No meio da planície alentejana, existe uma árvore que guarda promessas.
Conhecida como a Árvore do Amor, em Montemor-o-Novo, este sobreiro tornou-se, ao longo do tempo, um lugar de encontros, de gestos simples e de sentimentos ditos em silêncio. Diz-se que aqui vieram casais trocar beijos tímidos, fazer pedidos ou simplesmente parar, à sombra, a sentir o momento.
Não é um monumento oficial, nem precisa de o ser.
É a memória oral que lhe dá força.
São as histórias que passam de pessoa em pessoa, geração após geração.
No Alentejo, o amor também se vive devagar.
Sem pressa.
Com raízes fundas.
E esta árvore continua ali, firme, a guardar tudo o que nunca foi escrito, mas sempre foi sentido.
Texto e fotos: João Manita, 365 Days in Alentejo.


















































