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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Corte Sines recuperou acesso ao Guadiana !...
A discórdia entre a população de Corte Sines, concelho de Mértola, e a Sociedade Agrícola da Brava (SAB) arrasta-se desde 1993. Nesse ano, os habitantes da pequena aldeia foram impedidos, pelo dono da Herdade da Brava, de utilizar a única estrada que dá acesso ao Rio Guadiana e que passa pelo interior da propriedade.
Na altura, João Pereira Coutinho (o quinto homem mais rico do país em 2008), proprietário da SAB, justificou a decisão de fechar a estrada alegando que queria instalar uma reserva de caça e garantir o sossego dos animais.
“Esta população nunca fez mal nem prejudicou ninguém. Somos alguns parvos para ir desassossegar os animais?”, questiona, inconformado, António Valadas, habitante de Corte Sines. “Neste país quem tem dinheiro é que manda e o resto é conversa”, acrescenta insatisfeito.
“Desde há muitas décadas”, a estrada de terra batida que passa pelo interior da herdade, dando acesso ao rio, sempre foi utilizada pelos homens, mulheres e crianças que gostavam de ir pescar ou passar um pouco de tempo junto às margens do Guadiana.
No ano 1998, a Câmara Municipal de Mértola quis melhorar o caminho de todos os conflitos. A empresa proprietária da Herdade da Brava colocou uma acção à camara por esta ter “invadido” propriedade privada, a qual o Tribunal de Beja (TB) lhe deu razão num acórdão publicado no ano 2000.
António Valadas não tem dúvida que essa decisão “não foi justa” já que se trata de um caminho municipal. “Esta foi sempre uma estrada do povo. Não temos nada nesta terra. Tínhamos o rio onde íamos à pesca ou nadar no verão. Onde se passeava nos domingos à tarde. Tiram-nos tudo”, desabafa.
A população não ficou de braços cruzados. Através de uma acção popular junto do Tribunal da Relação de Évora (TRE), provando que a estrada é utilizada pela população há seculos, foi revogada a sentença proferida pelo TB. No acórdão publicado no passado dia 5 de Dezembro, o TRE declarou que a estrada é publica.
A Sociedade Agrícola da Brava está obrigada a retirar do caminho os vários portões que colocou em 1993 e deixar livre a circulação da população.
A Rádio Pax deslocou-se à Herdade da Brava para tentar uma reação do proprietário ao acórdão do TRE mas sem sucesso.
João Pereira Coutinho poderá agora recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça ou até para o Tribunal Constitucional.
“O resultado deste tribunal só prova que a população de Corte Sines tinha razão”, afirma Joaquim Nascimento, residente na aldeia, e acrescenta “ele (João Pereira Coutinho) não se preocupe porque nós não vamos perturbar os animais”.
Texto e foto: https://www.radiopax.com/
Nota do autor deste blogue:
O Alentejo está a ser completamente vedado. Os antigos caminhos rurais, que sempre foram utilizados pelas populações estão a ser fechados a cadeado por proprietários que não compreendem que só são os donos da terra, não dos caminhos...
Esta é uma decisão histórica para todos os alentejanos.
Parabéns á corajosa população de Corte Sines, que não baixou os braços e fez valer os seus direitos de acesso ao seu rio Guadiana...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Caminhos de Santiago: Entre Alcoutim e Mesquita ( Mértola )
Provenientes de Alcoutim, “navegamos” o Guadiana sempre ao longo da margem portuguesa, seguindo a sinalização da rota GR15, até chegarmos à ribeira do Vascão, já com a fadiga acumulada de alguns quilómetros pela serra algarvia.
A passagem da ribeira do Vascão faz-se na zona assinalada, assumindo que o nível das águas está raso, como acontece quase sempre, com exceção feita a períodos de grandes chuvadas.
Caminho de Santiago NASCENTE
Troço Alcoutim - Mesquita (Mértola);
O percurso do caminho nascente foi corrigido no Alentejo.
A entrada no Alentejo faz-se pela aldeia da Mesquita, o que levou a uma correcção da ligação Alcoutim - Mértola.
ATENÇÃO: O caminho sai de Alcoutim e acompanha a GR15 (Rota do Guadiana) em vez de seguir pela EM 507. A marcação já foi corrigida.
Percurso de +- 18 km.
Na Mesquita tem alojamento (Albergue dos peregrinos - Albergue Nossa Senhora das Neves - Mesquita), café restaurante, mercearia e apoio aos peregrinos.
Para mais informações visitem www.caminhosdesantiagoalen
Texto e fotos:
Turismo de Aldeia
Mesquita (109,67 km)
7750-216 Mértola
sábado, 30 de novembro de 2019
Pinturas Rupestres históricas e cagadas...
As abandonadas gravuras rupestres da Ajuda em Elvas.
Pisadas e cagadas pelas vacas.
