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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Os caminhos velhos estão a ser destruídos e ninguém faz nada...














As Ladeiras de Monsaraz, Azinhagas e Canadas, são uma maravilha de autenticidade, uma autêntica máquina do tempo.
Centenas de quilómetros de caminhos medievais, talvez romanos, com o seu centro em Monsaraz, ligam dezenas de pontos de interesse: Ermidas, Lagares, Quintas, a Forca, Muros apiários, Megalitismo, Templários, Qubbas, Alminhas, Fontes, Guaritas da Guarda Fiscal, Abrigos de Pastores, Geomonumentos, Arte Rupestre, Tulhas, Atalaias...
Infelizmente já foram parcialmente destruídas, hoje são constantemente atacadas por motos e jipes.
Que Turismo queremos para o nosso Alentejo?


Texto e fotos da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria,  ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )



terça-feira, 19 de maio de 2020

Ladeira da Barca ( Monsaraz )








Fomos ver da Ladeira da Barca em Monsaraz.
É enorme o potencial destas ladeiras.
São dezenas de Km de espectaculares percursos medievais (romanos?) com centenas de pontos de interesse.
Um segredo de Monsaraz.


Fotos e Texto: Luis Lobato de Faria,  Monte da Fonte Santa ( Alandroal )



sábado, 25 de janeiro de 2020

Convento da Orada ( Monsaraz )


Situado perto da Aldeia do Telheiro [e de Monsaraz], no coração da planície Alentejana, a Igreja da Orada de Monsaraz tem o seu nome ligado à especial devoção de D. Nuno Álvares Pereira, quando ali rezou entre algumas das refregas com os Castelhanos.
A fundação do Convento da Orada é de 1670 e ficou a dever-se aos Agostinhos Descalços, que albergou até aos princípios do séc. XIX.
A sua construção começou em 1700, pelo prior João Calvário, tendo na altura ficado inacabado até ser finalmente inaugurado em 1741.
O ingresso exterior ao perímetro do convento, faz-se pelo Arco de Nª Sª da Guia, que delimitava a cerca.
Com fachada sóbria, é desenhada em forma retangular, dividida por pilastras de xisto. Na entrada principal, que dá acesso à igreja e lateralmente ao convento, rasga-se um nártex ladeado por duas janelas. Ao nível superior, três janelões, sendo o conjunto encimado por frontão curvo.
É uma imponente construção de planta quadrada com claustro central.
A talha que reveste o interior da igreja, terminada em 1755, conserva parte da sua concepção original de ornatos e festões vegetalistas, arquitecturas e tabelas.
Na época em que a “Fundação Convento da Orada“ foi instituída, o Convento da Orada não passava de uma ruína. Por isso, entre 1988 e 1993, a actividade da Fundação centrou-se quase exclusivamente no restauro e na reabilitação do próprio espaço. Com respeito pelas técnicas tradicionais e pelo traçado do edifício, as obras de recuperação do Convento da Orada constituíram uma verdadeira escola de recuperação do património, que proporcionou a centena de alunos de licenciatura e Mestrado de Arquitectura, uma impera aprendizagem teórica e prática das técnicas construtivas tradicionais. A revitalização do Convento da Orada, incluiu também, a recuperação de toda a sua envolvência.
in CORREIA, João Rosado, “Monsaraz e o seu Termo”, Fundação Convento da Orada, Lisboa, 1994.

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Monsaraz





Monsaraz, a airosa vila medieval de Monsaraz, mantêm a sua magia de outrora como poucos lugares no mundo. 
Feita de cal e xisto, este lugar sussurra-nos, por entre o eco dos nossos passos nas suas ruas, magníficas histórias de reis audazes, cavaleiros templários, gentes bravas e damas de beleza singela.
Suspensa no tempo, a histórica povoação alentejana, uma das mais antigas de Portugal, é um destino obrigatório...

Fotos da autoria do nosso compadre Carlos Dias.

sábado, 12 de outubro de 2019

A lenda da Princesa Atilia ( Monsaraz )








