quarta-feira, 4 de março de 2015
Rostos do Sul (Avis)
Fotos captadas pelo nosso compadre José Vilhena Moreira, em Avis...
Retiradas do blog: http://avizalentejo.blogspot.pt/
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Local:
Avis, Portugal
terça-feira, 3 de março de 2015
Nas margens do Grande Lago (Mourão)
Mourão é uma bonita vila Alentejana, sede de município, situada na margem esquerda do imenso rio Guadiana, próxima da fronteira com Espanha, num local de grande beleza natural, onde reina a paz de espírito.
Sem grandes referências históricas até à reconquista Cristã da Península Ibérica, sabe-se que, após passar para o domínio Português, foi entregue à Ordem dos Hospitalários, e durante a Idade Média e na Guerra da Restauração foi palco de episódios violentos entre as forças Portuguesas e as Castelhanas.
Mourão sempre sofreu grande influência do grande rio Guadiana, que muito contribuiu também para a fertilidade dos terrenos circundantes onde crescem oliveiras, amendoeiras, e outras árvores de fruto que moldam a paisagem.
Mourão orgulha-se dos seus monumentos e tradições,… como é o caso do Castelo que encima a vila e a enobrece, mas também a barroca Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias (séculos XVII e XVIII), e os muitos espaços verdes disponíveis no concelho, como a Mata de S. Bento.
Esta típica vila Alentejana prima pelos seus produtos regionais, como o artesanato, com peças em xisto, cestaria ou no muito tradicional Buínho.
Os vários restaurantes da região atestam a qualidade da gastronomia Alentejana, com especialidades locais como a Caldeirada de Peixe, a Açorda de Cação ou a doçaria conventual com as encharcadas ou o bolo rançoso, não esquecendo o pão, queijo, mel e azeitonas desta saborosa região.
Fotos gentilmente cedidas pelo nosso compadre Luis Peixoto
segunda-feira, 2 de março de 2015
Serra de Portel
Elevação de Portugal Continental que se situa no concelho de Portel, no limite sul do Alto Alentejo. Tem a altitude máxima de 418 metros.
Na Serra de Portel o clima é tipicamente mediterrânico, com períodos secos e quentes muito prolongados, em alternância com outros mais frios e húmidos. No inverno as temperaturas registadas atingem, não raras vezes, valores negativos. Esta serra apresenta, deste modo, algumas variações micro climáticas.
Esta serra é um maciço montanhoso de origem xisto-grauváquica. Os solos que a compõem são diferenciados, entre os quais figuram alguns mediterrânicos, contudo, predominam os litossolos de xisto.
No ano de 1990 foram inventariadas cerca de 680 espécies vegetais distintas. Quanto à fauna, esta serra é rica em aves e mamíferos predadores.
(In Colecção Percursos na Natureza, 1997 Centro de Ecologia Aplicada – Universidade de Évora,edição da Direcção Regional do Ambiente do Alentejo).
domingo, 1 de março de 2015
Caminhada Gratuita no Escoural (07MAR15)
Desta vez, propomos a todos os nossos amigo(a)s, uma caminhada gratuita na Serra de Monfurado, junto á povoação de Santiago do Escoural.
Trata-se de uma área de grande beleza natural, onde a floresta de montado é dominante e que é pouco conhecida dos pedestrianistas.
Assim, continuando o enorme esforço de divulgação de percursos pedestres que o Projeto Alcáçovas Outdoor Trails tem efetuado em todo o Alentejo Central, estão todos convidados a aparecer e caminhar conosco:
Escoural - 07MAR15
Concentração: Estacionamento da Junta de Freguesia do Escoural (No centro da vila).
Hora de Concentração: 09H45
Inicio: 10H00
Final: 14H15
Distância do Percurso: Cerca de 10 Kms
Grau de Dificuldade: Grau 1 - Percurso em caminhos rurais, com piso pedregoso e/ou lamacento.
...
Trazer farnel, picnic no campo.
Possibilidade de encontrar gado de pastoreio.
Descrição do Percurso: Caminhada na Serra de Monfurado junto a Santiago do Escoural, com picnic no campo.
Depois desta caminhada, ás 14H30, os interessados poderão visitar o Centro de Interpretação das Grutas do Escoural e as próprias grutas (Facultativo).
Inscrições para a visita á gruta: 266 857 000 (Centro de Interpretação)
Santiago do Escoural está situada a 12 Kms de Montemor-o-Novo, a 30 Kms de Évora e a 110 Kms de Lisboa.
Nota: A actividade é gratuita e não tem seguro. Cada um caminha por sua conta e risco...
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Património Natural
E porque não?
Não me considero uma pessoa altruísta. Talvez seja defeito de carácter mas não vou dourar a pílula. Sou o que sou.
Hoje por motivos pessoais dirigi-me ao fim do dia a uma das maiores superfícies comerciais de Lisboa. Fiz o que me levou lá e contra toda a réstia de bom senso que ainda possuo, saí e fui fumar um cigarro.
