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quarta-feira, 27 de abril de 2022

Vídeo Promocional Viana do Alentejo







Ao abrigo do protocolo com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo, o Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor foi chamado a participar nas filmagens do Vídeo promocional dos percursos pedestres no concelho de Viana do Alentejo :

Para visualizar o resultado , abram o link: https://www.youtube.com/watch?v=8vCDGaNb2Xs 



sábado, 29 de agosto de 2020

O Mar...




" O Mar "

Não é nenhum poema
O que vos vou dizer
Nem sei se vale a pena
Tentar-vos descrever

O mar, o mar

E eu aqui fui ficando
Só para o poder ver
E fui envelhecendo
Sem nunca o perceber

O mar, o mar

" O Mar " -  Madredeus
https://www.youtube.com/watch?v=YSe35k04UWc

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Grupo Musical Almasul





"Almasul" é um grupo instrumental de música popular e tradicional alentejana, que tem como propósito divulgar a cultura e o cante alentejano.
É um grupo composto por amigos e teve o seu inicio em Setembro de 2015. 
É constituído por 8 elementos, amadores, mas que têm um gosto enorme pela musica e pelas suas raízes.
Todos eles mostram o que é a alma alentejana, daí o nome atribuído ao grupo. Acreditam que o Alentejo tem uma alma muito própria e é esse sentimento que querem cantar.

São oriundos da vila de Beringel, terra de barro e de oleiros, que fica no concelho de Beja, bem no coração  do Alentejo.
O grupo tem atuado em diversas partes do Alentejo, sempre com uma boa receção. Destacamos, entre outras, a presença no evento "Sabores do Barro" em Beringel e  "Rota das Tabernas" em Grândola onde irão atuar no dia 1 de julho.
Contacto para atuações: 968 219 226
Página facebook:https://www.facebook.com/Almasul-278329129197979/
Canal  youtube:https://www.youtube.com/channel/UCZu_wToxFRpkBrCPLARiHow

quinta-feira, 2 de março de 2017

Mestiços do Sado


Junto ao Sado, quando este está quase no fim do seu curso, há gentes que descendem dos antigos escravos negros que, chegados a Lisboa, foram enviados até terras mais a sul para trabalharem nos campos de arroz onde os portugueses não queriam trabalhar: chamam-nos hoje de mestiços do Sado ou carapinhas do Sado ou ainda mulatos de Alcácer.
Os Adiafa, banda alentejana que andou nas cantorias dos portugueses com a canção “As meninas da ribeira do Sado“, versavam precisamente estas pessoas. Um dos versos mais famosos fala precisamente do cabelo encrespado das mulheres desta zona: “as meninas da ribeira do Sado são com’ás ovelhas / têm carrapatos atrás das orelhas“. Toda a gente sabia a letra e toda a gente a cantava, mas poucos sabiam que existia um detalhe etnográfico por trás de tudo isto. É que as tais meninas da ribeira do Sado poderão ter, com grande probabilidade, sangue subsariano recente, vindo desse tempo constrangedor em que a África colonial servia como fornecedora de mão de obra gratuita. Outra música, esta saída do cancioneiro que o povo vai inventando, é ainda mais óbvia: “ribeira do Sado / ó Sado, sadeta / meus olhos não viram / tanta gente preta” e mais à frente sublinham “quem quiser ver moças / da cor do carvão / vá dar um passeio / até São Romão“.
A última vez que estive numa das povoações onde podemos encontrar os ditos mestiços, a aldeia de São Romão, falei com uma mulher com evidentes traços negros, já misturados com ares mediterrânicos, aqueles que são mais conhecidos no português comum. Olhando-a, sem ser preciso mais do que isso, conseguimos percebê-lo. Já não são negros, porque o melting pot já se deu. Mas os sinais estão lá todos, cabelo crespo, muito mais crespo do que é habitual, narinas mais dilatadas, lábios grossos, pele escura. São Romão e Rio de Moinhos são as terriolas onde mais nos apercebemos desta realidade histórica, ou étnica, se preferirmos, mas também em Alcácer e suas cercanias, embora mais dificilmente. Como é óbvio, a tendência é que a miscigenação vá diluindo estas características nas populações circundantes e com grande probabilidade estas diferenças vão passando a ser cada vez menos marcantes nos rostos das pessoas, mas não menos marcantes no passado que cada um deles herdou.