A lenda da linda Princesa Atília, no Castelo de Monsaraz
Cerca do ano de 1151 o reino Mouro de Badajoz foi conquistado pelos Almóadas, obrigando à fuga do rei e dos principes e princesas para vários lugares do reino, na esperança de um dia poderem voltar à sua Corte em Badajoz!
Um dos principes, filho do rei Sabur fugiu para Monsaraz com a família por ficar perto e, por ser um lugar seguro, não sendo fácil a sua conquista pelos inimigos!
O principe Abdalá, tinha uma filha muito linda que, o acompanhou até Monsaraz, lugar que ela muito gostava, porque, quase se avistava a sua cidade de Badajoz!
A sua beleza era tanta que, todos os principes mouros dos reinos mais próximos a pretendiam e, faziam romagem a Monsaraz, trazendo-lhe presentes valiosos para lhe conquistar o amor! A bela princesa moura, a todos atendia, tendo o cuidado de não distinguir nenhum, mantendo-lhe acesas as pretensões, pois tinha interesse em os ter como aliados na luta contra os cristãos e contra os almóadas que lhe ocupavam a sua cidade!
O tempo foi passando e, a lista de pretendentes já era extensa, começando a haver impaciência por parte dos pretendentes!
A sua cidade continuava ocupada pelos almóadas e, por outro lado, o exército de D. Afonso Henriques e os bandoleiros do Geraldo o Sem Pavor estavam cada vez mais perto, então, não podia esperar mais para dar a conhecer o principe eleito pelo seu coração!
Devido às ameaças dos inimigos em várias frentes, o seu pai decidiu pedir auxílio ao rei de Sevilha, onde se deslocou para explicar a situação e convencê-lo de que, se os cristãos conquistassem as terras da Extremadura, rapidamente chegariam ao seu reino de Sevilha, mas essa viagem, desde Monsaraz era muito longa e, a linda princesa Atília, começou a ficar desesperada devido às más notícias que chegavam a todo o momento a Monsaraz!
Quando a princesa anunciou que, ia decidir quem era o escolhido, os pretendentes dirigiram-se a Monsaraz, com luxuosas embaixadas, porque, todos ansiavam por esse momento decisivo, cada um albergava dentro de si a esperança de ser o eleito, sabiam que, o mesmo, seria invejado e admirado, ao conquistar o coração daquela mulher que, todos enfeitiçava com a sua beleza!
A princesa era informada de tudo o que se passava, quem chegava, o que trazia, transmitiam-lhe todos os pormenores, porém, estava a chegar a hora da sua decisão e, não lhe anunciavam a chegada daquele que ela tinha escolhido para seu noivo! A princesa chamou a ama e perguntou-lhe:
Princesa: Oh Samira, porque motivo ainda não me anunciaram a chegada do principe Saíd de Myrtilis (Mértola)?
Samira: Minha princesa, ainda não anunciaram a chegada do principe Saíd, porque ele ainda não chegou e dizem-nos que, ainda não está por perto, ou então, pode ter sido apanhado pelos cristãos que andam por perto!
Princesa: Alá o ajude! E nós o que podemos fazer para o ajudar?
Samira: Minha princesa, sabemos que ele vem de Sudoeste, de Myrtilis, pode sempre enviar alguns bons cavaleiros ao seu encontro, ou a saber o que lhe aconteceu! Talvez se tenha atrasado!
Princesa: Então, transmite isso ao mestre de guerra, capitão Almir, para organizar um bom grupo de guerreiros e ir ao seu encontro, porque, sem a sua presença eu não vou anunciar o escolhido!
Decorria, então, o ano de 1167 e, quis o destino que nessa manhã em que a princesa mandou os emissários ao encontro daquele que seria o noivo, a região de Monsaraz já estava cheia de cristãos disfarçados de mercadores e infiltrados nas embaixadas dos visitantes! Quando o grupo de guerreiros mouros saíram do Castelo de Monsaraz foram travados pelos homens de Geraldo Sem Pavor e envolveram-se numa sangrenta batalha às portas de Monsaraz!
Os príncipes visitantes com os seus homens, acorreram em seu auxílio, mas os guerreiros de Geraldo Sem Pavor pareciam cães derramados e, os mouros começaram a fraquejar perante a sua furiosa investida! A luta já durava há longas horas, a princesa acompanhada por alguns atléticos guardas mouros dirigiu-se à Torre para dali observar a batalha ficando cheia de orgulho e alegria quando reparou que não só estava lá o seu preferido na peleja, como se destacava em atos de valentia!
O exército cristão, não parava de crescer, ao contrário dos mouros que cada vez eram menos, estavam a cair por terra a todo o momento, até que chegou a vez do seu escolhido, caiu sobre a espada de um homem de Geraldo Sem Pavor e morreu, imediatamente! A princesa Atília, adivinhou o seu fim às mãos daqueles cães, recolheu aos seus aposentos muito desgostosa, sabia que a tomada de Monsaraz estava por horas, bastava os cristãos encostar as longas escadas e subir as muralhas onde não existiam homens para as defender, então, a princesa mandou retirar a bandeira em sinal de derrota, apanhou um punhal de estimação, com o cabo em prata e ouro e crivado de pedras preciosas e cravou-o no seu coração! Os guardas, nada puderam fazer, deitaram-na no túmulo de pedra e cobriram-na com a bandeira do Castelo de Monsaraz!
Logo a seguir, os cristãos entraram no Castelo de Monsaraz, cansados, mas vitoriosos, os guerreiros saquearam a Vila, mas não foram autorizados por Geraldo Sem Pavor a entrar nos aposentos da princesa Atília! Depois de se informar do sucedido, deu ordens aos criados da princesa, para que fosse sepultada ali nos seus aposentos, com todos os costumes da sua crença, ficando, assim, a linda princesa Atília, sepultada no Castelo de Monsaraz com o punhal cravado no seu peito, o qual, parece que, até este momento, ainda não foi encontrado.

