segunda-feira, 23 de março de 2020

Birdwatching em casa... #AvesDesdeCasa





Melro-preto, pardal-comum, rabirruivo-preto e andorinhas são algumas das aves que podemos ver da nossa janela, varanda ou jardim. Os amantes de aves estão a organizar-se em maratonas de birdwatching, sem sair de casa.

As aves selvagens fazem parte do nosso dia-a-dia, quer tenhamos consciência disso quer não. Agora, com milhares de pessoas em casa, essas aves podem ser um consolo que ajuda a passar estes tempos difíceis.
Um pouco pelas redes sociais, os amantes de aves e da natureza organizam grupos e iniciativas de observação e partilha das espécies que observam a partir das suas janelas, varandas, terraços ou logradouros e quintais.
Uma das iniciativas, com a hashtag #AvesDesdeCasa, surgiu em Espanha a 14 de Março na rede social Twitter por iniciativa da organização Aver Aves e é apoiada pela Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/Birdlife).
Até este momento, dia 20 de Março, já tinham sido observadas 128 espécies diferentes.
São mais de 150 pessoas a partir de mais de 40 localidades de toda a Espanha e de outros países, incluindo Portugal, “com os seus binóculos, telescópios e guias de identificação, observando aves a partir de janelas e varandas”, segundo uma nota do Aver Aves.
Segundo Javier Rico, responsável pelo Aver Aves e jornalista de Ambiente, esta “é uma forma de procurar o lado positivo da obrigação de ficarmos em casa para colaborar e travar a propagação do coronavírus. 
São momentos muito duros, que serão superados, e é preciso tentar passá-los da melhor maneira possível.”E as aves podem ajudar. “Elas deixam-se ver e ouvir, com os seus voos ou pousadas, procurando alimento, com os seus cantos e chamamentos e até com as suas estratégias de caça.”
Entre as aves que Javier Rico já observou estão a cegonha-branca, o rabirruivo-preto, o estorninho, o piriquito-de-colar, o pardal-comum e o melro-preto. “Aquela que mais alegria nos deu ver é o casal de andorinhas-das-chaminés que, depois de milhares de quilómetros de viagem, voltou a nidificar na garagem do edifício onde habitamos”, em Madrid.
A iniciativa já passou fronteiras e há pessoas a fazer o mesmo em Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha ou Colômbia e Panamá.
Fotos: António José Barrero Jara.
Texto copiado do site: https://www.wilder.pt/

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