Fontes que já mataram a sede
As fontes públicas de água potável que já mataram a sede em outros tempos, quando não havia ainda água da rede pública e era necessária não só para beber, mas também para cozinhar. Já que para banhos, lá se iam protelando os cuidados e sempre havia os poços e a ribeira.
É que nem toda a gente possuía poços privados nos quintais - e alguns dentro das próprias casas.
Além das fontes e dos poços, o "Góio" com as suas diminuídas capacidades cognitivas, percorria as ruas da Vila, oferecendo água que transportava em 2 bilhas num carrinho de mão adaptado para os recipientes, por uns míseros tostões. Tostões com que certamente comprava o pão que o alimentaria todos os dias.
Algumas dessas fontes ainda hoje estão operacionais, outras vão sendo amputadas dos seus mecanismos, mas a sua utilidade ainda persiste na memória das "gentes".
Texto e fotos: Manuel Montemor












