Texto da autoria do nosso compadre Isidro Pinto, Dinamizador do Grupo de Caminheiros "Caminhar em Monsaraz"

domingo, 21 de julho de 2019

Igreja de S. Sebastião ( Telheiro, Monsaraz )



IGREJA DE S. SEBASTIÃO. 
De Arquitectura Quinhentista, tal como muitas outras igrejas, no Alentejo . 
É simples e conserva os murais que representam S. Francisco a receber os estigmas, têm dois altares laterais, um de N. Sra. da Graça e outro de S. Caetano . 
A imagem do santo padroeiro S. Sebastião está no centro . Filial da igreja de S.Tiago e talvez por uma questão de proximidade, relativamente as aldeias do termo de Monsaraz, manteve alguma actividade principalmente até à data da construção da igreja de N. Sra do Carmo nos Motrinos . 
São exemplo dessa actividade as seguintes referências: 
Em 21 de Novembro de 1714 João Curvo, natural de St Aleixo , Monforte casou nesta igreja, com Catrina Rodrigues da aldeia do Outeiro . 
Em 24 de Março de 1727 Manoel Martins Filipe, natural de S. Tiago de Terena, casou nesta ermida , com Isabel Mendes da aldeia da Barrada . São apenas alguns exemplos retirados de Monsaraz através dos séculos, de Manuel Godinho Gato . 
Daquilo que são as memórias dos naturais desta Freguesia, principalmente os do Telheiro todos nós nos recordarmos das festas de S. Sebastião em Janeiro (creio por volta de dia 20) e da enorme quantidade de lama e poças d'água que era necessário ultrapassar, para ir roubar o Santo nas vésperas das festas . Hoje felizmente a tradição mantém-se, apenas a data e a lama se alterou, já que as actuais festas de S. Sebastião no Telheiro se realizam no 1° Domingo de Setembro. 
O Telheiro nessa época tinha junto á ribeira da Pega imensas hortas e como as festas coincidiam com o auge da produção das laranjas, eram muitos os hortelões que ofereciam para as festas enormes ramos de laranjas, para posteriormente serem leiloados . 
Quem não se recorda dos enormes bailaricos no casão do Zé Caeiro, hoje Padaria a Fonte . 
ISTO É A NOSSA HISTÓRIA . 
Já agora uma palavra de apreço para a A.G.T (associação de jovens do Telheiro ) que têm sabido manter as nossas tradições.

Texto e fotos da autoria do nosso compadre Isidro Pinto,  ( Grupo Monsaraz a Caminhar )
https://www.facebook.com/groups/2184503401790912/

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Monsaraz a Caminhar




Cada vez mais, as caminhadas organizadas pelo nosso Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor servem como ponto de encontro para pessoal vindo de outras paragens e pertencente a outros grupos de caminheiros.
Desta vez, tivemos o enorme prazer de receber malta do Grupo Monsaraz a Caminhar...
Fica a promessa, em breve iremos caminhar em Monsaraz...
Grande abraço para o nosso compadre Isidro Pinto, grande dinamizador desse grupo local da Raia Alentejana...

Monsaraz a Caminhar : https://www.facebook.com/groups/2184503401790912/

domingo, 7 de abril de 2019

Antas esquecidas do Alentejo...







Cada pontinho representa uma anta no Concelho de Reguengos de Monsaraz. 
Provavelmente o centro difusor do Megalitismo europeu.
Adivinhem quantos destes Monumentos estão valorizados?
Um........enfim
Vamos lá ver o que vai acontecer com os olivais intensivos.


Fotos e texto da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria 
( Monte da Fonte Santa, Alandroal )