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domingo, 24 de maio de 2020

Agrião




Agrião, Nasturtium officinale R.Br. (Crucíferas)

Identificação: Planta herbácea, vivaz e aquática, de pequeno porte. Possui caules ramosos, carnudos, brilhantes, glabros, alguns rastejantes, que atingem 80 cm. Folíolos arredondados, espessos, verde-escuros e brilhantes. Flores brancas e pequenas, em cruz na extremidade do caule. Planta que exala um característico aroma picante. Não confundir com o Agrião da Horta ou Agrião Morro (Lepidum sativum) (Juma I., 1992).

Propriedades e indicações terapêuticas: Estimulante - na queda do cabelo, falta de apetite, problemas do fígado e debilidade; antidiabética; diurética; detersiva - na acne; depurativo - nas dermatoses; anti-inflamatória - nas bronquites e gengivites; febrífugo; remineralizante; antianémico; odontálgico (dores de dentes). É ainda utilizado no tratamento do escorbuto e no raquitismo (Soares M.V., 2004;Ribeiro E., 1992).

Uso interno: As folhas podem ser usadas em saladas, aproveitando-se melhor as suas propriedades (cálcio, fósforo e ferro) do que nas sopas. Pode também preparar-se um chá, fazendo uma infusão com 50 g de toda a planta/litro de água.
Uso externo: Uma massagem diária com o suco da planta no couro cabeludo estimula o crescimento do cabelo. O suco também serve para limpeza de pele. Com a infusão, também se fazem bochechos no tratamento dos problemas bucais.

Nota: A ingestão desta infusão pode, eventualmente, causar irritação do estômago ou da bexiga.
Detersiva: limpa a pele.
Depurativa: que favorece a eliminação de substâncias tóxicas que circulam no sangue.
Febrífuga: que produz uma descida da temperatura corporal.

domingo, 17 de maio de 2020

Há Papoilas na salada...




Não, não o vamos convidar para nada de ilegal...
Nunca esteve no meio de um campo cheio de papoilas? 
Então, faça este exercício:
Sente-se confortavelmente e imagine-se rodeado de flores. 
Oiça a natureza a cantar a vida. Sinta-se tranquilo, em paz e livre. Veja quanta felicidade estas e outras flores lhe podem transmitir. 
E, embora muitos não saibam, as folhas e as sementes das nossas papoilas também se podem comer...
Nesta altura do ano, no Alentejo, em que elas estão espalhadas por todo o lado, podemos colorir as nossas saladas com algumas folhas rubras desta planta...
Os antigos gregos e romanos já a comiam em saladas, costume que se tem mantido em algumas zonas do Mediterrâneo, como na Catalunha. 
Apesar da sua cor vermelha-escarlate, símbolo da vitalidade, desde os tempos remotos foi associada ao sono.
Talvez por esse motivo, uma boa sesta depois do almoço será sempre muito bem-vinda...


quarta-feira, 13 de maio de 2020

Labaças





As labaças ( Rumex crispus L.) pertencem á família das Poligonáceas, existem mais de 200 espécies do género Rumex, Rumex, Rumex obtusifolius, de folha mais larga,  Rumex acetosa também conhecida por erva azeda ou espinafre limão, ou sorrel em inglês e  oseille em francês.
É uma planta vivaz, nativa da Europa e África, cresce espontânea um pouco por todo o lado, em lameiros, terrenos incultos, beiras de caminhos, searas, tornando-se muitas vezes invasora e difícil de erradicar devido às suas raízes profundas
Pode atingir 1 metro de altura, apresenta caule floral rígido e robusto, folhas alternas com nervuras centrais avermelhadas, raiz espessa, rugosa e amarela ao corte, daí o seu nome inglês ser também yellow dock. Cheiro acre e sabor amargo.
Esta planta silvestre tem tanto interesse fito terapêutico como culinário, para fins terapêuticos utilizam-se tanto as folhas como as raízes e para fins culinários somente as folhas.
A sopa de labaças com grão era um prato comum na dieta dos árabes, mencionada num tratado antigo como calmante para o estômago. No Alentejo é ainda hoje muito comum a sopa de labaças com feijão.
São ainda conhecidas pelo nome de catacuzes, ruibarbo-selvagem ou paciência aquática.

Componentes

Rica em ferro, cálcio, vitamina C, taninos, fósforo, antraquinonas, flavonóides (quercetina) e ácido oxálico.

