domingo, 6 de janeiro de 2019
Borba
Borba é povoação antiquíssima cuja fundação alguns autores atribuem aos Galo-Celtas. Esteve sob o domínio romano, godo e árabe, sendo conquistada por D. Afonso II em 1217 e povoada pelo mesmo rei. Em 15 de junho de 1302 D. Dinis concedeu-lhe o primeiro foral, constituindo-se Borba como concelho e libertando-se do de Estremoz. Teve novo foral dado por D. Manuel I em 1 de junho de 1512. Foi também D. Dinis quem promoveu o amuramento acastelado da povoação. O castelo dispunha-se em planta quadrilateral e a sua construção obedeceu a sistemas corrente das fortificações similares da região. De grossa alvenaria, tinha amuramento espesso em altura normal, coroado por merlões góticos e de largo adarve que corria a muralha. O fosso, pouco profundo, desapareceu com a construção do casario que se foi desenvolvendo na face exterior. Pelos inícios do séc. XVIII, o governo militar da província determinou envolver a vila por um campo entrincheirado, com fossos, estacaria e estradas cobertas, obra que foi apenas esboçada e de que ainda existiam vestígios em 1766. Do castelo, edificado ou remodelado do séc. XIII, conserva-se a torre de menagem e duas portas, a de Estremoz e a do Celeiro.
Borba foi lugar de muitos acontecimentos notáveis da nossa história. Um dos principais foi o enforcamento do governador do castelo, Rodrigo da Cunha Ferreira, e de mais dois capitães portugueses da guarnição, no verão de 1662, após a invasão vitoriosa do exército de D. João da Áustria. Este terá mandado cometer o atroz ato como vingança pela morte de três capitães, um sargento e 20 soldados das suas forças, além de 50 feridos. A memória dos povos guardou a efeméride na tradição toponímica, com a "Rua dos Enforcados", que passou depois a chamar-se Rua Direita. Não contente com a sua represália, D. João da Áustria mandou ainda incendiar os Paços do Concelho e o Cartório Municipal, perdendo-se todos os manuscritos antigos da história de Borba.
Em 1383-1385, também Borba se viu envolvida nas campanhas da Independência, com destaque para os acontecimentos transcorridos durante a ocupação dos aliados ingleses do Duque de Lencastre e a cilada de Vila Viçosa, onde perdeu a vida Fernão Pereira, irmão de D. Nuno Álvares Pereira, que fizera quartel general em Borba e foi seu primeiro donatário, por mercê de D. João I. Em 1483, D. Afonso Henriques, filho de D. Fernando da Trastâmara, senhor de Barbacena, foi amerceado por D. João II com a alcaidaria de Borba, então confiscada aos duques de Bragança. Em 1665, Borba esteve ocupada por três regimentos de infantaria e um terço de cavalaria, e a população sofreu novamente o pânico da terrível invasão, que desmoronou no campo de Montes Claros, com a derrota dos exércitos de Filipe IV. Aqui, onde passava a estratégica estrada entre Vila Viçosa e Estremoz, o Marquês de Caracena tentou impedir que as tropas portuguesas acudissem Vila Viçosa, onde os espanhóis pretendiam destruir o Palácio dos Duques de Bragança, símbolo da nova dinastia. As tropas portuguesas, comandadas pelo Marquês de Marialva e pelo Conde das Galveias conseguiram o feito de derrotarem o mais poderoso exército da Europa, mostrando ao Mundo que uma reconquista de Portugal por Espanha seria uma tarefa dispendiosa, demorada e mesmo impossível. Assim, graças a esta batalha, a Paz com Espanha foi assinada em 1668, iniciando uma nova era de prosperidade, otimismo e riqueza para Portugal.
Em 1708, o general de artilharia João Furtado de Mendonça, governador da cidade de Elvas, era comendador de Borba. Em junho de 1711, a vila sofreu os incómodos da ocupação militar do general espanhol D. Domingos de Ceo, que impôs à população um elevado imposto de guerra. Durante a Guerra Peninsular levantou-se em Borba um grupo de milicianos que figurou na defesa de Évora, em 29 de junho de 1808. Pouco depois, entre 1809 e 1811, na vila se alojou uma brigada escocesa do exército anglo-luso de Beresford.
O ano de 2009 marcou um novo capítulo na história do concelho, com a elevação de Borba a Cidade. No dia 12 de junho, os deputados da Assembleia da República votaram, por unanimidade, a elevação de Borba à categoria de cidade, tornando-se na jovem cidade do Alentejo e do país.
Texto: http://www.cm-borba.pt/
Fotos retiradas da Internet, autores desconhecidos.
sábado, 5 de janeiro de 2019
O que fazias ?
Alentejo em estado puro...
E o que fazes quando chegas a um caminho que conheces bem e está cortado por pedregulhos e uma vedação bem fechada?
