domingo, 19 de maio de 2019

A caminhar nos Vales do Sado e do Xarrama
















Estas são algumas das fotos relativas á caminhada organizada em 11MAI19 pelo grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor.
São da autoria de Beta Moura e retratam bem o percurso que começou na Barragem de Vale de Gaio e cruzou as aldeias de S. Romão e Rio de Moinhos, num total de 22 Kms.
O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor disponibiliza guias locais para pequenos grupos de caminheiros nesta área e em todo o  concelho de Viana do Alentejo.
Vem caminhar connosco !...

trilhosalentejanos@hotmail.com

sábado, 18 de maio de 2019

Utensílios de antigamente...









Hoje em dia, com a electricidade e o gás é fácil é rápido cozinhar, mas antigamente os nossos pais e avós não tinham a tarefa facilitada.
Fosse a lenha ou a carvão, os cozinhados eram demorados, embora a comida tivesse melhor sabor, mas era muito trabalhoso.
Hoje vamos recordar alguns dos apetrechos de cozinha desses tempos.

Texto da autoria do nosso compadre José Pessoa.
Fotos retiradas da Internet.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Efeitos da Agro-química no Alentejo..



Uma Guerra Química no Alentejo .
O pólen de Oliveira . 
Estas são oliveiras velhas, do cultivo ancestral em floração . 
Semanas antes foram as Oliveiras do intensivo com 4000 árvores por hectare, essas são um problema de saúde publica pois os Olivicultores Predadores de Terras, usam muitos produtos químicos sistémicos da morte , os pesticidas ( insecticidas , fungicidas , herbicidas , tudo cidas ). 
Assim o pólen envenenado se espalha por todo o lado como as tempestades de areia . Como não podemos parar de respirar , este é inalado pelo povo que fica doente . 
Se em 1000 pessoas umas 5 forem alergicas ao pólen de oliveira eu aceito mas todas as pessoas com problemas já não aceito. 
As pessoas são alérgicas aos produtos químicos que são aplicados sistemicamente nas Oliveiras , que nos fazem muito mal , uma vez inalados o pólen venenoso é deglutido e vai atacar o corpo através do aparelho digestivo.  ( ... )
Texto da autoria do nosso compadre Cappas, ( Vila Ruiva )
https://www.facebook.com/cappas.insectozoo
http://www.cappas-insectozoo.com.pt

Nota: o nosso compadre João Pedro Cappas e Sousa é um cientista bem sucedido nos estudos sobre a vida social de insectos que vivem em colónias; formigas, abelhas e vespas.
Criou um museu sobre estes insectos na sua casa em Vila Ruiva ( Cuba ), o Cappas Insectozoo.
Sendo também um dos descendentes de uma família de grandes agricultores alentejanos,  ( Casa Cappas ), tem todo o mérito e conhecimento para falar sobre este tema.
Nas herdades pertencentes á Casa Cappas a agricultura predominante é a típica do Montado Alentejano, práticas que não são agressivas para o meio-ambiente...
O ataque á Biodiversidade que está a acontecer actualmente por todo o Mundo e, sobretudo, no que nos diz respeito aqui no Alentejo, deixa-nos a todos muito preocupados com o nosso futuro próximo...

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Museu da Escrita do Sudoeste ( Almodôvar )









MESA - Museu da Escrita do Sudoeste - Almodôvar
O Museu da Escrita do Sudoeste é o ponto de partida para o entendimento da História de um vasto território que se estende por Portugal e Espanha.
Conceptualmente, caracteriza-se pelo início da História e mostra a forma ancestral que os povos que habitavam este território há mais de 2500 anos usavam para comunicar.
O Museu da Escrita do Sudoeste é um espaço vivo e em permanente transformação.
A exposição apresenta de forma didática, funcional e estética, a evolução da grafia e do conhecimento escrito.
Este espaço expositivo nasce como resposta da Câmara Municipal de Almodôvar à necessidade de proteger, estudar e divulgar estes monumentos, uma vez que este concelho se situa numa das áreas em que é maior a concentração de epígrafes com esta escrita.
Num edifício de arquitetura contemporânea, perfeitamente integrado no núcleo antigo da vila de Almodôvar, este museu pretende ser um polo dinamizador para o estudo e salvaguarda de um património único – A Escrita do Sudoeste Peninsular.
Aqui começa a fabulosa viagem pelo desvendar do mistério da mais antiga grafia da Península Ibérica, no apaixonante universo cultural que é o nosso Alentejo.
Agradecimento: Cidália Alves

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Forte da Graça ( Elvas )




Elvas-As Cores do Alentejo
"Forte da Graça"
#Elvas #elvaspatrimoniomundial #Alentejo #Portugal#garrisonbordertown
@José Silva Photography 
https://www.facebook.com/PhotographyJoseSilva


