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sábado, 11 de janeiro de 2020
Pelos caminhos de S. Domingos
Pelos caminhos de São Domingos
Num cenário algo lunar por caminhos desnudados, ladeados por lagoas amarelas, vermelhas, negras. Por entre amontoados de escórias de pirites, ruínas e mais ruínas do complexo mineiro da Mina de São Domingos.
Nos primeiros kms do trilho só a ribeira consente alguma vegetação, de uma única espécie, a Erica candevalensis, adaptada a um pH extremamente ácido. Mais à frente a galeria ripícula vai ganhando loendros e outras espécies mediterrânicas....
Foram mais de 5 horas, percorrendo cerca de 15 km sem ver vivalma.
É nestes caminhos que pratico uma religião composta por fé e aventura. Por vezes é bom estar comigo mesmo.
Fotos e Texto da autoria do nosso compadre José Luis Margarido.
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Ruinas
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Corte Sines recuperou acesso ao Guadiana !...
A discórdia entre a população de Corte Sines, concelho de Mértola, e a Sociedade Agrícola da Brava (SAB) arrasta-se desde 1993. Nesse ano, os habitantes da pequena aldeia foram impedidos, pelo dono da Herdade da Brava, de utilizar a única estrada que dá acesso ao Rio Guadiana e que passa pelo interior da propriedade.
Na altura, João Pereira Coutinho (o quinto homem mais rico do país em 2008), proprietário da SAB, justificou a decisão de fechar a estrada alegando que queria instalar uma reserva de caça e garantir o sossego dos animais.
“Esta população nunca fez mal nem prejudicou ninguém. Somos alguns parvos para ir desassossegar os animais?”, questiona, inconformado, António Valadas, habitante de Corte Sines. “Neste país quem tem dinheiro é que manda e o resto é conversa”, acrescenta insatisfeito.
“Desde há muitas décadas”, a estrada de terra batida que passa pelo interior da herdade, dando acesso ao rio, sempre foi utilizada pelos homens, mulheres e crianças que gostavam de ir pescar ou passar um pouco de tempo junto às margens do Guadiana.
No ano 1998, a Câmara Municipal de Mértola quis melhorar o caminho de todos os conflitos. A empresa proprietária da Herdade da Brava colocou uma acção à camara por esta ter “invadido” propriedade privada, a qual o Tribunal de Beja (TB) lhe deu razão num acórdão publicado no ano 2000.
António Valadas não tem dúvida que essa decisão “não foi justa” já que se trata de um caminho municipal. “Esta foi sempre uma estrada do povo. Não temos nada nesta terra. Tínhamos o rio onde íamos à pesca ou nadar no verão. Onde se passeava nos domingos à tarde. Tiram-nos tudo”, desabafa.
A população não ficou de braços cruzados. Através de uma acção popular junto do Tribunal da Relação de Évora (TRE), provando que a estrada é utilizada pela população há seculos, foi revogada a sentença proferida pelo TB. No acórdão publicado no passado dia 5 de Dezembro, o TRE declarou que a estrada é publica.
A Sociedade Agrícola da Brava está obrigada a retirar do caminho os vários portões que colocou em 1993 e deixar livre a circulação da população.
A Rádio Pax deslocou-se à Herdade da Brava para tentar uma reação do proprietário ao acórdão do TRE mas sem sucesso.
João Pereira Coutinho poderá agora recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça ou até para o Tribunal Constitucional.
“O resultado deste tribunal só prova que a população de Corte Sines tinha razão”, afirma Joaquim Nascimento, residente na aldeia, e acrescenta “ele (João Pereira Coutinho) não se preocupe porque nós não vamos perturbar os animais”.
Texto e foto: https://www.radiopax.com/
Nota do autor deste blogue:
O Alentejo está a ser completamente vedado. Os antigos caminhos rurais, que sempre foram utilizados pelas populações estão a ser fechados a cadeado por proprietários que não compreendem que só são os donos da terra, não dos caminhos...
Esta é uma decisão histórica para todos os alentejanos.
Parabéns á corajosa população de Corte Sines, que não baixou os braços e fez valer os seus direitos de acesso ao seu rio Guadiana...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Caminhos de Santiago: Entre Alcoutim e Mesquita ( Mértola )
Provenientes de Alcoutim, “navegamos” o Guadiana sempre ao longo da margem portuguesa, seguindo a sinalização da rota GR15, até chegarmos à ribeira do Vascão, já com a fadiga acumulada de alguns quilómetros pela serra algarvia.
A passagem da ribeira do Vascão faz-se na zona assinalada, assumindo que o nível das águas está raso, como acontece quase sempre, com exceção feita a períodos de grandes chuvadas.
Caminho de Santiago NASCENTE
Troço Alcoutim - Mesquita (Mértola);
O percurso do caminho nascente foi corrigido no Alentejo.
A entrada no Alentejo faz-se pela aldeia da Mesquita, o que levou a uma correcção da ligação Alcoutim - Mértola.
ATENÇÃO: O caminho sai de Alcoutim e acompanha a GR15 (Rota do Guadiana) em vez de seguir pela EM 507. A marcação já foi corrigida.
Percurso de +- 18 km.
Na Mesquita tem alojamento (Albergue dos peregrinos - Albergue Nossa Senhora das Neves - Mesquita), café restaurante, mercearia e apoio aos peregrinos.
Para mais informações visitem www.caminhosdesantiagoalen
Texto e fotos:
Turismo de Aldeia
Mesquita (109,67 km)
7750-216 Mértola
domingo, 16 de junho de 2019
Amendoeira da Serra
Amendoeira da Serra é a aldeia que fica no caminho do Pulo do Lobo, sitio sobejamente conhecido no Vale do Guadiana, a uns quilómetros de Mértola...