Propriedades

Segundo a teoria das assinaturas (Paracelso 1493-1541 d.C.) as labaças com pintas vermelhas nas folhas eram utilizadas como depurativo do sangue, as labaças crespas de folhas e raízes amarelas eram utilizadas para tratar problemas hepáticos.
As labaças crescem normalmente junto das urtigas e são um bom antídoto para as picadas das mesmas quando esfregada na pele.
São úteis no tratamento de anemia, desintoxicação do organismo, ligeiramente diurética, prisão de ventre, indigestão, absorção deficiente de vitaminas, fraca tolerância a gorduras, fígado preguiçoso, icterícia ligeira e pele quente com prurido, vários problemas de pele como eczema, psoríase, acne inflamações do aparelho respiratório, gânglios linfáticos cronicamente inchados.
Nos dias quentes pode colocar uma folha de labaça nos sapatos para manter os pés frescos.
Em uso externo as folhas são úteis para tratar picadas de insectos, queimaduras solares e outras, com uma acção refrescante e cicatrizante.
Fotos: Alcáçovas Outdoor

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Flores no caminho...













As pessoas estão em quarentena, mas a Natureza não...
Num pequeno passeio para esticar as pernas, aproveitei para fotografar as plantas da berma do caminho...
E cá está uma pequena selecção, todas elas flora típica do Alentejo...

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Maios, Iris xiphium





Maio, Iris xiphium.

Erva: vivaz bolbosa com 25-50(-90) cm de altura.
Folhas: verde-azuladas, persistentes no inverno, com 20-100 cm X 3-6 mm, dobradas ao meio em todo o comprimento.
Flores: 1(-2), azul-violeta, grandes (40-70 mm X 7-12 mm).
Fruto: uma cápsula.
Em Portugal está representada por duas variedades:
  • Iris xiphium L. var. lusitanica (Ker Gawl.) Franco
  • Iris xiphium L. var. xiphium
Iris xiphium L. var. lusitanica
Trata-se de uma variedade endémica de Portugal continental.
A Flora Digital de Portugal indica para esta espécie a seguinte variedade existente em Portugal: Iris xiphium L. subsp. xiphium var. lusitanica (Ker Gawl.) Franco. 
Esta última, trata-se de uma espécie geófita cujos habitats preferenciais são zonas de matos e de terrenos incultos, distribuindo-se no Sudoeste da Europa até Itália e também no Norte de África, dando-se a sua floração entre Abril e Maio. 
Os seus nomes comuns são lírio-amarelo-dos-montes, maias e maios-amarelos. Indica como sinónimos Iris lusitanica Ker Gawl. e Iris xiphium L. raça lusitanica (Ker Gawl.) Samp.

domingo, 3 de maio de 2020

Flores do Alentejo












Feliz Dia da Mãe !...

As pessoas estão em quarentena, mas a Natureza não...
Num pequeno passeio para esticar as pernas, aproveitei para fotografar as plantas da berma do caminho...
E cá está uma pequena selecção, todas elas flora típica do Alentejo...
Cada dia que passa, temos a noção que o eco-turismo será uma das receitas perfeitas para a revitalização das pequenas vilas e aldeias do interior português.
Num período próximo, em que será impensável continuar a aposta no turismo massivo, com grandes movimentações de gente, talvez uma aposta nos pequenos grupos de divulgação local, como o nosso, será uma ideia sustentável para vencer a crise económica que se avizinha...
Eventualmente,  com uma boa rede de guias locais, apostando cada vez mais em pequenos eventos com número reduzido de participantes se poderá, de forma segura, frente ao cenário desta pandemia, continuar a divulgar as terras do interior, já anteriormente tão debilitadas socialmente, mesmo antes de ter acontecido esta enorme autêntica catástrofe económica...

