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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Ermida de Santo António ( Vila de Frades )















"Deve haver poucos locais em Portugal que permitem desfrutar de uma paisagem em de 360°. Isso acontece na Ermida de Sto António dos Açores, por onde se pode acessar de carro. No alto desfrute das vistas panorâmicas sobre Vila de Frades e Vidigueira, e se a neblina não incomodar, pode ver Cuba, Beja, e com sorte, Serpa.
Observe o minifundio que impera no concelho de Vidigueira, e espraie os olhos pela imensa planície de Beja."

"Mais do que a ermida, o mais interessante é a vista que se tem do local. Pode-se observar Vila de Frades, a Vidigueira, a Serra do Mendro e Beja."
- Comentários copiados do Tripadvisor

Segundo uma lenda, um Conde de Vidigueira perdeu um açor que lhe era muito estimado. Então fez uma promessa de construir um templo, caso o encontrasse. Quando o açor apareceu, foi logo aí, no cimo do outeiro, que o Conde quis erguer a ermida, em cumprimento da promessa. Daí também o nome de Santo António dos Açores.

sábado, 12 de outubro de 2019

A lenda da Princesa Atilia ( Monsaraz )








A lenda da linda Princesa Atília, no Castelo de Monsaraz
Cerca do ano de 1151 o reino Mouro de Badajoz foi conquistado pelos Almóadas, obrigando à fuga do rei e dos principes e princesas para vários lugares do reino, na esperança de um dia poderem voltar à sua Corte em Badajoz!
Um dos principes, filho do rei Sabur fugiu para Monsaraz com a família por ficar perto e, por ser um lugar seguro, não sendo fácil a sua conquista pelos inimigos!
O principe Abdalá, tinha uma filha muito linda que, o acompanhou até Monsaraz, lugar que ela muito gostava, porque, quase se avistava a sua cidade de Badajoz!
A sua beleza era tanta que, todos os principes mouros dos reinos mais próximos a pretendiam e, faziam romagem a Monsaraz, trazendo-lhe presentes valiosos para lhe conquistar o amor! A bela princesa moura, a todos atendia, tendo o cuidado de não distinguir nenhum, mantendo-lhe acesas as pretensões, pois tinha interesse em os ter como aliados na luta contra os cristãos e contra os almóadas que lhe ocupavam a sua cidade!
O tempo foi passando e, a lista de pretendentes já era extensa, começando a haver impaciência por parte dos pretendentes!
A sua cidade continuava ocupada pelos almóadas e, por outro lado, o exército de D. Afonso Henriques e os bandoleiros do Geraldo o Sem Pavor estavam cada vez mais perto, então, não podia esperar mais para dar a conhecer o principe eleito pelo seu coração!
Devido às ameaças dos inimigos em várias frentes, o seu pai decidiu pedir auxílio ao rei de Sevilha, onde se deslocou para explicar a situação e convencê-lo de que, se os cristãos conquistassem as terras da Extremadura, rapidamente chegariam ao seu reino de Sevilha, mas essa viagem, desde Monsaraz era muito longa e, a linda princesa Atília, começou a ficar desesperada devido às más notícias que chegavam a todo o momento a Monsaraz!
Quando a princesa anunciou que, ia decidir quem era o escolhido, os pretendentes dirigiram-se a Monsaraz, com luxuosas embaixadas, porque, todos ansiavam por esse momento decisivo, cada um albergava dentro de si a esperança de ser o eleito, sabiam que, o mesmo, seria invejado e admirado, ao conquistar o coração daquela mulher que, todos enfeitiçava com a sua beleza!
A princesa era informada de tudo o que se passava, quem chegava, o que trazia, transmitiam-lhe todos os pormenores, porém, estava a chegar a hora da sua decisão e, não lhe anunciavam a chegada daquele que ela tinha escolhido para seu noivo! A princesa chamou a ama e perguntou-lhe:
Princesa: Oh Samira, porque motivo ainda não me anunciaram a chegada do principe Saíd de Myrtilis (Mértola)?
Samira: Minha princesa, ainda não anunciaram a chegada do principe Saíd, porque ele ainda não chegou e dizem-nos que, ainda não está por perto, ou então, pode ter sido apanhado pelos cristãos que andam por perto!
Princesa: Alá o ajude! E nós o que podemos fazer para o ajudar?
