terça-feira, 4 de março de 2014

Lagoas Artificiais das Pedreiras de Borba










Atrações escondidas da exploração do Mármore, estas lagoas artificiais são o produto final de uma grande industria do Concelho de Borba...

Fotos gentilmente cedidas pela comadre Sara Jaques.

Caminhada em Alcáçovas (01MAR14)














No passado Sábado, 01MAR14, realizou-se o 1º dia do 1º Encontro Pedestrianista no Concelho de Viana do Alentejo. Este evento, organizado pelo Projeto Alcáçovas Outdoor Trails da Associação dos Amigos de Alcáçovas, teve cerca de 30 participantes.
E com muita chuva, lá percorremos 18 kms entre a vila de Alcáçovas, Horta Biológica Vale Bexiga, Herdade da Mata e regresso a Alcáçovas com passagem e visita á Ermida de S. Geraldo e Jardim das Conchas...
Como já é hábito nas nossas caminhadas, o gelo inicial foi quebrado com a oferta de bolinhos secos da Casa Maria Vitória e da Confeitaria Margarida Ilhéu.
O convívio final foi no Mercado Municipal de Alcáçovas, com petiscos e Cante, com o Grupo Coral dos Trabalhadores de Alcáçovas.
Queremos aproveitar a oportunidade para agradecer a todos os envolvidos neste evento, em especial ao pessoal da Junta de Freguesia de Alcáçovas, aos proprietários e pessoal da Herdade da Mata, aos proprietários da Horta Biológica Vale Bexiga e, sobretudo, ao Grupo Coral dos Trabalhadores de Alcáçovas, que nos proporcionaram um belo espectáculo de Cante...
Fotos gentilmente cedidas pelo compadre Henrique Carvalho.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Ameixoeiras em Flôr (Borba)




Nem só o Mármore dá cor branca ao concelho de Borba - As ameixoeiras no auge da floração! - 26Fev2014.
Fotos gentilmente cedidas pela comadre Sara Jaques.

Da Terra e da Vida...

A terra dá frutos há mais tempo do que o que lembra à Terra. Dos secos torrões do chão, separados em milhões pelas memórias da chuva, já se fizeram pães e homens suficientes para povoar a terra inteira. Subsiste a vida quando tudo parece ter partido e mesmo quando dela não se avista nenhum sinal. Rebenta pelo chão, discreta, uma silarca. Cai numa fenda rasteira uma azeitona esquecida no ramo já fraco de uma oliveira mais velha que a própria Terra. Soam ao longe as corujas, as pegas, nos anoiteceres roxos, enlutados, dos homens que já não ocupam espaço na paisagem que resta. 
  Quanta vida já passou no húmus revolto, nos passos do caminho, sem que hoje haja marca do que a história pareceu fazer passar ao de leve. Porque pouco importam a tua e a minha estória no globo terrestre se o que fica são as imagens desfocadas nos olhos dos que partiram. 

  Ninguém se lembra da seara loira cheirando a seco que ali houve sempre, ou das rosas plantadas nos extremos da vinha, primeiras vítimas dos muitos surtos de doenças que não matam os homens mas que os arruinam. Já não se fala- porque já esqueceu a todos- das campanhas de cereal em que voavam as palhas por cima das cabaças tapadas e em que o cenário dos dias se desenrola em terras longe da Terra, debaixo das tendas improvisadas, corpos marcados pelas rugas duras do chão. 

  Sobejam dias entre a época dos bailes na eira pelo São João e o agora em que nada se espraia para lá do olhar afogado de lágrimas. As casas ficaram vazias, as paredes um tanto mais frias  e não há fogo de azinho a inflamar os corações dos de casa. São muitos os que fazem falta em redor deste lume. Choram as velhas, por debaixo dos lenços. Não têm maridos, os filhos criados ao peito, hoje esgotado, não aparecem senão quando elas morrem e a vida vai adormecendo assim a pouco e pouco, nos ventos gelados de Janeiro.

  Não lembra talvez à Terra, a luz do luar a banhar a santíssima trindade em que este mundo costumava assentar: o Céu, em abóbada - como os tectos - por cima do Homem, que estendia os braços para ele em adoração, ou para baixo, para a o Chão, em lavouras que não pareciam acabar. Já não espreitam pelos postigos essas velhas que foram ficando. Reúnem-se às vezes em roda, espantando o sossego indesejado, no largo onde antes se ouvia música e onde se viam brincar as crianças,ensaiando namoros de gente graúda. 

  Os homens já não estão por perto. Não resistiram aos ecos da solidão pelas planícies onde antes eram fundamentais. Porque para os da Terra, não é o trabalho que mata os homens, é o vazio dele, é sentir que já não são precisos no equilíbrio do ecossistema. E eles não sabem nada disto porque só sentiram um cansaço profundo que os fez deixar cerrar as pálpebras e regressar ao pó que os viu nascer.

