terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Chaminés Alentejanas




As casas brancas térreas são a imagem de marca do Alentejo. Casas em montes isolados ou aldeias, de paredes grossas de taipa ou adobe reforçadas por gigantes ou gatos. Casas de cantos boleados de tanta vez que foram lavadas de branco, com o azul da barra protegendo balcão, janelas e portas, de espectaculares chaminés.
   As chaminés no Alentejo são verdadeiras obras de arte. A chaminé alentejana é o centro da casa, o local de reunião da família, onde se cozinha, come e contam histórias. O resto da casa desenvolve-se em volta da chaminé, por vezes só mais uma divisão. Quando se construía uma nova casa era importante saber quantos dias de chaminé se encomendavam ao construtor.
   As chaminés alentejanas são um Património único no Mundo. Não encontramos semelhanças com a chaminés algarvias nem com as chaminés do Norte de África. As chaminés alentejanas começaram a ser apelidadas de Mouriscas cristalizando uma origem para a qual não encontramos paralelos. As chaminés do Alentejo são únicas na forma, no papel que têm no quotidiano e na decoração que vamos abordar. Não estão estudadas, não têm qualquer protecção legal e infelizmente a maior parte delas está em avançado estado de degradação.

Texto: Luis Lobato de Faria ( Monte da Fonte Santa, Alandroal )
https://alentejoinportugal.blogspot.com/2017/03/chamines-e-simbolos.html
Fotos: Monte de Entre Matas, Alcáçovas


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Pelos trilhos entre Aguiar e S. Bartolomeu do Outeiro


















Estas são algumas das fotos captadas nos trilhos entre Aguiar ( Viana da Alentejo ) e S. Bartolomeu do Outeiro ( Portel ).
O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor organiza caminhadas para pequenos grupos nesta área.
Para organizar uma caminhada com o seu grupo de amigos, basta contactar-nos:
trilhosalentejanos@hotmail.com



domingo, 6 de janeiro de 2019

Borba












Borba é povoação antiquíssima cuja fundação alguns autores atribuem aos Galo-Celtas. Esteve sob o domínio romano, godo e árabe, sendo conquistada por D. Afonso II em 1217 e povoada pelo mesmo rei. Em 15 de junho de 1302 D. Dinis concedeu-lhe o primeiro foral, constituindo-se Borba como concelho e libertando-se do de Estremoz. Teve novo foral dado por D. Manuel I em 1 de junho de 1512. Foi também D. Dinis quem promoveu o amuramento acastelado da povoação. O castelo dispunha-se em planta quadrilateral e a sua construção obedeceu a sistemas corrente das fortificações similares da região. De grossa alvenaria, tinha amuramento espesso em altura normal, coroado por merlões góticos e de largo adarve que corria a muralha. O fosso, pouco profundo, desapareceu com a construção do casario que se foi desenvolvendo na face exterior. Pelos inícios do séc. XVIII, o governo militar da província determinou envolver a vila por um campo entrincheirado, com fossos, estacaria e estradas cobertas, obra que foi apenas esboçada e de que ainda existiam vestígios em 1766. Do castelo, edificado ou remodelado do séc. XIII, conserva-se a torre de menagem e duas portas, a de Estremoz e a do Celeiro.
Borba foi lugar de muitos acontecimentos notáveis da nossa história. Um dos principais foi o enforcamento do governador do castelo, Rodrigo da Cunha Ferreira, e de mais dois capitães portugueses da guarnição, no verão de 1662, após a invasão vitoriosa do exército de D. João da Áustria. Este terá mandado cometer o atroz ato como vingança pela morte de três capitães, um sargento e 20 soldados das suas forças, além de 50 feridos. A memória dos povos guardou a efeméride na tradição toponímica, com a "Rua dos Enforcados", que passou depois a chamar-se Rua Direita. Não contente com a sua represália, D. João da Áustria mandou ainda incendiar os Paços do Concelho e o Cartório Municipal, perdendo-se todos os manuscritos antigos da história de Borba.
Em 1383-1385, também Borba se viu envolvida nas campanhas da Independência, com destaque para os acontecimentos transcorridos durante a ocupação dos aliados ingleses do Duque de Lencastre e a cilada de Vila Viçosa, onde perdeu a vida Fernão Pereira, irmão de D. Nuno Álvares Pereira, que fizera quartel general em Borba e foi seu primeiro donatário, por mercê de D. João I. Em 1483, D. Afonso Henriques, filho de D. Fernando da Trastâmara, senhor de Barbacena, foi amerceado por D. João II com a alcaidaria de Borba, então confiscada aos duques de Bragança. Em 1665, Borba esteve ocupada por três regimentos de infantaria e um terço de cavalaria, e a população sofreu novamente o pânico da terrível invasão, que desmoronou no campo de Montes Claros, com a derrota dos exércitos de Filipe IV. Aqui, onde passava a estratégica estrada entre Vila Viçosa e Estremoz, o Marquês de Caracena tentou impedir que as tropas portuguesas acudissem Vila Viçosa, onde os espanhóis pretendiam destruir o Palácio dos Duques de Bragança, símbolo da nova dinastia. As tropas portuguesas, comandadas pelo Marquês de Marialva e pelo Conde das Galveias conseguiram o feito de derrotarem o mais poderoso exército da Europa, mostrando ao Mundo que uma reconquista de Portugal por Espanha seria uma tarefa dispendiosa, demorada e mesmo impossível. Assim, graças a esta batalha, a Paz com Espanha foi assinada em 1668, iniciando uma nova era de prosperidade, otimismo e riqueza para Portugal.
Em 1708, o general de artilharia João Furtado de Mendonça, governador da cidade de Elvas, era comendador de Borba. Em junho de 1711, a vila sofreu os incómodos da ocupação militar do general espanhol D. Domingos de Ceo, que impôs à população um elevado imposto de guerra. Durante a Guerra Peninsular levantou-se em Borba um grupo de milicianos que figurou na defesa de Évora, em 29 de junho de 1808. Pouco depois, entre 1809 e 1811, na vila se alojou uma brigada escocesa do exército anglo-luso de Beresford.
O ano de 2009 marcou um novo capítulo na história do concelho, com a elevação de Borba a Cidade. No dia 12 de junho, os deputados da Assembleia da República votaram, por unanimidade, a elevação de Borba à categoria de cidade, tornando-se na jovem cidade do Alentejo e do país.


