenta, assim como a taberna anos mais tarde devido a doença.
O 25 de Abril de 1974 apanhou-o em Lisboa onde se encontrava em tratamentos na casa da filha adotiva, Leonor Costa, de regresso a Garvão foi, infelizmente, ultrajado precisamente por aqueles a quem, tanto ele como a esposa, auxiliaram nos piores momentos.
Foto e texto copiados do blogue https://garvao.blogs.sapo.pt/
Texto da autoria do nosso compadre José Pereira Malveiro

terça-feira, 2 de junho de 2020

Fonte Santa em pacotes de açúcar


Em Março de 2020, a Associação dos Amigos das Alcáçovas lançou mais uma série de três pacotes de açúcar coleccionáveis, desta vez alusivos á Fonte Santa, outrora um local muito procurado pelas gentes da nossa vila, devido á qualidade das suas águas medicinais..


Historial

No Aquilégio é classificada como antifebril: “Está uma fonte a que chamam de santa, pelos prodigiosos efeitos que se experimentam na sua água: porque é de muito utilidade nas febres malignas, para as quais se vão buscar de Terras muy distantes...”
É citada pelo Padre Cardoso em “Memórias da vila de Alcáçovas” (1890), que comenta que “em 1653 passou a ser santa para chagas cancerosas”.
(...) há muitos anos que se perdeu o costume de ir a esta fonte. As festas que se faziam na Pascoela e no 15 de Agosto caíram em desuso, depois a nascente foi considerada propriedade da fábrica de refrigerantes “Fonte Santa”, que se abastecia desta água para a sua produção, o que afastou ainda mais a comunidade da sua utilização.

sábado, 30 de maio de 2020

Visite Terena



Oferta por parte do Srº Comendador Rui Nabeiro à Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova em Terena para ajudar a promover e divulgar a festa em honra de Nossa Senhora da Boa Nova que se devia ter realizado de 17 a 21 de Abril de 2020.
Devido á Pandemia, não houve festa, mas ficaram de recordação os pacotinhos...
Se tiver oportunidade, não deixe de visitar Terena...
O comércio local agradece...

quinta-feira, 16 de abril de 2020

A Velha Alcáçovas







Para amenizar a quarentena, hoje foi dia de ir fazer uma visita ao arquivo digital...
Dei com umas fotos a preto e branco, tiradas directamente de uns postais antigos da nossa vila, cedidos para esse efeito por uma pessoa que, entretanto, já faleceu...
Com um grande abraço para os que estão longe e nesta Páscoa não puderam cá vir...

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Quando as garrafas tinham "Tara "

















Agora que quase todos temos tempo disponível, lembram-se da época em que as garrafas tinham
"Tara" ?...
Coleccionar garrafas pirogravadas é também preservar um pouco da nossa recente história colectiva.
Estas garrafinhas tiveram o seu auge de comercialização nas décadas de 50, 60 e 70 do século passado.
Muitas destas marcas de refrigerantes já não existem pois não conseguiram resistir á entrada dos grandes monopólios no mercado dos refrigerantes. Outras, ainda existem e é com agradável surpresa que as vemos neste formato, pois estamos tão habituados ao plástico e aos tetrapack que não fazíamos a mínima ideia que antigamente as bebidas eram todas embaladas em garrafas de vidro e com o rótulo pirogravado...
Quase todas as terras portuguesas tinham a sua própria marca de pirolitos ou refrigerantes...
Qual Coca-cola ? Qual Pepsi?
Se por acaso fossemos a Grândola, possivelmente beberíamos uma Fóca. Se fossemos a Mértola, era provável bebermos uma Mirtilina, em Ferreira do Alentejo, talvez uma Farelis e, no Redondo, uma Serra d' Ossa..
E deitar garrafas para o lixo nem pensar, porque elas valiam algum dinheiro, a " tara ", que era devolvido sempre que a entregávamos no estabelecimento onde a tínhamos adquirido...

