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sábado, 11 de janeiro de 2020
Pelos caminhos de S. Domingos
Pelos caminhos de São Domingos
Num cenário algo lunar por caminhos desnudados, ladeados por lagoas amarelas, vermelhas, negras. Por entre amontoados de escórias de pirites, ruínas e mais ruínas do complexo mineiro da Mina de São Domingos.
Nos primeiros kms do trilho só a ribeira consente alguma vegetação, de uma única espécie, a Erica candevalensis, adaptada a um pH extremamente ácido. Mais à frente a galeria ripícula vai ganhando loendros e outras espécies mediterrânicas....
Foram mais de 5 horas, percorrendo cerca de 15 km sem ver vivalma.
É nestes caminhos que pratico uma religião composta por fé e aventura. Por vezes é bom estar comigo mesmo.
Fotos e Texto da autoria do nosso compadre José Luis Margarido.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Minas de S. Domingos
Nas Minas de São Domingos, no concelho de Mértola, foram exploradas pelos ingleses desde meados do século xIx, e encerradas em 1965.
Desde então verifica-se a céu aberto os restos que por lá ficaram e ficarão.
Tal como se vê nas fotos existem lagoas enormes com as águas ácidas paradas assim como riachos ou ribeiros onde corre com cores negras ácidas e misturadas com o enxofre.
As minas distam com uma distância longitudinal com cerca de 4 km.
Ao longo das mesmas tentei observar quaisquer "bicharoco" ou inseto e a ausência destes era perfeita. Formigas, moscas, borboletas ou qualquer outro tipo de vida é inexistente.
Unicamente vi 2 andorinhas perto de mim, talvez na sua passagem para outros locais.
É um terreno amarelado onde não cresce qualquer tipo de erva ou arbusto.
O cheiro por vezes é nauseabundo.
Temos a sensação que o mundo acabou por ali.
Texto e fotos gentilmente cedidas pelo compadre José Garcia Júnior.
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terça-feira, 30 de junho de 2015
Postais antigos alentejanos
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| Moura |
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| Odemira |
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| Serpa |
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" Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro" (Confúcio).
Assim, partilhamos convosco alguns postais antigos alentejanos, disponibilizados na Internet...
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Atravessando o Alentejo em Bicicleta (Cap.V)
Beja a Mina de S. Domingos. 79,60km, passagem por Baleizão, terra da Catarina Eufémia e visita ao local onde foi assassinada.
Em Serpa seguimos as ruelas tipicas para de seguida seguir caminho até as Minas o qual desta vez pernoitamos na esplanada de um bar na praia fluvial local.
Fotos e texto gentilmente cedidos pelo nosso compadre José Garcia Júnior.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Visita a Mértola e Minas de S. Domingos
No passado dia 26OUT, a Associação dos Amigos das Alcáçovas, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, organizou uma excursão a Mértola e ás Minas de S. Domingos. Este evento teve a participação de cerca de 60 associados, que ficaram a conhecer parte deste interessante concelho do nosso Baixo Alentejo.
A Associação dos Amigos das Alcáçovas é uma associação sem fins lucrativos, que tem por finalidade a defesa do património e a divulgação da vila de Alcáçovas. Atualmente, conta com cerca de 150 sócios, mas tem vindo a crescer e a notabilizar-se através dos seus eventos, tais como palestras, lançamento e divulgação de livros, exposições etnográficas, mostras de pinturas, passeios culturais e fotográficos e caminhadas na natureza.
Esta excursão, que se repete todos os anos para destinos diferentes, além de proporcionar um agradável dia de convivio, é uma forma de agradecer aos nossos associados as suas contribuições e o apoio e carinho que nos têm manifestado nas mais diversas formas.
Fotos gentilmente cedidas pelo nosso compadre Frederico Carvalho.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Minas de S. Domingos
A Mina de São Domingos é rodeada por três cidades notáveis: Beja (sede de
distrito), Mértola (sede de conselho) e Serpa. Até à fronteira espanhola são
poucos quilómetros, existindo agora, muito recentemente, uma ligação fronteiriça rodoviária. Também o Algarve, a famosa costa do Sul de Portugal, e Évora,
eleita pela UNESCO como património cultural mundial, ficam a menos de duas
horas de distância.
