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domingo, 29 de setembro de 2019

Identidade Cultural Versus Turismo


Sendo a Identidade Cultural a nossa força, (e uma responsabilidade), estamos hoje numa encruzilhada no que diz respeito ao nosso Património cultural e natural. 
Fundos comunitários e Turismo são oportunidades e não soluções.
O futuro do Património passa pela divulgação, recuperação e ...... rentabilização.
Os fundos comunitários são um arranque, só a rentabilização permite continuidade e aqui entra o Turismo.
O sector privado é fundamental. 

O Turismo é uma tábua de salvação para o nosso interior. O governo central tem que baixar os impostos para as pequenas empresas do interior.
O papel do Estado é fiscalizar. 

Os municípios têm que produzir Cartas Patrimoniais (não cartas arqueológicas) e estratégias regionais (o visitante não quer conhecer apenas um Concelho).
O Alentejo está numa encruzilhada.


Na foto um Centro Interpretativo que é também uma empresa. Uma parceria entre privado e estado. Em cortiça.


Foto e texto: Luís Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A arte do Mestre Modesto Raposo








O pátio da Casa-Museu Quinta da Esperança em Cuba, no Baixo Alentejo, tem patente até 14 de julho a exposição de artesanato agrícola do artesão Modesto Raposo.
Natural da vila de São Matias, localidade vizinha à vila de Cuba o artesão encontra, aos 75 anos de idade, tempo e disposição para se dedicar ao artesanato.
“Com uma riqueza de detalhes e pormenores impressionante, e utilizando-se de materiais como palhas, madeira, tintas e peles, ele recria em miniaturas os ofícios e trabalhadores da agricultura de outros tempos, de uma forma lúdica e nostálgica”, destaca uma nota divulgada pela Casa-Museu Quinta da Esperança.
A exposição dá peças que retratam o almocreve com parelha de mulas, a junta de vacas com carrada de trigo em cama, o transporte das pipas de vinho, o pastor alentejano e a matança do porco à antiga,
entre outras personagens e cenas da vida do campo.
A entrada é gratuita, sendo cobrado apenas o bilhete para visita ao museu, que está aberto de quarta a domingo, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

www.mundoportugues.pt

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Floresta de Montado







O montado de sobro é um dos 35 santuários mundiais da biodiversidade, equiparado à Amazónia, à savana africana, aos Andes e ao Bornéu. As florestas de sobreiros abrigam mais de 160 espécies de aves, 24 espécies de répteis e anfíbios, 37 espécies de mamíferos, algumas das quais em elevado risco de extinção – como é o caso do lince ibérico, a espécie felina mais ameaçada no mundo. 
O montado de sobro é um autêntico pulmão para o Ambiente, fixa até 14 milhões de toneladas de CO2/ano, combate o aquecimento global e a desertificação, controla a erosão e regula o ciclo hidrológico.
Um montado de sobreiros típico é um sistema múltiplo agro-florestal que sustenta uma grande variedade de plantas e vida animal. Maioria dos montados têm milhares de anos e são usadas para a produção agrícola, produção florestal, pasto, caça, entre outros. Estas florestas estendem-se habitualmente por grandes áreas com reduzida presença humana, para além do associado à produção de cortiça.

 O sul de Portugal é o coração do Montado — ecossistemas de equilíbrio delicado que inclui mais área florestal de sobreiro que qualquer outro local do mundo (1,8 milhão de hectares). Estas florestas de Montado produzem mais de 50% da cortiça de todo o mundo. Durante séculos, receberam protecção legal para apoiar a forte indústria da cortiça. Em resultado, surgiram práticas especiais, nomeadamente o cultivo de baixa densidade, que ajudaram as florestas de Portugal a serem reconhecidas como as mais bem mantidas do mundo.
Os sobreiros podem atingir uma altura de 4 m e vivem até aos 300 anos, em parte graças à casca única que os protege contra o frio no Inverno, assim como dos incêndios no Verão. Esta casca é o material usado para criar toda a gama de produtos em cortiça natural. 
O longo ciclo de vida da árvore e a sua casca especial asseguraram uma sustentabilidade ambiental. Manualmente a casca é retirada de cada árvore, de 9 em 9 anos, com grande cuidado para evitar qualquer dano. 
O frágil Montado tornou-se um verdadeiro lar para estes habitantes, que reconhecem o quanto o sobreiro tem para oferecer para além da cortiça. 
Quem trabalha a cortiça sabe que o seu futuro e o futuro dos seus filhos e netos dependem não só da extração da cortiça, mas também da proteção do ambiente diversificado do próprio montado.
Fotos: Beta Moura
Localização das fotos: Serra de Monfurado, Santiago do Escoural.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Pavilhão Temático A Bolota (Portel)
























Pavilhão Temático - A BOLOTA abriu em Setembro de 2013, num espaço que no passado esteve ligado à economia do concelho - o Matadouro Municipal de Portel. Este novo equipamento turístico-cultural proporciona a descoberta e interpretação da paisagem e dos recursos locais, através dos cinco sentidos. O visitante pode aqui conhecer os valores naturais e culturais e reencontrar os saberes seculares, as memórias e as vivências de quem habita este território no coração do Alentejo – PORTEL.

       

Valorizar e promover o Montado, recurso de importância económica, ambiental e cultural para o concelho, os produtos e as atividades tradicionais que lhe estão associadas, bem como potenciar saberes e práticas que marcam uma identidade coletiva fundada no presente e orientada para o futuro, são os objetivos deste espaço. A Bolota integra uma forte componente de animação e dinamismo económico através das diferentes exposições temporárias ou permanentes que acolhe, das atividades que ali se desenvolvem, nomeadamente visitas guiadas, ateliers, artesanato ao vivo, workshops temáticos e mostra e venda de produtos regionais.

     

A Bolota integra 4 espaços temáticos e uma área comercial - Sala Artesanato, Sala Cortiça, Sala Património e Sala Sentidos.



sábado, 16 de dezembro de 2017

Artesanato em Cortiça





Está indeciso no que vai oferecer aos amigos este Natal?
De certeza que na sua terra há artesãos a trabalhar o barro, a cortiça, a madeira, a pintar, a bordar, a desenhar, a cozinhar...
Você pode ajudar a economia local, comprando artigos artesanais.
Nestas fotos, o nosso compadre Tozé Guerreiro, artesão de Alcáçovas, mostra os seus Coxos e os seus Tarros prontos a serem vendidos...

sábado, 5 de agosto de 2017

Ciclo da Cortiça













A Cortiça é o "Ouro" do Alentejo.
Proteger o a Floresta de Montado é proteger o Alentejo também...

montado, é um ecossistema muito particular, criado pelo homem, característico do Alentejo. São florestas de sobreiros de equilíbrio muito delicado e que subsistem apenas no MediterrâneoArgéliaMarrocos e sobretudo nas regiões a sul da Península Ibérica. No caso de Portugal, país com a maior extensão de sobreiros do mundo (33% da área mundial), o montado é legalmente protegido, sendo proibido o seu abate e incentivada a exploração, transformando Portugal o principal exportador mundial de cortiça e no fabrico de rolhas. (Wikipédia)

Fotos da autoria de vários autores, publicadas na página do Facebook da Cooperativa Caminhos do Futuro (Montemor-o-Novo).