Esplêndida e grandiosa construção da Praça de Elvas situada numa grande elevação a Norte.
Exemplo notável da arquitetura militar do séc. XVIII e considerada por muitos historiadores como uma das mais poderosas fortalezas abaluartadas do mundo, o Forte da Graça ou de Lippe é ainda original pela sua conceção e implantação.
Esta elevação foi desde sempre bastante importante: ainda no séc. XV aqui se situava a pequena ermida de Santa Maria da Graça, cuja reedificação na altura se deveu à bisavó de Vasco da Gama; na Guerra da Restauração, em 1658, os espanhóis construíram aqui um reduto para atacar a cidade de Elvas.
A edificação da fortificação começaria em 1763 por Wilhelm, Conde de Schaumbourg-Lippe, encarregado pelo rei D. José a reorganizar o exército português. Para dirigir as obras foi escolhido o Engenheiro Éttiene, sendo este pouco tempo depois substituído pelo Coronel Guillaume Louis Antoine de Valleré. As obras gigantescas só terminariam em 1792.
Constituído por três corpos, as obras exteriores, o corpo principal e o reduto central, o Forte da Graça é um exemplo da arquitectura militar de tipologia Vauban. O corpo central é formado por quatro baluartes tendo a meio da cortina sul a porta principal de uma beleza fenomenal.
Em 1856 já a guerra tomava outros caminhos e neste espaço foi criada uma companhia de correção e em 1894 um depósito disciplinar onde estiveram vários presos políticos desde a 1ª República até 1974.

terça-feira, 14 de maio de 2019

De Chaves a Faro, a caminhar pela Nacional 2


Montemor-o-Novo-Alcáçovas: 34 km (só faltam 185)
Perto de Montemor, um homem vergastava a vegetação espalhando folhas pela berma. Quando lhe perguntei porquê, mostrou-me um saco velho. 
Mas era mais coisa viva do que saco: dentro, em fuga lenta - demasiado lenta para ser fuga - estavam centenas de caracóis do tamanho de polegares.
 “Estes sim são muito bons.” 
Vão ao lume em vinho branco com piripíri e uma batata muito redonda. 
Fiquei a pensar na batata redonda e na tranquilidade com que os caracóis se preparavam para a panela. Depois continuei a tiragem, palavra que aprendi por aqui para as grandes distâncias a pé. 
No Grupo Desportivo de Reguengo São Mateus tomei café com um pedreiro que se queixava do tempo. Simulei o mesmo ódio, embora tenha percebido que a chuva dele macerara mais do que a minha. 
Eu fiquei com sapatilhas encharcadas; ele, com cimento liquefeito a pingar do telhado de uma casa. Desejei-lhe boa sorte sabendo que entretanto os meus pés haviam secado - e o cimento também. 
Antes de Santiago do Escoural, um tractor equipado com um braço longo e insaciável comia as ervas da berma, comia os caracóis que nelas houvesse (sem vinho, piripíri ou batata), quase comia o asfalto. 
Deixava um rasto verde que não era sangue mas era ferida. Daí em diante, a estrada pareceu-me um corte incapaz de cicatrizar. 
Ladeavam-na sobreiros progressivamente mais velhos, de troncos quais nós cegos cobertos por musgo também ele ancestral. 
Impressiona saber que deixaram de ser árvores: neles vai a memória de quem os semeou, cuidou, extraiu a cortiça. Até, espero, de quem por eles caminhou rumo a Faro.
PS - Obrigado à Cruz Vermelha das Alcáçovas pela estadia e ao restaurante As Piscinas pelo jantar.
Afonso Reis Cabral

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Nos canais de irrigação do Vale do Sado...





 








Conhecem a história dos mulatos do Sado?
Durante séculos a Lezíria e Ribeira do Sado foram um território desabitado, com fama de insalubridade, rodeado de charnecas e gândaras. 
Apenas a exploração das salinas implicava a deslocação de trabalhadores temporários, funcionando o rio como via de comunicação e escoamento de diversos produtos regionais e locais, de onde avultava o sal, produto que pelo menos desde o século XVI a meados do século XX, constituiu a principal actividade económica das regiões ribeirinhas entre Alcácer e Setúbal.
As populações de origem europeia morriam frequentemente com uma doença, localmente conhecida por febre terçã ou sezões, que era um mal endémico, correndo ainda hoje a versão que a pouca população existente em períodos anteriores ao século XX era constituída por africanos – supostamente imunes à doença – aí fixados pela Coroa como forma de assegurar alguma agricultura.
Lenda ou não, o certo é que Leite de Vasconcelos na sua monumental Etnologia Portuguesa, refere e descreve os chamados pretos de Alcácer ou mulatos da Ribeira do Sado, correspondentes a habitantes desta região que apresentavam nítidos traços africanos...

11MAI19- Barragem de Vale de Gaio-Rio de Moinhos- Barragem de Vale de Gaio.
22 Kms nos canais de irrigação dos arrozais do Vale do Sado.
Com 27 participantes, vindos de Alcáçovas, Viana do Alentejo, Alvito, Beja, Beringel, Évora, Pinhal Novo, Óbidos, Santiago do Cacém, Grândola e Vila Nova de Santo André.
Caminhada organizada pelo Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Alentejo e da Associação dos Amigos das Alcáçovas.