sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Pacotes de Açucar Alentejanos












Para os coleccionadores de pacotinhos,  temos hoje oportunidade de recordarmos alguns eventos passados nos anos de 2010 e 2011 em cidades e vilas alentejanas, como Elvas, Beja, Grandola, Aljustrel, Odemira, Estremoz, Redondo e Terena.
Este tipo de colecionismo tem muitos praticantes a Sul do Tejo e seria muito interessante um Encontro Anual a realizar aqui no Alentejo...
Vamos a isso...
Imagens retiradas do site   http://www.pacotada.com/

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Tomatada á Alentejana

Esta sopa era muito usada no Alentejo, no meio rural, quando havia muito tomate, pão e ovos, tudo saido directamente da horta.

Ingredientes
4 ou 5 tomates maduros
3 dentes de alho 
1 cebola
louro
toucinho entremeado
sal
1 dl de azeite
2 ovos

Faz-se um refogado com o alho picado a cebola às rodelas o louro, sal, azeite e o toucinho cortados aos bocados. Quando o toucinho já estiver quase frito juntam-se os tomates cortados pelados e cortados aos bocados. Deixa-se cozer o tomate e apurar de modo que fique com pouco caldo. Por fim juntam-se 2 ovos batidos que se envolvem na tomatada. Está pronto a servir

Facultativo: Se quiser pode-se juntar também rodelas de chouriço ao refogado.

Movimento Novos Rurais
Pessoas mais livres, plenas e felizes!


Copiado do blog do nosso compadre João Monge Ferreira: http://agricultoresdesofa.blogspot.pt/

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

III Almoço dos Ganhões (Aguiar)

Os nossos compadres de Aguiar vão repetir pela terceira vez o seu Almoço dos Ganhões, onde a malta do Projeto Alcáçovas Outdoor Trails foi convidada para organizar a caminhada respectiva.
As inscrições neste almoço são obrigatórias, contactem os números do cartaz.
A caminhada, com cerca de 12 kms, é gratuita ...
Aqui ficam algumas fotos do almoço do ano passado:







terça-feira, 19 de agosto de 2014

Trilho dos Moinhos Velhos (17AGO14)










No passado Domingo, dia 17AGO, os compadres e comadres do Projeto Alcáçovas Outdoor Trails foram caminhar e conhecer o Trilho dos Moinhos Velhos da Ribeira de Alcáçovas, um percurso de cerca de oito quilómetros compreendido entre a Ponte de Pedra e a vila, passando pelas ruinas dos moinhos de água do Diegues, Salsinha e Bigurrilhas, seus pegos e levadas.
A Ribeira de Alcáçovas chegou a ter sete moinhos de água em laboração, estando actualmente abandonados e em ruinas, excepto um deles, que foi recuperado pelo proprietário.
Devido ao enorme caudal que esta ribeira tem no Inverno e Primavera, este trilho só se pode explorar no Verão e Outono, enquanto a ribeira não enche outra vez...
Com 30 participantes, esta caminhada teve o apoio da Junta de Freguesia de Alcáçovas, que nos forneceu transporte até ao local do começo desta caminhada.
Link para visualização deste percurso: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=7561700


