A antiga Estação de Caminho de Ferro de Pavia ergue-se hoje em silêncio, mas nem sempre foi assim.
Durante décadas, este foi um lugar de movimento constante, de chegadas e partidas, de malas gastas pelo tempo e de olhares lançados pela janela do comboio.
Por aqui passaram trabalhadores, agricultores, famílias inteiras e sonhos embrulhados em sacos de serapilheira. O comboio ligava Pavia ao resto do Alentejo e ao país, levando consigo cereais, gado e o fruto de um ano inteiro de trabalho no campo.
Mesmo ao lado, os antigos celeiros da EPAC reforçavam a importância desta ligação. Grandes edifícios pensados para guardar o trigo, símbolo maior da economia alentejana, testemunham um tempo em que a terra ditava o ritmo da vida.
Hoje, os carris desapareceram e o apito do comboio já não ecoa pela planície.
Mas o lugar permanece.
As paredes continuam de pé.
E o silêncio fala, para quem sabe escutar.
Fotografar a estação de Pavia é olhar para um Alentejo que não quer ser esquecido.
É perceber que, mesmo parado, este espaço continua cheio de histórias.
















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