quinta-feira, 26 de março de 2020

Ferros de Engomar










O ferro de passar é um instrumento que começou a ser utilizado há centenas de anos. Desde o século IV já existiam meios de se passar as roupas principalmente as femininas. Os chineses foram os primeiros a utilizar uma forma rudimentar desse instrumento, consistia em uma panela cheia de carvão em brasa, e manuseada através de um cabo comprido, a fim de obter o resultado desejado. Nos séculos seguintes, no ocidente passaram a usar a madeira, o vidro ou o mármore como matéria-prima desse instrumento. Eles eram utilizados a frio, uma vez que até o século XV as roupas eram engomadas, o que impossibilitava o trabalho a quente.
No entanto, o ferro de passar roupa propriamente dito na forma mais parecida com o que temos hoje, tem suas primeiras referências a partir do século XVII, quando o ferro a brasa passou a ser usado por uma escala maior de pessoas. No século XIX surgiram outras variedades desse instrumento, como o ferro de lavadeira, o de água quente, a gás e a álcool. Em 1882, o americano Henry W. Seely criou a patente do ferro de passar elétrico, algum tempo depois em 1926 mais precisamente, surgiu o ferro a vapor.
Apesar de o ferro elétrico ter sido uma ótima invenção, na época de seu lançamento ele não obteve o sucesso esperado, pois a maioria das residências daquela época não dispunha de energia elétrica, e as que contavam com esse recurso somente podiam usar o novo instrumento à noite, porque durante o dia as empresas de distribuição de energia suspendiam seu fornecimento à população. Para não alterar os hábitos da atividade doméstica, a população preferia continuar usando os mesmos recursos utilizados até então. Porém, com a melhoria no fornecimento de energia elétrica, o produto se tornou um produto elétrico indispensável em qualquer residência. 
Outra invenção semelhante, mas que não agradou, pelo certo perigo que oferecia a quem o manuseasse, foi um modelo de ferro de passar aquecido por uma lâmpada. Em 1892 surgiram os ferros de passar com resistência. Eles eram mais práticos, eficientes e seguros, pois aliavam limpeza ao controle de temperatura, e podiam ser usados em qualquer lugar que dispusesse de eletricidade, além disso eram oferecidos aos interessados a preços acessíveis.
Com a expansão da rede de distribuição elétrica, e por sua facilidade de produção e montagem, o ferro elétrico continuou despertando o interesse das donas de casa em tê-lo e usá-lo em seus afazeres domésticos. Em 1924 surgiu o termostato regulável, o que passou a evitar a queima das roupas, e dois anos mais tarde surgiria o ferro a vapor. A partir da década de 1950 os fabricantes começaram a abastecer o mercado com uma grande variedade de ferros de passar, disponibilizando modelos capazes de atender o gosto e preferência dos consumidores.
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Pirolitos...








O editor-chefe não queria desconfiar, claro, mas preferiu ver com os próprios olhos como se escrevia «pirolito». Com o, com u? Confessou depois que antes de perguntar tinha consultado a Wikipédia (muito popular ali), e que só aparecia com u: o pirulito, chupa-chupa, dos Brasileiros. O pirolito era uma bebida gasosa (continha água, ácido cítrico e gás carbónico) e a garrafa tinha a particularidade de possuir no interior uma esfera de vidro, um berlinde, que servia de tampa, pois não tinha nem rolha nem cápsula. Nem rótulo! Na década de 1950, porém, os fabricantes de pirolitos foram obrigados por lei a introduzir melhoramentos e a acatar outras exigências sanitárias, tendo então sido considerado prejudicial para a saúde pública o uso deste sistema de fecho, o que levou ao encerramento de muitas fábricas, e havia várias fábricas em todo o País.
      Porquê, e isto é o que mais nos interessa, com o e não com u? Por tradição, por ser esse o uso. O que os lexicógrafos sabem é que a origem do vocábulo «pirolito» é obscura, provindo talvez de «pirlito», forma epentética de «pilrito». Por causa do sabor ácido? Não sei. E, a propósito, estranho a conta em que se tem o pilrito, um fruto vermelho e globoso, no adagiário: Pilriteiro, dás pilritos/Porque não dás coisa boa?/Cada qual dá o que tem/Conforme a sua pessoa. É que antigamente a polpa dos pilritos era usada, depois de seca e moída, para misturar na farinha com que se fazia o pão, o caroço chegou a ser utilizado, depois de torrado, como substituto do café, as flores eram consumidas em saladas e em tisanas cardiotonificantes (ah!, sim, apropriei-me agora do termo, que a língua italiana tem) e ainda hoje se fabrica licor de pilrito. Até a madeira, rija e resistente, do pilriteiro (Crataegus monogyna) é boa, tendo sido antigamente usada nos cepos dos suplícios, e ainda hoje é utilizada no Barlavento algarvio como cavalo nas podas de pereiras, nespereiras e outras árvores de fruto da família a que pertence (as Rosáceas, família botânica a que pertencem espécies como as macieiras, as ameixeiras, os pessegueiros, etc.).


Texto copiado do blogue: http://letratura.blogspot.com/