Copiado integralmente do site: http://www.portugalnummapa.com/

Fotos da Aldeia de S. Romão, hoje quase completamente abandonada:








No próximo sábado, o Projeto Alcáçovas Outdoor vai caminhar por estas bandas:


sábado, 14 de novembro de 2015

Ceifeiros de Cuba



Uma das mais emblemáticas modas do cante alentejano -
género musical característico do Baixo Alentejo - aqui cantada
pelos Ceifeiros de Cuba, na Taberna do Lucas, em Cuba, Alentejo. 

http://alentejodopassado.blogspot.com/search/label/Cuba#ixzz3hMtSmgog
Imagens de um Alentejo que está a desaparecer a uma velocidade estonteante...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Avistamento de Ovnis em Évora (02NOV1959)







Em 02 de Novembro de 1959, em Évora, foram observados dois objectos a sobrevoar a cidade. O avistamento foi seguido da queda de filamentos brancos, os chamados "cabelos de anjo", durante perto de quatro horas.


Como hoje faz 56 anos sobre esta data, publicamos o episódio transmitido a 13 de Abril de 2008 dedicado aos acontecimentos relacionados com a aparição de Ovnis em Évora.


Dado o insólito do acontecimento e sobretudo, este ter sido esquecido devido á passagem do tempo, relembramos o dia em que os "anjos" nos vieram visitar... 

domingo, 4 de outubro de 2015

A gente não lê...


Hoje é dia de eleições em Portugal...
O nosso futuro depende dos nossos votos. 
Votar é um Dever Cívico de todos nós, não deixes outros decidirem por ti...
Não fiques em casa, o teu voto pode fazer a diferença !...



            Isabel Silvestre - "A gente não lê "

"Ai senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
Rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão
Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialecto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
E do resto entender mal
Soletrar assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz
Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de leziria
De boca em boca passar o saber
Com os provérbios que ficam na gíria
De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá no fundo
Fica-se sentado à soleira
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira
Carregar a superstição
De ser pequeno ser ninguém
E não quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vem"

Letra: Carlos Tê.  Musica: "A gente não Lê", de Rui Veloso
http://letras.mus.br/rui-veloso/66288/

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Video Promocional da Feira do Chocalho 2015


Entre os dias 24 e 26 de julho, Alcáçovas volta a ser palco da tradicional Feira do Chocalho. Este ano a feira irá apresentar um novo layout assente em três áreas temáticas: arte chocalheira, arte equestre e arte tauromáquica.
No Domingo de manhã, 26 de Julho, inserida no Programa da Feira do Chocalho'15, o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails vai organizar uma caminhada gratuita. Para participar, basta estar presente no Jardim Público de Alcáçovas ás 09H15 e trazer boa disposição. Vão ser cerca de 8 kms em trilhos rurais nos arredores da vila. 
Não é necessária inscrição... 
Nota: Alcáçovas tem umas piscinas públicas magnificas. Traga fato de banho e depois da caminhada vá-se refrescar, dando uns bem merecidos mergulhos...

segunda-feira, 28 de julho de 2014

GPS - ARTE CHOCALHEIRA DE ALCÁÇOVAS




Documentário sobre os Chocalhos de Alcáçovas. A odisseia dos homens e mulheres que, ao longo de muitas gerações, aperfeiçoaram esta arte tão genuína...
Elaborado pelos compadres das Edições Poejo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Montes Alentejanos

 
 
 
Caminhando por esse Alentejo fora, podemos testemunhar a enorme beleza natural que nos cerca, mas também um imenso património rural que prova que esta província portuguesa foi em tempos o celeiro desta Nação. Os montes alentejanos, muitas vezes já em ruinas, são testemunhos silenciosos de vivências há muito perdidas, de histórias heroicas que ficaram por contar.
Esta é uma pequena homenagem a todos os homens e mulheres que ali nasceram, viveram e morreram. Se depender de nós, a sua memória jamais ficará esquecida...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Viana do Alentejo (Video Promocional)