Samira: Minha princesa, sabemos que ele vem de Sudoeste, de Myrtilis, pode sempre enviar alguns bons cavaleiros ao seu encontro, ou a saber o que lhe aconteceu! Talvez se tenha atrasado!
Princesa: Então, transmite isso ao mestre de guerra, capitão Almir, para organizar um bom grupo de guerreiros e ir ao seu encontro, porque, sem a sua presença eu não vou anunciar o escolhido!
Decorria, então, o ano de 1167 e, quis o destino que nessa manhã em que a princesa mandou os emissários ao encontro daquele que seria o noivo, a região de Monsaraz já estava cheia de cristãos disfarçados de mercadores e infiltrados nas embaixadas dos visitantes! Quando o grupo de guerreiros mouros saíram do Castelo de Monsaraz foram travados pelos homens de Geraldo Sem Pavor e envolveram-se numa sangrenta batalha às portas de Monsaraz!
Os príncipes visitantes com os seus homens, acorreram em seu auxílio, mas os guerreiros de Geraldo Sem Pavor pareciam cães derramados e, os mouros começaram a fraquejar perante a sua furiosa investida! A luta já durava há longas horas, a princesa acompanhada por alguns atléticos guardas mouros dirigiu-se à Torre para dali observar a batalha ficando cheia de orgulho e alegria quando reparou que não só estava lá o seu preferido na peleja, como se destacava em atos de valentia!
O exército cristão, não parava de crescer, ao contrário dos mouros que cada vez eram menos, estavam a cair por terra a todo o momento, até que chegou a vez do seu escolhido, caiu sobre a espada de um homem de Geraldo Sem Pavor e morreu, imediatamente! A princesa Atília, adivinhou o seu fim às mãos daqueles cães, recolheu aos seus aposentos muito desgostosa, sabia que a tomada de Monsaraz estava por horas, bastava os cristãos encostar as longas escadas e subir as muralhas onde não existiam homens para as defender, então, a princesa mandou retirar a bandeira em sinal de derrota, apanhou um punhal de estimação, com o cabo em prata e ouro e crivado de pedras preciosas e cravou-o no seu coração! Os guardas, nada puderam fazer, deitaram-na no túmulo de pedra e cobriram-na com a bandeira do Castelo de Monsaraz!
Logo a seguir, os cristãos entraram no Castelo de Monsaraz, cansados, mas vitoriosos, os guerreiros saquearam a Vila, mas não foram autorizados por Geraldo Sem Pavor a entrar nos aposentos da princesa Atília! Depois de se informar do sucedido, deu ordens aos criados da princesa, para que fosse sepultada ali nos seus aposentos, com todos os costumes da sua crença, ficando, assim, a linda princesa Atília, sepultada no Castelo de Monsaraz com o punhal cravado no seu peito, o qual, parece que, até este momento, ainda não foi encontrado.

Texto da autoria do nosso compadre Isidro Pinto, Dinamizador do Grupo de Caminheiros "Caminhar em Monsaraz"

domingo, 15 de janeiro de 2017

Cante, a expressão vocal do Alentejo
















Encontro de Grupos Corais em Montes Velhos (Aljustrel). -  2016

Localizada numa vasta e fértil planície das imediações da margem direita da ribeira do Roxo, a Freguesia de São João de Negrilhos é delimitada a Norte pelas Freguesias de Canhestros e de Ferreira do Alentejo (ambas do concelho de Ferreira do Alentejo), a Este pela Freguesia de Aljustrel, a Sul pela Freguesia de Rio de Moinhos e a Oeste pelas Freguesias de Alvalade e de Ermidas Sado (ambas do concelho de Santiago do Cacém).
Pouco se sabe sobre as origens da formação da Freguesia, nem tão pouco sobre o seu primitivo povoamento. No entanto, os vestígios arqueológicos, descobertos na necrópole romana do Monte do Farrobo, testemunham que o seu território foi ocupado pelos romanos entre o séc. I e o séc. IV dc. A origem toponímica de “Montes Velhos” ficou a dever-se á lenda de uma moura, que morava num monte velho e que inadvertidamente indicou aos cavaleiros da Ordem de Santiago o caminho para o castelo de Aljustrel, antes da sua conquista aos mouros, ocorrida em 1234. O território que actualmente constitui a Freguesia de São João de Negrilhos, desde essa época ficou integrado no termo de Aljustrel. Somente, durante o período em que o Município de Aljustrel esteve extinto, entre 21/11/1895 e 13/01/1898, a Freguesia de São João de Negrilhos pertenceu ao Concelho de Ferreira do Alentejo.