Aldeia silenciosa, tipicamente alentejana, com poucos habitantes, envelhecidos e isolados...
Fotos da autoria do nosso compadre José Carlos Igreja...
quinta-feira, 21 de março de 2019
Azinheira de Monte Barbeiro ( Mértola )
A monumental azinheira do Monte Barbeiro, Mértola, é a Árvore do ano 2019.... com 24,65 m de diâmetro de copa...provavelmente com mais de 10km de ramos; provavelmente com mais de 20 ton de madeira (ou seja, quase 20ton de carbono que durante a sua vida retirou da atmosfera)
Texto e fotos: José Luis Margarido
O Dia Mundial da Árvore ou da Floresta celebra-se anualmente a 21 de março.
Neste dia decorrem várias ações de arborização e reflorestação, em diversos locais do mundo.
O objetivo da comemoração do Dia Mundial da Árvore é sensibilizar a população para a importância da preservação das árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos. Estima-se que 1000 árvores adultas absorvem cerca de 6000 kg de CO2 (dióxido de carbono).
30% da superfície terrestre está coberta por florestas, onde se realiza a fotossíntese - produção de oxigénio a partir de dióxido de carbono. As florestas são apelidadas dos "pulmões do mundo", não apenas pela sua função de manutenção e renovação dos ecossistemas, como também pela sua importância em áreas estratégicas como a economia e a produção de bens e alimentos.
A celebração do Dia Mundial da Árvore ou da Floresta começou a 10 de abril de 1872, no estado norte-americano do Nebraska (EUA). O seu mentor foi o jornalista e político Julius Sterling Morton, que incentivou a plantação ordenada de árvores no Nebraska, promovendo o "Arbor Day".
Em Portugal, a 1.ª Festa da Árvore comemorou-se a 9 de março de 1913 e o 1.º Dia Mundial da Floresta a 21 de março de 1972.
domingo, 28 de outubro de 2018
Mirtilina, os refrigerantes que eram de Mértola
Foram 5 as garrafas Mirtilina que, ao longo dos tempos, passaram por tabernas e cafés, esplanadas e restaurantes das terras mais próximas de Mértola, fazendo as delicias de todos os que as provavam, fossem eles clientes locais ou forasteiros...
Estes refrigerantes foram fabricados nesta vila, na Empresa Industrial de Refrigerantes Mirtilina, situada no Sitio do Poço Novo. O telefone era o 75.
Alguém se lembra?
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Corte do Pinto ( Mértola )
Corte do Pinto é uma freguesia do concelho de Mértola, distrito de Beja.
No ano de 2011 contava com 857 habitantes. Sendo a sua área de 70,69 km² e tem de densidade populacional 12,1 hab/km².
Localiza-se no extremo Este do concelho de Mértola. É limitada a Sul e a Oeste pela freguesia de Santana de Cambas, a norte pelo Município de Serpa e a Este, em seguimento do Rio Chança, faz fronteira com Espanha.
As principais actividades económicas e recursos prendem-se com exploração agrícola, pecuária, comércio, apicultura, turismo e caça. ( Fonte: Wikipédia )
Fotos retiradas da Internet. Agradecimentos: José Esteves, Fraga Silva.
domingo, 29 de julho de 2018
Torre do Relógio ( Mértola)
Torre do Relógio - Mértola
Construída nos finais do século XVI, princípio do século seguinte, começou, provavelmente, a funcionar em 1593, data inscrita no sino.
A escadaria que leva ao cais é dos anos vinte do século passado, tendo a sua construção sido custeada pela empresa Mason & Barry que explorava os filões de S. Domingos.
Esta edificação foi erguida na proximidade de um conjunto de construções representativas do poder político, administrativo, judicial e económico e reaproveitando um antigo torreão da muralha, passou a marcar o limite da Praça do Município e a assumir-se como um dos elementos emblemáticos de Mértola.
Em 1896 o relógio primitivo é substituído por outro mais recente que vai continuar a marca o tempo da Vila Velha até aos nossos dias.
Texto retirado da Wikipédia.
domingo, 17 de junho de 2018
Museu do Contrabando ( Santana de Cambas )
O Museu do Contrabando em Santana de Cambas, instalado num dos postos onde a Guarda Fiscal exerceu o seu controle policial e punitivo, é o repositório de um manancial de informação, sobretudo oral, que importava salvaguardar e divulgar.
O tempo em que as pessoas, para sobreviverem, arriscavam a vida, transportando sacos de café e as implicações que isso teve no dia a dia das populações, está bem vincado no espaço do Museu.
Assim, o museu foi criado com o objectivo de mostrar uma parte da história da Freguesia, mas também aproveitar o seu património histórico e cultural como um recurso que poderá trazer riqueza e desenvolvimento.
Este património identitário pode ser desvendado, sempre que um homem quiser, no livro "Memórias do Contrabando em Santana de Cambas" (na Biblioteca Nacional).
O tempo em que as pessoas, para sobreviverem, arriscavam a vida, transportando sacos de café e as implicações que isso teve no dia a dia das populações, está bem vincado no espaço do Museu.
Assim, o museu foi criado com o objectivo de mostrar uma parte da história da Freguesia, mas também aproveitar o seu património histórico e cultural como um recurso que poderá trazer riqueza e desenvolvimento.
Este património identitário pode ser desvendado, sempre que um homem quiser, no livro "Memórias do Contrabando em Santana de Cambas" (na Biblioteca Nacional).
Fonte e Foto: http://www.terraspulodolobo.com
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