Depois de ver este vídeo promocional de Viana do Alentejo, os compadres ainda resistem em vir cá fazer uma visita? 
Escondida no interior alentejano, situada entre Évora e Beja, Viana do Alentejo é um concelho onde o tempo passa com a calma de quem já viveu muito.
Com marcas da passagem dos romanos, esta vila cujo nome original denunciava a sua vizinhança geográfica – Viana a par d’Alvito – foi, desde sempre, um local de extraordinária importância na defesa estratégica do país. A não perder uma visita ao castelo, um dos mais singulares conjuntos fortificados do Gótico Final.
Rodeada por belas paisagens, Viana do Alentejo é também muito bonita pela riqueza e diversidade do seu património, que quase parece ser um mostruário de épocas e estilos. Aliás, o culto da Senhora d'Aires que durante séculos foi o motor de floridas romagens ao sul, contribuiu para que hoje seja uma montra da arte sacra aplicada à arquitectura dos monumentos desta região. A não perder ainda a visita à vila das Alcáçovas e ao seu Paço Real. Terra de doceiras, vê em Dezembro muitos visitantes demandarem à vila para participar na Mostra de Doçaria local.
De Viana do Alentejo, vale ainda a pena conhecer o artesanato típico da zona, dos quais se destacam os chocalhos e a olaria, feitos pelas mãos de quem domina os segredos que estas artes e ofícios guardam religiosamente há muitos anos. Existem, inclusive, circuitos e cursos de olaria abertos aos visitantes e turistas.
Viana do Alentejo, a apenas 27 km de Évora, é uma tradicional vila alentejana. A partir do centro da povoação, a Praça da República, onde se situam os Antigos Paços do Concelho, podem apreciar-se edifícios seiscentistas e inclusivamente uma fonte de inspiração renascentista datada do século XVIII. Outro ponto de interesse da vila é um Convento do século XVI, onde coabitavam freiras da regra franciscana. Já no século XIX o edifício acolheu, segundo a Câmara, a primeira creche criada no país. Antes de abandonar a vila há que descobrir os seus segredos gastronómicos. E porque não começar por uns "Amores de Viana”?

A não perder:
  • Castelo de Viana do Alentejo (séc. XIV)
  • Igreja Matriz (não deixe de apreciar os seus vitrais)
  • Ermida de São Sebastião
  • Ruínas do Convento de Jesus
  • Santuário de Nossa Senhora de Aires (séc. XVIII)
  • Convento da Esperança (séc. XVI)
  • Évora (Cidade Património Mundial) a 27 km

Texto copiado do site : http://www.herdadedasamarra.com/

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Alentejo Selvagem 2011 - Ricardo Lourenço Fotografia

 


Ricardo Lourenço nasceu a 21 de Dezembro de 1982, na cidade de Portalegre, Portugal. Viveu toda a sua vida em contacto permanente com o meio natural e foi através dessa simbiose que foi construindo a sua perceção do mundo. Em 2007, pelo fascínio de querer conhecer "in loco" a vida selvagem que o rodeava e a crescente paixão pela fotografia, aliou estas duas áreas e começou por captar momentos usuais de vida selvagem. Fotografia após fotografia, começou a dar mais importância aos processos, metodologias e produtos resultantes do seu trabalho. O mundo das aves, principalmente, aguçou-lhe o apetite por imagens singulares de vida selvagem em Portugal. Neste momento, desenvolve o projeto "Alentejo Selvagem" que consiste na promoção e valorização do património natural do Alentejo, utilizando a fotografia como veículo Com os seus trabalhos espera ajudar para o crescimento desta atividade no nosso país e sensibilizar para a conservação de espécies e espaços ameaçados.

sábado, 19 de outubro de 2013

Hino ao Alentejo - Alentejo Alentejo.