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Cistus




Cistus creticus L. é uma espécie de planta arbustiva da família Cistaceae. Apesar de geralmente produzir flores rosa, com 4.5–5 cm diâmetro, esta espécie é muito variável, sendo utilizada como planta ornamental.
https://flora-on.pt/index.php#/1cistus
A espécie é um arbusto que alcança de 30–140 cm de altura, mais ou menos erecto, por vezes procumbente, muito ramoso, com os ramos mais jovens esbranquiçados, recobertos por uma densa camada de pelos (tricomas) unicelulares, simples ou fasciculados, especialmente nos nós, tendo intercalados pelos glandulíferos multicelulares.
Aa folhas são pecioladas, com pecíolo (2,5)3-10(15) mm, lâmina (5)15-45×(3)8–20 mm, com morfologia entre oval e oblongo-elíptica, agudas ou obtusas, margem por vezes ligeramente ondulada, peninérvias, com a página superior e inferior com pelos estrelados, densos, pelos simples unicelulares esparsos, fasciculados na base, com alguns pelos glandulíferos pluricelulares. A face inferior da folha apresenta nervuras muito marcadas, com pequenas glândulas pediceladas. O pecíolo é largo, trinérvio, com pilosidade semelhante à da lâmina.
A flores ocorrem em inflorescências do tipo simpódio terminal, pauciflora, com algumas flores solitárias nos ramos superiores, pedicelos longos (7–30 mm), com abundantes pelos simples, isolados ou fasciculados, por vezes com pelos estrelados, outras com pelos glandulíferos. Sépalas 5, de 10-14 × 5–9 mm, sub-iguais, com pelos estrelados densos, pelos simples unicelulares, sobretudo na base, nervuras e margens, quase sempre com pelos glandulíferos pluricelulares e pequenas glândulas pediceladas na parte superior, com os externos ovado-lanceolados e os internos ovado-acuminados. Pétalas 17-20 × 16–17 mm, grandes e vistosas, de margem denticulada, de coloração rosa-purpúreo e base amarelada, raramente brancos. Estames desiguais. Ovário viloso, estilo que alcança os estames; estigma convexo, levemente pentalobulado.
O fruto é uma cápsula de 7–10 mm, abovado-aguda, coberta de pelos simples unicelulares, deiscente por 5 valvas. As sementes têm 1-1,2 mm de comprimento, de coloração castanho claro.
Estão identificadas as seguintes subespécies:
  • Cistus creticus subsp. creticus
  • Cistus creticus subsp. corsicus
  • Cistus creticus subsp. eriocephalus
  • Cistus creticus f. albus
São utilizados como plantas ornamentais diversos cultivares, o mais conhecido dos quais é conhecido pelo nome comercial 'Lasithi', com flores compactas e arredondadas.
Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Alentejo em flor









#Nuvens #DistritodedeÉvora #AltoAlentejo #Portugal by Celestino Manuel
www.flickr.com/photos/cmanuel/
© Photo All Rights Reserved
Amigos(as),
Bem vinda a PRIMAVERA e todo o seu explendor paisagístico de cores e vida, que trás consigo !
Em sua homenagem adicionei 3 fotos dos campos floridos do Alentejo, Distrito de Évora, ao meu Album "Alentejo Florido" - www.facebook.com/CmanuelPhotography - , através das quais podem apreciar a beleza dos campos na Primavera !
Abraços, bom dia e boa semana !
"Flor que não Dura
Flor que não dura
Mais do que a sombra dum momento
Tua frescura
Persiste no meu pensamento.

Não te perdi
No que sou eu,
Só nunca mais, ó flor, te vi
Onde não sou senão a terra e o céu.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

domingo, 26 de abril de 2020

Há lagartas nas minhas nabiças...






Preparando-me para provar uma bela Sopa de Nabiças, acabadas de apanhar no meu quintal, apercebi-me de uma lagartinha no meu prato...
"Hum, mais proteína não faz mal a ninguém ", pensei...
Pus a lagartinha de lado e comi a sopinha, porque em tempo de guerra não se limpam armas, mas fiquei a pensar se não seria, eventualmente, um pouco indigesto...
Pois bem, não há problema, as lagartinhas não são venenosas e eu não comi nenhuma, afinal...


Segundo o blogue  http://conexaoplaneta.com.br/, a maneira mais rápida de tirar estas invasoras do quintal é procurando pelos seus ovos, já que pode ser mais fácil do que recolher as larvas. No entanto, quando a horta é educativa, tudo faz parte da colheita, inclusive a presença delas. Como dizer às crianças que não queremos estas borboletas? Quem somos nós para evitar que a vida se manifeste e os passarinhos façam um banquete?
Caso você deseje manter algumas lagartas na horta, uma ideia é plantar uma maior quantidade de hortaliças. Outra sugestão é cultivar uma planta daninha, uma invasora conhecida popularmente como nabiça, cujo nome científico é Raphanus raphanistrum L. Ela tambem é apreciadada pela lagarta, podendo ajudar a manter as couves, brocólis e rúcolas  à salvo, deixando assim algumas plantas para serem sacrificadas.
Mas quando a produção do seu suco verde matinal estiver ameaçada, não hesite  em fazer uma boa colheita de lagartas e alimentar as galinhas, passarinhos ou mandá-las num passeio  sem retorno para a escola dos filhos, onde estes insetos serão recepcionadas com grande alegria, concretizando os estudos sobre a metamorfose.
Para evitar a superpopulação de lagartas na horta, também existem outros truques e remédios. Um deles, por exemplo, é o uso de uma simples casca de ovo. Colocada nos canteiros, de forma bem visível, funcionam como espantalhos para as borboletas, que ao verem os ovos evitam o ambiente, pois acreditam que as mesmas sejam de pássaros, predadores das lagartas. Outra recomendação é pulverizar as hortaliças com chás repelentes, acrescidos de sumo de cebola, chá ou tintura alcóolica de alecrim, chá de fumo de corda e alho, ou então, pimenta malagueta agregada à solução de sabão. 
Isso pode ser feito uma vez a cada 15 dias.