  Hoje, agarro as árvores e piso o chão da Terra, cavando histórias de caneta empunhada, parco substituto da enxada que furava o chão, fazendo entrar e sair vida num movimento perpétuo. Fecho os olhos e  ouço os passos dos que aqui caminharam antes de mim. Estou protegida por uma multidão de vultos negros que aguarda o meu regresso. Aspiro o ar frio que se atira em cheio aos meus pulmões e sinto que cheguei, que não há mais o que procurar. Meu papel é a minha Terra e este começo está todo em branco.

Copiado do blog http://aterradaana.blogspot.pt/, da nossa comadre Ana Terra.
Foto: Ricardo Zambujo

domingo, 2 de março de 2014

Casa Maria Vitória, Doçaria Real Alentejana



Uma das empresas parceiras do Projeto Alcáçovas Outdoor Trails é a Casa Maria Vitória, Doçaria Real Alentejana. 
Esta é uma forma de agradecer os bolinhos de boas vindas ás nossas caminhadas que nos são gentilmente oferecidos por esta empresa de sucesso em Alcáçovas.
A gerente, a Maria Manuel e todo o resto da equipa, estão de parabéns porque esta empresa dá emprego a muitos jovens, gente que de outra forma teria de arranjar emprego fora da sua terra natal.
E é também por isso que fazemos tão grande divulgação ao Alentejo: Queremos que os jovens não tenham de emigrar, precisamos deles para construir o nosso próprio futuro...
Com gente empreendedora, não há crise que nos afecte!...

Link para o site da Casa Maria Vitória: http://casamariavitoria.pt/
Fotos tiradas durante a XIV Mostra de Doçaria de Alcáçovas (Dez-13).

sábado, 1 de março de 2014

Observação de aves no Alqueva



Devido às suas características, o Alqueva, é sem dúvida, um bom local para observação de aves.
A zona de Monsaraz e Mourão é uma zona priviligiada em relação a esta prática. Para quem gosta de aliar a beleza da paisagem, monumentos e vida selvagem, esta é uma zona que devem conhecer.



Paisagem do Alqueva vista a partir do Castelo de Monsaraz.


Vista de algumas aldeias através de uma das entradas de Monsaraz.





As espécies de aves observadas, ao longo de toda a área que compreende Monsaraz, Mourão e Aldeia da Luz, são do mais diversificado possível. Entre as espécies que poderão ser observadas encontram-se os Grous. O grupo dos Grous tem catorze espécies e está distribuído pela América do Norte, Europa e Ásia, África e o norte da Austrália.
O macho denomina-se grou, e a fêmea grua.
Os grous são aves de grande porte, geralmente com plumagem em tons de cinzento, branco e castanho. As penas secundárias das asas são muito longas e viradas para baixo, uma característica do grupo. Algumas espécies apresentam plumas ornamentais na região da cabeça. O bico é comprido e direito, o pescoço é longo bem como as patas.
Os grous são aves gregárias, que comunicam entre si através de vocalizações ruidosas. São migratórias e voam sempre com o pescoço estendido. Na época de reprodução constroem um ninho feito de lama e vegetação em regiões pantanosas, onde colocam dois ovos. Os juvenis recebem a atenção de ambos os progenitores.

No caso do que aparece nesta zona do Alentejo trata-se do grou comum (Grus grus), cujo habitat é o norte da Europa e a porção ocidental da Ásia. É uma ave migratória que percorre grandes distâncias (passa o inverno na África e no sul da Europa. Os bandos em migração voam numa formação em V.
O grou europeu comum é uma ave de pernas e pescoço longos que atinge 1 m de altura. Tem plumagem cinza em quase todo o corpo, e branca em parte do pescoço e da cabeça, além de penas pretas na cauda. Os adultos têm uma espécie de "coroa" vermelha na cabeça.
Emitem um som como o de uma corneta, como alarme e em vôo. Durante a corte exibem uma espécie de dança, mantendo as asas erguidas. Alimentam-se de insetos, sementes, ervas, lagartos e anfíbios.

Aqui ficam algumas fotos desta espécie que nos visita sempre no Inverno, nos mesmos locais.












Fica feito o convite aos amantes da Natureza.

Passeio por Beja











Gosto de me perder nas ruas de Beja, andar na velha Mouraria sem preocupações de chegar atrasado seja aonde fôr.
Porque esta cidade convida ao passeio, á descontração: é uma cidade pequena...
As velhotas com que me vou cruzando costumam dizer-me "Bom dia"  e eu retribuo com um sorriso.
Começo no Castelo, desço á Judiaria, aprecio o casario baixo e as ruas estreitas. Vou ao Miradouro do Terreirinho das Peças e admiro a imensidão da planicie. Depois, subo pela Rua dos Pintores e, aos poucos, aproximo-me das Portas de Mértola.
Tomo um café no Luis da Rocha e dirijo-me outra vez ao Castelo passando pelo Jardim Bacalhau.
É bom viver em Beja ...