Assim se trata o nosso Património com 5000 anos.
E depois queremos Turismo...
Fotos e texto: Luís Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
Fortaleza de Juromenha
A Fortaleza de Juromenha é de arquitectura militar, de raíz medieval, da qual ainda hoje mantém uma parte da muralha do castelejo. Testemunha de guerras e enlaços e intempéries, sem dúvida estrategicamente bem situado, foi considerado uma das chaves da fronteira do Alentejo.
A partir de 1640, no contexto de manter a Independência de Portugal ante uma possível invasão da Espanha, houve a necessidade de estruturar todas as fortificações fronteiriças de Portugal.
Sendo esta uma delas, e mediante a sua precaridade de defesa, remontando à Idade Média, foram apresentadas ao Rei D.João IV planos de modernização.
Entre 1646 a 1668, esta Fortaleza sofreu o início da sua restruturação, passando por uma explosão em 1659 e consequente a destruição parcial da sua muralha e de alguns edifícios já edificados, e a morte de alguns homens da guarnição.
Em 1662 sofreu um ataque dos Espanhois, tendo estes capturado esta fortificação, passando para a Coroa Portuguesa em 1668.
Texto: TripAdisor.pt
Fotos da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )
sábado, 12 de outubro de 2019
A lenda da Princesa Atilia ( Monsaraz )
A lenda da linda Princesa Atília, no Castelo de Monsaraz
Cerca do ano de 1151 o reino Mouro de Badajoz foi conquistado pelos Almóadas, obrigando à fuga do rei e dos principes e princesas para vários lugares do reino, na esperança de um dia poderem voltar à sua Corte em Badajoz!
Um dos principes, filho do rei Sabur fugiu para Monsaraz com a família por ficar perto e, por ser um lugar seguro, não sendo fácil a sua conquista pelos inimigos!
O principe Abdalá, tinha uma filha muito linda que, o acompanhou até Monsaraz, lugar que ela muito gostava, porque, quase se avistava a sua cidade de Badajoz!
A sua beleza era tanta que, todos os principes mouros dos reinos mais próximos a pretendiam e, faziam romagem a Monsaraz, trazendo-lhe presentes valiosos para lhe conquistar o amor! A bela princesa moura, a todos atendia, tendo o cuidado de não distinguir nenhum, mantendo-lhe acesas as pretensões, pois tinha interesse em os ter como aliados na luta contra os cristãos e contra os almóadas que lhe ocupavam a sua cidade!
O tempo foi passando e, a lista de pretendentes já era extensa, começando a haver impaciência por parte dos pretendentes!
A sua cidade continuava ocupada pelos almóadas e, por outro lado, o exército de D. Afonso Henriques e os bandoleiros do Geraldo o Sem Pavor estavam cada vez mais perto, então, não podia esperar mais para dar a conhecer o principe eleito pelo seu coração!
Devido às ameaças dos inimigos em várias frentes, o seu pai decidiu pedir auxílio ao rei de Sevilha, onde se deslocou para explicar a situação e convencê-lo de que, se os cristãos conquistassem as terras da Extremadura, rapidamente chegariam ao seu reino de Sevilha, mas essa viagem, desde Monsaraz era muito longa e, a linda princesa Atília, começou a ficar desesperada devido às más notícias que chegavam a todo o momento a Monsaraz!
Quando a princesa anunciou que, ia decidir quem era o escolhido, os pretendentes dirigiram-se a Monsaraz, com luxuosas embaixadas, porque, todos ansiavam por esse momento decisivo, cada um albergava dentro de si a esperança de ser o eleito, sabiam que, o mesmo, seria invejado e admirado, ao conquistar o coração daquela mulher que, todos enfeitiçava com a sua beleza!
A princesa era informada de tudo o que se passava, quem chegava, o que trazia, transmitiam-lhe todos os pormenores, porém, estava a chegar a hora da sua decisão e, não lhe anunciavam a chegada daquele que ela tinha escolhido para seu noivo! A princesa chamou a ama e perguntou-lhe:
Princesa: Oh Samira, porque motivo ainda não me anunciaram a chegada do principe Saíd de Myrtilis (Mértola)?
Samira: Minha princesa, ainda não anunciaram a chegada do principe Saíd, porque ele ainda não chegou e dizem-nos que, ainda não está por perto, ou então, pode ter sido apanhado pelos cristãos que andam por perto!
Princesa: Alá o ajude! E nós o que podemos fazer para o ajudar?
Samira: Minha princesa, sabemos que ele vem de Sudoeste, de Myrtilis, pode sempre enviar alguns bons cavaleiros ao seu encontro, ou a saber o que lhe aconteceu! Talvez se tenha atrasado!
Princesa: Então, transmite isso ao mestre de guerra, capitão Almir, para organizar um bom grupo de guerreiros e ir ao seu encontro, porque, sem a sua presença eu não vou anunciar o escolhido!
