sábado, 14 de fevereiro de 2026

A Árvore do Amor












 No meio da planície alentejana, existe uma árvore que guarda promessas.

Conhecida como a Árvore do Amor, em Montemor-o-Novo, este sobreiro tornou-se, ao longo do tempo, um lugar de encontros, de gestos simples e de sentimentos ditos em silêncio. Diz-se que aqui vieram casais trocar beijos tímidos, fazer pedidos ou simplesmente parar, à sombra, a sentir o momento.
Não é um monumento oficial, nem precisa de o ser.
É a memória oral que lhe dá força.
São as histórias que passam de pessoa em pessoa, geração após geração.
No Alentejo, o amor também se vive devagar.
Sem pressa.
Com raízes fundas.
E esta árvore continua ali, firme, a guardar tudo o que nunca foi escrito, mas sempre foi sentido.

Texto e fotos: João Manita, 365 Days in Alentejo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

PR7 MMN Serra de Monfurado











 O reconhecimento de percurso para a caminhada do próximo dia 14FEV26 correu bem, mas devido a haver imensos cursos de água na Serra de Monfurado, aconselhamos vivamente o uso de Galochas...



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A Casa da Zorra





 VOCÊS SABEM O QUE É UMA ZORREIRA?

Tal como o nome deixa antever é a casa da Zorra (raposa), várias são as Zorreiras de que me recordo na envolvência de Monsaraz algumas com décadas de existência a começar pela da Rocha da Sentinela no S. Gens ou a das Rochas Altas no S. Bento.
As Zorreiras são de alguma forma um garante para a preservação desta espécie, propiciando relativa segurança tanto aos exemplares adultos como ás respectivas crias.

Foto: ZORREIRA NA AZINHAGA VELHA, MONSARAZ
Texto: Isidro Pinto, Guia Local.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Anta-Capela de S. Dinis ( Pavia )

 














Anta-Capela de São Dinis, Pavia
No centro da vila de Pavia ergue-se um lugar onde o tempo não escolheu um lado.
A Anta-Capela de São Dinis parece uma simples capela, mas guarda mais de cinco mil anos de história.
Antes das paredes caiadas, antes do altar e da devoção cristã, este espaço foi uma anta megalítica, um túmulo coletivo do Neolítico, construído por mãos antigas que já viam aqui um lugar sagrado. Séculos mais tarde, o homem voltou a dar-lhe significado, transformando-a em capela dedicada a São Dinis.
Pedra sobre pedra, crença sobre crença, o sagrado nunca abandonou este lugar.
Hoje, no meio das casas da vila, a anta continua a resistir. Silenciosa, imponente, testemunha de uma ligação profunda entre o passado e o presente. Em Pavia, o Alentejo mostra-nos que a memória não desaparece, adapta-se, transforma-se e permanece.

Texto e fotos: João Manita.