 
 


O CANTE ALENTEJANO
Da companhia nasce a vontade, o relaxo espevita o apetite e do longe vêm os sons que galvanizam os ânimos, depois os olhares vidram-se fixados em vultos, sombras ou sóis que flamejam, a mente começa a regurgitar memórias estilizadas que passam a fio como anátemas, de mão dada, reflectindo-se disformes no quadro do pensamento. Das entranhas soltam-se ais e gritos, trovões de razões caladas, murmúrios perdidos desde a antiguidade, risadas também, libertas em tempos passados, em espaços abertos, donde o vento as levou para sempre, sem deixar sequer um eco para hoje ser sorriso.
As bocas vão ficando mais escancaradas à medida que o sentimento incha nos peitos, notam-se então os corpos possessos duma magia que transparece nas vaias, crispam-se as mãos e os olhos cerram-se, a inspiração acende-se, o deleite aumenta, abre fervura, transborda e quanto mais se canta, maior é o esplendor das vozes impregnadas na mítica que o próprio cante produz.
É a alma de um povo derramada em sonoridades que escorrem numa cadência de preceitos, como fio de água que passa eterno no mesmo serpentear da corrente. E não cansa fazê-lo nem dá tédio observá-lo, porque embora aparente monotonia, os modos como arrastam as palavras têm o sortilégio de produzir em cada instante sensações diversas, sentires distintos em momentos que são sempre outros.
As modas que são poemas enfeitados de melodia, repetem-se com o mesmo fervor com que os aflitos renovam as preces, uma, duas, vezes sem conto, sempre sem desânimo, buscando uma satisfação inconfessada ou tentando alcançar a perfeição do cântico, para igualar na afinação a interpretação que no imaginário se guarda.
Há um que começa lançando para o ar dizeres já sabidos envoltos numa toada que todos conhecem e os mais, ficam expectantes, agarrados ao chão à espera que da sua vez, totalmente entregues ao apelo e fazem em silêncio o percurso do evoluir ondulante da voz do ponto. A meio, como que param a respiração, depois cresce-lhes um frenesim que aguça ainda mais a necessidade da sua expressão vocal e inspiram, sustêm o fôlego como se fossem mergulhar no vazio, como que aguardando um sinal para entrarem. De rompante, solta-se a voz do alto, mais fininha, estridente, fazendo a chamada. É então que o coro desata as gargantas e os vozeirões dos baixos respondem despejando em tom grave o continuar da moda. E fazem-no com a determinação, a convicção, a postura e o sentir de quem toca o absoluto.
Casam-se tão bem as vozes que o cante parece nascer de uma só vontade, jorrar de uma só garganta, num brado talhado de pausas e preceitos, ornado com melismas, que penetra, arrepia e chega a ser comovente.
Os intérpretes entregam-se completamente à toada de cante que depressa se apodera deles, tornando-os maleáveis, moldando-os a uma plástica donde só sobressai a forma imprimida pelo conjunto. Gera-se entre eles uma corrente de afecto que os percorre e carrega de prazer, germina no grupo um sentir quase lascivo e por isso ficam brandos, capazes de gesto eivados de ternura. Apetece-lhes colarem os corpos tal como sobrepõem as vozes e assim balançam levados e trazidos pela melopeia e cadenciando enleiam os braços, como fazem as silvas para prender em redor.
E sempre que o destino os empurra para a lonjura que é sempre imensa qualquer que seja a distância que os separa do berço, quando estão ausentes, perdidos nos descaminhos, desviados do sítio, afastados desta luz, o crenço agiganta-se e as afinidades com os traços comuns são então mais evidentes.
Buscam a identidade no falar, nos dizeres, nas lembranças, nas coisas que se contam carregadas de sentires fortes de que os outros, seus iguais, também comungam. São as lembranças da escola, as belhoretas de gaito, as brincadeiras de pequeno, e os velhos, a memória da gente ida é também trazida ao de cima, com referências aos sue modos, aos seus hábitos, a histórias reveladoras de um tipicismo que sabe bem recordar.
Por isso se juntam amiúde, de propósito, por necessidade.
Em cima da mesa colocam-se os comeres e as lembranças que se petiscam em cumplicidade e se saboreiam com o paladar da nostalgia. E por fim canta-se sempre.
A moda exulta os espíritos, suaviza a dor da partida, funciona como bálsamo que sem curar, alivia as queixas.
Amorna as mágoas porque este cante é para isso mesmo. Não nasce das alegrias mas brota das paixões, dum pensar profundo, de preocupações. Por isso constrange quando se interpreta, por essa razão arrepia quando nos envolve.
Tem uma espiritualidade evidente qualquer que seja a sua raiz. Cantochão, gregoriano ou fá-bordão poderão estar na sua génese mas a moda tem certamente impregnadas na sua estrutura as marcas de um povo com certo sentir, os sons e as falas, os gestos e os sonhos duma gente antiga que aqui moirejava. E o cante temperou-se nas fornalhas dos restolhos, aveludou-se em primaveras coloridas, absorveu a imensidão do horizonte, captou os gemidos da solidão, ganhou formas próprias em lavouras custosas. Desse caldo de valores e referências se fez o cante e neste ambiente nasceram os mestres, seus intérpretes ímpares seus cultores maiores.