1- Trepas a vedação.
2- Contornas a vedação.
3- Cortas a vedação e passas na mesma.
4- Voltas para trás.
5- Chamas o SEPNA. (Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR ).
E o que fazes quando chegas a um caminho que conheces bem e está cortado por pedregulhos e uma vedação bem fechada?
1- Trepas a vedação.
2- Contornas a vedação.
3- Cortas a vedação e passas na mesma.
4- Voltas para trás.
5- Chamas o SEPNA. (Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR ).
Digam de vossa justiça, o que fariam nesta situação?
Resposta certa: a Nº 5. Chamas o SEPNA.
O serviço de atendimento telefónico sos ambiente e território – 808 200 520 é um número de telefone disponível 24 horas por dia durante todo o ano, através do qual poderá expor situações que possam violar a legislação ambiental e os instrumentos de ordenamento do território.Neste caso especifico, voltámos para trás, fizemos outro caminho alternativo e á posteriori, contactámos os serviços do SEPNA, via 808200520, que nos aconselharam a fazer denúncia através do Portal SEPNA. Assim fizemos. Vamos estar atentos a esta e outras situações que deparemos no futuro... :)
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Caminhada Gratuita em Aguiar ( 12JAN19)
O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor não pára de organizar caminhadas.
Este mês, vai ser entre Aguiar e S. Bartolomeu do Outeiro. Conhecem ?...
Para participar, basta aparecer com boa disposição ( e farnel ) !...
12JAN19- Sábado.
Ponto de encontro: Largo Central de Aguiar, 09H45
Hora de começo da Caminhada : 10H00
Ponto de encontro: Largo Central de Aguiar, 09H45
Hora de começo da Caminhada : 10H00
Caminhada circular com cerca de 20 Kms de extensão, nos arredores de Aguiar, na área compreendida entre Aguiar e S. Bartolomeu do Outeiro, passando pelas ruinas das Termas da Ganhoteira.
Almoço em formato Picnic em pleno campo. Cada participante traz o seu farnel...
Aguiar está situada a apenas 22 Kms de Évora e 7 Kms de Viana do Alentejo.
Recomenda-se: Chapéu, Óculos de Sol, Protector Solar, Roupa confortável, Botas de caminhada e o necessário suprimento de água na medida de cada um, muda de roupa e calçado para o fim.
Tenham em atenção as condições atmosféricas á data da actividade, tendo especial cuidado com a Chuva e o Frio.
Nota: A actividade é gratuita e não tem seguro. Cada um caminha por sua conta e risco...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Vestígios Judaicos em Évora
O papel da comunidade judaica na construção de Portugal foi muito importante.
Infelizmente foram empurrados para judiarias, obrigados a converterem-se e finalmente expulsos.
Mesmo no centro de Évora, na Praça do Sertório, encontramos a prova mais antiga da presença dos Judeus nesta cidade.
No antigo Paço do Fidalgo Rui Palha, agora sede do Grupo Pró-Évora, encontramos várias mezuzah nas ombreiras da portas.
Na mezuzah colocava-se um pergaminho com uma reza que tinha que ser lido sempre que se entrava na divisão.
Decididamente prova incontestável de uma casa de judeus mas seria algo mais?
Duas portas na frontaria, água para os banhos rituais e fontes históricas levam-nos a pensar que o Paço foi provavelmente a mais antiga sinagoga de Évora.
Vamos pesquisar.........
Fotos e texto da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria,
( Monte da Fonte Santa, Alandroal )
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Revista Passear.com nº 74 ( Versão digital gratuita )
Um bom Ano de 2019
Nesta edição falamos de duas situações em que a gastronomia e os produtos endógenos são fatores de atração e desenvolvimento de regiões algo isoladas – São Barnabé (Almodôvar) e Alcaide (Fundão). Foi interessante observar a dinâmica que estas iniciativas trouxeram às regiões com a visita de milhares de pessoas que apreciaram a gastronomia, ficaram a conhecer um pouco mais da cultura local e paisagens únicas.
O impacto que estas ações têm na economia local ajuda a manter alguma população jovem e a ter esperança na viabilidade das regiões.
O Turismo de Portugal lançou, recentemente, um portal denominado Caminhos da Fé (https://www.pathsoffaith.com/pt-pt) onde pretende aglutinar todas as manifestações ligadas às religiões, respetivas peregrinações e locais de visitação.
Não aprecio o conceito, na minha opinião misturar peregrinos com turistas é misturar realidades completamente diferentes. Gostava de conhecer as vossas opiniões!