Decorria, então, o ano de 1167 e, quis o destino que nessa manhã em que a princesa mandou os emissários ao encontro daquele que seria o noivo, a região de Monsaraz já estava cheia de cristãos disfarçados de mercadores e infiltrados nas embaixadas dos visitantes! Quando o grupo de guerreiros mouros saíram do Castelo de Monsaraz foram travados pelos homens de Geraldo Sem Pavor e envolveram-se numa sangrenta batalha às portas de Monsaraz!
Os príncipes visitantes com os seus homens, acorreram em seu auxílio, mas os guerreiros de Geraldo Sem Pavor pareciam cães derramados e, os mouros começaram a fraquejar perante a sua furiosa investida! A luta já durava há longas horas, a princesa acompanhada por alguns atléticos guardas mouros dirigiu-se à Torre para dali observar a batalha ficando cheia de orgulho e alegria quando reparou que não só estava lá o seu preferido na peleja, como se destacava em atos de valentia!
O exército cristão, não parava de crescer, ao contrário dos mouros que cada vez eram menos, estavam a cair por terra a todo o momento, até que chegou a vez do seu escolhido, caiu sobre a espada de um homem de Geraldo Sem Pavor e morreu, imediatamente! A princesa Atília, adivinhou o seu fim às mãos daqueles cães, recolheu aos seus aposentos muito desgostosa, sabia que a tomada de Monsaraz estava por horas, bastava os cristãos encostar as longas escadas e subir as muralhas onde não existiam homens para as defender, então, a princesa mandou retirar a bandeira em sinal de derrota, apanhou um punhal de estimação, com o cabo em prata e ouro e crivado de pedras preciosas e cravou-o no seu coração! Os guardas, nada puderam fazer, deitaram-na no túmulo de pedra e cobriram-na com a bandeira do Castelo de Monsaraz!
Logo a seguir, os cristãos entraram no Castelo de Monsaraz, cansados, mas vitoriosos, os guerreiros saquearam a Vila, mas não foram autorizados por Geraldo Sem Pavor a entrar nos aposentos da princesa Atília! Depois de se informar do sucedido, deu ordens aos criados da princesa, para que fosse sepultada ali nos seus aposentos, com todos os costumes da sua crença, ficando, assim, a linda princesa Atília, sepultada no Castelo de Monsaraz com o punhal cravado no seu peito, o qual, parece que, até este momento, ainda não foi encontrado.
Texto da autoria do nosso compadre Isidro Pinto, Dinamizador do Grupo de Caminheiros "Caminhar em Monsaraz"
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Não se esqueçam dos Moinhos e Azenhas...
Municípios e responsáveis pelo nosso Património não esqueçam as Azenhas e Moinhos de água...
Fotos: Luis Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )
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Local:
São Pedro, 7250, Portugal
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Na antiga ponte ferroviária do Guadiana
A Ponte do Guadiana, também conhecida por Ponte Ferroviária do Guadiana, é uma infraestrutura rodo-ferroviária no Concelho de Beja, que transportava o Ramal de Moura e a Estrada Nacional 260 sobre o Rio Guadiana, encontra-se encerrada ao serviço, para ambos os tipos de tráfego.
A ponte localiza-se na freguesia de Quintos, ao PK 24,7 do Ramal de Moura.
Transportava uma via única mista rodo-ferroviária. Apresenta um tabuleiro tabuleiro metálico com 277 m de comprimento, assente em sete pilares de pedra.
A ponte foi, pela primeira vez, atravessada por uma locomotiva em 22 de Março de 1878, tendo sido aberta ao serviço em 20 de Abril do mesmo ano, quando foi inaugurada a ligação à Estação de Serpa-Brinches, na Linha do Sueste (posteriormente renomeada para Ramal de Moura).
Devido ao facto do transporte rodoviário exceder a capacidade da ponte, foi construída, na Década de 1970, uma nova ponte rodoviária, sendo interdito o trânsito na ponte antiga; e, em 1990, foram suspensos todos os serviços ferroviários no Ramal de Moura.
Fotos da autoria do nosso compadre José Carlos Igreja...
sexta-feira, 26 de julho de 2019
Praia Fluvial da Amieira
Ainda cheira a nova, esta praia fluvial da Amieira, no concelho de Portel.
Foi inaugurada na semana passada e a nossa equipa de guias locais foi lá dar uns valentes mergulhos...
Garantimos aos nossos estimados compadres e comadres que a temperatura da água estava muito acima dos 25º ... Um caldinho, portanto...
Asseada, com muito estacionamento, com bons acessos e esmerado serviço de bar e restaurante, quem é que disse que no grande lago Alqueva nunca poderiam haver praias fluviais ?
Uma aposta bem feita, gostámos muito e recomendamos...
Local:
7220 Amieira, Portugal
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