sexta-feira, 6 de março de 2020

Acelgas




A acelga é mais uma hortaliça com história.
O seu uso na alimentação está registado desde o quarto século antes de Cristo principalmente na região costeira do mar Mediterrâneo.
Era utilizada pelos romanos, gregos e egípcios e fazia parte da alimentação básica dos camponeses.
Com o tempo, o seu uso foi-se disseminando pela Europa e pelos outros continentes.
A acelga (Beta vulgaris cicla), que também é conhecida como a beterraba branca, é uma planta que apresenta folhas grandes com forma oval, com talos longos, firmes e largos.
Quando às folhas, a sua cor varia conforme a espécie.
São brilhantes e apresentam, em geral, coloração verde ou avermelhada em diversas tonalidades. Podem ser lisas ou crespas.
Os talos e nervuras podem ser de cor branca, rósea, amarela, vermelha, verde, violeta ou laranja.

A acelga é um dos legumes mais completos para a nutrição humana, possuindo uma lista verdadeiramente impressionante de nutrientes importantes para a saúde.
É rica em vitaminas (A, B, B2, B5, K e C) e de sais minerais (cobre, enxofre, iodo, cálcio, ferro, fósforo, potássio e sódio). Em relação à vitamina A, vitamina C e K, as quantidades que contem são consideráveis.
A acelga crua contém muito mais vitamina C do que a cozida.
Além disso, a seguir ao espinafre, é a hortaliça mais rica em cálcio 
Tem poucas calorias e quase nenhuma gordura, podendo ser usada em dietas de baixo consumo calórico.
https://www.hortasbiologicas.pt/acelgas.html

quinta-feira, 5 de março de 2020

Talegos







Os Talegos são sacos feitos em pano, que durante muitas gerações serviram sobretudo para guardar o pão dos nossos antepassados.
Estas bolsas eram feitas pelas habilidosas mãos das mulheres, aproveitando restos de tecidos, para uso próprio e da família, pois era nos talegos que transportavam o pão e o queijo/chouriço para a merenda no trabalho do campo.
Com o aparecimento do plástico, o seu uso deixou de ser frequente, caindo em desuso.
Mas actualmente voltaram a ser muito procurados, pois há cada vez mais pessoas preocupadas com a conservação do ambiente e com a reciclagem dos materiais...
Agora, além do pão, servem também para guardar o telemóvel ou a caixa dos óculos...



quarta-feira, 4 de março de 2020

Castelo de Vila Viçosa








No centro de Vila Viçosa ergue-se altaneiro o castelo medieval, mandado edificar por D. Dinis na última década do século XIII. 
De 1461, quando D. Fernando I recebeu a cadeira ducal, até à inauguração do Palácio Ducal, este monumento nacional foi residência dos Bragança. 
A velha fortaleza medieval conservou a sua traça até ao início do século XVI quando os duques D. Jaime I e D. Teodósio I construíram, seguindo os modelos italianos de praças ultramarinas, o resistente castelo artilheiro. 
A reestruturação do castelo, na época das Guerras da Restauração, ficou a dever-se à posição estratégica que a Vila detinha em relação a Castela. 
A planta quadrada, com dois torreões em ângulos opostos, o aspecto compacto e os mecanismos defensivos inovadores – galerias antiminas e canhoneiras fortificadas para fogo cruzado – são características singulares que fazem deste castelo uma das jóias da nossa arquitectura militar. 
No interior da fortaleza, o Solar da Padroeira de Portugal é ponto de paragem obrigatória e, mesmo ao lado, no cemitério jazem os restos mortais da poetisa calipolense Florbela Espanca. 
Por fim, no interior da alcáçova do castelo o visitante pode descobrir os Museus da Caça e de Arqueologia. 
A subida às muralhas oferece uma vista ampla sobre o perímetro urbano de Vila Viçosa e uma perspectiva única sobre o verdadeiro postal ilustrado com que a Avenida Bento de Jesus Caraça e a Praça da República, repletas de verdes laranjeiras, brindam os forasteiros.
Fotos: Alcáçovas Outdoor
Texto: C. M. Vila Viçosa.

terça-feira, 3 de março de 2020

Vazio...










Exposição "VAZIO"
Esta exposição pôde ser visitada até ao dia 15 de novembro de 2019 no Fórum Municipal de Castro Verde e apresentou um conjunto de imagens do Alentejo, onde o autor viu nuvens que nunca tinha visto antes, árvores perdidas nos montes, campos de papoilas, campos ceifados, campos lavrados, a paisagem e a vida dos campos alentejanos, numa manifestação de rara sensibilidade visual e de intensa comunhão com os elementos da natureza e a obra ancestral que o homem, na natureza, vem realizando.

Fotos da autoria do nosso compadre Luís Reininho




segunda-feira, 2 de março de 2020

Caminhos de Santiago: Entre Alvito e Água de Peixes












De Alvito a Água de Peixes distam 6 kms por estrada alcatroada.
Depois, o Caminho de Santiago continua para o Santuário de Nª Sra d'Aires, ( Viana do Alentejo ), mas já num estradão de terra batida.
Uma dica para os peregrinos: Vale a pena fazer um pequeno desvio ( cerca de 500 mts ) para visitar as ruínas da aldeia de Água de Peixes.  Não é permitido visitar  o palacete, por ser propriedade privada, mas pode-se fazer uma  paragem na pequena capela situada a poucos metros, junto á estrada que vai na direcção de Albergaria dos Fusos...
Para mais informações: https://www.caminhosdesantiagoalentejoribatejo.pt/



domingo, 1 de março de 2020

PR9 PTG ( Portalegre )












Portalegre já tem sinalizado o PR9 PTG Rota da Peregrinação do Senhor dos Aflitos, uma Rota Religiosa de grande beleza natural e paisagística coroada com um pouco conhecido, mas fabuloso, Santuário Cristão como destino...
Este percurso tem por objectivo dar a conhecer o património natural e cultural do território em que se insere.
Inicia-se no Santuário do Senhor dos Aflitos / Senhor dos Mártires (edifício com arquitectura religiosa tardo-barroca), que desde os meados do século XVIII é um dos principais centros de devoção e peregrinação da região do Alto Alentejo. Tradicionalmente, o amplo e frondoso largo deste templo religioso é frequentemente ocupado por famílias e grupos para confraternizarem e merendarem.
Termina na Praça de Touros que, apesar da sua arquitectura popular de cromática ocre, protagoniza a paisagem rural que a envolve.


Fotos: José Pedro Calheiros, SAL- Sistemas Ar Livre.

Caminhar ao ar livre no Alentejo é usufruir dos grandes espaços, captar a riqueza dos montados, fortalecer-se com o vigor das fragas, relaxar perante a imensidão do azul..., tudo isto à distância de um passo...após outro...

Actividade acessível a todos, e conjugando a procura de uma vida mais saudável com a diferente capacidade física de cada um e os diferentes graus de dificuldade dos percursos pedestres, caminhar torna-se quase um apelo da natureza. 

Neste intuito, o projecto "Alentejo a Pé" consiste na sistematização e disponibilização de informação relativa a percursos pedestres existentes na região Alentejo, que possam ser percorridos, em autonomia, por diferentes tipos de utilizadores, podendo a sua pesquisa ser efectuada a partir de algumas características, como a extensão, duração, grau de dificuldade, a sua designação e localização geográfica (por concelho). Dado que a proveniência da informação é bastante abrangente e que esta se encontra estruturada de forma muito diferente, optou-se por não alargar demasiado os campos de pesquisa, de modo a tornar mais homogéneo todo o conjunto.