José Francisco Colaço Guerreiro




domingo, 13 de outubro de 2013

Redondo



Os nossos compadres do Redondo fizeram esta vídeo promocional á sua terra. Vale a pena ver, pois é um autêntico elogio ao Redondo e ao Alentejo. Fiquei orgulhoso, estão de parabéns...



O Mel

O Mel, produzido nas pastagens naturais das serras e planaltos alentejanos, é altamente apreciado e reconhecido.
O mel produzido em Redondo é um mel de cor clara, variável desde o amarelo transparente até ao ambarino cuja tonalidade é característica da região e decorrente da respectiva composição polínica, isto é, da flora que serve de pasto às abelhas. A cristalização é fina e compacta. É produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Ibérica).
Existem variantes: Mel de Rosmaninho; Mel de Soagem; Mel de Eucalipto; Mel de Laranjeira; Mel Multifloral.

O Azeite

O azeite esteve, desde sempre enraizado nos hábitos alimentares do povo de Redondo, podendo dizer-se que toda a alimentação da região era, até há bem pouco tempo, à base de azeite: o ensopado de borrego, as migas, a açorda, a sopa de beldroegas, todos os fritos e variados bolos e biscoitos.
Também na conservação dos alimentos tinha o azeite um papel importante: os enchidos e os queijos guardavam-se, de um ano para o outro em enormes potes de barro cheios de azeite. Ainda hoje se verificam muitos destes usos tradicionais do azeite numa vila, de resto, ligada à fama da finura e excelência do seu azeite desde épocas que se perdem no tempo.
Condições edafo-climáticas muito particulares e solos de elevada aptidão produzem um ambiente natural e privilegiado para o desenvolvimento da oliveira cuja produção tem merecido altas distinções em diversos certames.
São azeites ligeiramente espessos, frutados, com cor amarelo ouro, por vezes ligeiramente esverdeados. Um produto de especial qualidade e de preservada garantia que nos oferecem a Natureza, o clima mediterrânico e a cultura romana e árabe que o engenho humano quis transformar numa especialidade sem par.

Os Enchidos

No Alentejo, o grande destino dos porcos das matanças é a preparação dos enchidos, para o que são destinados os melhores pedaços. Era ainda hábito, nas casas de famílias numerosas, matarem dois porcos por ano, aos quais retiravam apenas dois presuntos, ficando a restante carne para os apreciados enchidos. Trata-se também de um produto com uma grande tradição no concelho de Redondo. A qualidade dos nossos enchidos depende bastante mais da qualidade da carne utilizada do que da complicação da receita, podendo dizer-se, simplificando, que apenas lhe basta a massa de pimentão, o sal, alho pisado e um pouco de fumo. Os enchidos mais importantes são os paios (feitos com a carne do lombo, enrolada na membrana que reveste as banhas do porco, e posteriormente apertada com linha em volta), os painhos ou paiolas (para os quais é utilizada a melhor carne magra), as linguiças (chouriços de carne magra entremeada com alguma carne gorda), a cacholeira (feitas com carne gorda temperada com sangue) e as farinheiras.