Texto: http://www.cm-borba.pt/
Fotos retiradas da Internet, autores desconhecidos.

sábado, 5 de janeiro de 2019

O que fazias ?



Alentejo em estado puro...
E o que fazes quando chegas a um caminho que conheces bem e está cortado por pedregulhos e uma vedação bem fechada?
1- Trepas a vedação.
2- Contornas a vedação.
3- Cortas a vedação e passas na mesma.
4- Voltas para trás.

5- Chamas o SEPNA. (Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR ).
Digam de vossa justiça, o que fariam nesta situação?


Resposta certa: a Nº 5.  Chamas o SEPNA.
O serviço de atendimento telefónico sos ambiente e território – 808 200 520 é um número de telefone disponível 24 horas por dia durante todo o ano, através do qual poderá expor situações que possam violar a legislação ambiental e os instrumentos de ordenamento do território.

Neste caso especifico, voltámos para trás, fizemos outro caminho alternativo e á posteriori, contactámos os serviços do SEPNA, via 808200520, que nos aconselharam a fazer denúncia através do Portal SEPNA. Assim fizemos. Vamos estar atentos a esta e outras situações que deparemos no futuro... :)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Caminhada Gratuita em Aguiar ( 12JAN19)


O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor não pára de organizar caminhadas.
Este mês, vai ser entre Aguiar e S. Bartolomeu do Outeiro. Conhecem ?...
Para participar, basta aparecer com boa disposição ( e farnel ) !...
12JAN19- Sábado.
Ponto de encontro: Largo Central de Aguiar, 09H45
Hora de começo da Caminhada : 10H00
Caminhada circular com cerca de 20 Kms de extensão, nos arredores de Aguiar, na área compreendida entre Aguiar e S. Bartolomeu do Outeiro, passando pelas ruinas das Termas da Ganhoteira.
Almoço em formato Picnic em pleno campo. Cada participante traz o seu farnel...
Aguiar está situada a apenas 22 Kms de Évora e 7 Kms de Viana do Alentejo.
Recomenda-se: Chapéu, Óculos de Sol, Protector Solar, Roupa confortável, Botas de caminhada e o necessário suprimento de água na medida de cada um, muda de roupa e calçado para o fim.
Tenham em atenção as condições atmosféricas á data da actividade, tendo especial cuidado com a Chuva e o Frio.
Nota: A actividade é gratuita e não tem seguro. Cada um caminha por sua conta e risco...


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Vestígios Judaicos em Évora






O papel da comunidade judaica na construção de Portugal foi muito importante. 
Infelizmente foram empurrados para judiarias, obrigados a converterem-se e finalmente expulsos. 
Mesmo no centro de Évora, na Praça do Sertório, encontramos a prova mais antiga da presença dos Judeus nesta cidade.
No antigo Paço do Fidalgo Rui Palha, agora sede do Grupo Pró-Évora, encontramos várias mezuzah nas ombreiras da portas. 
Na mezuzah colocava-se um pergaminho com uma reza que tinha que ser lido sempre que se entrava na divisão.
Decididamente prova incontestável de uma casa de judeus mas seria algo mais?
Duas portas na frontaria, água para os banhos rituais e fontes históricas levam-nos a pensar que o Paço foi provavelmente a mais antiga sinagoga de Évora.
Vamos pesquisar.........


Fotos e texto da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria,
( Monte da Fonte Santa, Alandroal )

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Revista Passear.com nº 74 ( Versão digital gratuita )


Um bom Ano de 2019

Nesta edição falamos de duas situações em que a gastronomia e os produtos endógenos são fatores de atração e desenvolvimento de regiões algo isoladas – São Barnabé (Almodôvar) e Alcaide (Fundão). Foi interessante observar a dinâmica que estas iniciativas trouxeram às regiões com a visita de milhares de pessoas que apreciaram a gastronomia, ficaram a conhecer um pouco mais da cultura local e paisagens únicas.
O impacto que estas ações têm na economia local ajuda a manter alguma população jovem e a ter esperança na viabilidade das regiões.
O Turismo de Portugal lançou, recentemente, um portal denominado Caminhos da Fé (https://www.pathsoffaith.com/pt-pt) onde pretende aglutinar todas as manifestações ligadas às religiões, respetivas peregrinações e locais de visitação.
Não aprecio o conceito, na minha opinião misturar peregrinos com turistas é misturar realidades completamente diferentes. Gostava de conhecer as vossas opiniões!
 
Bons passeios e um Bom Ano de 2019.


http://passear.com/PassearVG/Passear74VG/