A história da Minas de São Domingos é anterior aos tempos do Império Romano,
altura em que os trabalhos se intensificaram com a exploração do chapéu de ferro
que cobria a massa piritosa, para exploração de cobre, ouro e prata.
Com a redescoberta da Mina em 1854, por Nicolau Biava e o início da exploração
em 1857, a empresa proprietária da Mina, La Sabina, concede os direitos de exploração à empresa Mason and Barry, que constrói pouco a pouco uma aldeia
para todos que laboram na mina e em seu redor. Com locais bem demarcados,
foram construídos bairros em função das actividades desenvolvidas na estrutura mineira. Ainda hoje, é bem visível esta divisão de poder: a zona dos Ingleses, com casas espaçosas, jardins e espaços de convívio contrasta com as zonas dos operários em que o mesmo espaço (16m2) era compartilhado por famílias numerosas. Edificações, de taipa, alinhadas em banda, são hoje o cartão de visita desta localidade. Durante mais de cem anos, os mineiros retiraram do subsolo milhões de toneladas de minério, principalmente cobre.
No século XIX, mais especificamente em 1858, tem início a exploração recente da mina pela companhia Manson and Barry, tendo-se prolongado os trabalhos por mais
de um século até 1966, ano de encerramento da mina, após esgotamento do minério.
A lavra da mina nos tempos modernos foi feita a céu aberto até aos 120 m de profundidade, tendo os trabalhos continuado por meio de poços e galerias até aos
400 m.
Ruínas dos escritórios e oficinas
Achada do Gamo
Nos dias de hoje, a mina encontra-se abandonada, restando apenas ruínas.
Em redor destas vêem-se lagoas ácidas com um pH de aproximadamente 2,4.
Estas lagoas foram criadas há algumas décadas atrás para fazer decantação,
ou seja, para fazer a separação de misturas heterogéneas entre um sólido e
um líquido ou de líquidos imiscíveis (que não se misturam), das escorrências
da antiga mina. No entanto, este abandono da mina é preocupante, pois coloca
sérios problemas ambientais, a nível dos impactos paisagísticos, assim como
dos ecossistemas afectados. Estas "águas ácidas" são prejudiciais para os
solos, contaminando-os, para os ecossistemas existentes perto das minas,
e para linhas de água, o que se agrava ainda mais se tivermos em conta
que algumas servem para consumo de populações.
Lagoa de águas ácidas
No entanto, apesar de todos os malefícios que esta situação pode trazer para
o meio ambiente e para os seres humanos, existe uma parte menos negativa
que é o facto de muitas pessoas utilizarem estas "águas ácidas" para curar
ferimentos.
Nas minas, a paisagem é avassaladora. A terra é vermelha, ocre do cobre,
amarelo do enxofre. Devido aos xistos argilosos e rocha fortemente coloridos,
a terra ora é ocre, ora é de um vermelho sangue ou branco alvo. Aqui, a
natureza oferece-nos um cenário que chega a ser estranho e avassalador.
Existem vestígios de edifícios, pontes, linhas-férreas que agora estão em ruínas.
A vegetação é escassa tal como a fauna, embora se possa avistar algumas
cegonhas brancas nas chaminés das minas. Apesar disto, estamos perante uma paisagem
que prende o olhar de quem lá vai. A paisagem fascina, sentimo-nos pequenos
perante a imponência do que ali se passou – é como um sentimento de Sublime Kantiano. Quando se segue viagem a pé ou de bicicleta, pela linha do
caminho-de-ferro, que foi a primeira em Portugal, vamos encontrar o Pomarão,
uma aldeia,
com cerca de 30 habitantes, que fora em tempos um porto fluvial de grande importância, quando do Guadiana partiram barcos carregados de minério.
Agora está transformado em cais de pequenos veleiros.
Pomarão |
Algumas fotos foram gentilmente cedidas pelo compadre Humberto Lucas. O Texto e fotos que o acompanham foram copiadas do blog: http://www.minasaodomingos.comyr.com/index.html
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