A meio do terceiro bafo, dou-me conta de uma senhora acompanhada de uma menina que não devia ter mais de 6,7 anos. Roupas algo gastas, olhares pregados no chão, mão estendida, frio. Tanto frio ao ponto das mãos da senhora não terem qualquer réstia de cor. Não foi preciso juntar 2+2 para concluir que a senhora estava a pedir alguma generosidade dos transeuntes. Aquilo cortou-me o coração. A mim, que tenho um bloco de gelo no local onde outrora batia algo.
Deixei o meu cigarro a meio e dirigi-me na sua direcção. Aos poucos, o seu olhar encontrou o meu. Meio assustado, meio tímido, meio expectante. Ajoelhei-me e perguntei à pequena...
- Olá. Como te chamas?
Ela olhou para a mãe na procura de aprovação para falar com o estranho que estava à sua frente, a qual obteu com um aceno de cabeça por parte da mãe.
- Vanessa - retorquiu ela.
- Que bonito nome, Vanessa. Sabes, está muito frio aqui fora. Será que a tua mãe e tu não querem beber algo quente lá dentro? - questionei.
- Podemos, mãe? - perguntou ela com um brilho nos olhos que só uma criança tem.
Uma vez mais a mãe acenou em sinal de concordância, embora desta vez com muito mais renitência. Não esperava reacção diferente. Afinal de contas, um completo estranho convida ambas a tomar algo quente quando se calhar haviam passado ali horas a fio sem que sequer meia dúzia de pessoas tivesse dado conta da sua presença ali ao frio gélido.
Dirigimo-nos ao café mais próximo e sentámo-nos.
- Gostas de chocolate quente, Vanessa? - perguntei.
- Sim, e a minha mãe também. - disse ela com o primeiro sorriso que lhe havia visto desde que as abordei lá fora.
A mãe mantinha o silêncio. Não a censuro. No lugar dela, possivelmente teria agido da mesma forma.
- Seja então. Chocolate quente para todos! - disse.
Enquanto bebíamos o chocolate em silêncio (embora ambas com satisfação, era notório), esse mesmo silêncio foi quebrado pelas primeiras palavras da mãe.
- Posso fazer uma pergunta? - questionou.
- Claro. Diga. - retorqui.
- Porquê? - disse com ar curioso
- Porque não? - retorqui com um sorriso.
Simplesmente sorriu de volta. Percebeu exactamente o alcance da minha questão/resposta. Porque é que não devemos auxiliar aqueles que por uma razão ou outra de momento são menos afortunados que nós com um gesto tão minimalista como um chocolate quente numa tarde gélida?
De repente, a Vanessa meteu-se no meio da conversa.
- Porque é que tem o cabelo comprido? Isso não é coisa de meninas?
- Eu gosto. Achas que me fica mal? - perguntei com um sorriso.
- Não, eu gosto!
E num ápice abre a mochila que trazia com ela, tira de lá uma bandolete roxa e entrega-ma.
- Toma. Sabes, é para o cabelo não lhe ir para os olhos... - disse.
Não consegui evitar o maior sorriso do dia.
- Sabes Vanessa, era exactamente disto que estava a precisar. Muito obrigado. Vou guardá-la para sempre com muito carinho...
Acabámos o chocolate quente e após a mãe (nunca cheguei a saber o nome da senhora, não era de todo relevante) ter agradecido o gesto, estendi-lhe a mão. Ela ao cumprimentar-me, fiz-lhe chegar uma pequena "oferenda" dobrada em quatro partes.
- Não sei a sua história, as suas dificuldades ou o que a leva a enfrentar o frio gélido do dia de hoje. No entanto, não sou indiferente ao sofrimento alheio. Desejo a ambas tudo de bom.
E ambos seguimos caminhos distintos.
E a questão permanece. Porque não? Porque é que fingimos não ver o sofrimento alheio que está à vista de todos? Porque não perder algum do nosso tempo e dar a mão a algumas pessoas que por qualquer infortúnio da vida, se vêm na iminência de pedir alguma bondade?
Não fiquei mais pobre por pagar dois chocolates quentes a duas desconhecidas. Julgo até que saí enriquecido desta experiência. Não sou tão frio quanto pensava.
Lisboa, 28 de Novembro de 2013.
Copiado do excelente blog do nosso compadre Gato Pardo, alentejano de gema...
http://gato_pardo.blogs.sapo.pt/
Local:
Lisbon, Portugal
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Percursos Pedestres em Castelo de Vide
A Câmara Municipal de Castelo de Vide apostou na criação de percursos pedestres em todo o Concelho, no seguimento do Projeto "Alentejo a Pé".
Aqui fica a descrição de um dos trilhos disponibilizados gratuitamente aos visitantes, "PR2 -Percurso da Torrinha":
A designação de "Percurso da Torrinha “ está relacionada com o topónimo da elevação que se situa a nordeste de Castelo de Vide, já que o traçado deste percurso a circunda.
Este trilho leva os pedestrianistas e ciclistas a visitar monumentos arqueológicos, religiosos e militares, além de mostrar a paisagem que esta vertente da Serra de São Mamede apresenta.
