quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Caminhada á Barragem de Alcáçovas (21SET14)

Foto de Família (by Nuno Grave)

Explorando as margens...

Se ao menos houvesse água, podia cair á vontade...

Sandálias modelo Alcáçovas Outdoor Trails.

Alentejo Verde...


E isto é com pouca água. Imaginem no Inverno...


O Tio Patinhas também participou?

Vai um figuinho?

Quem quiser tomar um banho, esteja á vontade...

De regresso ás Alcáçovas...


Projeto Alcáçovas Outdoor Trails. Somos especialistas em caminhadas no Alentejo Central...
(Um pouco de publicidade não faz mal a ninguém, pois não?)
Também quero participar...
 

O Guardião das margens...

Mais uma bela caminhada, agora é tempo de voltar á vila e beber umas minis...

No passado dia 21SET14, a malta do Projeto Alcáçovas Outdoor Trails foi visitar a área da Barragem de Alcáçovas ( conhecida localmente por Barragem do Núncio).
Com 22 participantes, vindos na sua maioria de localidades situadas na área da Grande Lisboa, Évora ou Beja, esta caminhada está inserida no Protocolo entre a Associação dos Amigos das Alcáçovas e a Câmara Municipal de Viana do Alentejo.
Cumpriu-se mais uma jornada de companheirismo e boa disposição, tiraram-se mais umas fotografias, fizeram-se mais algumas amizades. Foi, de facto, um Domingo muito bem passado...
Agradecemos o apoio da Junta de Freguesia de Alcáçovas e do Núcleo de Cruz Vermelha de Alcáçovas.
Aos proprietários da Herdade da Manisola, um grande Bem-Hajam...

Fotos gentilmente cedidas pelas comadres Esmeralda Filipe, Soraia Muriel e Fátima Veríssimo.


E aproveitámos para limpar o lixo que fomos encontrando ao longo do caminho. "Não deixes mais que pegadas, leva apenas boas recordações".

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Feira d' Aires (Viana do Alentejo)



Durante 4 dias, de 26 a 29, junto ao Santuário de Nª Sr.ª D’Aires faz-se a festa com atividades económicas, música, artesanato, gastronomia e manifestações religiosas, a par da tradicional feira franca. Ingredientes que dão nova vida a Viana do Alentejo, num certame que junta todos os anos os filhos da terra que regressam nesta altura do ano.
Nesta edição do certame que assinala 263 anos participam expositores de diversos sectores de atividade. Ao lado do pavilhão dedicado às atividades económicas, fica a tenda da gastronomia que inclui restaurantes, tasquinhas e venda de produtos tradicionais como os enchidos, queijos e doçaria.
Para além do programa cultural, o destaque vai também para o cariz religioso do certame, cujo ponto alto é a procissão que tem lugar no Santuário de N.ª Sr.ª D’Aires, no domingo, à tarde.

Moreninha Alentejana



- Moreninha alentejana,
quem te fez moren'assim?
- Foi o Sol da Primavera
que caiu sobre mim!

Que caiu sobre mim,
andava a ceifar o trigo.
- Moreninha alentejana,
porque não casas comigo?

porque não casas comigo,
Porque não casas com ela?
- Quem te fez morena assim?
Foi o sol da Primavera!

- Moreninha alentejana,
quem te fez moren'assim?
- Foi o Sol da Primavera
que caiu sobre mim!

Que caiu sobre mim,
andava a ceifar o trigo.
- Moreninha alentejana,
porque não casas comigo?

porque não casas comigo,
Porque não casas com ela?
- Quem te fez morena assim?
Foi o sol da Primavera!


Retirado do blog do nosso compadre José Rabaça Gaspar,   http://www.joraga.net/ 
( e dedicado a todas as mulheres alentejanas...)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Na Mouraria de Alcáçovas


No sábado de manhã peguei na minha máquina fotográfica que até nem é nada de especial e fui à descoberta das janelas e portas que o João Mendes fotografou e fez o favor de partilhar neste blog e que eu tenho vindo a pintar.
A minha maior pesquisa foi na rua do Castelo e de Évora e graças à Miquelina que é uma moradora do bairro mas tal como eu vive fora, mas que por acaso foi à festa de S. Geraldo, foi possível ficar a saber quem foram algumas pessoas que moraram nas casas e janelas aqui partilhadas.
Como sabem não sou licenciada em História mas confesso que fiquei rendida à descoberta.
Aqui temos a D. Piedade à sua porta que eu vou pintar para ela.
Na 2ª fotografia D. Piedade e sua filha Miquelina, muita saúde para as duas e por minha causa deixaram queimar o refogado do almoço. Beijinhos para as duas e obrigada pela partilha de informação.
Texto e fotos de Bela Mestre.

Nota nº1- Bela Mestre é natural de Alcáçovas, mas vive na Grande Lisboa.
Enfermeira de profissão, actualmente reformada, pinta aguarelas que retratam de forma maravilhosa o nosso Alentejo...
https://www.facebook.com/belamestre.belamestre?fref=ts






Nota nº2 - A Mouraria/Judiaria de Alcáçovas é o núcleo mais antigo desta vila. Encontram-se aqui muitas casas desabitadas e em ruinas, mas nestas ruas ainda se respira a memória de outros tempos, quando esta zona era conhecida por "Bairro Chinês", devido a ser habitada por familias pobres, com numerosas proles.
A miúdagem era tanta por aqui que este bairro se assemelhava a uma Hong Kong ou Shangai alentejana, pelo menos ao que se via nos filmes a preto e branco que passavam no salão da Sociedade União Alcaçovense.
Então, ficou-lhe a alcunha para sempre...     

domingo, 21 de setembro de 2014

Museu do Chocalho (Alcáçovas)