Fotos da autoria da nossa comadre e amiga Ana Dores.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A Lenda do Relógio de Aguiar


HISTÓRIA DO RELÓGIO DE AGUIAR
(Contada pelo Professor José Hermano Saraiva)

"Aguiar teve foral e por isso é vila e conta-se uma história em Aguiar, é uma história maliciosa e eu começo por dizer que é uma história que nunca aconteceu, não, ninguém se ofenda porque esta história por mais pitoresca que possa parecer nunca foi verdade.
Bom, a história relaciona-se com aquele relógio, estão a ver aquele relógio da igreja. Este relógio está a dizer ali que foi inaugurado em 1900 e cinquenta e tal, mas antes deste havia um outro, tem lá dentro a maquinaria, é quando apareceram os primeiros relógios, e a história que alguém contou foi esta. O padre que cá estava disse “ah, a gente precisava dum relógio, aqui ficava bem nesta igreja um relógio, porque esta igreja é muito antiga,
isto, esta, isto deve ter sido uma antiga igreja românica, ainda com o seu campanário, portanto isto é uma coisa com centenas de anos! Ficava aqui bem um relógio!” e pediu a toda a gente aqui da freguesia “dê qualquer coisinha para o relógio!”. Todas as famílias contribuíram com uma certa quantidade de dinheiro, e o padre saiu, foi a arranjar o relógio.
Andou por lá muito tempo, muito tempo, até que mandou um grande caixote a dizer “ai vai o relógio!” e juntou-se toda a gente ai, toda a gente, para ver o relógio, e diz, agora é a parte maliciosa da história, diz que aqui as moradoras diziam muito contentes “olha que, olha que o meu marido também ai tem parte, o mau marido também, também pagou, também ai tem parte! Também ai tem parte!”. Então não é quando se abre o caixote o que lá estava era uma colecção de cornos de boi, eram centenas que o homem tinha andado a comprar pelos talhos, havia cornos para toda a gente. Bom, esta história que evidentemente foi contada por alguém que queria, ridicularizar, queria ridicularizar aqui esta gente honrada do Aguiar. Talvez na altura em que o Aguiar deixou de pertencer ao concelho do Alvito, passou a pertencer ao concelho de Viana e isso originou uma, uma situação de tensão e de rixas. Pois apesar disso a história foi acreditada, e é verdade, é verdade que aqui há cem anos quem passasse por aqui, se encontrasse um morador não lhe podia perguntar “olhe lá que horas são? Porque os velhos moradores acreditaram na história e consideravam-se ofendidos se lhes perguntassem pelas horas, porque é claro perguntar pelas horas era falar em relógios, falar em relógios era, enfim, ofendê-los na sua dignidade. Eu acho muita graça, sobretudo ao facto da história tão absurda, ter sido acreditada, mas é curioso que na História de Portugal há imensas histórias que nunca aconteceram e em que toda a gente acreditou. Por exemplo, o milagre de Ourique, então, pois a bandeira nacional conta as, as armas que Nosso Senhor disse ao D. Afonso Henriques que havia de pôr na bandeira e ainda hoje elas lá estão na bandeira. As Cortes de Lamego, temos a certeza de que nunca houve as tais cortes de Lamego, pois durante séculos era o facto fundamental da tradição politica da monarquia portuguesa. O regresso de D. Sebastião, temos a certeza que o D. Sebastião nunca há de voltar, coitado, pois mataram-no e enterraram-no, como é que havia de voltar. Pois milhões de portugueses acreditaram no regresso de D. Sebastião. Isto impressiona-me, então como é que os portugueses acreditam nestas coisas, há tanta coisa que é verdade, e em que ninguém acredita, e tanta coisa em que toda a gente acredita e nunca foi verdade."



