quinta-feira, 20 de agosto de 2020

PR6 MRT - Entre a Estepe e o Montado












PR6 MRT - ENTRE A ESTEPE E O MONTADO
Com o Campo Branco mesmo ali ao lado, esta é terra de abetardas e grous, sendo frequente o avistamento de grandes bandos enquanto se alimentam. O percurso serpenteia por terras de estepe e manchas de montado de azinho. Pelo meio, encontram-se vestígios de uma antiga exploração mineira, há muito votada ao abandono.
Características do Percurso:
Tipo de Percurso: Pequena Rota
Tipologia: Circular
Ponto de Partida/Chegada: Azinhal
Coordenadas GPS: N37 44 57.8 W7 51 13.0
Extensão:11 Km
Duração: Aproximadamente 2h30
Época aconselhada: Primavera, Outono e Inverno
Variação altimétrica: 90 metros
Grau de dificuldade: Fácil
Destinatários: todos os grupos
Percurso sinalizado de acordo com as normas da FCMP.
Pontos de Interesse:
Observação de Aves (ZPE Castro Verde e ZPE Vale do Guadiana) com especial incidência para as espécies estepárias; Antigas Minas da Balança; Serra de Alcaria Ruiva; Parapente; Nª Sr.ª de Aracelis.
Este percurso está localizado numa área geográfica do Parque Natural Vale do Guadiana, classificada ainda como área Rede Natura 2000, Zona de Proteção Especial do Vale do Guadiana, Zona de Proteção Especial de Castro Verde e Sítio de Interesse Comunitário do Guadiana.
Fotos da autoria do nosso compadre Rui Isidoro.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Visite S. Bartolomeu do Outeiro













Venha daí conhecer a aldeia miradouro de S. Bartolomeu do Outeiro, conhecida pelas suas ruas íngremes...
Afinal, quem é que pensa que o Alentejo é plano ?

Numa caminhada matinal com cerca de 10 kms, propomos-lhe conhecer também as ruínas das antigas Termas da Ganhoteira, abandonadas há cerca de 80 anos, além de apreciar uma paisagem típica da Floresta de Montado e os afloramentos rochosos que nos esperam ao longo deste percurso...
Opcional: Visita ao Santuário de Nª Sra d´Aires, em Viana do Alentejo. ( a 9 kms )
Opcional: Visita á aldeia de Oriola, junto á Barragem de Albergaria Dos Fusos ( a 5 kms )



terça-feira, 18 de agosto de 2020

Trilho da Mina de Ouro do Conhal - Nisa













PR9  NIS - A rota têm inicio na pequena povoação do Arneiro, Concelho de Nisa. 
A primeira parte do percurso visa a ascensão à Serra de São Miguel. 
No topo da serra, visita ao Buraco da Faiopa e avançando na direcção do castelo de Ródão é possível contemplar o voo silencioso de aves protegidas como o grifo. 
Ao longe avista-se o Tejo, a foz da Ribeira do Vale, o Conhal e Vila Velha de Ródão. 
A segunda metade do percurso contempla a visita ás margens do Rio Tejo, cais do Pego das Portas e por fim a visita ao Conhal. 
O Conhal do Arneiro é uma extensa área formada por amontoados de seixos, testemunhando a extracção de ouro que terá decorrido nas épocas romana e medieval.

Texto e fotos da autoria do nosso compadre Tiago Duarte.
https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pr4-trilhos-do-conhal-nisa-30336662

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Já não há boas Melancias como antigamente...












O Vale Machoso em prol das variedades regionais !!!
Durante o Verão, quando chegamos à horta logo pela manhã, é deveras fantástico deliciarmos-nos com uma melancia fresquinha.
Esta melancia conta uma história já com alguns anos, que teve início em Margem, Freguesia do Concelho de Gavião conhecida noutros tempos pelas melancias que aí se produziam.
Sempre ouvi falar nas melancias de Margem, pelo que resolvi realizar uma pesquisa no terreno com o intuito de identificar variedades regionais, tendo como objectivo a recolha de sementes, A pesquisa revelou-se uma frustração total, pois as variedades hoje produzidas são exactamente as mesmas que o mercado fornece, estrangeiras e que qualquer um de nós pode encontrar nos hipermercados (Sugar Baby / Crimsom Sweet / Klondique), pois os hortelões haviam abandonado a prática de recolher e propagar as suas próprias sementes, recorrendo eles também ao mercado, o que conduziu ao fim das variedades regionais que antes aí eram cultivadas. 