 Nunca vi tanto chocalho junto! Foi preciso vir à antiga oficina do Sr. João Chibeles Penetra, "industrial chocalheiro", na vila de Alcáçovas.
São cerca de 3 000! Todos parecidos mas todos diferentes: no tamanho, na espessura da chapa, nas marcas gravadas, nas cintas e fivelas, nos "cágados" de madeira (antepassados das fivelas), na côr, no ano de fabrico. Só mestre João percebe a ciência dos chocalhos. Passou muitas horas no banco ou na forja, calejou as mãos nas tesouras de metal, nas sovelas, nas grosas, nas serras.
Vai nos 80 e muitos, mas anda por ali muito direito, a explicar o que só ele sabe. Não gosta que os visitantes toquem nos chocalhos, "para tocar têm de estar pendurados nas reses, para isso serviam", afugentavam os animais predadores das capoeiras- raposas, saca-rabos, doninhas - e ajudavam a localizar os que se afastavam dos rebanhos ou das manadas. Continua a explicar:
"Hoje já pouco se usam os chocalhos, as propriedades estão todas aramadas e o pastoreio é muito diferente."

Quando o sr. João já não puder abrir a porta do museu, alguém há-de tratar disso - talvez o filho, bancário na vila, apreciador da obra cultural do pai, valiosa pela preservação das memórias de outros tempos. Há que renovar a apresentação, enriquecendo-a com depoimentos gravados em som e imagem, para que não se perca a História da vida rural no Alentejo.

Sr. João, vamos tirar um boneco para a posteridade? 

Texto e fotos copiados do blog do nosso compadre José Moedas Duarte, http://aorodardotempo.blogspot.pt

sábado, 20 de setembro de 2014

Sementes da Terra.



Colher é um acto de Amor. Semear ou plantar foram à sorte: soprou-se para a mão, benzeu-se o saco das sementes ou a varinha de cana com o rebento e esperou-se que tudo corresse pelo melhor, aguardando que a Natureza tivesse vontade de gerar, de se sintonizar com o Homem para ver crescer a Vida. Mas colher...oh colher! Colocar as mãos em concha, tocar ao de leve com os dedos enrugados nas primeiras folhas lisas ou nos frutos doces, redondos, plenos de si mesmos, é por si só um milagre de ressurreição. Enterra-se a vida sob o solo árido para que ela volte a respirar sobre ele, com mais vigor, mais força ainda do que a imagináramos contida no círculo de uma semente.
  Colhe-se com Amor e ama-se o que se colhe, chame-se trigo, melão ou feijão meloal; batata, cebola, tomate maduro ou até beldroegas. A tudo se dá forma, se dignifica com mil cuidados que vão da delicadeza da mão de quem os toca a vez primeira debaixo do sol quente, até que borbulhe em panela de barro ou de ferro pesado num calor que é mais brasido, dos fogões com ventre de lenha ou no borralho da chaminé.

  Todo o processo é pretexto para renovar o que se sabe, fazer de novo o que já é hábito e sentir o (re)conforto de voltar ao mesmo lugar, de sentir o mesmo toque, sabor, odor que o corpo já tão bem conhece. Azeitona, uva, bolota. Os frutos da miséria que regressam à casa dos sentidos, são para os da Terra como marcas, tatuagens, imagens de filhos em retratos animados de cor e cheiro.

  O esqueleto sabe as voltas do cajado, moldou-se ao movimento da foice, contorna os limites do panal e debaixo dos panos escuros, chapéus de palha, faz correr rios de suor por entre as curvas da pele. Trabalha como quem dança, com passos e gestos precisos, de quem já o faz há mais tempo do que o que se recorda, para num momento de êxtase, se dobrar, agachado ou de joelhos no chão, a ver despontar um raio de luz sob a forma de árvore, planta, esperança.

  A Terra move-se continuamente, pulsa, o seu centro lateja, rompem-se os torrões secos , voltam a desbravar-se caminhos velhos e reconstrói-se o que já existe. Faz-se mais e melhor, usam-se os braços, repousam flores, cabeças pequenas em regaços. E no fim, quando o dia acaba, o sol se põe em ocasos roxos e os passos ainda são muitos nas terras da Terra até que se aviste o fio fino de fumo da chaminé caiada, os olhos semicerram-se, o nariz e a boca abrem-se levemente para inspirar os aromas que o vento traz: uma sopa quente, a terra molhada, o ar seco, a água que corre na ribeira, cheia pela chuva incansável do Inverno ou por algum milagroso aguaceiro de Verão.

  Para os de cá, o Amor é isto: é imensidão, é vasto, é planície. E no entanto cabe no espaço oco entre duas mãos que se juntam para colher a primeira flor, o primeiro fruto que nasce da Terra.
Texto copiado do blog da nossa comadre Ana Terra, http://aterradaana.blogspot.pt/

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Arroz de Cabidela de Galinha


























Ingredientes:
1 Galinha
Azeite
Vinagre
Cebola
Dentes de alho
Toucinho
Folhas de louro
Arroz
Sal

Preparação:

Aproveita-se o sangue da galinha deitando-o numa tigela com vinagre para que não coalhe.
Faz-se o refogado com o azeite a cebola e os alhos picados. Junte-lhe a galinha cortada aos bocados pequenos e os miúdos, o toucinho cortado e o louro. Tempere com sal e deixe estufar em lume brando. Cubra a carne com água quente, tape a panela e deixe cozer até a galinha ficar macia. Depois de cozida retire a galinha verifica-se a água para que fique na proporção de 3 de água para 1 de arroz para a cozedura do arroz. Assim que levantar fervura junte o arroz.
Três ou quatro minutos antes de ficar pronto junte o sangue, misture-o bem, junte também a carne e deixe apurar.