O percurso é caracterizado por um início e final com declives acentuados e pela peneplanície, por onde se desenrola a maior parte do trajeto, cruzando algumas linhas de água sazonais. A flora dominante é a oliveira (Olea europaea), o carvalho (Quercus faginea), a giesta branca (Cytisus multiflorus), e a giesta amarela (Cytisus striatus).
Podem ser observadas aves como o pintassilgo (Carduelis carduelis), o abelharuco (Merops apiaster) o rabirruivo de testa branca (Phoenicurus phoenicurus) o papa-figos (Oriolus oriolus), o melro-preto (Turdus merula), o cuco rabilongo (Clamator glandarius), a trepadeira-azul (Sitta europaea), o chapim real (Parus major), a cotovia arbórea (Lullula arbórea), o estorninho malhado (Sturnus vulgaris), a águia de asa redonda (Buteo buteo), e a águia cobreira (Circaetus gallicus). A melhor época para a observação destas espécies é entre os meses de Abril a Julho.
Quanto às características do terreno, os solos são graníticos, com bastantes afloramentos principalmente na parte final e são, por isso, aproveitados para a pastorícia de ovinos e bovinos, alternando com culturas de sequeiro.
O início do percurso é feito junto à Ladeira do Bom Jesus, frente ao edifício das antigas termas, sendo necessário tomar o caminho da Fonte da Areia que desce por entre pequenas hortas em socalcos até chegar à fonte, onde é necessário virar à direita, por um caminho estreito entre muros.
Chegados ao terreno plano, segue-se por um caminho asfaltado, atravessa-se outra estrada municipal e chega-se a um cruzamento de linha férrea. Aqui, aconselhamos, naturalmente, o máximo cuidado no atravessamento da linha. Um pouco mais adiante surge um outro cruzamento, este opcional, que possibilita uma visita à Anta dos Pombais.
A visita à Anta dos Pombais é, portanto, um trajeto de ida e volta e possui uma porteira que é necessário manter fechada, isto para que o gado não fuja.
De regresso ao percurso, voltamos a cruzar uma passagem de nível e viramos à esquerda, seguindo por um planalto, até à terceira passagem de nível. A partir desse ponto, o trajeto é feito por entre giesta branca e amarela, e carvalho negral, subindo-se sempre até se chegar a um caminho asfaltado. Nesse local, vira-se à direita, devendo, no entanto, visitar-se a Anta do Galhardo, também num percurso de ida e volta.
Ao longo dos 3 km do caminho asfaltado que é necessário tomar, já em direcção à chegada, o relevo é plano, a flora é semelhante à anteriormente encontrada, mas os carvalhos são de maiores dimensões, podendo ser encontrados, esparsamente, por entre culturas de sequeiro e pastagens.
Neste percurso, pode ver-se o castelo de Marvão, o vale da Ribeira da Vide e parte da orla noroeste da Serra de S. Mamede. Após a quarta e última passagem pela via-férrea do Ramal de Cáceres, já em descida, é necessário sair do asfalto e entrar num caminho estreito e murado que se encontra à direita. Este caminho, antes da construção da estrada em que seguíamos, tinha uma grande importância no acesso aos vários prédios que se encontravam na encosta dos “Canchos da Torrinha". Esta parte do percurso até ao Alto das Freiras é o mais pitoresco, uma vez que se desenvolve por trilhos onde apenas pessoas e animais são capazes de passar, devido à orologia e à estreita largura do trilho em certas zonas. A flora, que em grande parte cresceu de forma natural, transformou-o em habitat para algumas das aves de rapina,e também javalis (Sus scrofa), raposas (Vulpes vulpes), texugos (Meles meles) e outros mamíferos de pequenas dimensões.
Na descida até à Igreja do Bom Jesus, temos uma perspectiva da Vila pouco comum, em que a Igreja de Nª Sr.ª da Penha surge como se estivesse sobre Castelo de Vide.
Após a Igreja do Bom Jesus, continua-se pela calçada e decorridos 300m vira-se à esquerda, por um caminho asfaltado que entronca com uma estrada municipal. Nesse local é necessário virar à direita e após 100m entrar numa ladeira e subir sempre até ao final do percurso, na Praça Alta.
Fotos retiradas de pesquisas na Internet.
Informação de percurso disponibilizada no site: http://www.castelodevide.pt/turismo/pt/
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Sopa de Tomate
Ingredientes:
1 cebola
2 dentes de alho
2 folhas de louro
6 tomates maduros
3 batatas
4 ovos
louro
azeite
sal
pão alentejano
Preparação:
Colocar num tacho a cebola picada e deixar a refogar com um fio de azeite. Acrescente o louro e alho e de seguida o tomate cortado e pedaços. Temperar de sal e deixar a refogar mais uns minutos. Cortar as batatas em pedaços e adicionar ao preparado. Em seguida regar com água até cobrir os legumes. Tapar o tacho e deixar a cozinhar em lume brando mais ou menos 15 minutos. Depois dos legumes cozidos , colocar no tacho os ovos e tapar o tacho para que os ovos fiquem bem escalfados.
Numa terrina, servir a sopa numa cama de fatias de pão alentejano, acompanhada por umas azeitonas.
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