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Estafetas" e Alcofas



Em tempos que já lá vão, todas as terras alentejanas tinham ao seu serviço homens que se intitulavam "Estafetas".
Era uma profissão respeitada e muito solicitada, pois não era habitual que uma pessoa, se quisesse oferecer um perfume á esposa, ou se precisasse de algo de Lisboa, lá tivesse de ir. Isso era impensável, mesmo impossível, pois nem toda a gente tinha automóvel ou disponibilidade financeira para perder um dia de trabalho, já para não falar no estado das estradas, que era no mínimo, lastimoso...
Não havia neste tempo a abundância de Centros Comerciais, que brotaram por todo o lado nas últimas três décadas. As velhinhas vendas das aldeias, essas, vendiam vinho, aguardente, azeite, batatas, galochas, fruta local e, quanto muito, caramelos espanhóis, daqueles que se agarravam aos dentes, mas que eram muito procurados pelos gaiatos. Uma tristeza, portanto...
O meu avô paterno, digo-o com orgulho, era o "estafeta" das Alcáçovas. Governou assim a vida, esposa e seis filhos. Todos os dias, sábados incluidos, lá ia ele cheio de alcofas ás costas, carregado com tudo o que possam imaginar, desde galinhas, faisões, grilos, cágados, pão alentejano, linguiças, hortelã ou couves, rumo á grande cidade de Lisboa, para entregar os produtos alentejanos de porta em porta.
Felizmente, nesse tempo ainda não havia ASAE...
Ia na automotora da madrugada,  a que vinha de Beja, rumo ao Barreiro. Aí, o barco levava os passageiros sonolentos até á outra margem, a Estação de Sul e Sueste, no Terreiro do Paço.
Regressava na automotora da tarde, alcofas atestadas com os produtos de Lisboa que lhe tinham pedido de véspera, perfumes, medicamentos, livros ou vestimentas da cidade.
E assim foi durante décadas. Os Estafetas eram uma familia, conheciam-se desde sempre e confiavam as suas alcofas uns aos outros. Jogavam ás cartas durante as viagens, rindo muito, falando deste e daquele, desta e daquela e, ás vezes, chegavam a pedir ajuda a quem não conheciam:
" Ó Parente Amigo, dê-me aqui uma ajudinha"...  E todos, geralmente, ajudavam a guardar ou mesmo a transportar as alcofas cheias de material.
Um dia, num eléctrico de Lisboa, um carregamento de grilos escapuliu-se da alcofa do meu avô e espalhou-se por tudo o que era sitio. Foi o pânico geral, o Guarda-Freios foi o primeiro a fugir, os marçanos e  as senhoras de saias compridas gritavam enquanto os grilos lhes subiam pelas pernas. Os bichinhos eram inofensivos, mas o pessoal de Lisboa pensava que eram baratas e vá de gritar até mais não... Aquilo só acabou, quando um GNR de bigodes farfalhudos, que por acaso tinha nascido em Trás-os-Montes, esmagou os pobres grilos com a ponta das botifarras.
Num mundo rural, onde ainda não se sonhava sequer com o advento dos computadores e telemóveis, tenho satisfação em dizer que homens como o meu avô, os "Estafetas", que traziam produtos de outras terras distantes, foram os percursores do que chamamos hoje: "Vendas na Internet" .

Na foto, o meu avô paterno, João dos Reis Mendes, "João da Torrinha", também conhecido por "Parente Amigo".