sábado, 12 de novembro de 2016

A Torre da Má-Hora (Montemor-o-Novo)


Lenda da Torre da "Má-Hora" …

Nas muralhas do Castelo de Montemor-o-Novo que protegiam a antiga vila medieval, a Porta de Santiago ou do Sol (podendo corresponder à Porta de Évora) é flanqueada pela torre gótica, de planta rectangular rematada com ameias piramidais, em que o acesso ao terraço é feito por escada interior denominada por “Torre da Má Hora”
Segundo a lenda esta torre ganhou este nome devido a um episódio ocorrido na época da conquista deste imponente castelo aos Mouros pelas tropas de D. Sancho I.
“A Lenda da Torre da Má-Hora: quando os soldados do Rei D. Sancho I se preparavam para atacar Montemor, esconderam-se nas searas que rodeavam o então castelo muçulmano, sem que os mouros desconfiassem da sua presença. Nessa noite, as sentinelas esqueceram-se de uma porta do castelo entreaberta. Os cristãos apercebendo-se disso, entraram por essa porta e tomaram rapidamente o castelo que passou a ser português e cristão. A partir desta data os mouros passaram a chamar a essa porta e à Torre "Má-Hora", devido à má-hora em que se tinham esquecido da porta aberta.”
O Castelo de Montemor O Novo localiza-se numa posição dominante sobre o outeiro mais alto da região, e abrigava originalmente nos seus muros a povoação que, desenvolvendo-se, expandiu-se pela encosta a Norte, tendo sido um dos maiores Castelos de Portugal e que, certamente, foi um dos mais imponentes. Presentemente, encontra-se em estado de degradação especialmente na sua muralha a este, que se acentuou após o Terramoto de 1755, que o atingiu fortemente.
Afirma-se que neste castelo Vasco da Gama ultimou os planos para a sua viagem à Índia.
(38°38'32.39"N 8°12'50.75"W) Montemor-o-Novo – Évora - Alentejo – Portugal
Foto: ©Daniel Jorge https://www.facebook.com/fotos.djtc

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Lenda do Pão da Rala


A LENDA DO PÃO DE RALA.

"Diz a lenda que durante o seu curto reinado, visitou Évora o jovem rei D.Sebastião, tendo-se acolhido às freiras Xabreganas do Convento de Santa Maria do Calvário. 
À chegada do régio senhor, cansado das durezas da viagem e do calor que fazia, um valido real encarregado do protocolo, lembrou a Madre Abadessa da necessidade de oferecer um refrigério ao real hóspede.
A monja, que há muito esperava em vão a ajuda do Paço para a sobrevivência do pobre convento, retorquiu que só havia uns "pães ralos", azeitonas e água; era o que havia e foi o que veio. 
O monarca comeu e apreciou.
De volta a Lisboa, despachou uma tença compensadora em benefício do convento e em agradecimento, a criatividade monástica retribuiu com esta doce alegoria conhecida por Pão de Rala, que fez as delícias do rei e também de todos nós."

Fonte: Herdade da Amendoeira.
Foto: http://viajardemochilaascostas.blogspot.pt

sábado, 26 de setembro de 2015

Moura










Moura, cidade sede de concelho, fica situada no extremo oriental do Alentejo, na margem esquerda do Rio Guadiana, e é delimitada para oriente, por Espanha. À sua volta estão localizados os concelhos de Barrancos, Mourão, Reguengos de Monsaraz, Portel, Vidigueira e Serpa.

A designação de Moura deve-se à lenda de Moura Salúquia, princesa moura que se suicidou durante a conquista da cidade pelos Cristãos e ao saber da morte do seu amado.

Moura é uma cidade com séculos de história. Tomada aos Mouros em 1166 foi perdida e reconquistada várias vezes até ser conquistada definitivamente em 1295.

Cidade com grande abundância de água, tem inúmeras fontes e vários jardins sendo também conhecida pelas suas termas e pela água do Castello.

Informação: http://www.roteirodoalqueva.com/