O Pão

O pão é um alimento de grande consumo com repercussões conhecidas na saúde. No entanto, é raro alguém lembrar-se que, este elemento essencial à nossa alimentação, tem raízes milenárias e acompanhou mesmo quase toda a evolução do ser humano. É um alimento que resulta da cozedura de uma massa feita com farinha trigo, água e sal. Aquando da sua chegada ao Alentejo, já o pão fermentado tinha substituído o pão ázimo. É ainda com este pão milenar que, hoje, no dia a dia, continuamos a partilhar a nossa maneira de ser.
Ainda hoje somos guardadores zelosos desta Epopeia do Pão.
No Redondo o pão de trigo continua a ser o assento do naco de toucinho e da lasca de queijo. Continua a ser utilizado no gaspacho, no ensopado, nas migas e na açorda. Continua a ser alentejano.
Possivelmente, aqui, na planície, a evolução do pão andou de mão dada com o seu uso em sopas. A açorda aparece no pódio primeiro do uso pão. Tem a nossa maneira de ser a virtude da poupança ao usar o panito mesmo depois de duro, em cubos ou falquejado, na condição de substância húmida. Assim, hoje em dia, o pão que deixou de ser de fabrico doméstico, para ter um fabrico mecanizado e muitas vezes altamente industrializado, a fim de responder ao abastecimento dos grandes centros urbanos sobrevive tradicional no nosso concelho e a muitos serve de cartão de visita.

O Vinho

Ao falarmos de Redondo temos, necessariamente, que falar da cultura da vinha e do seu incomparável vinho, que se tem mantido desde os primórdios da humanidade ligado à história e cultura deste povo. Utilizado nas mais diversas circunstâncias da vida, desde a alimentação aos rituais religiosos.
No nosso território, a cultura da vinha é anterior à ocupação romana, mas foi com estes que a vinha e a exploração agrícola em geral, conheceram um avanço técnico mais significativo. São ainda evidentes as marcas deixadas pelos romanos através de diversos equipamentos ainda hoje conhecidos e alguns correntemente utilizados – é o caso dos "podões e das "talhas" , recipientes usados nas adegas do Alentejo para a fermentação de mostos e conservação, transporte e armazenagem de vinho.
Os valores de insolação, as características edafoclimáticas, os solos mediterrâneos e os saberes humanos, favorecem, na região, a produção de afamados vinhos que aromatizam o ambiente e aguçam os paladares da riquíssima gastronomia alentejana, com a qual mantém uma forte relação de cumplicidade. A região produtora de vinhos alentejana constitui uma das grandes riquezas do nosso país.
Castas Predominantes nos Tintos
 Periquita, Aragonez, Trincadeira, Moreto e Alfrocheiro.

Castas Predominantes nos Brancos
Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Tamarez e Arinto;

Características dos Tintos
De cor rubi ou granada, aromas intensos a frutos vermelhos bem maduros, macios, ligeiramente adstringentes. Adquirem complexidade com a idade

Características dos Brancos
Vinhos frescos e aromáticos.

O Queijo

Aristocrático alimento que, de entradas ou de saídas, na merenda ou simplesmente como conduto de um naco de pão alentejano, tem igualmente fama de bom companheiro não se fazendo rogado a aceitar a companhia de fruta, doce ou mesmo mel.
A tradição deste concelho, impõe-se com queijos de alta qualidade, protegidos por regulamentação que reconhece a Denominação de Origem Protegida (DOP) e a Indicação Geográfica Protegida (IGP)
Os nossos queijos artesanais, são produzidos segundo técnicas tradicionais que incluem designadamente, as condições de produção de leite, higiene da ordenha, conservação do leite e fabrico do produto. Têm o seu nome regulamentado por legislação própria, que os protege de quaisquer imitações ou falsificações, garantindo a sua qualidade e carácter genuíno.
Comercialmente pode apresentar-se sob a forma de queijo pequeno de pasta dura com peso compreendido entre 60g e 90g, de merendeira de pasta dura com peso compreendido entre 120g e 200g e de merendeira de pasta semi-dura de peso compreendido entre 200g a 300g.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Nas Termas da Ganhoteira (YouTube)


Resumo em fotos, com musicas do Vitorino, duma das nossas caminhadas em S, Bartolomeu do Outeiro (Portel) e Viana do Alentejo, efectuada em 26JAN13.

O Grupo Alcáçovas formou-se em Abril de 2011 para dar inicio á organização de caminhadas através da plataforma pedestrianista www.caminharemportugal.com e actualmente conta com cerca de 210 membros inscritos. Em Junho de 2013, juntámo-nos á Associação dos Amigos de Alcáçovas, constituindo a sua Secção Outdoor.

Temos por finalidade a divulgação do Concelho de Viana do Alentejo e localidades próximas, através de caminhadas, passeios culturais e eventos diversos.