quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Ermida de S. Geraldo ( Alcáçovas )





 

Interior da Ermida de S. Geraldo.

Fotos da autoria da nossa comadre Bela Mestre.

Esta pequena ermida, localizada na parte oriental da vila, foi fundada em 1599 por uma comissão de moradores. Após um período de algum abandono, foi recuperada e reaberta ao culto em 1941, recebendo actualmente as festas da freguesia no dia 15 de Agosto.

Encontra-se edificada num terreno aprazível e desimpedido, com seus muretes de propriedade eclesial, orientada ao poente e de silhueta bastante pitoresca, de alvenaria de aio, formada por alpendre de campanário axial, de arcos plenos, com bancos para os peregrinos, corpo de nave emparelhado com gigantes terminados por agulhas piramidais, e abside quadrada, de telhado de linhas radiadas ornamentado por uma urna estilizada.

Atalaias






 Conhecemos bem os nossos castelos e fortificações.

Agora estes faziam parte de um complexo sistema defensivo feito de muitas estruturas de apoio, caminhos e uma incrível rede de torres de vigia.
A preto no mapa temos (algumas) das Torres de Vigia dos Concelhos de Alandroal, Olivença, Reguengos de Monsaraz e Mourão.
A branco vemos como elas "defendiam" as praças de Monsaraz, Mourão e Olivença.

Fotos de texto da autoria do nosso compadre Luís Lobato de Faria.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Comércio e Indústria de Alcáçovas ( Anos 40- Séc XX )















 Agora que, devido aos confinamentos sucessivos, o pequeno comércio e a pequena industria estão a morrer, nunca é demais relembrar que a economia nacional depende deles para se manter viva...

Em detrimento das grandes superfícies comerciais, devemos comprar produtos na nossa terra e ajudar os pequenos produtores locais a sobreviver... 

Sem eles, vamos todos passar muito mal...

Em homenagem a homens e mulheres empreendedores, que viveram tempos que também não foram fáceis, publicamos neste blogue fotos de anúncios do comércio local existente em Alcáçovas, por volta dos anos 40 do século passado...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Alentejo e a sua grandeza


 A minha grande homenagem

Aos mineiros de Aljustrel
Homens de grande coragem
Que com o perigo interagem
E assim honram seu papel
Explorando cobre e zinco
Em galerias traiçoeiras
Eles trabalham com afinco
E é por isso que eu vinco
Seu papel de toupeiras
Homens de grande valor
E grande admiração
Que fazem da sua dor
A razão do seu labor
Prá'ssim ganharem o pão
Nas profundezas da terra
Onde só há escuridão
Muitos perigos os esperam
E por isso eles veneram
Pedindo a Deus proteção
São expostos à humidade
Mas também muita poeira
Um trabalho na verdade
Em que só a necessidade
Obriga a tanta canseira
Põem sua vida em perigo
Sua saúde também
Pois grande é o seu castigo
Lutar contra um inimigo
Que não respeita ninguém
Muitos riscos enfrentando
Pois tudo pode acontecer
Por vezes ficam rezando
E a Deus implorando
P'ra que os possa proteger
São filhos pais e irmãos
Que juntos vão trabalhando
Estes bravos cidadãos
Calejando suas mãos
Assim se sacrificando
A terra vão desventrando
Para extrair o metal
Muito pouco vão ganhando
E a vida vão encurtando
Naquele trabalho infernal
Expostos ao sofrimento
E aos perigos da profissão
Passando grande tormento
Vão aceitando o momento
Sem grande lamentação
Pessoas de grande humildade
E de boa convivência
Tudo gente de verdade
Sem mania nem vaidade
E de humilde aparência
P'ra ganharem seu sustento
Das tripas fazem coração
Sem que se ouça um lamento
Apesar do sofrimento
Que custa ganhar o pão
Sozinhos nas profundezas
Sem ter qualquer alegria
Grandes são suas tristezas
Rodeados de incertezas
E sem ver a luz do dia
Sua alma fica escura
O coração apertado
Até chegar a altura
De sair da supultura
Por o turno ter acabado
Já estão habituados
A sentir na boca o fel
Toda a vida explorados
E muito sacrificados
São os mineiros de Aljustrel
AUTOR: António Correia Ramos






domingo, 17 de janeiro de 2021

Confinamentos...





 Estamos confinados e por esse motivo o Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor não organiza caminhadas e passeios pedestres até novas normas da DGS.

Mas continuaremos a publicar fotos das magnificas paisagens alentejanas, para que os nossos compadres e comadres mais citadinos possam, de algum modo, sentir o seu confinamento menos penoso. 

E, também, para que voltem a percorrer o interior do país assim que seja possível, porque estas terras precisam de visitantes que lhes deem vida e façam mexer um pouco o comércio local...

Estamos parados para que voltem !...

17JAN 2021

sábado, 16 de janeiro de 2021

Fornos de Carvão


 


Antigamente os fornos de carvão existiam em grande quantidade no Alentejo, hoje em dia é cada vez mais difícil encontra-los em funcionamento, quer por questões ambientais ou por falta de interesse na dura profissão de carvoeiro.

Quando nos aproximamos da propriedade onde funcionam os fornos de carvão em S. Bartolomeu do Outeiro, a primeira coisa que nos vem à cabeça é que estamos perante uma paisagem africana....

Antes da chegada da Primavera, as azinheiras e os sobreiros são limpos 'a esgalha'. A lenha resultante dessa tarefe é utilizada para aquecimento nas lareiras ou para fabricar carvão vegetal nos fornos de carvão.

Os fornos são construídos com tijolo ou pedra em forma de 'iglo' e são cobertos de terra de boa qualidade.
Enche-se o forno de lenha e fecha-se a porta com tijolos depois de se atear fogo. Um ou dois tubos laterais são as únicas aberturas existentes para o exterior, que funcionam como chaminés permitindo a combustão da lenha. 

A madeira no forno vai ser submetida a altas temperaturas durante 3 a 5 dias, dando origem ao carvão.
Depois de aberto o forno, o carvão vai ser partido em pedaços pequenos e embalado em sacos de papel.
O forno fica em arrefecimento cerca de uma semana até receber nova fornada de lenha.

O carvão vegetal tem diversas utilizações, mas a maior parte destina-se a ser utilizado em churrasqueiras.
A qualidade do carvão proveniente do montado Alentejano é excelente, pois as brasas da lenha de sobro e de azinho duram muito mais tempo do que as de qualquer outro tipo de madeira.

Texto retirado da Internet, autor desconhecido.

O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor disponibiliza guias locais para acompanhar pequenos  grupos em caminhadas e  passeios temáticos em todo o Alentejo Central.
Venha fotografar o Alentejo Central com toda a segurança, na companhia de um guia local.

Atenção:
Devido ás normas de segurança anti-Covid e até alteração destas, não estamos a organizar caminhadas e passeios pedestres. 

Esperemos que, em breve, seja possível todos voltarmos á nossa vida normal...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Povoado Megalítico da Herdade das Murteiras ( Torre de Coelheiros )

 










 O Alentejo Central é uma das mais importantes regiões megalíticas da Europa. 

O Conjunto Arqueológico da Herdade das Murteiras, pertencente á Fundação Eugénio de Almeida, integra, num espaço muito coerente, vestígios de povoados e de diferentes tipos de monumentos funerários, revelando uma interessante dinâmica de ocupação do espaço e de continuidade cultural, que abarca vários milénios.

O Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor organizará caminhadas nesta área, assim que nos for possível !...

Venha conhecer o nosso Alentejo !...

Venha daí !...