Bons passeios e um Bom Ano de 2019.
http://passear.com/PassearVG/Passear74VG/
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Borrachos Alentejanos
Borrachos Alentejanos
Ingredientes
300g farinha trigo
125g banha de porco
1 ovo
125g vinho branco
1/2 cálice aguardente
1 (colher chá) canela
1 (colher chá) fermento em pó
sumo meia laranja
óleo fritar
Açúcar e canela para polvilhar
Preparação
Comece por derreter a banha no micro ondas, à parte coloque numa tigela a farinha, a canela e o fermento, faço um buraco no centro da farinha e coloco a banha a ferver e misturo tudo com as mãos.
De seguida aqueço também o vinho branco e junto à mistura.
Depois de bem misturada, junto a aguardente, o sumo de laranja e o ovo.
Amasse bem até formar uma massa elástica e que não cole ás mãos (eu tive de juntar mais um pouco de farinha) e deixe repousar durante +- 15 min.
Numa bancada enfarinhada estende-se a massa com a ajuda de um rolo (eu gosto dos borrachos com a massa fininha) com um copo faço os círculos e com uma tampinha fiz o buraco no centro.
Frita-se em óleo bem quente e polvilha-se com açúcar e canela.
São muito bons e fáceis de fazer.
Fonte original todos os direitos reservados a:http://hafestanacozinha.blogspot.pt
sábado, 29 de dezembro de 2018
Alentejo...
Para se conhecer bem o Alentejo é preciso visitá-lo em todas as estações. A paisagem muda muito ao longo do ano e são sazonais as actividades rurais mais interessantes que podem observar-se.
Tal como muda a paisagem, muda a sua flora e a sua fauna e esta mudança é como bálsamo para a alma.
Visite o Alentejo e deixe-se inebriar pelos perfumes da natureza num Alentejo que tem mais para oferecer do que o dourado das searas. Descubra toda a paleta de cores e aromas de que é feito o Alentejo. Caminhe a pé pelo verde das Serras d’ Ossa e Monfurado, Portel ou Grândola, onde vivem em sossego variadas espécies de flora e fauna e aprecie as vistas.
Explore o Parque Natural da Serra de S. Mamede onde têm encontro marcado as paisagens que caracterizam o sul e o norte de Portugal. Raposas, águias, as razões são inúmeras para conhecer os segredos da Serra que apresenta o ponto mais alto a sul do Tejo. Entre campos de cereais e pousios, nas estepes sem fim, esconde-se avifauna riquíssima.
Dirija-se a Castro Verde e percorra circuitos ambientais que o iniciam no mundo da observação de aves que são verdadeiros prodígios da natureza e aprecia o Campo da Terras Brancas no seu melhor. As planícies de Castro Verde, que se enchem de milhares de flores brancas durante a Primavera, proporcionam excelentes hipóteses de passeios a pé ou de bicicleta, nos quais se pode apreciar a fauna e a flora típicas das estepes cerealíferas alentejanas. É este vasto espaço aberto que as cegonhas brancas escolheram para fazer os seus ninhos. Também as abetardas, os falcões peregrinos e os grifos preferem a solidão da planície dourada.
A margem esquerda do Guadiana é uma das regiões mais bem conservadas do nosso país do ponto de vista dos habitats naturais e de maior importância para a fauna. A região compreendida entre Mourão, Moura e Barrancos é composta por paisagens distintas e essenciais para a conservação da avifauna, e como tal considerada como merecedora de conservação ao nível comunitário pelas suas características, daí justificar-se a sua classificação como ZPE (Zona de Protecção Especial para as Aves). Uma parte muito relevante das espécies ameaçadas no nosso país encontra abrigo na diversidade de habitats da região, que inclui estepes cerealíferas de sequeiro, montados de azinho, formações florestais densas e vales de ribeiras torrenciais revestidos de matagais densos e vegetação ripícola.
No Alentejo, o montado apresenta grandes extensões de azinheiras e de sobreiros, os chamados montados de azinho e sobro, e pequenas áreas de carvalho negral. De toda a flora do montado, o sobreiro é a espécie mais abundante. Considerado património nacional, o montado de sobro é protegido por lei (Decreto-lei nº 169/2001), sendo proibido o seu abate. Contudo, a sua plantação é incentivada, uma vez que a exploração da cortiça (proveniente do sobreiro), essencialmente para o fabrico de rolhas, transformou-se numa indústria de enorme importância económica.
Por outro lado, estes ecossistemas são propícios para a agricultura, que é praticada de forma sustentável nalgumas áreas de montado e tem uma grande importância a nível ecológico e económico, sendo um exemplo de sustentabilidade ambiental.
A flora do litoral alentejano é caracterizada pelo cruzamento de influências Norte Atlânticas, Mediterrânicas e Africanas, de que resultam condições ecológicas singulares e uma enorme diversidade de fauna e flora, o que confere uma enorme riqueza natural à região.
Fotos da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal)
Texto ( arranjado ) da autoria da nossa comadre Ana Maria Saraiva.
https://www.facebook.com/groups/imagensdoalentejo/
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