Em conversas mantidas, foi-me referido que umas eram de uma forma, outras de outra, algumas com casca branca e ainda outras de casca preta, mas certo é que ninguém já cultivava nenhuma delas, nem detinha em seu poder quaisquer sementes, pelo que após muita persistência dei o assunto por encerrado.
Mas por vezes os resultados surgem de onde menos os esperamos e o nosso esforço é assim recompensado, pois passado algum tempo e para minha completa surpresa, deparei-me com uma pessoa que antes havia contactado, a qual após a nossa conversa tentou fazer o possível por me ajudar, tendo obtido um saco de sementes de melancia junto de um ex hortelão de idade já avançada, que este teria ainda lá por casa, saco que gentilmente me foi oferecido. 

O saco, de aspecto deplorável e com aparência de ter já alguns anos, foi cuidadosamente guardado até ao ano seguinte.
No ano seguinte foram estas sementes lançadas à terra, embora com pouca fé, o que se veio a revelar parcialmente correcto, pois muito poucas germinaram, provavelmente pela maioria ter já perdido a sua capacidade germinativa. Contudo, felizmente algumas germinaram e para meu total fascínio, foi possível identificar três variedades distintas, totalmente diferentes do que encontramos no mercado.
Estas variedades encontram-se desde então afectas ao banco de sementes do Vale Machoso e preservadas com todo o afinco, assumindo um cariz que diria quase religioso.
A melancia que visualizam nas imagens é uma destas três variedades, esta de cor verde, oblonga, irregular, rústica, polpa consistente, casca bastante espessa comparativamente às que estamos habituados e muito saborosa. 

A variedade é super adaptada ao meio e resistente a doenças, sobretudo à antracnose, em muitos anos comum, a qual nunca vi afectar esta variedade, mesmo em momentos que outras o foram, nunca existindo a necessidade de utilização de fito-fármacos. 
A sua espessa casca permite-lhe ainda ter alta resistência à radiação solar, pois a temperatura nesta região supera por vezes os 40 graus, algo nefasto para algumas variedades quando expostas, pois deteriora-lhe o interior ou potencia o surgimento de podridão apical, como são o caso das supra referidas.
Um banco de sementes não é algo fácil de manter meus irmãos, pois trata-se de um tesouro vivo e que periodicamente necessita de renovação, a qual só será possível voltando a plantar e a recolher novas sementes.
Estas fantásticas e deliciosas melancias, poderão assim ter sido salvas do destino a que muitas variedades regionais foram vetadas, ou seja, a extinção. 

São um dos ex-libris do Vale Machoso, o qual assume neste contexto a sua rebeldia, rejeitando liminarmente a submissão à ditadura do mercado e uniformização de variedades e sabores que este nos impõe.
Para finalizar e como podem constatar nas fotos, foi salvaguardado o que de mais precioso esta melancia continha, que mais não são que as suas sementes.


Texto e fotos da autoria do nosso compadre Rui Delgado ( Vale Machoso, Gavião )

domingo, 16 de agosto de 2020

O Insectozoo já abriu...



Já abriu o Insectozoo...
Trata-se do maior espaço museológico alentejano dedicado aos Insectos Sociais. 
Este museu vivo é uma meritória iniciativa privada e recebe visitantes que podem admirar e conhecer melhor as colónias de insectos socais, ou sejam, formigas,  térmitas, vespas e abelhas.

Está localizado em Vila Ruiva e aceita marcações pelo telefone 284495136 e 966123676.

sábado, 15 de agosto de 2020

KM 551











O Idilio e a Alice, de Cantanhede, o João Coelho, de Alverca do Ribatejo, o Renato Lourinho, de Vila Franca de Xira e a Sílvia, o Pedro e José Maria, de Leça da Palmeira, mais conhecidos por " Caracóis do Leça ", passaram hoje no Jardim Público das Alcáçovas e levaram a sua carimbadela no passaporte EN2.
Esta é uma iniciativa do Grupo Pedestrianista Alcáçovas Outdoor ( Associação dos Amigos Das Alcáçovas ), de forma a contribuir para a dinamização da nossa vila...
Sempre que possível, voluntários do nosso grupo estarão no Jardim Público de Alcáçovas para carimbar os Passaportes EN2 e promover o concelho de Viana do Alentejo..