domingo, 17 de agosto de 2014

Igreja Matriz de Viana do Alentejo









A Matriz de Viana do Alentejo ergue-se junto ao castelo, próxima da porta sul da muralha, estando implantada no lugar outrora ocupado pelo paço dos alcaides. Embora o senhorio desta vila alentejana tivesse temporariamente saído das mãos da Coroa, retornaria ao seu seio com D. João II, monarca que elegeu Viana do Alentejo como seu refúgio, aquando da praga de peste que assolou Lisboa. D. Manuel I manteve-se fiel à vontade de D. João II, e assim, por sua iniciativa, nasceu a nova Matriz, cujo projeto é da autoria de Diogo de Arruda.A fachada é extremamente fora do vulgar, sobressaindo de imediato os dois volumosos contrafortes de secção retangular, encimados por arco pleno integrado em estrutura retangular, ladeando o portal esculturado.
Sobre o arco pleno ergue-se campanário dotado de dois arcos sineiros, encimados por um terceiro de menores dimensões. Imediatamente por debaixo do arco, rasga-se janela ovalada no topo superior, contornada por dupla moldura, fornecendo luz natural ao coro. O portal em granito é definido por duas portas separadas por mainel espiralado, ladeadas por colunas adossadas. No tímpano destaca-se a volumosa cruz de Cristo central. A exuberante temática naturalista invade este espaço estruturado por série de arquivoltas sobrepujadas por arco conopial imbricado de grossos troncos, proliferando temática simbólica de cariz exuberante (anjos, homens, esferas armilares, escudo real, folhagem, animais, etc.), a par, por exemplo, com uma cena cristã (S. Jorge lutando com o Dragão), reproduzida a nível capitelar.
O resto da fachada é lisa, sendo animada por cunhais apoiados em contrafortes oblíquos. O coroamento das fachadas dos flancos e da nave central é feito por ameias molduradas e chanfradas. As pressões das abóbadas são descarregadas por dupla série de arcobotantes - da nave central para a lateral e desta para a muralha - dotados de botaréus cónicos nos arranques, com correspondência a nível dos coruchéus que correm sobre a cimalha da nave central, também inseridas na linha das ameias.
Rasgado no flanco norte encontra-se outro portal, também manuelino, com arco trilobado e molduração em chanfro. Ainda na sequência deste, sobressai a estrutura exterior da Capela dos Reis, ameada e ornada de coruchéus e gárgulas. Junto ao último tramo do flanco está a sacristia com escada de acesso à Capela de Sto. António.
No interior surpreende-nos a estruturação dum espaço gótico eivado de temática manuelina e ornatos de cariz luso-mourisco, a par com retabulária barroca. O acesso à igreja faz-se através do átrio com pequeno batistério, posteriormente remodelado (século XIX) mas ainda detentor de pia septavada em granito. Junto à porta lateral, duas pias manuelinas reportam-nos de imediato à época de construção do templo. O coro ergue-se sobre o átrio, apoiado em estrutura de arcos.
O templo é constituído por três naves (central mais elevada) formadas por cinco tramos, definidos por arcos plenos de granito assentes em fortes pilares de secção oitavada, ornados de folhagem exuberante mas contidos no espaço delimitado por dois braceletes (a meio do fuste e no arranque dos arcos). As naves são abobadadas e nervuradas com decoração esculpida nas mísulas e nos bocetes, de temas variados - zoomórficos, míticos, emblemáticos, florais, etc.
As naves laterais são ornadas de lambris de azulejos policromos da centúria de Seiscentos. A nave central ostenta, junto ao flanco da Epístola, belo púlpito em mármore de Estremoz e que nos remete de imediato para modelo clássico (renascença tardia), com pano formado por balaustrada singela, com a base decorada no exterior por godrões e liso.A capela-mor condensa diferentes momentos artísticos - a estrutura gótica reveste-se de azulejos policromos do século XVII, o altar adensa-se por entre a plasticidade e tensão da talha dourada (século XVII) e a escultura da Anunciação da Virgem transporta-nos para a centúria de Quinhentos, embora S. Gabriel seja seiscentista. Obra singular é o panteão da Capela dos Reis, presentemente da invocação do Senhor dos Passos, sobretudo pela abóbada de nervuras bem proporcionada, pelo exotismo que impregna o frontal de altar revestido de azulejos hispano-mouriscos e pelo sentimento barroco das obras de retabulária e escultura que envolvem o túmulo do cavaleiro Diogo Godinho.A sacristia, para a qual acedemos através de porta quinhentista de verga trilobada cintada por moldura, é abobadada e possui lavabo com decoração de carrancas, estilisticamente filiado no período manuelino. Sobre esta, a Capela de Sto. António, com estrutura de abóbada nervada, possui belas mísulas manuelinas, embora a atmosfera dada por algumas obras de arte, nomeadamente a escultura do orago, seja barroca.A Matriz de Viana do Alentejo é um templo luminoso, onde a pedra contrasta com a alvenaria das paredes, embora inicialmente a luz fosse filtrada por vitrais góticos (restam apenas dois, atribuídos a Francisco Henriques e alusivos a S. Pedro e S. João), cuja mística concorria para a sacralização do espaço secular.

sábado, 16 de agosto de 2014

Museu Agricola de Montemor-o-Novo







O Museu dispõe de um vasto espólio agrícola, distribuído por dois andares. No primeiro destaca-se uma caldeira a vapor interligada com uma debulhadora um fagulheiro e uma enfardadeira de rodas, datado de 1850.
No piso superior destaca-se o espólio de tracção animal e a recriação da antiga «Oficina do Soeiro», conhecida pela população de Montemor-o-Novo.
Morada: Quinta da Cruz Velha - Estrada Nacional 4
Código Postal: 7050 MONTEMOR-O-NOVO

http://www.aipd.pt/associacaoxmconheca-a-aipd-xm/curiosidades-aipd/918-curiosidades-gerais/305-museu-agricola-de-montemor-o-novo